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	<title>Widonid Another Hiro &#187; Another Tips</title>
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		<title>Aprendendo a desenhar com Rad Sechrist. E Mort Drucker, Glen Keane, Ralph Bakshi</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 03:33:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu adooro colocar posts com nome &#8220;Aprenda a desenhar com&#8230;.&#8221;. São os posts mais visitados, atraem incautos como moscas em carne fora de geladeira, e como prova que o ser humano ANSIOSO só lê as primeiras quatro palavras de uma frase, centenas de pessoas pensam que EU ensino a desenhar. No começo isso me incomodava, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu adooro colocar posts com nome &#8220;Aprenda a desenhar com&#8230;.&#8221;. São os posts mais visitados, atraem incautos como moscas em carne fora de geladeira, e como prova que o ser humano ANSIOSO só lê as primeiras quatro palavras de uma frase, centenas de pessoas pensam que EU ensino a desenhar. No começo isso me incomodava, mas algumas perguntas são tão grotescas e mal escritas, do tipo <em>&#8220;aê meu, kero desenhar pra caralho, comofaz?&#8221;</em> que de incômodo a coisa virou um tipo masoquista de entretenimento. Se não sabem ler um post, como querem aprender a desenhar?</p>
<p>Da mesma forma que eu vivo repetindo, e o Ricardo Antunes também, que mesmo a Revista Ilustrar sendo gratuita e pra download, dezenas de pessoas perguntam onde comprar e quanto custa.</p>
<p>EU não ensino a desenhar, ainda não tenho cacife, créditos e gônadas suficientes pra isso. Mas Rad Sechrist ensina, e ensina muito bem.</p>
<p>Vi essa no blog <a href="http://www.drawn.ca">Drawn</a>. Sechrist é um puta ilustrador e além de fazer storyboards pras animações da Dreamworks, também foi responsável pela melhor história da última revista Flight, que tava bem fraquinha, a do samurai que busca a mulher raptada por um sujeito malvado (Kidnapped).<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/uploads/2010/01/flight-page1flat.jpg" alt="flight page1flat" title="flight page1flat" width="425" height="638" class="aligncenter size-full wp-image-1324" /><br />
Seu<a href="http://radhowto.blogspot.com/"> blog &#8220;Rad How To&#8221;</a> tem gigas de informação, apenas e simplesmente de posts que ensinam a desenhar. Dicas de anatomia, perspectiva composição, dentro do contexto de comics e animação.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/uploads/2010/01/bat-girl-study4.png" alt="bat-girl-study4" title="bat-girl-study4" width="510" height="660" class="aligncenter size-full wp-image-1325" /><br />
Coisas que se aprende TREINANDO constantemente com uma orientação, não se aprende anatomia de segunda pra terça e dormindo entre esses dois dias, e com AUTOCRíTICA, pra não se achar o rei da cocada preta quando conseguir desenhar uma mulher com a bunda no lugar e achar que não precisa aprender mais nada.</p>
<p>Fazer o quê, meu amigo, escolheste uma profissão que exige estudar e praticar sempre. E aproveite agora que você está no começo de carreira e tem pouco trabalho, porque depois que começar a trabalhar de verdade, tempo pra estudar vai se tornar tão valioso como virgens pra sacrifício. Virgens bonitas.</p>
<p>O <a href="http://radfordsechrist.blogspot.com">blog pessoal</a> de Sechrist também seca os olhos.</p>
<p>Além dele, o leitor Kleverson me deu uma dica de outro blog fantástico, o <a href="http://onanimation.com">On Animation</a>. Dentro dele existem centenas de filmes, entrevistas, matérias, sketches, análises de ilustradores e animadores com carreira com peso de elefante, uma miríade (gostou do &#8220;miríade&#8221;?) de foderosos do traço do mundo da animação. Só na primeira página tem uma amostra grátis do Mort Drucker desenhando, (quem nunca leu uma sátira de filme no MAD feita por ele?), e os sketches de Glen Keane quando fez Tarzan.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/uploads/2010/01/tarzan13.jpg" alt="tarzan13" title="tarzan13" width="433" height="458" class="aligncenter size-full wp-image-1326" /><br />
 É outro blog deixa passando fome por dias quem gosta de animação.</p>
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		<title>Os últimos dias do portfólio de couro?</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 23:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[blog]]></category>
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		<description><![CDATA[Coincidências não existem, portanto duas perguntas pra mim no mesmo dia sobre portfólios num momento em que eu estava tirando minhas pastas do armário pra decidir o que fazer com elas podem ter um significado cósmico? Tomei a decisão de não mais atualizar o portfólio real, aquela pasta de couro lindona que mofa sempre depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coincidências não existem, portanto duas perguntas pra mim no mesmo dia sobre portfólios num momento em que eu estava tirando minhas pastas do armário pra decidir o que fazer com elas podem ter um significado cósmico?<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/uploads/2010/01/portfolios.jpg" alt="portfolios" title="portfolios" width="397" height="285" class="aligncenter size-full wp-image-1311" /><br />
Tomei a decisão de não mais atualizar o portfólio real, aquela pasta de couro lindona que mofa sempre depois das estações de chuva, como agora.</p>
<p>A razão é simples: Há mais de 6 anos que eu não mostro a pasta pra ninguém, há 6 anos eu não imprimo ou monto pranchas novas. Minhas pranchas pretas viraram cinza por causa do tempo.</p>
<p>Creio que isso não acontece só comigo, mas o portfólio que conta hoje, é o que fica hospedado virtualmente no site. E surpreendentemente, mais do que isso, o blog tem dado mais resultado que o site oficial, por vários motivos. </p>
<p>Quem vai olhar sua pasta nunca tem tempo. De diretores de arte a art buyers, os caras quando muito tem tempo de ler um gibi enquanto fazem o nº2 no banheiro da empresa. Talvez nem isso. Eu não tinha esse tempo. Hoje em dia, fazer o cara perder uma hora conversando numa entrevista que poderia ser resolvida em minutos olhando na internet é improdutivo.</p>
<p>Talvez os dias do portfólio de couro realmente estejam contados, sei que existem ainda profissionais que resistem a isso, tanto ilustradores como diretores de arte que ainda fazem questão de fazer o contato morno social, mas são poucos.</p>
<p>Acho mais do que nunca, vale sim a pena investir é no seu site, ou blog, e fazer isso de maneira profissional, e não profiça, com purpurina soltando no seu site que leva 2 minutos pra carregar mesmo com banda larga. O brega e mau gosto nunca deveriam chegar na internet.</p>
<p>Mesmo em reuniões onde o cliente participa, seja ela por causa do início de um projeto grande ou simplesmente porque o cara quer te conhecer e ele, como não é da área, nunca viu seu trabalho ou se viu, não tem noção, eu substituo o portfólio de verdade pelo MacBook e uma apresentação dos meus trabalhos em Keynote, o equivalente maçãnico do PowerPoint.</p>
<p>Mesmo assim, melhor ter um portfólio de verdade do que não ter nenhum. E há alguns anos <a href="http://www.hiro.art.br/widonid/2007/02/10/o-zen-e-a-arte-de-montar-portfolios/">escrevi um post sobre isso</a>, ainda servindo pro gasto. As dicas pra montar aquele tipo de portfólio também se encaixam no virtual, com a vantagem que você não tem mais que ficar na frente do diretor de arte se explicando porque colocou um desenho ruim na sua pasta. Na verdade, este post só reforça o que já vinha acontecendo em 2007.</p>
<p>Quem tem grana sobrando ao ponto de comprar aquele lápis da Faber Castell de R$23 mil pode mandar imprimir um portfólio em forma de livro. Passaram alguns na minha mão e isso vira um livro pra colocar na estante de diretor de arte. Invejinha e pensamentos primatas invadiram minha cabeça quando vi um.</p>
<p>Ainda não é hora de jogar a velha pasta do Omar Olgun, a Louis Vuitton dos portfólios da década de 90, no lixo. Talvez, um dia, ela irá salvar o dia deste ilustrador. Como no dia em que a internet ou a energia elétrica acabar e as pessoas passarão a bater nos outros na esperança de cairem dinheiro e itens, como nos videogames.</p>
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		<title>Design gráfico e assalto à mão armada, ou símbolos para saber se sua casa dá mole pra bandido</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 04:40:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há algum tempo, quando postei sobre símbolos gráficos usados por pedófilos (cuspe, cuspe), o Alarcão havia comentado sobre símbolos que eram pichados no Rio de Janeiro como forma de aviso para outros malandros assaltarem a morada. Nessas, fiquei curioso e imaginando como seriam esses símbolos. E eis que encontrei no UOL essa imagem. Hiro, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo, quando postei sobre símbolos gráficos usados por pedófilos (cuspe, cuspe), o Alarcão havia comentado sobre símbolos que eram pichados no Rio de Janeiro como forma de aviso para outros malandros assaltarem a morada. Nessas, fiquei curioso e imaginando como seriam esses símbolos.</p>
<p>E eis que encontrei no UOL essa imagem. Hiro, o alarmista, ataca novamente e diz: &#8220;Tenha medo, tenha muito medo&#8221;, nhá! (pode clicar na imagem pra ela aumentar).<br />
Mais uma vez o mal encontra o design gráfico. Encontrou um símbolo desses na sua casa? Fique à vontade pra ficar paranóico.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/codigo2yb0.jpg" /><br />
Por via das dúvidas, melhor passar um esfregão naquele picho apareceu no portão na madrugada de sábado.</p>
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		<title>Esse corpinho tá bom pra você?</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 05:37:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para aqueles que precisam estudar anatomia e não possuem espelhos, primas peladas ou dinheiro pra comprar o programa Poser, um programa que gera qualquer posição humana e não humana para ser ilustrado, utilizado largamente por ilustradores de quadrinhos (o mangá Gantz foi feito com uma larga contribuição deste software), o pessoal lá da SIB enviou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para aqueles que precisam estudar anatomia e não possuem espelhos, primas peladas ou dinheiro pra comprar o programa Poser, um programa que gera qualquer posição humana e não humana para ser ilustrado, utilizado largamente por ilustradores de quadrinhos (o mangá Gantz foi feito com uma larga contribuição deste software), o pessoal lá da SIB enviou essa dica de dois sites que fornecem corpos e partes de corpos para estudo e, talvez, algum deleite fetichista depravado.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/kevinbacon.jpg" /><br />
<a href="http://www.posemaniacs.com/blog/pose/">Neste site</a> eles fornecem corpos inteiros, que você pode rotacionar somente em um eixo, mas quebra um galho para aqueles que precisam ter um galho quebrado no quesito &#8220;posições clássicas mas não tenho referência&#8221;. É um Versalius interativo.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Mano1.jpg" /><br />
Neste são apresentados<a href="http://www.posemaniacs.com/tools/handviewer/"> partes de corpos </a>- mãos, pés, cabeças e troncos com um pênis em repouso &#8211; mas que você pode rotacionar no melhor estilo &#8220;free will&#8221;.</p>
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		<title>Como comprar livros da Amazon pela Cultura?</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 07:17:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse post é pra esclarecer muita gente que pede informações como se compra livros na Amazon. Bom, na Amazon é fácil, basta ter os poderes mágicos de um cartão de crédito internacional e audácia para jogar os dados na internet. Dependendo da compra, paga-se mais 30 dólares de frete e espera-se 3 ou 4 semanas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse post é pra esclarecer muita gente que pede informações como se compra livros na Amazon.</p>
<p>Bom, na Amazon é fácil, basta ter os poderes mágicos de um cartão de crédito internacional e audácia para jogar os dados na internet. Dependendo da compra, paga-se mais 30 dólares de frete e espera-se 3 ou 4 semanas até os livros chegarem pelo correio, e chegam direitinho, com plástico-bolha do tamanho de morangos cobrindo o produto.</p>
<p>Agora, outra maneira que eu faço pra comprar os livros é pela <a href="http://www.livrariacultura.com.br">Livraria Cultura</a>. Não é propaganda, é praticidade mesmo.<br />
Mesmo se você não encontrar os livros no site da Cultura, basta que esses livros constem no site da <a href="http://www.amazon.com/Art-Kung-Fu-Panda/dp/1933784571/ref=pd_bbs_2?ie=UTF8&#038;s=books&#038;qid=1216796638&#038;sr=8-2">Amazon</a> ou da <a href="http://www.barnesandnoble.com/">Barnes &#038; Noble</a> que a importação é fácil.</p>
<p>Basta você anotar o ISBN dos livros que você quer trazer, ligar pra Cultura ou mandar um e-mail, fazer o pedido e passar o ISBN.<br />
A importação vem no mesmo tempo e o valor é quase o mesmo, com a vantagem de não ter que passar aperto jogando seu cartão no mundo selvagem da internet.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/artof.jpg" /><br />
Acabei de receber dessa maneira dois livros supimpas: The Art of Wall.e (R$89,00) e The Art of Kung Fu Panda (r$109,00). Esses livros de sketchbooks de animações em 3D são recheados de desenhos de produção e conceitos e já são tradição. Valem a pena cada centavinho, principalmente para aqueles que trabalham com ilustração. Embora o filme da Pixar seja melhor que o da Dreamworks, o livro do Kung Fu Panda é mais rico, até por que rascunhos de bichos animados ganham de dez de rascunhos de caixas, cubos e cilindros.</p>
