Spasibo!

Spasibo em russo é “obrigado”.
Aos amigos, fãs, interessados que foram na abertura da exposição Magioska na Galeria POP. Sabemos que, se não fosse pela questão pluvial, mais pessoas teria aparecido, mas surpreendentemente mesmo assim foi muita gente!
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Mesmo assim é bacana ver gente olhando pro seus quadros com um olhar que não seja o crítico de um diretor de arte ou art buyer. Como primeira exposição, pra mim, foi bastante divertido e acabei pegando gosto da coisa, não que eu me considere um artista, Charles Watson que o diga, mas a diversão de fazer os trabalhos e vê-los em outra situação que não seja em uma embalagem ou anúncio de revista é regozijante.
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Essa é uma rodinha de amigos com as 12 matrioskas e matrioskinhas que pintamos (foto do Gil Tokio). As minhas são as do primeiro plano à direita.À esquerda, em primeiro plano estão as do Fernando Chamarelli, atentem ao preciosismo feito por um robô, por causa linhas finíssimas como um pêlo pubiano de uma fada anã.
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Essa foi a minha parede, com os 28 quadrinhos. Os nomes das criaturas não aparecem, mas foi uma atração à parte (Eutanasha, Shoshova, Cherno-Bill, Ovinka, Katebushka, Porrenko).
Detalhe
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Essa foi a parede do Samuel Casal, o ilustrador que tem um pacto com o demônio, pela velocidade que ele pinta…
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Alguns dos trabalhos da Fernanda Guedes…
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A parede do Leo Gibran. Se ninguém comprar o quadro da cadelinha, eu tasco a mão em janeiro.
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Essa é a matrioska matrona gigante feita pelo Zé Otávio, feita na parede externa da POP
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E essa é a minha contribuição externa.

Mas quem não foi não se apoquente, porque embora não estejamos lá em carne e osso, a exposição fica até dia 09 de janeiro. Quem comprar um quadro da exposição terá nossa benção e lugar garantido no céu dos ilustradores.

Galeria POP – R. Virgílio de Carvalho Pinto 297 – Pinheiros

Krasavitza i Chudoviche na Magioska, tovarisch. Dah!

Apresento duas palhinhas que estarão expostas em pêlo e penugem na exposição Magioska que abre no próximo dia 7 de dezembro, às 19h, na Livraria POP (Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 297, Pinheiros) . No total fiz 28 quadros com monstros e moças e mais uma toy matrioska pintada por este ser.
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É a primeira exposição coletiva da galeria Magenta, que eu faço parte. Lá estarão também expostos os trabalhos do Leo Gibran, Fernanda Guedes, Zé Otávio, Samuel Casal, Fernando Chamarelli, Carlo Giovani e como diria Michael Jackson, “I’ll be there”. Só gente de peso, e não é relacionado com gordura, mas com talento. Se tivessemos verba, também contrataríamos lindíssimas hostess russas ruivas, mas fica pra próxima exposição.
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O tema todo da exposição é centrado nas bonequinhas russas matrioskas, aquelas que encaixam uma dentro da outra, ou dentro da temática russa. Krasavitza i Chudoviche, o tema dos quadrinhos que eu pintei, é uma corruptela romanizada e “Belas e Feras” em russo. Luis Fernando Veríssimo tem taras por anões besuntados de óleo, eu tenho por monstros fofos e fofas curvosas.

Aparece por lá e dosvidanya!

É Fantástico. O ilustrador, não o programa.

“Me dê uma lâmina X-Acto que farei um mundo!”

Quem vê o quadro do Fantástico “Mundos Invisíveis” do Marcelo Gleiser, não dá pra ficar de boca fechada com o trabalho de papel do transbordante de talento Carlo Giovani, definido como Deus pelo Kako, autor de todos os autômatas de celulose que ilustram esse quadro bacana, para os padrões do Fantástico.
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Quando vi esse trampo, na quantidade de fantoches, livros pop-ups, e mais dezenas de ítens para recortar e colar, quase tudo articulado pra filmarem em stop motion, e ainda com a agravante de ser um quadro semanal, pensei: Foda é a palavra mínima pra definir esse trabalho!!!! Puta trampo, tanto em beleza e talento como em complexidade e quantidade. Ele deve ter sangue de cupim nas veias pra ter tanta afinidade com papel, além de um cérebro que já vê marcas de recorte e vinco em tudo. Na hora me passou a imagem na minha cabeça dele recortando papéis amontoados em uma cesta lotada de prints às quatro da manhã, com as prateleiras lotadas de filósofos gregos enfileirados.

No dia em que me encontrar com Carlo Giovani, vou passar a mão na cabeça dele, pra ver se passa um pouco de talento por transmissão passiva.

Somente os bravos aceitam esse tipo de trabalho. Congratulations ao quadrado.

Em tempo, para os que gostam de ler sobre filosofia da ciência, o livro “A Dança do Universo” do Marcelo Gleiser é genial.