Feita no espelho

Audrey Hepburn de cabelo joãozinho ou a vizinha incrivelmente lésbica do andar de baixo? Podia dizer em tom solene que ela faz parte da série “Fast Girls 2.0″, mas a verdade se glamour é que é um teste aham-aham da ferramenta “Mirror” do Painter 12 com um pincel de púbis de camelo bem bacanudo. Faz tempo que não desenho nada sem compromisso antes do almoço.

Simplesmente simples mas complicado só de pensar

Essa lâmina de bandeja é a primeira da série de 3 que estão fazendo parte da campanha “Simples, Simplesmente” do McDonald’s. Todinha feita no Painter XI, essa lâmina é tão simples que quase não tem texto, é uma compilações de situações simples que podem ter variantes extraordinárias (ou não, depende do freguês).

Pra ver essa maior, pode clicar duas vezes na imagem que ela cresce intumescidamente

Na correria eu esqueci de colocar minha indefectível micro-assinatura, então não adianta arrancar as raízes capilares que não vão encontra-la dessa vez. É o tio Alzheimer chegando mais cedo.

E essa versão que não foi pras lojas, é a que tem a sereia-girino que, foi sumariamente limada do conjunto da obra, trocada pelo Einstein em epifania.

Seguem aqui algumas imagens em detalhes, particularmente acho o leãozinho e o fantasminha muy fofos.
Aliás, só pra entenderem por que os desenhos saem defeituosos, cada ilustração das lâminas de bandeja são feitas com 40cm de largura ou altura, dependendo da maior. Depois elas são reduzidas miseravelmente até 2 ou 3 centímetros no máximo e os defeitos somem. Por que 40cm? Por que pra mim é o tamanho de arquivo ideal de se desenhar no Painter, no caso das lâminas de bandejas, porque o desenho sai solto como cachorro com bexiga cheia no gramado.






Falando em girino, sabe como as lésbicas chamam as meninas novinhas que acabaram de sair do armário? De girinas. Por que elas vão virar sapas.

E isso ouvi de uma, então não foi piada infame minha.

Vera Brosgol

Na minha vida passada eu devo ter sido mulher e ilustradora. Possivelmente lésbica. Porque, apesar do meu porte de urso marrom sedentário e do convívio com vários tipos de arte e ilustradores, que vão desde street art até arte acadêmica, apesar de também conseguir fazer vários estilos de desenho, o meu forte ainda são os desenhos com um fundo “cuti-cuti”. 90% das toalhinhas de bandeja do McDonald’s tem esse estilo. Mesmo mudando o acabamento ou estilo de pintura, elas acabam meio “fofóides”.
Adoro ilustrações fofas e suaves, mas tem que tem um elemento transgressor no meio, não suporto coisas açucaradas e diabéticas. Por isso me apeguei direto com os desenhos de Brianne Drouhard, Ronnie del Carmen, Cecília Esteves e Mari Saito.

A outra que me chamou atenção foi uma russa chamada Vera Bee, ou Vera Brosgol.
Achei seus traços muito legais e elegantes, e tem uma linguagem gráfica também bem refinada, apesar da sua idade. Óia só que legal:




Elas possuem uma leveza no traço que eu não tenho, talvez por causa que meus dedos não são fininhos e delicados como as delas, parecem tocos de cenoura.