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		<title>Imagine FX</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 05:51:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aí vai a dica de uma revista que considero a linguiça do caldo verde para muitos que estão procurando por informações e dicas de como desenhar que saiam do café-com-leite-com-pão-com-manteiga. Ela é muito conhecida entre os ilustradores que arregaçam a manga todo dia, mas talvez a maioria dos leigos não a conheça. A revista inglesa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/imaginecover.jpg" /><br />
Aí vai a dica de uma revista que considero a linguiça do caldo verde para muitos que estão procurando por informações e dicas de como desenhar que saiam do café-com-leite-com-pão-com-manteiga. Ela é muito conhecida entre os ilustradores que arregaçam a manga todo dia, mas talvez a maioria dos leigos não a conheça. A revista inglesa<a href="http://www.imaginefx.com/home.aspx"> Imagine FX</a> é centrada em arte fantástica, e a maioria dos seus tutoriais são sobre arte digital. Mas é lotadaça de dicas que ensinam o caminho do Caveira para coisas esdrúxulas e inusitadas, tais como fazer brilho molhado em bundas de fadas, como fazer escamas de peixes mutantes ou como estudar a intrincada anatomia de um bico de seio. É o tipo de arte que puxa muito, mas muito mesmo para a arte acadêmica, aquele tipo de arte que você não tem escapatória: se quiser desenhar caras musculosos e mulheres apetitosas tem que estudar anatomia, e de preferência, ter aulas com um professor meticuloso e talentoso. Você pode até tentar aprender como autodidata, mas vai levar mais tempo até o resultado desejado. O problema não é aprender sozinho, o problema é não saber ONDE olhar e saber onde está errando para poder acertar.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/JtJ_Imagine_FX_Article.jpg" /><br />
Além de tutoriais fabulosos, a revista tem muitos concept art de ilustradores famosos e ferosos, caras de quadrinhos, ilustradores da indústria de games, desenvolvedores de conceito para cinema. E todo número vem com um disco com imagens e programinhas pra experimentar.</p>
<p>Aqui você encontra em poucas lojas (só consigo encontrar na Fnac do Morumbi Shopping), mas o preço é um assalto a mão armada, quase 90 reais. Melhor ficar com a opção de assinatura diretamente no site da revista. A assinatura de um ano custa 73 libras, o que dá maizoumenos R$255. Vale a pena, considere isso como investimento pois assim você não sente dores no peito.</p>
<p>E, sim, tem que saber ler em inglês uma revista em inglês feita na Inglaterra.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pegando no pincel de verdade</title>
		<link>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/11/26/pegando-no-pincel-de-verdade/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Nov 2007 05:05:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos últimos meses tenho dividido a ilustração digital com a ilustração convencional, retomando uma prática perdida por causa do Steve Jobs e da pauleira da agência de publicidade. E as primeiras impressões quando você volta da loja de material artístico depois de alguns anos, é: como é caro! Como ocupa espaço! Mas em compensação a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos meses tenho dividido a ilustração digital com a ilustração convencional, retomando uma prática perdida por causa do Steve Jobs e da pauleira da agência de publicidade. E as primeiras impressões quando você volta da loja de material artístico depois de alguns anos, é: como é caro! Como ocupa espaço! Mas em compensação a paz de espírito de rabiscar com um lápis profissional e mexer com uma aquarela de gente grande é calmante como uma meditação zenbudista. Méritos ao Bistecão que me fez voltar a mexer com grafite de novo.</p>
<p>Seguindo uma dica do Montalvo, encontrei e indico esse site gringo, o <a href="http://www.dickblick.com">Dick Blick</a>, que envia materiais artísticos pra cá, para alegria da Mastercard. Mas os preços compensam. Pelo menos os pincéis série 7 são muito mais baratos que os daqui e os estojos de aquarela profissinal custam quase 4 vezes menos, isso sem falar nas outras comesticidades tolas mas interessantes que pipocam por lá, como godês de porcelana, que são difíceis de se encontrar por aqui e outras traquitanas modernosas pra incrementar o estúdio.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Newtonset.jpg" /><br />
A internet é a arma do demônio para quem é curto de grana. Esse conjunto de aquarela de metal da Winsor &#038; Newton parece uma frasqueira de bebum dos anos 40 e eu tava namorando há um tempo. Custa aqui R$400, e lá só U$69. É a nossa maldição por nascer brasileiro, &#8216;pagarás juros altíssimos até tua alma definhar&#8217;.</p>
<p>A vantagem do Dick Blick são para as pessoas que moram em lugares menos favorecidos de provisões artísticas, onde é mais fácil comprar leite de garrafinha do que uma pastilha de aquarela Winsor &#038; Newton. Vem coisa de qualidade na porta de casa.</p>
<p>Quanto ao problema de espaço, tirando a prancheta zero bala que não tem jeito de esconder, vá pra loja de pescaria. Todo o material de desenho, exceto papéis, pode ser acomodado e organizado em umas caixas de respeito que hoje são vendidas nessas lojas equivalentes a sex-shops para pescadores, japoneses e estressados. Antigamente só existiam modelinhos bem favélicos de caixas de iscas, parecidas com kits de primeiros socorros vagabundos. Hoje, por duzentos reais, dá pra comprar uma estação de organização artística que cabe debaixo da prancheta.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Winsor.jpg" /><br />
Os melhores modelos são da americana <a href="http://www.planomolding.com">Plano</a>, parecem caixas de pescar dos Thunderbirds, de tanto plástico e tantas peças móveis. Além de separar por categorias, dá também pra levar essas gavetas na mochila em separado em qualquer lugar. Vira a lancheirinha do ilustrador pra levar em numa viagem pra praia ou num almoço modorrento de domingo com os parentes.</p>
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		<title>Dicas americanas de como se tornar um ilustrador profissional autônomo (puxando mais para os quadrinhos)</title>
		<link>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/11/15/dicas-americanas-de-como-se-tornar-um-ilustrador-profissional-autonomo-puxando-mais-para-os-quadrinhos/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Nov 2007 05:26:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Illustrators]]></category>
		<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[[img:Engageds.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Uma dica de lustrar dourado que saiu no blog Drawn. Dave Roman é um desenhista sintético, econômico mas com estilo. Eu curti muito uma historinha meiga que ele fez chamado &#8220;How We Got Engaged&#8220;, ou &#8220;Como Ficamos Noivos&#8221;, que ele fez com sua consorte contando como começaram a vida a dois. Tipo de história que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[img:Engageds.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Uma dica de lustrar dourado que saiu no blog <a href="http://www.drawn.ca">Drawn</a>.<br />
Dave Roman é um desenhista sintético, econômico mas com estilo. Eu curti muito uma historinha meiga que ele fez <a href="http://www.webcomicsnation.com/daveroman/engaged/series.php?view=archive&#038;chapter=2085">chamado &#8220;How We Got Engaged</a>&#8220;, ou &#8220;Como Ficamos Noivos&#8221;, que ele fez com sua consorte contando como começaram a vida a dois. Tipo de história que parece ter sido feita com açúcar e afeto. Ela está inteira no site Webcomicsnation.</p>
<p>Ele trabalhou durante 9 anos na Nickelodeon Magazine, acumulando experiência dando aulas e olhando centenas de portfólios.<br />
Em seu blog <a href="http://www.yaytime.com/guide_freelance.html">&#8220;It&#8217;s Yaytime!&#8221;</a> ele dá várias dicas para os tenros e verdinhos na área da ilustração, quase uma versão novaiorquina do Guia do Ilustrador, mais focado para quem quer trabalhar com Comics. Logicamente, nem tudo pode ser adaptado para a realidade da terra da Rita Cadillac, mas uns 90% das informações são válidas para qualquer país com liberdade de expressão e pobreza.</p>
<p>Reproduzi todo o texto aqui, ele é grande e tá em inglês. Infelizmente, hoje não tem conversation, inglês hoje é uma necessidade. O volume de informação que você perde por não saber a língua nativa do Elvis é descomunal, fora as possibilidades de você ilustrar para outros países, graças à internet.</p>
<blockquote><p><strong>What kind of illustrator are you?</strong><br />
For any one assignment there are thousands of artists that could potentially be hired. Why should an editor or art director hire you? You need to figure out what makes your art unique. Because when there are a thousand artists who would all like the same gig, often just being good isn&#8217;t enough. You have to have a distinctive voice. It&#8217;s not about whether you can draw a bowl of fruit, it&#8217;s about how bad-ass, or realistic, or cute you can draw that fruit and convince people that no one has ever drawn it that way before. This sometimes gets confused with &#8220;the hot style,&#8221; but really it comes down to making art that lots of people find appealing and want to see more of. Figure out what your strengths are and what adjectives people use to describe the way you draw. Is it elegant, surreal, old-fashioned, cute, edgy, hip, classy, pretty, dynamic, dramatic, soft, hard, or all of the above? You may not want to categorize yourself, but to a certain extent you will need to if you want to focus yourself and find the places that will actually hire you.<span id="more-455"></span></p>
<p><strong>Make the most of your location.</strong><br />
Most people don&#8217;t NEED to move to a major city like New York or Los Angeles to get paying illustration or comics work. Freelancers can work from home studios, so it doesn&#8217;t really matter where they are located.</p>
<p>But you&#8217;ll probably need the following:<br />
-A high-speed Internet account.<br />
-E-mail that can receive and send large files (up to 10 megs).<br />
-A decent scanner (with good optical resolution for print reproduction).<br />
-Adobe PhotoShop and Adobe Acrobat on your computer.<br />
-Access to a local Fed-Ex or DHL drop-off (sometimes found within a Staples or Kinko&#8217;s store).<br />
- An FTP program like Fetch, Transmit, or Cyberduck (you can find free trial versions online).</p>
<p>If you work from home and know you are going to be vacationing near a specific company, arrange to meet up with an editor or an art director in person. Adding a face and friendly personality to a familiar name and art style will always help you in the long run.</p>
<p>Keep in mind that people who live closer to the companies they work for (or want to work for) have the added benefit of being able to drop off stuff in person, regularly meet their editors face to face, be invited out to business lunches, etc. So they will always have an advantage over freelancers who live far away.</p>
<p>In New York City there are hundreds of book and magazine publishers, newspapers, design firms, commercial producers, TV stations, and web companies that all use freelance illustrators. With many of these places, you can email or call someone to find out when the best day is to drop off a traditional portfolio for them to look through. They&#8217;ll then let you know when to come by and pick it up. They may leave a note, or rejection slip, or request to see more samples, or hire you. But if you don&#8217;t try you&#8217;ll never know for sure.<br />
<strong><br />
Compile a portfolio.</strong><br />
When you send or show a portfolio to an editor or potential client, be sure to include only your BEST WORK. Ideally, that work should look &#8220;finished&#8221; or print-ready. Including a few samples of art that you&#8217;ve actually had printed somewhere (like a zine, comic, local magazine, etc.) is always a good idea. It helps editors visualize what your art will look like in THEIR magazine if they can see how it turned out in someone else&#8217;s. Always have a level of confidence in what you do. If you have to apologize for anything in your portfolio, you shouldn&#8217;t have included it.</p>
<p><strong>Organize your portfolio.</strong><br />
It shouldn&#8217;t be a random sampling of what you think are your coolest drawings. Your portfolio should be tightly focused on selling you not just as an artist, but specifically, as an illustrator for hire. The artwork that you choose should be your most &#8220;bankable,&#8221; by which I mean, it should covey how you could be used to draw specific things for specific people. Editors for magazines that focus on electronics or business like Wired, Fortune, Mac Life, and so on, need lots of spot illustrations of people at computers, talking on cell phones, and walking with briefcases on busy sidewalks, as well as graphs and charts. So if your portfolio is made up of cute animals, country houses, and landscapes, they probably won&#8217;t think you are the best fit for them. Some editors can be shortsighted, but often it&#8217;s simple practicality. They might assume that even though you didn&#8217;t include any drawings of computers, it doesn&#8217;t mean you can&#8217;t draw them&#8230;but the deadline might not permit the time it would take to find out. So make sure there is clearly discernable SUBJECT MATTER in every drawing you choose. And then make sure there is a diversity of that content in the portfolio.</p>
<p>Having a variety of CONTENT and SUBJECT MATTER to your work is more important than a variety of STYLES.<br />
If you have 3 drawings of elves battling in Middle Earth, balance it out with some real people and day-to-day environments.</p>
<p>Don&#8217;t draw the same character in 10 different poses with no backgrounds.</p>
<p>Include some color.<br />
Unless you only want to be a superhero comic book penciller, make sure there are color as well as black and white samples in your portfolio.</p>
<p><strong>If you don&#8217;t know how to color digitally, LEARN IMMEDIATELY.</strong><br />
