Quer grande? Tome grande!

Esqueci de colocar algumas ilustrações da lâmina de bandeja do McDonald’s Vampiro Amigo grandes, como havia proposta, pra ver detalhes que passam desapercebido como um ratinho mijando no escuro.






Tem duas ilustrações que não estão na lâmina e que foram trocadas de última hora. Novamente, todas feitas no Painter XI.

Calendário 2011 – tarda mas não falha

Meu calendário de 2011 teve que fazer uma curva inesperada e ficar no acostamento com o pisca alerta ligado em dezembro, por causa das caçambas de trabalhos que cairam por aqui.

Essa é uma das páginas, servida como aperitivo.

Esse desenho foi inspirado em uma estátua que vi no Jardins des Plantes, em Paris, que coisa chique. Tome peixe, tome:

Todas as bonitinhas que estarão no calendário também estarão no meu livro “Hiroines”, assim eu mato duas coelhinhas com uma só paulada (epa!).
O calendário deve ir pra gráfica na próxima segunda, então terei as peças em fevereiro ainda, e depois de distribuir para as agências de publicidade e design, que é o propósito inicial dessa peça, eu vou colocar pra vender o que sobrar.

E como consideração pelo atraso, o calendário vai ter 14 meses! Dois a mais entrando em 2012, inteiramente de graça! Não se esqueça que em dezembro de 2012 seus problemas irão acabar.

Em breve notícias aqui.

Duzentos paus por um picolé

Aproveitando-me do meu direito supremo de fazer jabá no meu próprio blog, apresento a vós essas embalagens que fiz para os picolés Fruttare, da Kibon.

Fazem parte da campanha “Fala Cabeção” e foi desenvolvida pela Bullet, a mesma que bolou a promoção “iPod no palito”. Se você der sorte ao comprar um Fruttare, o picolé tem um chip que fala que você ganhou R$200,00. Isso dá e sobra pra um jantar a dois no Ráscal, dá pra comprar uma passagem de ida e volta pro Rio sem lugar pra dormir ou pode gastar tudo com feijões mágicos.

Todo o material foi feito no Painter XI e foge um bocadinho do estilo que sou conhecido, mas também gosto muito de fazer. Porém tem duas coisas que eu trinco os dentes de ansiedade antes de desenhar: gente andando de bicicleta e morangos, ô coisas que dão um trabalho pra ilustrar.

Se você ganhar duzentinhos, lembre-se de mim.

Feijão Carioca Ilustrado!

O Clube da Luta dos ilustradores, também conhecida como “Ãos Ilustrados”, pertencendo a este o Bistecão Ilustrado, de São Paulo; o Baião Ilustrado de Fortaleza, o Chimarrão Ilustrado do Sul; o Empadão Ilustrado de BH, entre outros eventos gastronônicos no aumentativo terminados em “Ilustrado”, recebe agora a vinda do mais novo filhote: o Feijão Ilustrado do Rio de Janeiro.

O Feijão Ilustrado foi concebido sem participação de sexo mas com muita fúria pelo querido amigo ilustrador e balsâmico criativo Renato Alarcão. O esquema é bem parecido com o que rola aqui em Sampa: confraternizar uma caralhada de ilustradores, desenhistas, desenheiros e amantes de todos eles para trocar idéias, desenhar a noite inteira e encher a cara com bebida barata e comida gordurosa. A vida é feliz para quem precisa de pouco. Vai ter sorteio de coisas bacanudas, vai ter modelo vivo e vestida pra desenhar, vai ter xaveco e tesourinha sem ponta também.

Acontece agora no próximo dia 9 de fevereiro as 21h no Boteco Salvação, na Rua Henrique de Novaes 55, no Botafogo. Qualquer um que seja socialmente aceitável será benvindo, e também tem uma caixinha de R$5,00 pra pagar todos acepipes e outros gastos para acontecer o evento.

Eu tentarei de tudo para estar lá no dia, prometo sacrificar um bode ou uma virgem, o que for mais fácil de encontrar, para que isso aconteça. Meu chapa Alarcão o merece esse prestígio e minha benção.

Amostra grátis de lâmina de bandeja nº 22

Mal saiu a última lâmina do Vampirinho Amigo e já coloco aqui na roda amostra grátis da próxima.

