Viajando com os Bonequinhos Viajantes

Já faz um tempão equivalente à gestação de um elefante que o Marcelo Martinez, do Laboratório Secreto, veio à superfície coletando ilustrações de bonequinhos de braços abertos, de diversos ilustradores (eu, Carcamo, Paulo Cavalcante, Gustavo Duarte, Mauricio de Souza, etc., etc., etc.) , pra fazer uma exposição. Confesso que na hora não entendi direito o conceito, mas como ele é meu amigo, mesmo de roupa o fiz com prazer.

A sereia steampunk foi feita no Painter e a proposta também envolvia tirar fotos dos bonequinhos ambientados ao gosto do criador. Como se vê, a maioria optou pelas moitinhas verdes ou pelas lombadas de livros.

Agora a exposição “Bonequinhos Viajantes” ganha forma e endereço. Vendo todos os trabalhos de 80 pontafirmes da ilustração, sem nenhuma pretensão mais elevada, conceitual ou outra coisa mais cerebral digna de arte contemporânea, só com diversão leve e bonita, dá pra dizer que o conjunto todo ficou muito muito bacanuda.

Na falta de mais adjetivos, essa é a descrição oficial dos pais dos Bonequinhos Viajantes:

Organizado pelos artistas gráficos Marcelo Martinez e Romero Cavalcanti, o projeto Bonequinhos Viajantes reúne pequenos originais de mais de 80 craques da arte ilustrada brasileira em uma divertida exposição.

Com técnicas e estilos diversos, estes ilustradores, quadrinistas, cartunistas, designers gráficos, artistas plásticos, animadores e grafiteiros formam um painel contemporâneo e variado de nossas artes visuais, com representantes dos quatro cantos do país.

Cada artista fez ainda um pequeno registro fotográfico de sua criação, que você vê neste site. De forma despretensiosa, estes instantâneos digitais falam um pouco sobre nosso tempo e modos de vida nesta virada de primeira década do século XXI. Aonde você mora? Do que você gosta? Como é a sua casa, seu estúdio, sua mesa de trabalho?

Descubra com os Bonequinhos.
Boa viagem!


Por enquanto os Bonequinhos Viajantes estão no Rio, no Castelinho do Flamengo, até o dia 27 de fevereiro. Depois acho que eles aprontam as malas e saem por aí expondo-se em diversos cantos do país. Mais informações no site, de novo.

Doces Gurias de Daldoce

As chibatadas pelo trocadalho do carilho são merecidas, assim como os aplausos para a exposição “24 Ilustrações de Marcelo Daldoce para a Playboy”, que acontece na Livraria Pop até o dia 20 de março.

Marcelo Daldoce, brilhante ilustrador e aquarelista de talento de soltar palavrão de tão bão, já foi matéria na última Revista Ilustrar.
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Não pude ir na abertura da exposição, mas vacilei, pois disseram que além das gurias pintadas estavam também algumas coelhinhas da Playboy em carne, osso e peitos fazendo um charme.

Eu, por outro lado, só ganho cafuné do Ronald McDonald.

Spasibo!

Spasibo em russo é “obrigado”.
Aos amigos, fãs, interessados que foram na abertura da exposição Magioska na Galeria POP. Sabemos que, se não fosse pela questão pluvial, mais pessoas teria aparecido, mas surpreendentemente mesmo assim foi muita gente!
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Mesmo assim é bacana ver gente olhando pro seus quadros com um olhar que não seja o crítico de um diretor de arte ou art buyer. Como primeira exposição, pra mim, foi bastante divertido e acabei pegando gosto da coisa, não que eu me considere um artista, Charles Watson que o diga, mas a diversão de fazer os trabalhos e vê-los em outra situação que não seja em uma embalagem ou anúncio de revista é regozijante.
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Essa é uma rodinha de amigos com as 12 matrioskas e matrioskinhas que pintamos (foto do Gil Tokio). As minhas são as do primeiro plano à direita.À esquerda, em primeiro plano estão as do Fernando Chamarelli, atentem ao preciosismo feito por um robô, por causa linhas finíssimas como um pêlo pubiano de uma fada anã.
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Essa foi a minha parede, com os 28 quadrinhos. Os nomes das criaturas não aparecem, mas foi uma atração à parte (Eutanasha, Shoshova, Cherno-Bill, Ovinka, Katebushka, Porrenko).
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Essa foi a parede do Samuel Casal, o ilustrador que tem um pacto com o demônio, pela velocidade que ele pinta…
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Alguns dos trabalhos da Fernanda Guedes…
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A parede do Leo Gibran. Se ninguém comprar o quadro da cadelinha, eu tasco a mão em janeiro.
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Essa é a matrioska matrona gigante feita pelo Zé Otávio, feita na parede externa da POP
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E essa é a minha contribuição externa.

Mas quem não foi não se apoquente, porque embora não estejamos lá em carne e osso, a exposição fica até dia 09 de janeiro. Quem comprar um quadro da exposição terá nossa benção e lugar garantido no céu dos ilustradores.

Galeria POP – R. Virgílio de Carvalho Pinto 297 – Pinheiros

Krasavitza i Chudoviche na Magioska, tovarisch. Dah!

Apresento duas palhinhas que estarão expostas em pêlo e penugem na exposição Magioska que abre no próximo dia 7 de dezembro, às 19h, na Livraria POP (Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 297, Pinheiros) . No total fiz 28 quadros com monstros e moças e mais uma toy matrioska pintada por este ser.
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É a primeira exposição coletiva da galeria Magenta, que eu faço parte. Lá estarão também expostos os trabalhos do Leo Gibran, Fernanda Guedes, Zé Otávio, Samuel Casal, Fernando Chamarelli, Carlo Giovani e como diria Michael Jackson, “I’ll be there”. Só gente de peso, e não é relacionado com gordura, mas com talento. Se tivessemos verba, também contrataríamos lindíssimas hostess russas ruivas, mas fica pra próxima exposição.
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O tema todo da exposição é centrado nas bonequinhas russas matrioskas, aquelas que encaixam uma dentro da outra, ou dentro da temática russa. Krasavitza i Chudoviche, o tema dos quadrinhos que eu pintei, é uma corruptela romanizada e “Belas e Feras” em russo. Luis Fernando Veríssimo tem taras por anões besuntados de óleo, eu tenho por monstros fofos e fofas curvosas.

Aparece por lá e dosvidanya!