Adobe PhotoShop is the industry standard for coloring comics, and pretty much digital illustration in general. Some art directors won&#8217;t even have a conversation with you if you tell them you only use any other art program.</p>
<p>Learn the difference between files created for the web and files for print BEFORE you get hired on a professional job. You don&#8217;t need to know how to do everything there is to know in PhotoShop. Just become familiar enough that you are at least comfortable scanning your art, cleaning your files, and coloring them in a way that is suitable for high-quality printing. You can find lots of tutorials online that teach how to color comics and basic illustrations. Once you&#8217;ve mastered that, you&#8217;re all set. No one person knows what every single tool, setting and option in PhotoShop does&#8211;just learn what you need to make the program work for your art needs.</p>
<p>It&#8217;s cool to learn how to use other art programs, especially ones that specialize in certain skill sets like Painter, or Manga Studio, but you will still NEED to learn PhotoShop if you want to be a versatile freelancer. And if you really want to be even more bankable, learn at least a basic understanding of Adobe Illustrator (for vector-based illustrations&#8211;which are more and more in demand) and Adobe InDesign (the industry standard in print layout/design programs).<br />
<strong><br />
Don&#8217;t overwhelm editors with too much material.</strong><br />
Always include the URL to your website and ask about sending additional samples of you work via the web. Usually, artists interested in illustration assignments will make up 1 &#8211; 3 postcards of what they think are their strongest pieces. Even if an editor doesn&#8217;t think an artist is ready to hire, they might keep your samples on file in case something comes up. The needs of editors and art directors are constantly changing&#8211;you could be exactly what they need a year from now. In the meantime, rather than waiting around for phone calls, you should be constantly working to improve and diversify your portfolio. Some editors will take the time to tell you what they don&#8217;t like about your samples or point you in a specific direction. Try not to be insulted, and listen to what they tell you! They might be open to you re-submitting if they see you&#8217;ve actually paid attention. But if you ignore them and just send more of the same, you can pretty much guarantee they will throw your stuff in the trash.</p>
<p><strong>Promote yourself with&#8230;</p>
<p>A website.</strong><br />
ANY website is better than no website. So don&#8217;t wait 5 years to come up with the most original design in the world or wait to be able to afford a great hosting plan. Get something up quick, even if it&#8217;s on one of the many free hosting services. Then you can perfect the site in your spare time and re-upload it when it&#8217;s done. Don&#8217;t let style weigh over substance. If a website is too hard to navigate or doesn&#8217;t make clear where the illustration gallery section is located, an editor might give up before they find out.</p>
<p>Most important is making sure your e-mail address is in an easy-to-find location on the site! Additional contact information is always welcome, too. In America, professionals don&#8217;t usually hide behind an alias. Don&#8217;t be afraid to use your real name!</p>
<p>When you have a website you are happy with, make sure it has an easy-to-remember URL. Buying your own, unique domain name doesn&#8217;t cost too much (about $10 a year) and you can often just pay for a forwarding service if you don&#8217;t want to also pay for additional website hosting.</p>
<p>You web address doesn&#8217;t have to be THAT creative.<br />
www.yourfirstandlastname.com can often be the perfect URL when it comes to getting freelance work. This goes for choosing an email address as well. yourrealname@yahoo.com or mail@yourwebsitename.com is a lot better than xdemonsux@aol.com or hotstudcartoonist@earthlink.net.<br />
<strong><br />
Update your website regularly with a balance of your new and BEST work.</strong><br />
The most popular artists are constantly producing new material and have sketchblogs in addition to the main gallery on their sites. Editors will check in from time to time (or subscribe to RSS feeds) to see what artists are up to.</p>
<p>I personally keep a folder on my desktop with cool illustrations I come across on the web, along with the name of the artist (if I can clearly figure that out!).</p>
<p>Free gallery sites like DeviantArt, ComicSpace, MySpace, etc. are a great way to get your feet wet. These sites are especially good for networking with other artists, trading criticism and getting a sense of what people respond to in your art.<br />
But when you are serious about being a professional (especially for print and publishing) it&#8217;s important to get your own gallery site going too&#8211;a site that is strictly for the stuff you&#8217;d want an art director to see (no funny comments and links from friends) and has the features mentioned above.<br />
<strong><br />
Business cards.</strong><br />
Still an integral part of networking and getting yourself work. There&#8217;s no reason not to have one. You can buy pre-folded business card paper at Office Max and run it through a home printer, or even have the copy center run them off for you. In fact most Staples/Office Max/Office Depot copy centers have a business card ordering service that can make you really nice cards very cheaply. You can even provide them with artwork, or design them completely yourself and hand them a disk. There are also lots of affordable printing places online like overnightprints.com that will print 100 full color cards for $10 and ship them to you in less than week.<br />
The reason that there is a STANDARD BUSINESS CARD SIZE is so that people won&#8217;t lose them.<br />
If they don&#8217;t fit in a wallet or rolodex, they are too big. If they fall out of business card pockets in wallets, they are too small. Small cards are becoming trendy in the alternative comic scene, and I&#8217;ve already lost plenty of them.</p>
<p><strong>Make sure the writing on your card is legible and includes your name, email address and website URL.</strong><br />
I think phone numbers are optional nowadays, but it never hurts to include one if you really want an editor to call you. You can include titles like &#8220;Artist,&#8221; &#8220;Cartoonist,&#8221; &#8220;Illustrator,&#8221; and even &#8220;Writer, Artist, Designer,&#8221; but don&#8217;t try to show off or risk coming across as a Jack of All Trades/Master of None. Focus on what you do best, or what you want to do MOST. It&#8217;s always a good idea to have a sample of your art on the card to help remind people why they have your business card in the first place!</p>
<p><strong>Postcards featuring your artwork.</strong><br />
This is more affordable than ever. There are hundreds of printshops both local and online that will print full-color cards affordably. Usually 500 cards is plenty.</p>
<p>Once you have some cards you&#8217;ll want to make a list of people and places you can send them to. Sometimes other illustrators or organizations will share their lists with you, which can be a huge time saver. But they may not always be up to date and there&#8217;s something to be said for an artist who takes the time to find out exactly where they want to work and contacts them directly. Most magazines have mastheads with addresses or info about where you can send stuff. Usually you want to send your postcards to an art director, designer, or editor whose name seems to be associated with a lot of illustrators you like or know.</p>
<p>What editors/designers will do with your postcards can really vary. If I get a postcard I like, I&#8217;ll tack it to my wall or add it to a pile on my messy desk. I&#8217;ve seen art directors and designers who keep large folders full of postcards for when they want to try something new, while others dismiss every card they get. I admittedly throw away cards that don&#8217;t impress me. But I&#8217;ve also passed along cards to other editors who they might better suit.<br />
<strong><br />
Get your work published.</strong><br />
It doesn&#8217;t even matter where. Just having something in a printed magazine or book shows that, if nothing else, you were able to meet some deadline, work to spec, basically do what was needed to get something done. Even if it&#8217;s a self-published zine/mini-comic, that still puts you a step ahead of someone who doesn&#8217;t know how to adapt their artwork for the printed page. There are a lot of uber-talented artists out there who cannot follow simple instructions. Lots of editors would rather avoid working with them if possible, and go with someone they know won&#8217;t need &#8220;hand-holding.&#8221;</p>
<p>If you can get your work published somewhere extremely visible like a magazine, newspaper, or art anthology, there&#8217;s more of a chance an editor will come across your work and feel as though they &#8220;discovered&#8221; you. Because not everyone wants to be the first person to publish a unique artist, but lots of people would love to be the second. Editors, art directors, and product people all look at comics anthologies as a resource for inspiration and a place to find new artists to try out when the right project comes up. I tend to keep these books near my desk at work specifically for this purpose. Sometimes a co-worker will ask me to recommend someone for an art-related job and I&#8217;ll have them flip though things like Flight, Meathaus, Scatterbrain, MOME, Life Meter, or whatever, and see if anything impresses them or helps us narrow down exactly what art style we are looking for. I&#8217;ve visited lots of other media companies and seen copies of comics anthologies on their shelves for the same reason.</p>
<p>**If you can&#8217;t figure out how to get into a pre-existing anthology&#8230;start your own!<br />
<strong><br />
Additional promotion online.</strong><br />
Your artwork can never be seen in too many places. MySpace, ComicSpace, Livejournal, Blogspot, DeviantArt, Facebook. An artist can have all of the above, and whatever new networking sites pop up in the future. Different people will come across your work in different ways and that&#8217;s a good thing. You can create separate accounts for dating and social networking if you want to keep that stuff separate, or want a private place to post art that you don&#8217;t want to rest of the world to see and discover you through.<br />
<strong><br />
Narrow the focus on where you want to get published.</strong><br />
Go to Barnes and Noble, Hudson News, or any place with a really diverse magazine selection. Flip through every magazine, even the ones you think you have no interest in. Look at them specifically for the illustrations, to get a sense of what kind of artists different magazines like to use. See if you can find ones that you think compliment your own art style(s). Look at the beginning of the magazine for the masthead to see if there is an address, or information about submissions. Usually the assistant art directors/editors are going to be the best people to contact. Sometimes there&#8217;s a main e-mail address, but they will forward your request to the most relevant person. This same approach can be used for comics publishers. See who is publishing the kinds of artists you relate to and target them first.</p>
<p>With book and comic publishers, it&#8217;s best to contact them one at a time rather than submitting the same material to various places.</p>
<p>If you don&#8217;t get the types of assignments you want at first, don&#8217;t give up.<br />
KEEP DRAWING, keep pushing yourself. Don&#8217;t be afraid to take on some less glamorous gigs just to get your stuff out there. You never know where things can lead. And having a body of work is really good!<br />
<strong><br />
If you get a gig, make sure you complete it.</strong><br />
Quitting in the middle of a job is the most unprofessional thing you can do. Even if it&#8217;s torture, follow it through to the end! You will be stronger for it. And the sooner you can finish it, the better!</p>
<p><strong>Arguing with someone who hires you is pointless.</strong><br />
If they ask you to change something, you have to do it&#8211;even if you don&#8217;t agree with the change. That&#8217;s why they are PAYING you. Complain to your friends and family all you want. But do whatever it takes to finish the job first. I&#8217;ve had to fire artists in the middle of big multi-page assignments because they had too many issues, constantly questioned the notes, or were just stubborn about having to pick up a pencil again. As an artist myself, I am usually sympathetic and try to make my freelancers&#8217; lives easier whenever possible. But if I&#8217;m juggling too many stressful deadlines I can lose patience like anyone else, opting to continue with someone more flexible and easy to work with. I have freelancers who have redrawn entire characters or panels over several times because of wishy-washy editors or outside requests from legal departments of corporate heads&#8211;and they actually do so enthusiastically, and say things like &#8220;these changes have made the comic so much better now.&#8221; I&#8217;m sure the artist secretly hates my guts and wished that they got everything perfect the first time, but the fact that she/he UNDERSTANDS THAT THIS IS A JOB and is willing to do what we ask with a smile on their face (or email) makes me want to pay them lots and lots of money and recommend said artist to every person in the world. Mark Crilley, Scott Roberts, Jeff Albrecht, Stu Chaifetz, and Wes Dzioba, are examples of such artists. I hire them any change I get!<br />
<strong><br />
Don&#8217;t be a jerk.</strong><br />