Ganha um ovinho de codorna no palito quem acertar o tema. Daqui a alguns meses nos melhores McDonald’s do ramo.

Vampiro que é amigo não chupa pescoço nem pede dinheiro emprestado.

Já faz um tempão que essa lâmina de bandeja tava incubada nos recônditos do McDonald’s, mas recentemente ela foi liberada para ver a luz do dia. Clica nela que ela cresce como pão na chuva, ou vai no link do meu site oficial que ela também está lá.

A idéia de se fazer uma lâmina sobre vampiros obviamente veio dessa onda mundial cheia de hormônios envolvendo chupadores de sangue que brilham no escuro e usam pefuminho com nome de cueca pra agradar mocinhas com as aortas pulsando de vontade de fazer coisa errada. Sem dúvida um tema que hoje faz sucesso, mas confesso que ralei o cérebro no tanque de lavar roupa pra não fazer algo com ranço crepuscular. Nada contra, só não faz meu tipo. Mais Sookie e menos Edward, por favor.

Também não foi fácil condensar os textos. A idéia toda daria um bom livro, foi trabalho de relojoeiro encaixar tudo o que queria e ainda fazer uma gracinha pra lá e pra cá. Tem até duas ou três passagens bem espirituosas e divertidas. Até no Twitter tem mais espaço para escrever um texto do que eu tive aqui, afinal lâmina de bandeja não é um tratado nem um compêndio letrado, mas essa foi uma das vezes que deu mais vontade de escrever muito mais do que podia.
Mas o vampirinho ficou bem apetescido pro meu gosto e depois vou colocar aqui a versão da lâmina de bandeja com os quadros que não foram publicados por diversas razões, a versão estendida do diretor.

Viajando com os Bonequinhos Viajantes

Já faz um tempão equivalente à gestação de um elefante que o Marcelo Martinez, do Laboratório Secreto, veio à superfície coletando ilustrações de bonequinhos de braços abertos, de diversos ilustradores (eu, Carcamo, Paulo Cavalcante, Gustavo Duarte, Mauricio de Souza, etc., etc., etc.) , pra fazer uma exposição. Confesso que na hora não entendi direito o conceito, mas como ele é meu amigo, mesmo de roupa o fiz com prazer.

A sereia steampunk foi feita no Painter e a proposta também envolvia tirar fotos dos bonequinhos ambientados ao gosto do criador. Como se vê, a maioria optou pelas moitinhas verdes ou pelas lombadas de livros.

Agora a exposição “Bonequinhos Viajantes” ganha forma e endereço. Vendo todos os trabalhos de 80 pontafirmes da ilustração, sem nenhuma pretensão mais elevada, conceitual ou outra coisa mais cerebral digna de arte contemporânea, só com diversão leve e bonita, dá pra dizer que o conjunto todo ficou muito muito bacanuda.

Na falta de mais adjetivos, essa é a descrição oficial dos pais dos Bonequinhos Viajantes:

Organizado pelos artistas gráficos Marcelo Martinez e Romero Cavalcanti, o projeto Bonequinhos Viajantes reúne pequenos originais de mais de 80 craques da arte ilustrada brasileira em uma divertida exposição.

Com técnicas e estilos diversos, estes ilustradores, quadrinistas, cartunistas, designers gráficos, artistas plásticos, animadores e grafiteiros formam um painel contemporâneo e variado de nossas artes visuais, com representantes dos quatro cantos do país.

Cada artista fez ainda um pequeno registro fotográfico de sua criação, que você vê neste site. De forma despretensiosa, estes instantâneos digitais falam um pouco sobre nosso tempo e modos de vida nesta virada de primeira década do século XXI. Aonde você mora? Do que você gosta? Como é a sua casa, seu estúdio, sua mesa de trabalho?

Descubra com os Bonequinhos.
Boa viagem!


Por enquanto os Bonequinhos Viajantes estão no Rio, no Castelinho do Flamengo, até o dia 27 de fevereiro. Depois acho que eles aprontam as malas e saem por aí expondo-se em diversos cantos do país. Mais informações no site, de novo.

Prepara-te! As Hiroinas estão chegando!

