Não, não e não. Duas vezes não, duzentas vezes não.


Algumas pessoas e empresas estão usando a imagem da Audrey que fiz como exercício como uma Fast Girl, sem permissão, autorização ou benção pra estampar camisetas, vestidinhos e outras coisas, algumas até empresas de grande porte e outras com preços bem salgado. Talvez ninguém tenha dito isso pra vocês antes de montar um negócio baseado em imagens, mas tem uma coisa chamada direito autoral, e se não sabem o que é isso ou não se importam, talvez ao passarmos do âmbito comercial e artístico para o judicial a coisa fica menos divertida mas mais correta (no caso o verbo está no passado, porque eu “já passei” para o âmbito legal). Nesse caso, da minha parte e da Viacom, que é a proprietária dos direitos da Bonequinha de Luxo.


Obrigado pela Juliane Barros pelo toque desse novo usuário indevido.
E não gente, não adianta pedir pra usar a imagem que não dá, não quero e nem tenho o direito, já que, como disse acima, a personagem pertence à Viacom Company.

E obrigado pela Marcella Carter pelo novo aviso da imagem com o gato mequetrefe.

Desenho é minha constante, mas quero o cajado do Mr. Eko pra garantir

É off-topic de ilustração, mas foda-se. Assumo que sou nerd e tenho minhas paixões além do desenho e senhoritas. Lost foi uma delas, mesmo com o final mais fecal de uma série de TV. Comparativamente, Lost foi como um casamento com divórcio linchante: apaixona-se, acha que é algo único, fica morno, dá uma requentada e no final, quando acredita-se que vai ter uma solução para tudo, caga-se na saída, com muita decepção, um pouco de raiva e vontade de passar uma borracha na memória.

Pra compensar, se você tem dinheiro sobrando, acontece na internet um leilão (clicaqui) com todos – sim, todos, na compreensão da palavra – objetos usados na série. Do carro do Hurley, da cadeira de rodas do Locke até a bombinha de asma da Shannon. Parece que os valores vão de US$200 (as latinhas de cerveja da Dharma) até uns US$50 mil, acho que vão leiloar até o submarino. São ginórmicas 30 páginas de itens no site, nunca o dinheiro valeu tão pouco.
Eko
Se eu tivesse dinheiro pra torrar feito espanta-mosquito, ah, tantascriançaspassandofomenomundo, eu queria muuito o cajado do Mr. Eko pra ficar do lado da minha mesa.
Faraday
E claro, Clovis…o sketchbook do Faraday!! Esse sim é objeto de desejo, dá um comichão na mão e na carteira.

Ensaboa mulata, ensaboa

Vai, desculpe pela falta de posts, ainda vai levar uma semana pra coisa voltar ao normal; tô há semanas à base de cenoura com Nutella e mijando em garrafa de Gatorade na frente do computador pra entregar um projeto no final do mês. Sempre que volto de férias é trabalho acumulado que desperdiça o descanso adquirido: ensaboa mulata, ensaboa, tô ensaboando…
São nessas horas que eu penso se não vale a pena investir em um sidekick pra ajudar nas tarefas. Mas sempre que o trabalho dá uma acalmada vem também a vontade de dar um peteleco no sujeito. Talvez eu precise é de uma secretária que ilustre. E que saiba cozinhar feijão e tirar cabelo do ralo, assim a vontade de dar um peteleco diminui. Hum.

O blog, coitado, vira filhote de pomba em incêndio, é a última prioridade.
ferias
Mais uma semaninha. Ou duas. Com Fast Girls agora feitas do jeito papai-e-mamãe, no lápis e papel.

Mes petit amis de voyage

Pra quem perguntou que materiais que eu usei e uso nas viagens, ei-los, bonitinhos e faceiros.
DSC02729
DSC02730
É um conjuntinho de aquarela do tamanho de um maço de cigarros da Winsor & Newton, uma caixinha de metal com um tanquezinho de água ou conhaque, dependendo da sua necessidade primordial. US$ 85 na Dick Blick de NY.

E os pincéis são compactos, daqueles que a capinha protetora vira parte do cabo quando abertos.

Cabem até no bolso da jaqueta. Por isso adoro as baixinhas.

Um menino, uma lhama, uma cordilheira e aquarelas de arrancar os olhos

Senhores, contemplem.
Gonzalo Cárcamo é um aquarelista tão iluminado, tão talentoso que você tem vontade de ficar apertando a sua mão indefinidamente pra ver se passa algum talento por osmose. Tive a honra de aprender alguma coisa de aquarela com ele e finalmente consegui comprar uma jóia feita de papel feita por ele.

Thapa Kunturi – Ninho do Condor (Companhia das Letrinhas) é um belíssimo-íssimo livro ilustrado e escrito pelo Cárcamo. Faz um ilustrador como eu se sentir pequeninho como uma larva de goiaba.
Não é puxação de saco barata e desproposital, é puxação de saco com motivação sim. É um livro tão belo que chega a secar os olhos, uma ironia porque tudo ali é feito com aquarela, tão bela e tão fluída, é como uma virgem tomando banho de leite impressa em papel couchê.

A história se passa nos Andes na época pré-colombiana e conta a história meiga de um menininho de poncho e sua lhama, que não cospe, de estimação.

E vale cada centavo investido nesse livro.

Dêem um quico no Speedy

Não só eu, mas como milhares de pessoas estão com a conexão Speedy com uma bola de ferro amarrada no pé. Estou com uma fantástica velocidade de 3 kb/s, o suficiente pra fazer download de confete de papel.
Paciência, paciência…