Tem tubarão em Toque-Toque?

Não veja Mar Aberto na véspera de viajar pra Fernando de Noronha ou Aruba.

É desagradável, pra cacete. Você sua dentro da máscara de mergulho esperando um tubarão roçar nas suas pernas.

Não veja “Casa de Areia e Névoa” se você estiver procurando uma casa pra comprar. Você pode ficar com vontade de viver de aluguel por um bom tempo. A paranóia faz o homem urbano ficar vivo!

Não veja “Abismo do Medo” se você planejou descer nas cavernas do Petar no final de semana. Tem um outro, “A Caverna”, que é um lixo, mas esse passa bem o clima de como é uma caverna por dentro (eu ia pro Petar pra ajudar a coletar espécimes de bagre cego pra faculdade). Quem é claustrofóbico deixa uma marca marrom nas calças.

Muita gente pensou, “pelo menos o cartaz é legal, que pusta idéia”, mas na verdade é uma “homenagem” desavergonhada.

Salvador Dali e Philippe Halsman criaram isso em 1951. A obra se chama “In Volupta Mors”. Sem Photoshop e sem filtros. Na munheca mesmo.

Não é teoria da Conspiração, mas quase tudo o que você acha legal na indústria do entretenimento tem uma fonte anterior mais digna ou de melhor qualidade.

Voltando ao Dali, ele era um inovador. Era um pirado, um José Celso Martinez catalão, mas era genial.
Essa instalação na época fez frisson. De perto é um amontoado de quadros com o foco principal na sua mulher pelada, Gala, de quem ele era apaixonadíssimo. De longe você vê a cara do Lincoln.

Tem muito anúncio e ilustrações que usam esse recurso, virou até carne de vaca.

Esse orangotango com ossos dourados tem um toque que lembra as esquesitices do Michael Jackson (não foi ele quem comprou o esqueleto do Homem-Elefante?).

Essas fotos tirei no museu Dali, em Figueres, Espanha.