As roupas, as belas e as fofas

Não é segredo de ninguém próximo a mim e nem tanto, de que eu tenho minhas referências pulsantes como veia em pescoço de nervoso, não escondo que amo Totoro, Kiki, Aragonés, Hirschfeld, e da alas do cromossomo Y, a Vera Brosgol (ela tem quase a metade da minha idade e tem o talento de dois Hiros enfileirados). Foi observando os desenhos dela que eu perdi o medo de fazer as expressões das mulheres que eu faço hoje, pois ela é uma das poucas, assim como eu, que adora rostos redondos e olhos mais redondos ainda, emoldurados em sorrisos carismatizantes feitos com traços bem simples.

Agora ela e a amiga Emily Carroll fizeram um blog (Draw this Dress) onde elas ilustram vestimentas e outros acepipes da moda antiga vestidas por mulheres (ah, as mulheres, sempre elas caindo tão bem nos desenhos) sorridentes, blasés e elegantes.

E um adendo isolado, mas não menos interessante, em junho de 2011 será lançado o livro Anya’s Ghost, ilustrado e escrito por ela. Nham.

Pelos poderes de Amazon!

Vera Brosgol

Na minha vida passada eu devo ter sido mulher e ilustradora. Possivelmente lésbica. Porque, apesar do meu porte de urso marrom sedentário e do convívio com vários tipos de arte e ilustradores, que vão desde street art até arte acadêmica, apesar de também conseguir fazer vários estilos de desenho, o meu forte ainda são os desenhos com um fundo “cuti-cuti”. 90% das toalhinhas de bandeja do McDonald’s tem esse estilo. Mesmo mudando o acabamento ou estilo de pintura, elas acabam meio “fofóides”.
Adoro ilustrações fofas e suaves, mas tem que tem um elemento transgressor no meio, não suporto coisas açucaradas e diabéticas. Por isso me apeguei direto com os desenhos de Brianne Drouhard, Ronnie del Carmen, Cecília Esteves e Mari Saito.

A outra que me chamou atenção foi uma russa chamada Vera Bee, ou Vera Brosgol.
Achei seus traços muito legais e elegantes, e tem uma linguagem gráfica também bem refinada, apesar da sua idade. Óia só que legal:




Elas possuem uma leveza no traço que eu não tenho, talvez por causa que meus dedos não são fininhos e delicados como as delas, parecem tocos de cenoura.