Fiquei um tempão sem desenhar as Fast Girls, mas tem um bom motivo. Em 2011, no primeiro semestre, estarei lançando o meu livro de sketches! Sim, finalmente saiu do meu útero cerebral o primeiro livro que eu não tenho vergonha de esconder debaixo da cama. Vai se chamar Hiroines, e vai ser lançado pela Reference Press. Entendeu a piada? Hiroines?


Esse livro terá o mesmo conteúdo dos livros que muita gente já conhece dos livros da Brandpress Studio, como os livros do Bill Pressing, Shane Glines ou do próprio Alberto Ruiz, dono da BrandPress e de quem posso dizer que é meu amigo: sketches, esboços e bocetos (opa) das coisas que mais adoro desenhar: mulheres e alguns monstros. Eu, que sou fã diabético desse tipo de livro, agora tenho o meu, meu, todo meeu. Nas próximas semanas, todo meu esforço será direcionado para a feitura desse livro, uma vez que eu sou esquizofrênico e não dê um livro pra um esquizofrênico fazer porque ele muda a toda hora. Aliás, os poucos que já sabem da história já viram que eu tô mudando a capa como quem muda fralda de bebê diarréico. E vou continuar mudando até ter satisfaction garantida e nenhum dinheiro de volta.
Vai ter FastGirls novas sim, aquelas que não tem problema colocar por causa dos direitos autorais, vai ter mais Fadas Enfartadas, as fadas ordinárias, vai ter monstros feminóides, monstros que protegem mulheres, vai ter esboços de lâmina de bandeja que não foram aprovadas, vai ter trabalhos que foram detonados pelos clientes, vai ter gostosas, vai ter simpáticas, vai ter gostosas simpáticas, vai ter rabiscos, esboços feitos digitalmente, grafitalmente, pastelmente, aquarelamente, iPadmente, vai ter mulheres para todos!

A Reference Press nasceu dos esforços brancaleônicos do Ricardo Antunes, pai da Revista Ilustrar e Guia do Ilustrador. Aquela viagem que fiz pra Nova York há dois anos junto com ele deram frutos! A Reference Press terá uma coleção de livros de sketches fêmeos de diversos ilustradores porretas e terá parceria da incessante BrandPress. Os livros serão vendidos aqui na terrinha, nos EUA e na Europa, faltam ainda Ásia, África e Oceania pra dominar o mundo. E a Reference ainda tem mais cartas na manga, daquelas de fazer coringa chorar de cansaço, porque são coisas para ilustrador bater palminha. Esperai e aguardai.

E orgulhosamente serei o número 2 da Reference. O primeiro livro será do nosso patrono oficial da ilustração, o Todo-Fofo Benício (se houvesse um dinheiro rolando entre ilustradores teria e efígie do Benício, e diríamos para um ilustrador: “cara, isso vale mil Benícios!”).
Uma escolha nada mais justa, honrada e significativa para meu maior ídolo da ilustração e do Antunes também, será o primeiro livro colorido com as artes só do bom velhinho.

Ainda não tenho os preços, nem quando será oficialmente lançado e nem como será vendido, mas com certeza as informações serão repassadas aqui nesse blog e no site da Reference Press.

Vai ter festinha com direito a torradinha com patêzinho no lançamento? Matemos um bode virgem para isso acontecer, quando acontecer.

As roupas, as belas e as fofas

Não é segredo de ninguém próximo a mim e nem tanto, de que eu tenho minhas referências pulsantes como veia em pescoço de nervoso, não escondo que amo Totoro, Kiki, Aragonés, Hirschfeld, e da alas do cromossomo Y, a Vera Brosgol (ela tem quase a metade da minha idade e tem o talento de dois Hiros enfileirados). Foi observando os desenhos dela que eu perdi o medo de fazer as expressões das mulheres que eu faço hoje, pois ela é uma das poucas, assim como eu, que adora rostos redondos e olhos mais redondos ainda, emoldurados em sorrisos carismatizantes feitos com traços bem simples.

Agora ela e a amiga Emily Carroll fizeram um blog (Draw this Dress) onde elas ilustram vestimentas e outros acepipes da moda antiga vestidas por mulheres (ah, as mulheres, sempre elas caindo tão bem nos desenhos) sorridentes, blasés e elegantes.

E um adendo isolado, mas não menos interessante, em junho de 2011 será lançado o livro Anya’s Ghost, ilustrado e escrito por ela. Nham.