The art industry is a small world. Things get around. If you are unpleasant to work with, you can guarantee that an editor will warn others. Godlike-talent can overcome blacklisting, but it&#8217;s an uphill battle. So don&#8217;t be afraid to take a little criticism about your work. It is a huge part of the business. And be ready to make any and all changes someone asks you to make. Usually, that&#8217;s part of the reason they are paying you. Editors expect to be allowed a reasonable amount of changes, especially in the sketch or rough draft stages. And yes, even in the final stages sometimes. It sucks, but it is a reality that you will not be able to avoid if you want to keep working.</p>
<p><strong>Leave your studio every now and then.</strong><br />
Go to art gallery openings, author signings, and book release parties! Go to comic book conventions, especially ones with independent creators as the focus (like the MoCCA Art Fest, Small Press Expo, the Alternative Press Expo, S.P.A.C.E, STAPLE!, Stumptown, etc.). These types of events can be great networking opportunities. Even if you just end up talking to people in your exact same position, comparing notes can really help put you on the right path! Just be careful not to come across as forceful, desperate and/or conceited! Being relaxed and making a good impression is as important as everything else you do. Making friends is never a bad thing either!</p>
<p><strong>Help spread goodwill.</strong><br />
Showing support for your fellow artists is always time well spent. You&#8217;re helping to invest into a future where you hope to be on the other side of the table someday. Buy the works from the artists you think are great and spread the love to friends and family. Be passionate about the industry you want to be a part of. Volunteer for or join art support groups like the Graphic Artist Guild, Society of Illustrators, Cartoon Allies, The Comic Book Legal Defense Fund, Friends of Lulu, The National Cartoonists Society, the Museum of Comic and Cartoon Art, and so on. Even if you don&#8217;t live in a major city you can probably find other like-minded people who you can team up with. Many people start weekly local comics jams, or have mini-comic folding and stapling parties to combine being social with creating and improving their art. Nowadays people also do these kinds of things online by forming/joining Livejournal communities, participating in drawing-based message boards, websites, podcasts, etc. Seek them out and introduce yourself. Make friends, not arguments!</p>
<p><strong>Positive energy is infectious.</strong><br />
People who truly care about the art and craft of comics, illustration, movies, etc. are the ones who seem to rise to the surface. Like the Divine Comedy song says, &#8220;You have got to love what you do!&#8221;</p>
<p>Everyone enjoys working with people who have upbeat, optimistic attitudes. If you&#8217;re always complaining about this thing or that thing, it can really add up and paint you as someone with a bad attitude. Even people who are sympathetic to what you are complaining about can get tired of it and decide they&#8217;d rather not surround themselves with negativity. So do everything you can to avoid being known as the guy who complains about everything. Take a chill pill, get a massage, listen to a rock song that will cheer you up. We all know that life sucks and then you die. But the people who accept it, move on, and smile in the face of annoyance, are the ones that get the most out of their lives and careers. All of the most successful people in the industry have survived some really horrible crap at one point or other.</p>
<p><strong>Remember that the internet can help your career, or destroy it.</strong><br />
The &#8220;don&#8217;t be a jerk&#8221; rule definitely applies online. Sometimes more so, because you can&#8217;t always recognize the inflection or context of a comment to know if it was tongue-in-cheek. Editors read message boards and check out blogs just like everyone else. Talking bad about people can come back to haunt you. I know plenty of editors who refuse to hire people based on things they saw them write online several years ago. It&#8217;s not about holding grudges as much as not being able to wash the bad taste out of your mouth.</p>
<p><strong>Dealing with rejection.</strong><br />
If you keep getting rejected you&#8217;ll need to look more critically at your style and content, as well as your abilities. Start asking for real opinions from other artists to figure out what the next step needs to be. What works for one artist won&#8217;t work for everyone. And for some people the road to reaching your potential can be a lot longer.</p>
<p><strong>Don&#8217;t be surprised if you still have to live with your parents for a while.</strong><br />
Full-time jobs in the art industry can be hard to come by, especially if you don&#8217;t live in a major city. One of the most reliable recipes for finding one, though, is through internships. It&#8217;s as close to a sure thing that exists in helping your career; even more so than art school. Lots of companies use internships as training grounds for new employees. And even if a company can&#8217;t hire you, they are probably more likely to recommend you to someone who can&#8211;but only if you show them that you are someone worth doing so for. That usually means giving it your all, with enthusiasm and an eagerness to work (especially for no money).</p>
<p><strong>Most people get great paying jobs AFTER they&#8217;ve worked for free.</strong><br />
The easiest way to get an internship is through school. But some companies are willing to take in recent college graduates if they are eager enough. You can always call and ask if a company offers any kind of internship or mentoring program. If they don&#8217;t, ask if they can recommend any places that do. Doing free illustrations for non-profit companies and local organizations is also a good way to get your art out there and build up your portfolio with some printed samples.</p>
<p>***But be careful of people looking to take advantage of young artists by having you create lots of free work on spec. Always ask for the opinions of other artists you trust before you take on a job that you feel nervous about. You gotta know when to say no!</p>
<p>**Be careful of signing a contract that seems shady! Never be afraid to ask for advice from smart people before you sign something you are unsure about. Even if you don&#8217;t have an agent or a lawyer your probably know someone whose smart enough legal speak enough to know when you might be taken advantage of.</p>
<p><strong>Keep your day job&#8230;for now.</strong><br />
Lots of famous and not-so-famous artists have &#8220;regular&#8221; jobs to pay the bills during slow gaps in illustration work. Don&#8217;t be embarrassed or let that get you down. Keep working on your stuff, improving your portfolio and adding to your list of clients.</p>
<p><strong>And most of all: create art that makes you happy!</strong><br />
I worked for several years at a copy shop job because it gave me access to and discounts on copy services, which encouraged me to produce my own mini-comics. I knew that as long as I had a creative outlet for my ideas I could be content working anywhere.<br />
<strong><br />
Being a professional is a state of mind.</strong><br />
And being an artist doesn&#8217;t mean you have to make all your money from drawing all the time. It just means you are putting all your heart into what you create and sharing it with the world on a regular basis.</p>
<p><strong>SVA and other art schools.</strong><br />
Does having a specific school like the School of Visual Arts (SVA) or Savannah College of Art and Design (SCAD) on a resume open doors? It certainly never hurts. And both are great schools with fantastic cartooning programs. But nothing on a resume is a sure thing with art.</p>
<p>The work of the artist really has to speak louder than words. The school you graduate from is a great point of reference that will hopefully lead to lots of worthwhile conversations and comparing of war stories. That said, if you are looking for an art-RELATED job, and the employer also went to the same school, they might connect with you quicker. As an editor, I&#8217;m always willing to give an SVA grad an extra shot. But it never guarantees I&#8217;ll throw work their way if there is someone better for the job.</p>
<p>The great thing about SVA is that most of the teachers are working professionals. So you can really pick their brains about actually working in the field. And if you hit it off, they might invite you to parties/gallery openings and introduce you to different people who can introduce you to other people who could end up hiring you. It&#8217;s often a chain of events (sometimes seemingly unrelated at first) that can lead to a gig. And at the end of the day it&#8217;s all about who you know. SVA and other art schools allow for you to get to know people, but only if you really take the time to make that happen. And obviously without the right combination of personality, ability, and ambition&#8211;it&#8217;s hard to say what will happen.</p>
<p>I commuted from Long Island to NYC for two out of my four years at SVA and worked a part-time job on the weekends, for half that time. It was tough, and I wished I had lived closer to school so I could spend more time drawing and less time on the train. Art school (and I&#8217;m sure college in general) is all about what you put into it. And the more time you can devote to working the more you will learn and grow as an artist. I think people can grow as artists without art school. But it certainly helps to force you to do things you might normally put off, and kicks your ass in ways you would never think of on your own.</p>
<p>Anyway, these are just my opinions. I&#8217;m sure a lot of people who read this can contradict pretty much every point with some other theory! But, this is my two cents.</p>
<p>(c) Dave Roman 2007
</p></blockquote>
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		<title>Mestres do desenho, grátis</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Oct 2007 04:46:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha cabeça é mais fraca que a da Samanta. Há algumas semanas atrás, um leitor desse blog me deu uma dica, daquelas que você verve uma lagriminha de tão boa. E eu perdi o e-mail dele! Se foi você quem deu a dica santificada, por favor dê um toque que eu dou os devidos créditos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha cabeça é mais fraca que a da Samanta. Há algumas semanas atrás, um leitor desse blog me deu uma dica, daquelas que você verve uma lagriminha de tão boa. E eu perdi o e-mail dele! Se foi você quem deu a dica santificada, por favor dê um toque que eu dou os devidos créditos.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Ruiz.jpg" /><br />
O link que ele enviou é de um brilhante ilustrador. É o blog <a href="http://processjunkie.blogspot.com/2007_09_01_processjunkie_archive.html">Process Junkie</a>, de Alberto Ruiz, um amante das mulheres volumosas e voluptosas. E adora desenhá-las.</p>
<p>Esse sujeito boa-pinta postou em seu blog o link para<strong> baixar quase uma dezena de livros que ensinam a desenhar, di grátis</strong>. E não são livros quaisquer, de fundo de quintal. São os livros do Andrew Loomis, de George Bridgman e o um livro que eu estava seco pra conseguir há algum tempo, que é &#8220;The Practice and Science of Drawing&#8221;, de Harlold Speed. É uma oferta irrecusável para quem ama ilustração e desenho.</p>
<p>Andrew Loomis é um mestre conhecido há três ou quatro gerações, dependendo da idade que você teve seu filho. Muitos ilustradores talentosos, nacionais e de fora, tiveram ele como primeiro professor de desenho. No meu caso, não foi ele, mas o Harold Foster, que também segue a mesma linha.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Loomis.jpg" /><br />
Aqui vai a lista dos títulos e links para fazer o download desses acepipes da arte de desenhar:</p>
<p>• <a href="http://www.gutenberg.org/files/14264/14264-h.zip">The Practice and Science of Drawing</a>, de Harold Speed;<br />
• <a href="http://4gott.com/city/temp/DrawingHeads_Loomis.pdf"><br />
Drawing the Head and Hands</a>, de Andrew Loomis;<br />
• <a href="http://www.austinsketchgroup.com/share/loomis_FIGURE_draw.pdf">Figure Drawing for All It&#8217;s Worth</a>, de Andrew Loomis;<br />
• <a href="http://acid.noobgrinder.com/Loomis/Andrew%20Loomis%20-%20Successful%20Drawing.rar">3-Dimensional Drawing</a>, de Andrew Loomis;<br />
• <a href="http://acid.noobgrinder.com/Loomis/Andrew%20Loomis%20-%20Creative.Illustration.rar">Creative Illustration</a>, de Andrew Loomis<br />
• <a href="http://acid.noobgrinder.com/Loomis/Andrew%20Loomis%20-%20Fun%20WIth%20a%20Pencil.rar">Fun With the Pencil</a>, de Andrew Loomis;<br />
• <a href="http://acid.noobgrinder.com/Loomis/Andrew%20Loomis%20-%20Eye%20Of%20The%20Painter.rar">The Eye of the Painter</a>, de Andrew Loomis;<br />
• <a href="http://www.megaupload.com/?d=3RSMAM2J">Der Nackte Mensch</a>, de Gottfried Bammes (em alemão germânico da Europa, OK?);<br />
• <a href="http://ia311507.us.archive.org/1/items/constructiveanat00briduoft/constructiveanat00briduoft.pdf">Construtive Anatomy</a>, de George Bridgman;<br />
• <a href="http://www.archive.org/download/humanmachinethea009564mbp/humanmachinethea009564mbp.pdf"> The Human Machine</a>, de George Bridgman;<br />
•  E finalmente<a href="http://rapidshare.com/files/34289045/BRIDGMANS_"> The Complete Guide to Drawing From Life</a>, de George Bridgman. Nesse tem que acrescentar a terminação &#8220;.pdf&#8221; antes de abrir.</p>
<p>Baixem e refestelem-se!</p>
<p><strong><br />
Buraco quente de livros mais quentes ainda</strong></p>
<p>Se isso ainda não bastasse, fuçando o blog Process Junkie você conhece a editora do Alberto Ruiz, a Brandstudio Press. É uma ameaça aos fracos de coração e de cartão de crédito.</p>
<p>É uma editora especializada em publicar Sketchbooks de ilustradores porretas, uma boa parte deles são contratadas pela Pixar e Dreamworks. São criadores de personagens. Da mesma forma que a livraria de <a href="http://www.stuartngbooks.com/">Stuart Ng</a>, só encontram livros exclusivos, que você não acha na Amazon ou Barnes and Noble.</p>
