Ovomaltine para todos

Sessão jabásico mostrando indefectivelmente o recém-lançado personagem que fiz para o produto novo da Ovomaltine, o Ovomaltine pronto em caixinha. Como ninguém pensou nisso antes?

O personagem ainda não tem nome, só vai ser batizado depois da escolha através de um concurso. O conceito do tornado de chocolate é meio óbvio, é só agitar que ele tá pronto. A agência que cuidou desse processo foi a QG Publicidade.

Pitacos na Computer Arts

Tanta coisa ficou aí pra ser noticiada nesse período, ô jizuis.
Uma delas taí nas bancas.

Eu escrevi um texto que está na última página da nova edição especial da Computer Arts sobre design de personagens, a pedido da bela Natalie Folco. falando um pouquinho sobre o que é criar personagens publicitários, principalmente a parte menos prazeirosa e mais pentelha do processo. Pra tirar um pouco daquela idéia de que é um trabalho 100% cor de rosa, felpudo e com cheiro de algodão doce, porque não é. Pelo menos não 100%.

Uma coisa que não escrevi no texto por falta de espaço é o erro em que o cliente tem em acreditar que basta criar um personagem para seu produto que ele vai virar um case de mercado só porque ele é inovador, colorido ou carismático. O que faz desse personagem um destaque que vai ser lembrado por anos a fio não é o desenho, é a quantidade de dinheiro que se investe nele em divulgação e marketing. Com muito dinheiro pra expor, qualquer personagem, até um ícone de gentinha vira personagem conhecido pra vender celular.

Pra quê coelho?

Alguém me explica esse coelho.
Toelho
É um adesivo que fica colado nas postas dos vagões de metrô de Paris. Um coelho cor de rosa prestes a perder quatro dedos da mão, uma mistura insossa de Quincas com Pernalonga.

Procurei por todo lugar, mas não vi mais nenhuma referência a esse lagomorfo rosado no metrô ou fora dele. Péssimo uso de um personagem, ou péssimo briefing de ilustração. Pra que coelho?