Pelos poderes de Amazon!

Revista Ilustrar 19 abusivamente atrasado

Pois é, a situação estava tão efervescente e periclitante, vulgo efervitante ou pericliscente, que nem deu tempo de divulgar a última Revista Ilustrar, a de número 19. Como tenho obrigação moral e pessoal de divulgar esse trabalho quase brancaleônico de Ricardo Antunes, eis que tarda mas não falha. É de graça, clica no link que a mágica acontece.

Aos onanistas das antigas, quem curtia a antiga Penthouse vai se lembrar dos trabalhos francisbaconianos do Marshall Arisman, que ilustrava para a revista.

Com tanto atraso de um material tão pulsante de bom, só posso dizer “gomenassái” e “enjoy” que ainda dá tempo e minha consciência fica limpinha feito bundinha de bebê, entenda isso como quiser.

O tempo que o tempo te dá é o tempo que tem que dar pra dar tempo de fazer tudo o que deveria ser feito.

Não sou o Hiro Nakamura, que consegue manipular o tempo, mas o anti Hiro, aquele que é manipulado pelo tempo e faz dele um capacho, um escravo masoquista que pede para ser chicoteado pelos ponteiros do relógio.

Passados dois meses, terminei a mudança – terminar é eufemismo, já que convivo com mais caixas de papelão em casa do que carroceiro no final do dia na Faria Lima – morando no pior prédio com o melhor apartamento que poderia escolher (quem projetou a garagem daqui devia feder a enxofre, de tão apertada e porcamente desenhada) e após uma maratona de palestras, aulas e a entrega de alguns trabalhos ginórmicos, eis que volto novamente para este blog. Como diz o ditado popular, pelo menos o que vale é a intenção, e é intenção minha voltar com o blog normalmente agora que consigo domar um pouquinho mais o tempo.

Não é só com o blog que estou em dívida, também tô atrasado como menstruação de grávida com meu calendário de 2011, com meus projetos pessoais, incluindo aí higiene pessoal. E pra piorar, ou melhorar, dependendo de qual ponto de vista você assume, o remédio regulador de sono também funcionou, ou seja, agora eu durmo todos os dias, 7 horas por dia. E com isso eu volto a ter o prazer de conseguir lembrar coisas.

Tanta coisa se passou em dois meses e eu não documentei aqui. Nada sobre o livro Sketchbooks, nada sobre o fantabuloso Baião Ilustrado, que aconteceu em Fortaleza, nem um pio sobre o assombro de talento do Assis, o 3D Studio humano, nem sobre meus livros, nem sobre o IlustraBrasil 7 no Rio…mas que tem assunto retroativo, isso tem. Em português claro, não falei mas vou falar.

Como já prometi várias vezes que eu iria retomar o blog e não consegui, não vai ser desta vez que vai ter outra promessa, até por que promessa é dívida, e dinheiro é algo que é raro como galinhas com mamilos nesse momento. Mas prometer que vou tentar, isso eu posso.

E o desenho que ilustra esse post “mea culpa” é uma palhinha da próxima lâmina de bandeja do McDonald’s.

Sketchbooks – É hoje

O lançamento do livro Sketchbooks é hoje! Vai lá que eu tô lá.

E segue uma palhinha de uma página do meu inseparável e indesgrudável sketchbook que não vai estar presente no livro. É uma bagunça gráfica, mas eu gosto, tá?

Mete a boca na sereia

Oie gente de Brasilia.

Taí o desenho da caneca que fiz como convidado remoto e que o Werley vai sortear hoje no Rabiscão Ilustrado.

É pra meter a boca na sereia.

Mr. Pink

Aguardando o começo do IlustraBrasil 7 no Rio (estou em um quarto de hotel que lembra muito a casa do filme dos 7 Gatinhos, tem cara de Nelson Rodrigues esse Paysandu), coloco aqui um off-topic de ilustração, só pra matar o tempo.

Esse filminho foi criado pelo meu chapa Marcelo “Tom Stines” Lourenço, nerd não assumido e director criativo da Fuel em Lisboa. Quando ele faz coisas para o público GLS le se empolga e solta a criatividade de verdade.