<p>Arrisquei e pedi esses livros:<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Brandbooks.jpg" /><br />
E surpresa, chegaram em duas semanas, e <strong>autografados</strong>! Total da compra, com o frete: US$124. Sorriso de moleque abrindo caixa do correio americano: não tem preço. E os livros são pequenas Arcas da Aliança dos sketchbooks, inspiradores e lindos. Dá até raiva de não fazer um parecido. E os misóginos que me perdoem, mas só tem livro com mulheeres, bem polpudas.</p>
<p>Altamente recomendável.</p>
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		<title>10 maneiras de raquetar um pedido néscio de um cliente</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Oct 2007 03:39:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[[img:Leone.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Todo ilustrador, fotógrafo, diretor de arte, designer, pedreiro ou cabelereiro vai passar por isso um dia. Várias vezes na vida. São os pedidos e argumentos acéfalos que alguns clientes microcéfalos fazem. Coisas como aumentar o logotipo, pedir pra esposa aprovar um trabalho, querer exatamente a mesma coisa que outra empresa já fez. São como rituais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[img:Leone.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Todo ilustrador, fotógrafo, diretor de arte, designer, pedreiro ou cabelereiro vai passar por isso um dia. Várias vezes na vida.<br />
São os pedidos e argumentos acéfalos que alguns clientes microcéfalos fazem. Coisas como aumentar o logotipo, pedir pra esposa aprovar um trabalho, querer exatamente a mesma coisa que outra empresa já fez. São como rituais de passagem para a vida adulta. Quanto mais adulto e experiente, mais glicerinado e calmo você fica diante de uma entidade com palha no lugar do cérebro fazendo esses pedidos. E isso acontece em todas as classes sociais, todos os tamanhos de empresas, todo tipo de cliente. Desde a tiazinha que vende esmalte paraguaio na esquina até o diretor de marketing de multinacional automotivo.<br />
Existirão momentos em que o cliente terá razão, mas serão  poucas. Nesse caso a humildade e bom-senso juntas pedem pra você abaixar a cabeça e refazer o trabalho (refazer um trabalho sob um argumento lógico e pertinente do cliente é obrigação de um ilustrador). Mas na maioria das vezes isso não acontece, então, o melhor é saber conviver com isso. E isso é tão fundamental para a vida de um autônomo quanto saber desenhar ou saber cobrar.</p>
<p>O blog I<a href="http://www.ideasonideas.com/2007/10/disarm-10-difficult-requests">deas on Ideas</a> ((via <a href="http://www.drawn.ca">Drawn</a>) lançou uma lista de dar um pitaco de maneira educada, polida e civilizada, os 10 pedidos mais equinos que os clientes cometem.<br />
Existem períodos na vida de um freelancer em que o ideal é levar isso dobradinho na carteira.</p>
<p>Em inglês e sem legendas:</p>
<blockquote>
<p><strong>My neighbours don’t like it.</strong></p>
<p>I can appreciate your looking to friends for support on this project; however, it’s often difficult for others to understand the needs of the project at this stage. If you really believe these parties’ opinions to be valuable, we should involve them in the full process. Let’s schedule a sit-down with any new stakeholders next week, so that we can review the brief, strategy and challenges with them, and see if they still hold the same perspectives.</p>
<p><strong><br />
We really liked your portfolio; can you make our project look more like what you did for Client X?</strong></p>
<p>It’s funny you ask that because we try to do the opposite. In our minds, we have to look at each client’s needs individually, and deliver a solution that’s uniquely theirs. It’s funny that you mention Client X, as they were initially very unsure of the approach we took, and it has ultimately served them very well.</p>
<p>Let’s not worry about what others are doing. I want the approach we deliver to be distinctly yours. Think of it as a new suit that you wouldn’t have thought of trying on. We’re pretty objective, and as such will help you find something that meets your needs. In time to come, you’ll find that it fits you quite nicely.</p>
<p><strong>Someone in accounting mocked-up a really neat idea for this.</strong></p>
<p>We’re happy to take a look at other ideas but sometimes doing so increases the overall time requirement, as we would need to answer more questions and increase the number of meetings. If you would like to do this, I can draft an addendum to the estimate to make a provision for this. Alternately, if budget is a key concern, I’d ask you to sit down with this individual and find out if there’s a specific problem they are working to solve. This may save some billable time, and help crystallize the concerns in a fashion that will help us respond best.</p>
<p><strong><br />
It’s a great start, but we need to add this, and this, and this…</strong></p>
<p>I can understand your desire to not leave anything out, and it’s a not an uncommon sentiment. At the beginning of the project, however, you noted that you really wanted to build something around your customers’ needs. In my experience, the organizations that do this best focus on a few key items, and work to deliver them in the best way possible. Adding more can confuse customers and sometimes even scare them away. Just look at the most successful brands in the marketplace and you’ll see that they are highly selective in their messaging.</p>
<p><strong>I love beige; can we get more beige in this?</strong></p>
<p>Personal preferences are powerful motivators; personally, I love hot pink, but it doesn’t work in all settings. I’d like to step back to the creative brief for a moment. You note that your company really wants to connect with adolescent males who love hardcore sports. Do you think beige will connect with them?</p>
<p><strong>I don’t really know what I think about this approach.</strong></p>
<p>That’s fair; this is a big change from what you’ve done in the past, and in my mind, it’s a bold new direction for you. As a result it may take a while for you to absorb this one fully. So, let’s start with more strategic concerns. I’ve made a copy of our original assessment document, and have flipped to the project and messaging directives section. Let’s look over that, and see if we’re not meeting any of the requirements we set out with.</p>
<p><strong><br />
I just don’t know; it’s just so different.</strong></p>
<p>That’s great; different is good! A key aspect to positioning your firm is to find an approach that others aren’t employing. It makes sense that you’re not sure about it though; new things often make people feel that way. I remember hating espresso when I tried it for the first time! Thank goodness I gave it a chance, as I feel quite differently now. Let’s look at the creative brief, and see if we’re meeting your predetermined criteria for the project. If we are, it could indicate that we just need take a little time to get used to this new direction.</p>
<p><strong><br />
Can we make the text bigger?</strong></p>
<p>Yes. Could you perhaps show me a couple of other websites that employ a text-size that feels right to you? We can then compare the two to see how much larger we should make it. (Note: This often leads to us finding that the proposed text is actually larger than what the client had believed.)</p>
<p><strong>I’ll know what I like when I see it.</strong></p>
<p>A lot of people feel that way when it comes to visual treatments, but it’s hard for us to respond with such vague direction. Can you imagine ordering food like that? “Bring me something that’s good, and I’ll eat it if I like it. Otherwise, you’ll just have to make different dishes until I’m satisfied.”</p>
<p>Let’s me ask some questions that might help us identify what you are looking for. Is this approach too conservative or non-traditional? Does it feel overly light or dark? Are the images too passive or overly active? (Note: These questions can go on for some time; the focus is to keep them polarizing, in order to extrapolate some kind of hard response to aesthetic leanings.)</p>
<p><strong>I was at this sandwich shop the other day, and they have an amazing website. Can we make ours look like theirs?</strong></p>
<p>I don’t believe that doing so would result in a solution that meets your needs. Creative strategies are generally tailored to meet the particular requirements of a specific effort. That being said, it sounds like their site really resonated with you. Let’s take a look at their site, and try to extrapolate what points felt good to you. Maybe it will help us better learn what sensations you’d like to elicit on behalf of your audience.</p>
<p>I’ll end with two other little suggestions that you may find helpful. First of all, don’t just toss the design comps in front of the client. Start meetings with a review of the problems you’ve solved and the steps you went through to do so. This sets the stage for you to unveil the work and orients the clients in your process.</p>
<p>Additionally, don’t screw-up. Make sure you’ve addressed all of the necessary design challenges thoroughly and accurately. If there’s a hole in one part of your solution, it can raise questions about the entire approach. Even a small chink in the armor can erode your client’s trust. </p></blockquote>
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		<title>Quanto vale seu desenho?</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Sep 2007 05:41:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Saber cobrar é uma arte, talvez mais difícil até que desenhar, para alguns. Preços corretos são vitais par manter o mercado de uma profissão equilibrada e atuante. Cobrar menos por um trabalho sempre irá atarrachar os valores no mercado de forma contínua, portanto cobrar corretamente além de ser vital pra conta corrente do ilustrador, também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saber cobrar é uma arte, talvez mais difícil até que desenhar, para alguns.<br />
Preços corretos são vitais par manter o mercado de uma profissão equilibrada e atuante. Cobrar menos por um trabalho sempre irá atarrachar os valores no mercado de forma contínua, portanto cobrar corretamente além de ser vital pra conta corrente do ilustrador, também é uma questão de ética e consciência com outros amigos do traço.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/IRV.jpg" /><br />
A SIB &#8211; Sociedade dos Ilustradores de Brasil &#8211; lançou uma tabela de preços editoriais baseados em pesquisa com vários ilustradores porretas. Tem a flutuação entre valores mínimos e máximos, mas não significa que seja o máximo que possa ser cobrado, são apenas referências. O importa é não cobrar menos do que o proposto. A tabela tem um peso significativo por ser confeccionada com carinho pelas mãos de ilustradores com talento reconhecido e a carcaça cansada de tanto trabalhar, não tem chutômetro e achismo no meio. E pra felicidade de todos que querem respeitar seu rico e suado dinheirinho com seu talento, a <a href="http://www.sib.org.br/">tabela está disponível</a> para todos os seres viventes da face da Terra (clique em IRV &#8211; Índice de Referência de Valores).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Manuel de Instruções para o Brasileiro que quer Virar Português</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 06:42:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[[img:Icaro.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Icaro Doria é um publicitário de primeira grandeza, de um talento que dá tapa na caras daqueles que tentam vencer na vida como criativo sem ter a voltagem necessária para desenvolver idéias e conceitos como ele faz. É dele, por exemplo, a famosa e inteligente campanha das bandeiras para a revista portuguesa Grandes Reportagens. Pois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[img:Icaro.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Icaro Doria é um publicitário de primeira grandeza, de um talento que dá tapa na caras daqueles que tentam vencer na vida como criativo sem ter a voltagem necessária para desenvolver idéias e conceitos como ele faz. É dele, por exemplo, a famosa e inteligente <a href="http://blog.hiro.art.br/2007/02/03/bandeiras-mais-que-bandeiras/">campanha das bandeiras</a> para a revista portuguesa Grandes Reportagens.</p>
<p>Pois bem, em sua passagem por Lisboa, Icaro Doria aprendeu a comer o pão que o português amassou e deixou um relato interessante chamado o <strong>Manuel de Instruções</strong>, que são dicas bem-humoradas para brasileiros que estão pensando em trabalhar na terra de Roberto Leal.</p>
<p>O Manuel de Instruções está hospedado no site do Clube de Criação de São Paulo, e está dividido em 4 partes. Você pode ler aqui a <a href="http://ccsp.com.br/passaporte/?id=5073">parte 1</a>, a <a href="http://ccsp.com.br/passaporte/?id=5074">parte 2</a>, a <a href="http://ccsp.com.br/passaporte/?id=5075">parte 3</a> e a <a href="http://ccsp.com.br/passaporte/?id=5076">parte 4</a>. Ali ele ensina como tirar o visto, como abrir uma conta, como lidar com o imposto de renda, como sondar um trabalho lusitano, como alugar um apartamento ou como arrancar um dente, entre outras dicas.</p>
<p>Embora pareça off topic, no fundo não é. O número de brasileiros com vento e entusiasmo cabeça e que vão tentar um emprego em Portugal sem o mínimo de conhecimento, contato e portfólio é imenso, e nisso incluem publicitários (a maioria) e alguns ilustradores que acham podem arranjar mais trabalho no velho mundo. Pessoalmente conheço alguns casos onde após sairem do Brasil cheios de planos e sonhos voltaram depenados e financeiramente falidos, só restando o orifício anal como bem mais valioso.<br />
Não basta falar a língua nativa e ter um punhado de telefones de editoras e agências compilados no Google ou num disse-me-disse numa conversa de bar. Bom senso e lógica fazem falta nessa hora.<br />
