Obrigado ao melhor cachorro do mundo

UPDATE

Hoje o Bisteca deixou de ser um cachorro pra virar uma estrela.
Ele se foi depois de 13 anos de serviços prestados abanando o rabo e me dando amizade incondicionalmente se eu estava de bom humor, deprimido ou colérico. Não tem cafuné que me faça sentir menos culpado por ele estar passando os últimos dias na casa dos meus pais e não perto de mim, nem adiantou ver dezenas de vezes o final de “Marley e Eu”para ver se acontecia uma catarse e passar por esse dia menos emotivo.

Estava os últimos meses sofrendo com crises asmáticas, dificuldade de respirar e mesmo assim nunca deixou de abanar o rabo quando me via. Morreu dormindo, em paz, como gostaria que todos os meus queridos também se fossem.

Dá vontade de chorar feito menina atropelada só de pensar nas vezes que ele pegava a sacolinha com garrafinhas de plástico com a boca para levar na reciclagem, mesmo sabendo que era só pra ganhar um Biscroc, ou quando ele ficava embaixo da minha bancada de trabalho em dias frios, só pra eu colocar meus pés no quentinho do corpo dele enquanto eu o massageava esporadicamente com meus dedões. Ou quando ele ficou deprimido quando matei um camundongo que só depois descobri que era amigo de ração dele.

Cachorro é amigo mesmo.

Obrigado por tudo.

Esse simpático aí é o Bisteca.

Não é o Marley, mas é quase. Só não dá tanto dinheiro como ele.

Tem uma história curiosa a respeito dele. Continue reading