Come to Rio, baby – IB7

O pessoal da SIB do Rio fez o cartazinho da minha palestra que darei lá na próxima segunda à noite, vide o site oficial aqui. Parece que é só chegar, sentar e ter acuidade auditiva mediana pra participar.

Vá e veja.

Lâmina de bandeja do McDonald’s “My Friend”

O mês virou e segundo meu cronograma de papel guardanapo hoje entra a nova lâmina de bandeja do McDonald’s com o tema “Amizade”, dessa vez são várias maneiras de se dizer “Meu Amigo” em várias línguas.

Novamente, as mocinhas ficaram muito expressivas e o traço correu solto e facinho feito sal Lebre. Ainda vende sal Lebre?

Clica na lâmina pra ela aumentar cfeito mandiopã no óleo quente.

E eis algumas ilustrações maiores pra ver mais detalhes. Dou um doce de batatadoce pra quem adivinhar que bicho que eu queria colocar no lugar do vermelhão japonês.






Rosana Urbes e Ricardo Antunes no Perfil Literário

Perfil literário é talvez o maior arquivo de entrevistas de ilustradores, escritores, jornalistas e outros personagens da cultura brasileira. É comandado pelo megacarismático Oscar D’Ambrosio, da rádio Unesp, e eu já tive a honra de ser entrevistado por ele.

Recentemente meus amigos ilustradores Ricardo Antunes, pai do Guia do Ilustrador e da Revista Ilustrar e Rosana Urbes, mãe de um método de ensino de modelo vivo genial e que já trabalhou na Disney, em produções como Lilo & Stitch, Mulan e Tarzan (porra, ela conheceu Glen Keane e Chris Sanders, nhom…) fizeram parte da lista.

Adoradores de desenho, valem a pena limpar os ouvidos para ouvir suas histórias.

Entrevista de Rosana Urbes

Entrevista de Ricardo Antunes

Sketchbooks – o primeiro livro brasileiro sobre…sketchbooks

Há algum tempinho fui convidado pelo Roger Bassetto e Cézar de Almeida, antigos proprietários da Livraria Pop, a participar de um projeto sobre um livro de sketchbooks. A proposta é interessante, era mostrar qual era o papel do sketchbook no papel criativo do ilustrador ou artista. Assim, cada convidado mostraria algumas páginas do seu caderno de rabiscos, ou caderno de manifestação de idéias, e faria uma declaração sobre esse caderninho salvador.

E agora o livro vai ser lançado. No dia 28/10, uma sexta (tem Bistecão nesse dia, quero ver como eu faço), no Museu da Casa brasileira, na Av, Faria Lima 2705, São Paulo City.

Participam do livro, além de moi, toda essa turma de peso pesado pesadésimo nas artes e ilustração: Alarcão – Alex Hornest – Amanda Grazini – Angeli
Arthur D’Araujo – Bruno Kurru – Carla Café – Cláudio Gil
Eduardo Berliner – Eduardo Recife – Elisa Sassi – Fernanda Guedes
Guto Lacaz – Hiro Kawahara – Kako – Kiko Farkas – Leo Gibran
Lollo – Lourenço Mutarelli – Montalvo – Mulheres Barbadas
Orlando – Rafael Grampá – Roger Cruz – Titi Freak – Yomar Augusto

E deixo no final a descrição do livro nas palavras dos próprios idealizadores:

SKETCHBOOKS
AS PÁGINAS DESCONHECIDAS DO PROCESSO CRIATIVO
O livro aborda as questões do processo criativo nas artes visuais,
amplamente ilustrado com imagens dos cadernos de esboços de 26
artistas contemporâneos brasileiros.
Foram selecionados pela sua diversidade de atuação, daí a participação
de designers, arquitetos, ilustradores, cartunistas, gra!teiros
e tipógrafos, entre outros.
“Sketchbooks” é um projeto inédito no Brasil, resultado de um
processo de mais de 18 meses entre a concepção e o produto !nal, com
visitas a ateliês e contato com um riquíssimo e vasto material registrado
em cadernos, gerando a difícil tarefa de compilar recortes que
re”etissem o trabalho e a personalidade artística de cada um do elenco.
Os autores esperam, com este livro, “alimentar e inspirar quem está
buscando ou já está percorrendo seu próprio caminho no campo das
ideias e quer exercitar sua criatividade nas artes visuais e na vida.”
Segundo Charles Watson, que escreve a introdução:
“É possível que nos últimos 10 anos tenham sido publicadas mais antologias
sobre desenho e o papel do desenho no pensar que nos 30 anos
anteriores. Isso sugere que hoje, em meio à idade digital, o processo de
esboçar ainda é fundamental para muitas disciplinas que vão além da
arte e do design.
“Sketchbooks” é um raro exemplo no Brasil de uma antologia desse
tipo. Num contexto de consumismo desenfreado e constante procura
por novos produtos da indústria e do design, é refrescante ver um livro
que visa à contemplação dos bastidores das linguagens criativas

