Você precisa de um calendário pra saber quando será um ano para o final do mundo

Acabei de acabar, está em processo de impressão, o meu calendário 2011. Mil chibatadas não desculpam o atraso, mas como não tenho ratinhos mágicos fazendo meu trabalho, ou era o calendário ou o leitinho das crianças, mesmo eu não tendo crianças nem beber leitinho.

O calendário será vendido depois de serem distribuidos para agências de publicidade, promoção e design, que é a meta do calendário – autopromoção dentro dos seus principais e potenciais oferecedores de trabalho, embora o calendário em si não é garantia de negócios e pedidos de ilustrações, mas é um auxiliador . Ainda não sei como será o esquema, já que o calendário anterior foi vendido pela Galeria Magenta, que não está mais ativa. Mas até lá eu acho a solução.

Calendário 2011 – tarda mas não falha

Meu calendário de 2011 teve que fazer uma curva inesperada e ficar no acostamento com o pisca alerta ligado em dezembro, por causa das caçambas de trabalhos que cairam por aqui.

Essa é uma das páginas, servida como aperitivo.

Esse desenho foi inspirado em uma estátua que vi no Jardins des Plantes, em Paris, que coisa chique. Tome peixe, tome:

Todas as bonitinhas que estarão no calendário também estarão no meu livro “Hiroines”, assim eu mato duas coelhinhas com uma só paulada (epa!).
O calendário deve ir pra gráfica na próxima segunda, então terei as peças em fevereiro ainda, e depois de distribuir para as agências de publicidade e design, que é o propósito inicial dessa peça, eu vou colocar pra vender o que sobrar.

E como consideração pelo atraso, o calendário vai ter 14 meses! Dois a mais entrando em 2012, inteiramente de graça! Não se esqueça que em dezembro de 2012 seus problemas irão acabar.

Em breve notícias aqui.

O tempo que o tempo te dá é o tempo que tem que dar pra dar tempo de fazer tudo o que deveria ser feito.

Não sou o Hiro Nakamura, que consegue manipular o tempo, mas o anti Hiro, aquele que é manipulado pelo tempo e faz dele um capacho, um escravo masoquista que pede para ser chicoteado pelos ponteiros do relógio.

Passados dois meses, terminei a mudança – terminar é eufemismo, já que convivo com mais caixas de papelão em casa do que carroceiro no final do dia na Faria Lima – morando no pior prédio com o melhor apartamento que poderia escolher (quem projetou a garagem daqui devia feder a enxofre, de tão apertada e porcamente desenhada) e após uma maratona de palestras, aulas e a entrega de alguns trabalhos ginórmicos, eis que volto novamente para este blog. Como diz o ditado popular, pelo menos o que vale é a intenção, e é intenção minha voltar com o blog normalmente agora que consigo domar um pouquinho mais o tempo.

Não é só com o blog que estou em dívida, também tô atrasado como menstruação de grávida com meu calendário de 2011, com meus projetos pessoais, incluindo aí higiene pessoal. E pra piorar, ou melhorar, dependendo de qual ponto de vista você assume, o remédio regulador de sono também funcionou, ou seja, agora eu durmo todos os dias, 7 horas por dia. E com isso eu volto a ter o prazer de conseguir lembrar coisas.

Tanta coisa se passou em dois meses e eu não documentei aqui. Nada sobre o livro Sketchbooks, nada sobre o fantabuloso Baião Ilustrado, que aconteceu em Fortaleza, nem um pio sobre o assombro de talento do Assis, o 3D Studio humano, nem sobre meus livros, nem sobre o IlustraBrasil 7 no Rio…mas que tem assunto retroativo, isso tem. Em português claro, não falei mas vou falar.

Como já prometi várias vezes que eu iria retomar o blog e não consegui, não vai ser desta vez que vai ter outra promessa, até por que promessa é dívida, e dinheiro é algo que é raro como galinhas com mamilos nesse momento. Mas prometer que vou tentar, isso eu posso.

E o desenho que ilustra esse post “mea culpa” é uma palhinha da próxima lâmina de bandeja do McDonald’s.