O ilustrador Ricardo Antunes, que mora em Lisboa e é pai do Guia do Ilustrador, pode confirmar que o número de brasileiros que quebram a cara por não ter informação e preparo é proporcional ao tamanho do entusiasmo e da ingenuidade que eles trazem dentro da mala.</p>
<p>Agora, para aqueles que conseguem colocar as idéias num pedaço de papel, planejar, colher contatos, pesquisar como está o mercado de trabalho lusitano e respeitar os portugueses e seus hábitos, as chances de a deusa da felicidade dar um sorriso e um pastelzinho de nata pra você são grandes.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tempo é dinheiro</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jul 2007 06:38:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Sites]]></category>
		<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[O Cris Vector (breve post sobre ele) mandou essa dica e vale a pena ser compartilhada para todo freelancer. Eu já havia comentado sobre isso aqui no post que fala como cobrar um trabalho, e o Guia do Ilustrador tem uma parte só sobre isso, mas mesmo assim o número de pessoas que me escrevem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.crisvector.com">Cris Vector</a> (breve post sobre ele)  mandou essa dica e vale a pena ser compartilhada para todo freelancer.</p>
<p>Eu já havia comentado sobre isso aqui no post que fala <a href="http://blog.hiro.art.br/2007/05/21/o-valor-de-um-desenho/">como cobrar um trabalho</a>, e o <a href="http://www.guiadoilustrador.com.br">Guia do Ilustrador</a> tem uma parte só sobre isso, mas mesmo assim o número de pessoas que me escrevem perguntando quanto devem cobrar por um trabalho feito em papel A2 não é brincadeira.</p>
<p>Novamente eu digo, ilustração não é peça de flanela pra ser cobrada por metro quadrado. É fundamental saber quanto custa sua hora, pois é essa a base do cálculo. No meio, é chamado de hora-homem (sem conotações sexuais, por favor). A partir daí você calcula o resto.<br />
<a href="http://freelanceswitch.com/rates/"><img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/caching.jpg" /></a><br />
O site <a href="http://freelanceswitch.com/rates/">Freelance Switch</a> tem um calculador de custo de hora. Bem mais detalhado, ele calcula todas as variantes (ou seja, do cafezinho da padaria ao IPTU), planeja quanto você quer guardar pra sua aposentadoria na sua velhice e no final, dá o quanto você tem que cobrar por hora. Útil como um canivete suíço. Ele é em inglês e a moeda é em dólar, mas isso não influencia em nada, pode colocar os valores numéricos em reais que funciona.</p>
<p>Aí você descobre quanto custa uma hora da sua vida, quanto custa assistir uma sessão de Ratatouille e quantas horas você tem que trabalhar pra pagar aquela multa de trânsito que não foi culpa sua.</p>
<p>Bello!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A lenda da câmera digital de 10 megapixels</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jul 2007 05:54:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem coisas na vida que algumas pessoas acreditam que seja verdade porque parece lógico que seja. Como por exemplo, fazer desenho de graça pra ficar no portfólio, fazer um filho pra salvar um casamento em crise ou achar que uma câmera de 10 megapixels vai gerar uma foto com o dobro do tamanho de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem coisas na vida que algumas pessoas acreditam que seja verdade porque parece lógico que seja.<br />
Como por exemplo, fazer desenho de graça pra ficar no portfólio, fazer um filho pra salvar um casamento em crise ou achar que uma câmera de 10 megapixels vai gerar uma foto com o dobro do tamanho de uma câmera de 5 megapixels.</p>
<p>Pelo menos é isso o que a maioria das pessoas imaginam quando trocam a sua Sony calhambeque por uma novinha. Vá na Fnac e pergunte pra qualquer um interessado em comprar uma câmera digital qual a diferença entre uma câmera de 5 e 10 megapixels, além do preço. A maioria vai responder &#8220;faz fotos duas vezes ou quatro vezes (em se tratando de área) maiores do que a outra&#8221;.</p>
<p><img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/dimensions.jpg" /></p>
<p>A verdade é que a lógica matemática é cruel com quem gastou um dinheirinho suado pensando no benefício acima.<br />
A área de uma foto de 10 megapixels é o dobro de uma de 5 megapixels sim, mas o tamanho da foto aumenta só 20%. E essa diferença fica cada vez menor a cada aumento de megapixels. É um cálculo geométrico puro e simples, mas que passa batido quando se é seduzido pela oferta semvergonha do dobro de megapixels na embalagem do produto.</p>
<p>Pra fazer uma foto com o dobro do tamanho (e 4 vezes a área) de uma câmera de 5 megapixels, ela teria que ser uma câmera de 20 megapixels.</p>
<p>Todo essa análise foi feita pelo New York Times (<a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2007/02/15/deconstructing-the-megapixel-myth/">aqui tem o artigo inteiro</a>), e David Pogue, o criador da matéria, tem sido escorraçado feito um cão sarnento por matemáticos, nerds e geekmaníacos que não se conformam com o posicionamento dele.</p>
<p>Mas é o suficiente pra acabar com aquela coceira quando sair a nova Sony de 12 megapixels. Se imprimir não for seu forte, então sua camerazinha ainda vai dar pro gasto por um bom tempo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Assunto cabeludo</title>
		<link>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/07/04/assunto-cabeludo/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 05:29:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>
		<category><![CDATA[Another Works]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das coisas que a gente tem que tomar cuidado quando vai desenhar pessoas são os cabelos, além de olhos, mãos, pés, ou seja, o corpo humano inteiro. Eu ainda continuo na minha guerra de um homem só de aprimorar todos esses detalhes, tenho fé que antes dos 60 eu chego lá. Cortes de cabelos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das coisas que a gente tem que tomar cuidado quando vai desenhar pessoas são os cabelos, além de olhos, mãos, pés, ou seja, o corpo humano inteiro. Eu ainda continuo na minha guerra de um homem só de aprimorar todos esses detalhes, tenho fé que antes dos 60 eu chego lá.</p>
<p>Cortes de cabelos precisam de referência fotográfica ou ao vivo, senão você fica sempre nos cortes chapinha estilizados, feitos de memória, ou os cabelos de Miojo da Nicole Kidman na época em que era mocinha. As nuances de dobras, curvas, cores e movimentos podem ser contados aos milhares. As mulheres que o digam, coitadas, já que os homens tendem a não reparar nesses detalhes quando elas gastam 4 horas das suas vidas cortando dois dedos de cabelo. Isso é um bom sinal, se você virar um ilustrador, vai ter que reparar mais nesses detalhes e seu relacionamento vai melhorar.</p>
<p>Pra ajudar pobres almas no meio da madrugada ilustrando várias pessoas diferentes, como é meu caso, só com um catálogo de cabelereiro pra ajudar a variar os modelitos capilares. Pra ajudar, existe sites que são catálogos online de cortes de cabelo, uma faca pra passar manteiga se você não tem muito tempo de folhear a revista Estilo ou a Nova em busca de shapes diferentes.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/curtinhos.jpg" /><br />
O <a href="http://www.hair-news.com">New Hair</a> tem seções divididas por tamanho (longo, médios, curtos, supercurtos e desgraçadamente esquisitos), mas a qualidade das fotos é um pouco assim-assim, qualidade quenga e capenga, mas com bons cortes de cabelo, o que importa.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/rasisa.jpg" /><br />
O site <a href="http://www.rasysa.com">Rasisa</a> é mais interessante. Embora seja totalmente em japonês, ele é mais sério. É evidente que ele é um site feito para cabelereiros e estudantes da arte de rapar, é muito bem feito, também dividido em categorias por tamanho, e lotado de japinhas bonitinhas de cabelo vermelho. É fácil de navegar, não tenha medo do ideograma.</p>
<p>Garotas orientais, aproveitem pra dar uma inspirada antes de ir no cabelereiro. Só não façam cabelo encaracolado, pelamordedeus, porque japonesas NÃO combinam com cabelo ondinha.</p>
<p>Aproveitando o tema, essa é uma toalhinha de bandeja que fiz com o tema cabelos bizarros. Coisa de condicionador fino.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Cabelos_1.jpg" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>How to start as an illustrator</title>
		<link>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/05/28/how-to-start-as-an-illustrator/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 May 2007 03:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Illustrators]]></category>
		<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um texto de auxílio pra quem está começando a percorrer a estrada de tijolos amarelinhos da ilustração fornecido por quem entende. Não esqueçam de baixar, ler e santificar &#8220;O Guia do Ilustrador&#8221;, que é o manual do escoteiro mirim dos ilustradores em começo e meio de carreira. Keri Smith deixa em seu site um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um texto de auxílio pra quem está começando a percorrer a estrada de tijolos amarelinhos da ilustração fornecido por quem entende. Não esqueçam de baixar, ler e santificar <a href="http://www.guiadoilustrador.com.br/">&#8220;O Guia do Ilustrador&#8221;</a>, que é o manual do escoteiro mirim dos ilustradores em começo e meio de carreira.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Kerismith.jpg" /><br />
Keri Smith deixa em seu site um prosaico texto chamado <a href="http://www.kerismith.com/illustrator.htm">&#8220;How to start as an illustrator&#8221;</a>.<br />
Tirando uma ou outra dica que só acontece na terra do Tio Sam, o resto é amplamente aproveitável, pois são dicas globais, funcionam em qualquer país capitalista que tenham ilustradores trabalhando.</p>
<p>Em inglês sem legendas.</p>
<p>Ali também você encontra duas pérolas pra download em pdf. O <a href="http://www.kerismith.com/ask.html">&#8220;Artists Survival Kit&#8221;</a>, que são minicards pra ajudar você quando estiver enferrujado ou com um bloqueio criativo; e <a href="http://www.kerismith.com/funstuff/100ideas.htm">100 idéias</a> para um ilustrador, divertido e ao mesmo tempo útil popurri destrava-mente.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/100_ideas.jpg" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Guia do Ilustrador</title>
		<link>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/05/22/o-guia-do-ilustrador/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2007 04:43:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Books]]></category>
		<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[O Guia do Ilustrador acabou de ser lançado. É um trabalho magnífico feito pela iniciativa de Ricardo Antunes, de quem eu tive o prazer de trocar alguns e-mails regados a mel, e de mais 10 ilustradores que valem ouro (Benício, Montalvo, Schaal, Kako, JAL, Mozart Couto, Orlando, Cárcamo, Shuman e Rogério Vilela). Tem trechos adaptados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Guia do Ilustrador acabou de ser lançado. É um trabalho magnífico feito pela iniciativa de <a href="http://www.ricardoantunes.com">Ricardo Antunes</a>, de quem eu tive o prazer de trocar alguns e-mails regados a mel, e de mais 10 ilustradores que valem ouro (Benício, Montalvo, Schaal, Kako, JAL, Mozart Couto, Orlando, Cárcamo, Shuman e Rogério Vilela). Tem trechos adaptados do famoso Guia do Estagiário, do Eugênio Mohallen, que aliás também foi minha leitura quando era moleque em publicidade, e revisão jurídica do advogado Eduardo Pimenta, especialista em direitos autorais.</p>
<p><img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Capaguia.jpg" /><br />
Nem vem com a desculpa de que não tem dinheiro nem pra tomar um pingado na padaria esse mês. <a href="http://www.guiadoilustrador.com.br/">O Guia está disponível pra download</a> sem ter que pagar um puto por ele. Mesmo de graça o valor desse guia é inestimável.<br />
São 64 páginas divididos em 12 capítulos da mais rica fonte de informação para ilustradores já feita.<br />
É uma leitura obrigatória. No Brasil não existe nada parecido dirigido especificamente para ilustradores.</p>
<p>Está tudo lá. Como começar a carreira de ilustrador, as dicas pra montar portfólio, pra se apresentar comercialmente, como trabalhar, posturas, montar uma empresa e passar nota, dicas pra formação cultural do ilustrador, como negociar dindim, trabalhar com materiais convencionais e digitais, aconselhamento sobre direitos autorais, entre outros e outros assuntos que são pertinentes não só pra quem está pensando em se tornar um ilustrador, está começando ou já é macaco velho na área. Coisas que afligem 10 entre 10 ilustradores, inclusive este que vos digita.</p>
<p>Numa profissão como a nossa, que tem por natureza misturar arte e paixão, é natural alguns mais inspirados deixem o profissionalismo seja deixado de lado, em função do ego ou do desequilíbrio emocional mesmo. Afinal, não existe um conselho ou nada oficial pra regulamentar a profissão, como ditar o que é certo ou errado? Pra acabar com essa história dita por alguns idealistas ou desinformados mesmos de que ilustrador só pensa em dinheiro, que é capitalista, que faz da arte uma prostituta sifilítica, mas não vêm uma profissão ali.</p>
<p>O Guia vem pra jogar um balde de água fria em quem pensa que desenhar é padecer num boteco tomando absinto ou tubaína enquanto tenta mudar o mundo numa folha de papel.<br />
É uma profissão que merece (e vai, se depender da gente) ser vista como algo honrado e edificante como engenheiro ou médico. O Guia do Ilustrador é um grande passo pra isso. Ele dá 200 passos pra frente na carreira do ilustrador enquanto esse blog anda com patinhas de caranguejo.</p>