E essas são algumas páginas-petisco do livro.




Be there!

A loira do Bonfim versão fofa – amostra grátis de lâmina de bandeja nº 22

Aproveitando o clima belorizontino por conta da palestra do R Design, aí vai outra amostra grátis de lâmina de bandeja do McDonald’s falando sobre Belô.

A loira do Bonfim vivia de branco e aparecia de madrugada se insinuando, pedindo para que algum vivente a levasse pra casa. Na esperança de faturar alguma coisa a mais que um beijinho, acompanhavam a alva moça até o local de sua morada, que na última hora se revelava ser um cemitério, e daí ela desaparecia feito nota de 10 na carteira.
Seriam a loira do banheiro e a loira do Bonfim seriam a mesma pessoa? Ou melhor, a mesma entidade?

Palestra em BH

Amigos mineiros, preparem um pão de queijo e um café com leitchi quentchi que estarei em BH dia 10 de outubro para dar uma palestra no R Design, pra falar um pouco do meu trabalho e sobre a profissão de ilustrador. É um mês profícuo (adoro a palavra “profícuo” tanto quanto “vibrissas”) de palestras, a gente se diverte e conhece um monte de lugar legal levando nossa palavra messiânica ilustrativa por aí e por aqui.

Vai ser as 20h no Campus I Cefet – MG – Av. Amazonas, 5253 – Nova Suiça Auditório

UPDATE!

Quem quiser se inscrever para a palestra é só ir nesse link , ir clicar em “inscrição” e deixar seus segredos mais  íntimos

Bob Staake e o Photoshop Pleistocênico

Eu sou um fã de camiseta e bandeirinha do Bob Staake. Recentemente comprei um livro pop-up de bichinhos muito Hebe Camargo, vulgo gracinha. Sempre admirei as expressões, os olhos e o clima bem humorado que esse cara dá aos seus desenhos, além de ter esse design retrô moderninho que dá até raiva de tão bom.


Sempre soube que ele trabalhava digitalmente só com o mouse, não usando Tablets ou Cintiqs, e, pasmamente também que só usava (ou usa, sei lá) a versão 3.0 do Photoshop pra fazer os desenhos (veja bem, não é a versão CS3, é a versão 3, que foi lançada em 1994 e foi a primeira versão com layers). Ou seja, o danado usa um software com 16 anos de vida pra fazer esses desenhos. Ele é a prova viva de que programa não faz um ilustrador, talento e prática sim.

Agora, ver o cara trabalhando nesse programa da era Pleistocênica dá arrepios porque tudo parece simples e não é. Trabalhando basicamente com círculos, demora um pouco pra entender como é o processo de trabalho dele e os desenhos começam a aparecer como mágica de coelhinho na sua frente.

O sono criativo by John Cleese

Durante meu período no estaleiro físico-químico, eu chorava as pitangas com o Kako. Num desses papos, ele me enviou um link do Youtube com uma palestra magnífica do John “Monty Pythom” Cleese, britanicamente velhinho e digno, falando de algumas coisas, entre eles sobre a importância do sono no processo criativo, do descanso e da imposição do limite de trabalhar, além da importância de não ser interrompido durante esse processo. Graças ao André Valente, lembrei novamente desse vídeo e hoje até parece que ele fez isso de encomenda para esta pessoa que vos digita.

Tá em inglês sem legenda, mas vale a pena fazer um esforcinho pra entender, vai ser Gatorade pra cérebros cansados.

Amostra Grátis de Lâmina de Bandeja parte 21

Um tiragosto petininim de uma lâmina de bandeja do McDonald’s que está sendo feita nesse momento por este mortal cansado.

