Barba Ruiva, tão bonitim na aquarela

Acontece nesse sábado, 24/04, o lançamento do livro “O Pirata Barba Ruiva”, da editora Arvoredo, na Livraria da Vila (Fradique Coutinho 915, Vila Madalena), das 15h às 18h. Foi escrito por Manoel Artur Villaboim e ilustrado pelo já sem adjetivos de tão bom, Gonzalo Cárcamo. Puxando saco mesmo, um dos maiores aquarelistas que já pousaram meus cansados olhos.
Capa Barba Ruiva
Ao invés de gastar dinheiro em feijoada oleaginosa nesse sábado, vá lá e faça seu lado direito do cérebro feliz. O esquerdo também agradece.

Lupe e o lobo

Tava esquecendo de postar esse presentinho querido que ganhei da Lupe Vasconcelos, de quem eu sou fã adesivado! Uma aquerela de secar os olhos.
lupe
Bem o tipo de tema que eu adoro desenhar, um monstrão protegendo ou carregando uma menina faceira. Reminiscências de Totoro e de Marco Antônio.

Quê Marco Antônio?

Esse Marco Antônio:

A cena do biscoito, que inspirou a cena do triturador de lixo em Monstros S.A. é pra se lembrar até o dia de ir pro caixão.

Entre o fuzil e o pincel

Qual é o último lugar em que você espera ver um ilustrador?

Talvez dentro da presidência da República, ou em uma reunião para controle da raiva de halterofilistas com mais de 100 quilos.

Ou no Iraque no papel de um soldado americano.

O pessoal da SIB enviou no fórum o link pro site de Steve Mumford. Ele é ilustrador, é soldado e está no Iraque.
E produziu sketches e aquarelas belíssimas de Bagdad.




Além do talento de Mumford, esses sketches e pinturas são parte da história. Uma coisa é você pintar uma pera ou uma moça pelada na grama. Outra coisa é você fazer um registro in loco de um acontecimento (desagradável) que faz parte da história. Lógico, não é algo na intensidade de uma foto do Robert Capa, mas tem seu valor que passa do artístico.
Também você percebe a força que tem um sketchbook (e mais força ainda a capacidade de captar as coisas à sua volta rabiscando rapidamente).


Outra coisa que você não imaginaria ver em Bagdad é um vendedor de rua de materiais artísticos. Culpa do nosso pré-conceito estereotipado de ver as coisas de acordo com o que a CNN mostra, esperando ver apenas coisas como mercadores de especiarias e cabras nas ruas.