<p>Não existe orientação profissional nas escolas ou faculdades de artes ou mesmo em outros lugares, 10 entre 10 que estão começando se sentem como cristãos jogados numa arena, não sabendo se é pra pentear ou fugir do leão. Esse blog era um esforço minúsculo pra tentar ajudar a tapar um pouco esse buraco, mas o Guia é uma lufada de ar fresco num ambiente fechado e peidorrento.</p>
<p>Ele vai virar uma ferramenta tão útil e presente como um garfo ou um mouse, pra ser indicada e mencionada pra todo mundo que procura um lugar ao sol como ilustrador. Recusar a ler esse guia é deixar de ser ingênuo pra virar ignorante.</p>
<p>Se eu tivesse esse guia há 20 anos, minha vida teria sido mais fácil, teria evitado micos como comprar notas em lugares onde Lúcifer usa como banheiro, teria evitado de carregar sacola do Pão de Açúcar em reunião de job ou simplesmente aprenderia a cobrar e negociar como gente grande mais cedo. Pelo menos tarde do que nunca.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O valor de um desenho</title>
		<link>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/05/21/o-valor-de-um-desenho/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2007 03:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Como o blog vem sendo acessado por muitos ilustradores em começo de carreira e estudantes, vou comentar sobre um fato que aporrinha 10 entre 10 desenhistas brotinhos (e também aqueles com taxímetro rodado há muito tempo): Como cobrar por um desenho? Antes de dizer como cobrar, é melhor dizer como não cobrar: E aprendi na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como o blog vem sendo acessado por muitos ilustradores em começo de carreira e estudantes, vou comentar sobre um fato que aporrinha 10 entre 10 desenhistas brotinhos (e também aqueles com taxímetro rodado há muito tempo):</p>
<p>Como cobrar por um desenho?<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Banner.jpg" /><br />
Antes de dizer como cobrar, é melhor dizer como <strong>não</strong> cobrar:</p>
<p>E aprendi na porrada que você <strong>não</strong> vende desenho. O ilustrador <strong>não</strong> vende ilustração.</p>
<p>Ele vende o <strong>direito de uso</strong> do desenho.</p>
<p>Por exemplo, um cliente pede pra você desenhar um patinho amarelinho.<br />
Você não vai cobrar pela folha de papel <span id="more-223"></span>com o patinho ou o CD com a imagem.<br />
O que você vai cobrar pelo cliente é o direito dele usar esse patinho e o tempo que ele quiser ficar com ele.<br />
O cliente <strong>não</strong> fica com a imagem do patinho, ele é seu. A Lei dos Direitos Autorais assegura isso.<br />
Então, se ele usar o patinho pra pendurar no quarto da filha é um preço. Se usar em uma embalagem é outra. Se for página dupla na Veja, esfregue as mãos. E se ele quiser ficar com o patinho pra ele, tem que pagar duas ou três vezes, ou até mais, o valor original.</p>
<p>Para isso existem contratos e advogados.</p>
<p>A primeira coisa que o desenhista que quiser entrar por ramo da ilustração é a verdade nua e fedorenta:</p>
<p>Ele tem que aceitar que ilustração serão negócios. Uma relação comercial entre ele e o cliente. Quem quiser virar artista que procure um atelier. E mesmo artistas sérios tratam seu trabalho como negócios.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/placa.jpg" /><br />
Mas aí você pensa, pra que fazer isso? O cara é gente fina, é fácil de fazer, porque não dou o desenho pra ele?</p>
<p>Porque ilustrador é um bicho solitário. Ele só pode contar com ele mesmo até chegar na velhice, que espera ser tranqüila o suficiente para não ter que ficar catando latas no meio da rua.</p>
<p>Depois do tempo estipulado por contrato, os direitos das ilustrações voltam pra você.<br />
Com o tempo, você vai acumulando esses desenhos. Você tem um banco de imagens particular. Pra vender pra quem quiser no futuro. Ou seja, você tem uma fonte de renda extra, explorar desenhos que já foram feitos para outros clientes. Potencializar seus ganhos.</p>
<p>E outra, se você tiver filhos, eles irão herdar esse banco de imagens. E eles poderão ter renda vendendo os direitos dessas ilustrações. Você vai deixar algo de valor, se não pra você, pra quem precisa depois que você bater as botas.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Moeda.jpg" /><br />
Mas como estipular um preço pra isso?</p>
<p>Não é uma tarefa muito fácil. Cada ilustrador tem uma fórmula particular de se chegar num valor. Não existe um consenso geral. Mesmo as tabelas de preços que vejo por aí tem uma defasagem grande. Não dá pra generalizar &#8220;preço de página dupla em revista de grande circulação por XX reais&#8221;.  Quando alguém pergunta &#8220;quanto você cobra pra fazer um anúncio?&#8221;  eu sempre digo &#8220;depende&#8221;. Porque depende de tudo.</p>
<p>Mas de um modo geral, dá pra fazer dessa maneira. Pelo menos funciona pra mim.</p>
<p>1 &#8211; Estipule quanto custa uma hora do seu trabalho. Vai depender de ilustrador para ilustrador. Por causa da experiência, não por causa da lerdeza. Tem gente que cobra 50 reais, outros 250. Digamos que você cobre 50 reais a hora, valor que você estipulou pra ser sua unidade de cobrança. Essa é sua base de cálculo. Daí você sabe a base de custo de um desenho fácil ou de grande complexidade. Um desenho que leva duas horas tem como base 100 reais, um que leva 48 horas tem 2500 reais como base, por exemplo.</p>
<p>E como dá pra saber quanto se cobra por hora? De modo geral, você tem que calcular todos seus gastos fixos mensais &#8211; aluguel, água, luz, impostos, gasolina, contador, escola, plano de saúde, férias, aposentadoria, horas não trabalhadas, adicionais&#8230; Só não vale colocar iPod e Playstation 3 nesse cálculo. Com o gasto mensal você divide pelos número de dias que você trabalha por mês. Tem gente que trabalha 30, outros 20. Eu divido por 25. Esse número é quanto você tem que ganhar por dia. Divida o valor diário pelo número de horas que você trabalha por dia e tcharam! Você vai ter seu custo-hora. Vai saber quanto custa uma hora da sua vida em termos profissionais! O foda é que tem muita gente que descobre que o pedreiro que está reformando a sua casa cobra mais por hora do que você.</p>
<p>O site americano <a href="http://freelanceswitch.com/rates/">Freelance Switch</a> ajuda muuito a fazer esses cálculos.</p>
<p>Mas esse valor é a base, é com ele que você não passa fome nem vira caloteiro.<br />
Mas pensemos grande, ninguém aqui quer trabalhar só pra pagar contas, certo?</p>
<p>2- Some a esse valor base um percentual <strong>caso</strong> ele tenha sido feito em um final de semana, varando a noite, no Natal. O que a gente costuma chamar de taxa de urgência ou bandeira 2.</p>
<p>3 &#8211; Sempre pergunte qual a finalidade do desenho. Aí é que a porca torce o rabo, porque os critérios têm variáveis demais.<br />
Usando o valor base, você vai acrescentar percentuais.<br />
Uma porcentagem a mais dependendo de onde o desenho vai sair. E essa porcentagem vai depender de tamanho da ilustração na mídia, importância, quantidade de veiculação, tempo de veiculação. O mesmo patinho tem valores diferentes se ele vai numa embalagem de doce, num folheto para divulgação no bairro ou numa página dupla da Veja.<br />
Esses percentuais podem variar de 30% a 500% a mais, dependendo do caso.</p>
<p>4-Acrescente o que for necessário (BVs, despesas materiais, percentuais de extendimento de pagamento, etc., etc.) ou reduza também o que for necessário (descontos por pacote, por pagamento adiantado, abatimento pela natureza do serviço, etc).</p>
<p>5 &#8211; Some de 12 a 20% desse valor para impostos e outros encargos, dependendo do tipo de firma que você tiver (depende do valor da nota que você vai emitir, os temíveis DARFs e DAMSPs é que regulam isso). Converse com o contador antes pra saber se também não vai ter que pagar impostos trimestrais referente a esse valores. Se a Madame Sorte sorrir pra você e conseguir um trabalho que lhe pague regiamente, pode ser que uma das conseqüências seja a mudança do tipo da sua empresa, de Simples para Lucro Presumido, o que aumenta bastante os impostos. Mas não se preocupe, você paga o contador justamente pra saber dessas coisas.</p>
<p>Se você é autônomo que emite RPA (recibo de autônomo), não tem a dor de cabeça de ter um firma aberta, mas em compensação os impostos são maiores.</p>
<p>Tcharam! Você tem um valor correto do seu trabalho e você não tem a sensação de estar na cabine do Silvio Santos trocando um carro por um palito de pirulito.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Denteshendrix.jpg" /></p>
<p>Mas prestem atenção: Essa é a <strong>minha</strong> fórmula, a <strong>minha</strong> maneira de cobrar. Existem outras maneiras e fórmulas, mas essa é a que acredito ser mais correta, sem ser antiético e nem sair no prejuízo.<br />
Não se iludam, nem tudo é reto e simples como uma régua.<br />
Existem trabalhos fáceis de serem cobrados. Existem trabalhos em que o cálculo de orçamento vira um quebra-cabeça, mesmo tendo uma planilha dessas ao lado.</p>
<p>O que é pecado entre os ilustradores:<br />
Achatar o preço com medo de perder o cliente ou pra tentar pegar um trabalho na marra, por insegurança ou avareza.<br />
Isso é como o aquecimento global. Você faz a burrada e os efeitos só vão surgir daqui a alguns anos. Nesse caso, a diminuição da renda do ilustrador.</p>
<p>Aí quem sabe você nunca mais irá<a href="http://blog.hiro.art.br/2006/12/31/por-que-nao-desenhar-de-graca/"> fazer desenhos de graça pra ninguém</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Alex Ross mostra o caminho</title>
		<link>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/05/01/aprendendo-com-alex-ross/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2007 07:33:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Illustrators]]></category>
		<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto xeretava no que pode ser meu novo blog, levei um baita susto ao deparar com essa imagem do Ultraman dando um caldo no Baltan feita pelo Alex Ross que meu irmão colocou lá só pra teste. Capaz, como dizem os gaúchos! É o melhor dos dois mundos, melhor combinação entre oriente e ocidente depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto xeretava no que pode ser meu novo blog, levei um baita susto ao deparar com essa imagem do Ultraman dando um caldo no Baltan feita pelo Alex Ross que meu irmão colocou lá só pra teste. Capaz, como dizem os gaúchos! É o melhor dos dois mundos, melhor combinação entre oriente e ocidente depois das mestiças e do sushi Califórnia.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Alex_Ross_Ultraman.jpg" /><br />
Por incrível que pareça, eu NUNCA havia entrado no <a href="http://www.alexrossart.com">site do Alex Ross</a>, mesmo tendo devorado Mythology e ter duas versões de Kingdom Come em casa. São aquelas preciosidades que passam direto debaixo do nariz.</p>
<p>E as surpresas não acabaram!</p>
<p>Nada a comentar sobre a arte de Ross, todo mundo já sabe que ele é referência nesse tipo de trabalho, então qualquer coisa que vier nesse sentido é redundância.<br />
Fui dar uma olhada na seção em que ele vende artes originais. Sempre fiquei me perguntava quanto esse cara cobrava por uma arte, e agora eu sei. O cara saber cobrar muito bem!<br />
As artes vão de 500 dólares por um sketch a 30 mil dólares por uma capa, passando por 3 a 7 mil dólares por páginas de quadrinhos ilustradas.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/metal.jpg" /><br />
<em>(Esse sketch dos Homens Metálicos por módicos 500 dólares, dinheiro de pinga pra você!)</em><br />
Simplesmente é um dos melhores exemplos que já vi de como um ilustrador deve gerenciar e cuidar dos seus direitos autorais na prática. Sem escrever uma linha de texto sobre isso, Ross passa no mínimo 3 lições sobre isso:</p>
<p>1 &#8211; Direito autoral: Novamente entrando nessa questão, o direito autoral sobre as obras é dele, e não da Marvel, ou DC ou de que for: Como deveria ser pra todo ilustrador, o que ele desenhou ninguém tasca a mão. Por causa desse ponto de vista, que é um direito inquestionável de todo autor, ele tem um acervo que pode garantir a aposentadoria dos seus netos e bisnetos. Isso não é diferente de mim ou de qualquer outro ilustrador em qualquer país. Tem gente que vai falar, &#8220;ah, mas é o Alex Ross! O cara pode&#8221;. Ainda bem que pode, pois o que ele faz ali é um exemplo. A lei garante que um ilustrador em início de carreira possa exigir o mesmo que Alex Ross. Garantia de direito autoral pode significar garantia de subsistência no futuro, como já havia dito em posts anteriores.</p>
<p>2 &#8211; Exigir os originais de volta: eu acredito que Alex Ross nem corra o risco de enviar a arte pra editora, ele mesmo deve escanear e enviar o arquivo digital pra ser impresso. Mas é um tapa na nuca de &#8220;vê se acorda&#8221; pra quem tem o hábito de entregar sua preciosa aquarela na editora e ser sequestrada por mãos impuras, ou mesmo pro ilustrador que não liga pra sua arte abandonada em uma mapoteca fria e úmida ad infinitum numa editora. Imagine se Alex Ross conseguiria vender isso se estivessem na parede da casa de um editor fã da sua arte ou de arte-finalistas e diretores de arte levassem seu trabalho de fininho?</p>
<p>3 &#8211; Não ter vergonha de cobrar! Tudo bem, nesse caso entra a expressão &#8220;Ah, mas é o Alex Ross, ele pode!&#8221;. Os preços que Ross cobra são caros, mas não são abusivos.<br />
Todo ilustrador deve saber que o valor do seu trabalho está ligado diretamente com o potencial de lucro do produto do cliente. O que Alex Ross ilustra vende como pão quentinho, e isso para corporações como Marvel e DC que faturam centenas de milhares de dólares por cada revista que tem o nome dele. O que ele cobra deve ser proporcional a isso, como todo ilustrador deveria fazer em qualquer tipo de serviço. Infelizmente ainda existem ilustradores que cobram apenas se baseando na mão de obra do desenho, e não pelo uso, como se fosse algo que pudesse ser cobrado por metro. Já vi gente cobrando dois mil reais por um personagem para chocolates que valeria pelo menos 40 mil. E o pior, o cara NÃO era ruim, desenhava muito bem. Claro que contrataram o fulano.</p>