Se não me engano essa vai entrar em novembro. Quem viver verá.

Palestra no Rio – versão carioca da IlustraBrasil 7

Ao pessoal que vive debaixo do sovaco do Cristo Redentor:

Estarei no Rio no próximo dia 04/10, segunda-feira, dando uma palestra sobre o que eu mais entendo: eu mesmo, mostrando um pouco do meu trabalho e contando o processo de virar ilustrador por acaso, abrindo a semana de leituras da versão carioca do IlustraBrasil 7.

A abertura do evento é às 19h e a palestra é as 20h. Fica lá no Senai Maracanã, na Rua São Francisco Xavier 417.

A programação total do evento tá aqui abaixo, my friend.

A origem de “A Origem” foi em Patópolis

Saí da sessão de “Inception” achando que alguém fez isso em mim quando comprei o apartamento na planta.

A idéia do filme não é nova, mas é divertido ver o processo quase em papel carbono que foi feita pela Disney, numa história em quadrinhos ilustrada pelo Don Rosa em que os Metralhas usam uma máquina para entrar no sonho do Tio Patinhas pra roubar segredos e o Pato Donald tem que entrar no sonho também pra protegê-lo.
Uma das coisas legais do Don Rosa é que ele usa elementos de histórias criadas por Carl Barks em outras situações. Só os bravos lembram de Dora Cintilante.

A história completa, “The Dream of a Lifetime” tá aqui nesse link. Don Rosa não é Christopher Nolan, mas é tão genial quanto.

Pitacos na Computer Arts

Tanta coisa ficou aí pra ser noticiada nesse período, ô jizuis.
Uma delas taí nas bancas.

Eu escrevi um texto que está na última página da nova edição especial da Computer Arts sobre design de personagens, a pedido da bela Natalie Folco. falando um pouquinho sobre o que é criar personagens publicitários, principalmente a parte menos prazeirosa e mais pentelha do processo. Pra tirar um pouco daquela idéia de que é um trabalho 100% cor de rosa, felpudo e com cheiro de algodão doce, porque não é. Pelo menos não 100%.

Uma coisa que não escrevi no texto por falta de espaço é o erro em que o cliente tem em acreditar que basta criar um personagem para seu produto que ele vai virar um case de mercado só porque ele é inovador, colorido ou carismático. O que faz desse personagem um destaque que vai ser lembrado por anos a fio não é o desenho, é a quantidade de dinheiro que se investe nele em divulgação e marketing. Com muito dinheiro pra expor, qualquer personagem, até um ícone de gentinha vira personagem conhecido pra vender celular.

Queimando as pestanas

Estou voltando depois de um tempo fora do ar. Espero que agora eu retome as minhas funções normais, sejam elas profissionais ou fisiológicas.

Durante mais de 20 anos eu dormi entre 4 a 5 horas por dia. Achava que dormir era supérfluo, acreditava nas palavras de Napoleão de que um tolo precisa de 8 horas de sono, achava que era um tipo de poder mutante que me permitia trabalhar mais do que a média dos humanos mortais, me dava uma soberba presunçosa achando que isso poderia se manter para sempre e produzindo mais do que máquina de fazer linguiça.

Some-se a isso 16 anos de stress paquidérmico trabalhando como diretor de arte, dentre eles também como responsável pelo departamento infantil do McDonald’s, lidandocom todo tipo de criatura de sangue quente e frio. Coisa de trabalhar todo dia até as 3 ou 4 da manhã, voltar pra casa, passar uma águinha no rego e voltar pro batente as 11 da manhã, lidando com 4 ou 5 jobs ao mesmo tempo. Às vezes o clima era tão pesado que dava pra cortar o ar com uma faca.

Mesmo quando me tornei ilustrador freelancer, há 5 anos atrás, eu achava que estava dando um upgrade no estilo de vida. Mais falso que nota de 30. Embora tenho redescoberto a verdadeira vocação, levei todo o jeito estabanado e exagerado de trabalhar pra casa. Some-se o prazer que a ilustração me dá, disfarçando o cansaço e diminuindo ainda mais as horas de sono em troca dessa libido artística e aí você se vê trabalhando ainda mais do que antes.

Some-se ainda nos últimos meses mais stress de tamanho jurássico vindo de divórcio, problemas com a construtora do apartamento, descoberta do glaucoma e você dorme menos ainda. Todo o tempo do mundo não é suficiente pra fazer as coisas, duas mãos e dez dedos também não. O cérebro pode virar uma pasta que depois ele se recupera, assim eu pensava.

No final, eu tive um desequilíbrio químico no cérebro. O stress constante durante anos somado à falta de dormir me deram de presente uma coisa chamada Síndrome de Burnout. No final, ou eu dormiria 8 horas por dia ou seria candidato a aparecer naquele programa safado “Intervenção”. Nada que feijõezinhos mágicos com tarja vermelha que fazem “Boa noite Cinderela” instantâneo por 8 horas não resolvam.

Nesse período de conserto, quase tudo o que era secundário ficou de fora (em outras palavras, tudo o que não era trabalho). Isso incluia o blog e as Fast Girls.
Agora que as coisas estão se equilibrando novamente, acho que consigo recuperar tudo isso aos poucos. Principalmente o blog, que tadinho, deixei de lado mesmo com uma coceira danada nos dedos, já que eu curto escrever tanto quanto desenhar.

Retomei as Fast Girls há algumas semanas, mas vou apresentá-las de uma vez só por um motivo específico, em breve elas surgirão fresquinhas e curvosas.

Para aqueles que eu deixei na mão por conta da diminuição da atividade temporária, minhas desculpas e minhas condolências. Prometo passar uma fita silvertape pra consertar tudo isso.

Lâmina de bandeja “Que tipo de amigo você tem?”

Antes, um mea culpa.

Estou há algumas semanas sem postar nada porque, por ordens médicas, eu reduzi um pouco meu ritmo de trabalhos notívagos e durante um tempo tenho que dormir 8 horas por noite tomando remédio – geralmente dormia em torno de 4 horas, e eram essas horas que eu fazia as Fast Girls e escrevia no blog. Minha memória estava ficando de peixinho dourado velho, então patientia Mas o ritmo de trabalhos vai normal, mas tratar de Síndrome de Burnout trabalhando parece o mesmo que trocar pneu com o carro andando. Mas também tem coisas saindo no forno bem legais e em mais tempo tudo aqui volta ao normal.

Essa lâmina de bandeja é uma série de 3, todas relacionadas com o tema “Amizade”.
Eu particularmente gostei dessa porque tive muita liberdade de fazer os textos. Coisas como “Boca de Cabra”, “Nojinho” e outras engraçaduras não saiam antes. E os textos corridos, na maioria das vezes, seguem o mesmo estilo desse blog. É bom fazer um trabalho dando risada.

Se quiserem ver maior, vá ao meu site-portfólio oficial e clique na imagem da lâmina de bandeja duas vezes que ela cresce intumescidamente. Também podem clicar na própria imagem acima que ela também intumesce.

E só para curiosidade, esse foi o layout que eu mostrei pro cliente, uma lâmina de bandeja neném.

E também algumas ilustrações maiores de umas semi-fast girls. A fluidez, rapidez e a facilidade de fazer as expressões melhoraram muito depois que eu comecei a fazer as meninas rapidinhas. Quem disse que elas não serviam pra nada?





Tudo foi feito no Painter 11 e a lâmina finalizada em Illustrator CS5. Os traços não são perfeitos, porque as ilustrações são feitas com uns 30cm de comprimento e depois reduzidas a míseros 2 a 3cm, comprimindo todos os erros.

Mais uma amostra grátis de lâmina de bandeja

Como se diz no jargão entre os ilustradores, “em progresso”, pra tirar a poeira e o cheiro de velho do blog.

Nas lojas em breve estará.Anostra2

Amostra grátis de lâmina de bandeja parte 19

Passando o sábado e final de semana trabalhando em algumas lâminas de bandeja do McDonald’s, ocupando quase todo o tempo acordado com esses trabalhos. O resto do tempo na cama, pois por ordens do seu doutor, tenho tomado remédio pra dormir pelo menos oito horas por dia (momento mimimi).
Essa é uma amostrinha grátis da lâmina que deve sair daqui a dois meses, ainda sem cor. Diabético do jeito que eu gosto.Shivinha