<p>No final, o que bate o martelo final é dinheiro, sempre dinheiro.</p>
<p>Se eu tivesse condições de limpar merda do Bisteca com notas de vinte dólares, eu compraria um trabalho original dele. Imagine quanto não deve custar a capa original de &#8220;Kingdom Come&#8221;?<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/marvel.jpg" /><br />
<em>(Essa capa de Justice custa 15 mil dólares, mas tem outros trabalhos lá que chegam até 30 mil!)</em><br />
Nas suas devidas proporções, o que Ross faz é ter respeito pelo próprio trabalho, não dar de graça seus &#8220;desenhinhos&#8221;. Cada traço seu vale muito, talvez não tanto como os dele, mas tem seu valor. Tem gente que se vende por valores menores do que um serviço de pedreiro, tem gente que acha que vai virar capitalista selvagem se cobrar pela sua arte, ou acha que vão linchá-lo na saída se pedir o que é correto. A insegurança, excesso de oferta de trabalho e falta de caráter ainda vão acabar com o mercado de ilustração, e a gente vai ficar falando daqui a alguns anos que &#8220;a gente era feliz e não sabia&#8221;.</p>
<p>E tem outro detalhe: Esses valores são cobrados para o público final, mas até chegar nesse ponto, ele também foi pago pelas editoras pelo serviço. Ou seja, ele potencializa seu lucro baseado, em seus direitos autorais.<br />
Só por curiosidade, fiz um cálculo por cima de todo o acervo que ele está vendendo no site. Sem exageros, chega a mais de meio milhão de dólares, folgado.</p>
<p>Tem gente que vai alegar que isso jamais ocorreria no Brasil porque não há mercado de quadrinhos, o que concordo, mas o que se vê aqui é além disso. Pra chegar nesse ponto, a ilustração já fez seu papel, que é o de solucionar um problema, cumpriu sua função e seus direitos voltaram para o artista. Nesse ponto, ele decide vender seu trabalho sem intenção de cumprir nenhum papel, então ele começa a vender ilustração como ARTE! E vendo por esse ponto, qualquer ilustrador pode (e deveria) fazer o mesmo.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/kingdomcome_small.jpg" /><br />
<em>(Se eu tivesse muito, muito, muito, mas muito dinheiro sobrando em minha conta eu iria comprar essa capa de Kingdom Come pra colocar na parede e mostrar pros meus amigos como sou fodão quando desse uma festa).</em><br />
Nem todo mundo tem cacife de cobrar o que ele cobra, mas todo mundo tem cacife sim de fazer o mesmo que ele faz. Talvez a gente não consiga chegar a meio milhão de dólares, mas pelo menos o caminho é esse, então tudo o que vier dele é lucro, nem que sejam quinhentos reais ou passar seu acervo para seus herdeiros e garantir um pouco mais o futuro deles.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Freelancer: Ser ou não ser, eis a questão</title>
		<link>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/04/07/freelancer-ser-ou-nao-ser-eis-a-questao/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2007 03:03:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Escaneei essa página da revista Computer Arts. Aliás, essa revista tem me surpreendido pela qualidade das matérias. Nem tanto pelos tutoriais ou informes sobre softwares e técnicas, mas ela é cheia de textos muito bons sobre direitos autorais, marketing pessoal e processo criativo. Tá valendo cada centavo suado pago nela. É um infograma que valioso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escaneei essa página da revista <a href="http://blog.hiro.art.br/2007/01/03/revistas-sobre-ilustracao/">Computer Arts</a>. Aliás, essa revista tem me surpreendido pela qualidade das matérias. Nem tanto pelos tutoriais ou informes sobre softwares e técnicas, mas ela é cheia de textos muito bons sobre direitos autorais, marketing pessoal e processo criativo. Tá valendo cada centavo suado pago nela.</p>
<p>É um infograma que valioso que mostra se você, que está começando na carreira ou está de saco cheio do seu trabalho, está pronto pra virar um ilustrador autônomo (na verdade, esse infograma serve para qualquer carreira freelancer). Mesmo direcionado pro público americano, os passos são perfeitamente adaptáveis pra nossa situação tupiniquim.</p>
<p>Tem que clicar na imagem pra ampliar, senão ninguém enxerga<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Freelancers2.jpg" /><br />
Tá em inglês, sim. Não me peçam pra traduzir e sejam estimulados pra fazer um curso. Inglês é fundamental pra nossa profissão.</p>
<p>Não é uma escolha fácil, geralmente você pensa uma coisa de ser um autônomo, e na verdade ela é outra.</p>
<p>Não basta ter talento. Não basta saber negociar. Tem que saber se organizar também.<br />
Quem disse que ser ilustrador é bolinho?</p>
<p>Eu fiquei um tempo ensebando antes de pedir demissão onde trabalhava. Era diretor de arte numa agência de respeito, eu era responsável pelo departamento infantil de uma das maiores contas do Brasil, que é o McDonald&#8217;s, tinha um salário decente e um office-boy pra pagar minhas contas. A decisão de se tornar freelancer só veio depois de muita, muita pesquisa e ponderação.</p>
<p>Nos primeiros dias era meio esquisito ficar em casa trabalhando, mas com o tempo você se adapta, tendo disciplina. Mas não é pra qualquer um, se você é daqueles que não agüenta ficar sem bater papo o dia inteiro ou tem claustrofobia de estúdio ou ainda precisa levantar da cadeira de meia em meia hora pra tomar cafezinho, vai ser difícil. E não se culpe se você não for do tipo pra ficar isolado o dia inteiro, isso faz parte da natureza humana.</p>
<p>E mesmo depois de virar freelancer de maneira organizada, fui tropeçando e apanhando no meio do caminho, ganhando experiência. Coisas sobre contador, sistemas de cobrança, gerência de dinheiro, como fazer orçamentos, gerenciar horas de trabalho, ter que pagar impostos que achava que só existiam na Rússia, gerenciar o custo de equipamentos e até o trabalho que dá em comprar material de escritório.</p>
<p>Achava que era só sentar na prancheta e vender desenhinho? Nhá!</p>
<p>O infograma é bastante explícito. Ou você tem condições de ser freelancer ou não. Não há meio termo. O bom é que ele pega em todos os caminhos possíveis para serem analizados, o que facilita a vida de quem está pensando um estilo de vida profissional &#8220;unplugged&#8221;.<br />
É didático também, mostra todas as fases e ponderações que tem que se ter para se tornar um pássaro livre.</p>
<p>Disciplina é a palavra chave para isso. Numa profissão onde o futuro é mais incerto do que o final de Lost, todo gerenciamento, planejamento e parcimônia é necessária.</p>
<p>Também não dá pra se ter medo do futuro, senão é melhor você trabalhar com carteira assinada.</p>
<p>Confie no seu taco (ou no seu lápis), meu rapaz. E boa sorte!</p>
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		<title>O fim de um ilustrador</title>
		<link>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/03/19/o-fim-de-um-ilustrador/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2007 00:58:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Há 9 anos eu vi uma cena que nunca esqueci, de tão doída. Estava voltando do trabalho a pé pra casa, num dia frio de julho. Enquanto esperava pelo dono da banca arranjar troco, fiquei olhando um casal de mendigos bem velhinhos, com cachorros ao lado e um monte de sacos, sentados no banco da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há 9 anos eu vi uma cena que nunca esqueci, de tão doída.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/bEGGAR.jpg" /><br />
Estava voltando do trabalho a pé pra casa, num dia frio de julho. Enquanto esperava pelo dono da banca arranjar troco, fiquei olhando um casal de mendigos bem velhinhos, com cachorros ao lado e um monte de sacos, sentados no banco da praça da frente. O senhor arrumava as tralhas enquanto a mulher dormia ao seu lado.<br />
O velho desamarrou dois cobertores bem sujos e esfarrapados e ele cobriu a mulher com os dois, de maneira bem carinhosa. Aí quando ele terminou, ele deu um beijinho na testa dela. Aquela cena deixou meu peito pesado como um estepe de caminhão estivesse dormindo sobre ele.</p>
<p>Os dois, no final da vida, quando deveriam descansar e aproveitar por merecimento, estavam lá, jogados num banco de praça ao lado de sacos e sacos de latas de alumínio.<br />
Mesmo assim, aquele senhor tentava cuidar dela da melhor maneira possível, dentro do possível e ainda com um carinho inusitado para a situação…</p>
<p>Imaginei uma cena dramalhão mexicano. O homem é provedor da família, acontece algo inesperado e ele vai dizendo: “calma, está tudo sobre controle”, “calma, a gente dá um jeito”, “calma, alguém vai ajudar a gente”, até chegar no “que Deus nos ajude”.</p>
<p>Quantas pessoas não entraram para o abismo agindo de maneira correta, sendo bons pais e maridos, mas arrastou todos à sua volta por falta de consciência e percepção? Justamente quando é tarde demais é que vem a vontade de reagir.</p>
<p>Desde que eu vi essa cena eu prometi pra mim mesmo que ninguém que dependesse de mim iria passar por aquilo, inclusive eu mesmo.<br />
Pode chamar de paranóia aguda, mas é minha paranóia, e ela me faz seguir em frente.</p>
<p>Aqui entra o ilustrador<br />
Pra quem vive pedindo conselhor pra mim como começar como ilustrador, vou dar uma de japonês e falar como TERMINAR como um ilustrador.</p>
<p><img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/lapide.jpg" /><br />
E você, amigo ilustrador JOVEM, deve estar imaginando…o que ISSO tem a ver?</p>
<p>Tem tudo a ver, e não só apenas pra ilustradores, mas pra qualquer profissional.<br />
Tem a ver de ganhar seu sustento. E principalmente, tem a ver como você vai ser os últimos anos da sua vida.</p>
<p>Não vou retomar a questão de como cobrar nem de não fazer trabalhos de graça. A questão aqui é outra. É de como se programar pro futuro sendo ilustrador.</p>
<p>Como fazer isso com uma profissão que não é fixa nem é estável, que tem a fama de ser uma carreira isolada e solitária?</p>
<p><strong>Primeiro: </strong>É preciso criar a consciência de que ninguém vai ser jovem pra sempre. É chavão, mas quando a gente é novo, não pensamos em nós como velhos ou inadimplentes. Afinal, cheio de hormônios e energia pra dar e arrebentar, pra que pensar em épocas decrépitas? Quando a ficha cai pode ser tarde demais.</p>
<p><strong>Segundo</strong>, tem que mudar a mentalidade e perder a vergonha de cobrar o que é correto.<br />
Tem gente que tem vergonha de cobrar caro por um trabalho que tem que ser cobrado caro mesmo. Tem gente que não sabe simplesmente cobrar.<br />
A cada centavo não faturado é um centavo que não entra na sua conta.</p>
<p>Tem que pensar em sua carreira como algo pra fazer dinheiro. Simples e óbvio.</p>
<p><strong>Terceiro</strong>, tem que poupar. Não importa você ganha 10 mil, 1 mil ou 100 reais, tem que poupar no mínimo, no mínimo, 15% disso e esquecer esse dinheiro lá. Tem que pensar que esse dinheiro é sua garantia na velhice. Nunca, jamais conte com esse dinheiro.<br />
É difícil, principalmente pra quem tem filhos ou pais pra cuidar, mas TEM que ser feito. Isso não é um ítem negociável, é uma ação de sobrevivência.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Moeda.jpg" /><br />
Então pára de fazer desenho de graça, cobre direito, cobre a mais, aumente sua renda. Trabalhar por trocado hoje é trabalhar por latinha amanhã.</p>
<p>Uma dica é perder a vergonha e consultar o gerente da sua conta. Nem que você só tenha 200 reais pra investir, é um começo, que em pouco tempo pode se tornar 2.000 e muito mais além disso.</p>
<p>Invista em Renda Fixa, DI, poupança, ações, se tiver nervos de aço, mas poupe. É a única maneira honesta de fazer o dinheiro render. Senão você vai ter que passar vergonha e viver de favor de da caridade dos outros, mesmo que esses outros sejam seus pais ou seus filhos.</p>
<p>E outra dica, é chavão, mas é preciso. Nesse caso, a fábula da cigarra e da formiga encaixa direitinho, só que ao invés do violão a cigarra tem um pincel.<br />
Planeje seus gastos, é impressionante o que dez reais aqui e quinze acolá fazem no bolso depois de um ano.</p>
<p><strong>Quarto:</strong> fazer uma previdência privada com seguro em vida. Se você for embora desta para a melhor, pelo menos aqueles que estão perto de você vão receber uma renda. Caso você não morra, quando chegar aos 65 anos você vai receber um salário correspondente ao que contribuiu todo mês.<br />
A soma de dinheiro guardado + previdência privada pode salvar sua velhice.</p>
<p>Garanto, já vi com meus próprios olhos doídos que a pior coisa de alguém é perceber que caiu a ficha tarde demais. Já vi ilustradores feras e que ganhavam rios de dinheiro na época de 70 caírem na miséria ao ponto de terem que dormir escondido na agência em que trabalhavam, por motivos que nem é da minha pertinência discutir aqui.</p>
<p><strong>Quinto:</strong> Plano de saúde.<br />
Plano de saúde é uma merda, é daquelas coisas que você paga uma grana esperando nunca usar.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/ER.jpg" /><br />
Esse treco come um bocado de dinheiro, principalmente se você tiver filhos. E vai ficando mais caro quanto mais velho ou doente você fica. É impiedoso.<br />
Essa dica descobri há pouco tempo, portanto vale a pena saber disso.</p>
<p>Primeiro, se você vive numa comunidade de tamanho razoável (igreja, clube) pode conversar com um corretor e pedir um plano de seguro em grupo.<br />
Ilustradores, taí a dica. Por que não juntamos o pessoal da SIB pra ter um plano de saúde para ilustradores, assim como existe para advogados, engenheiros e dentistas? Tudo bem, essa é outra história.</p>
<p>Agora, se você é sozinho e independente, fica na dúvida em que tipo de plano comprar.<br />
Então, se você é saudável, forte como um touro e come de maneira sapiente (ha ha), evite um plano que cubra todo tipo de exame, médico, os melhores laboratórios e os melhores hospitais.</p>
<p>É mais barato se você pagar alguns exames e médicos à parte, ainda com possibilidade de reembolso.</p>
<p>O que quebra qualquer um são diárias hospitalares. Então ao invés de pedir o melhor plano com médicos, hospitais e exames, é melhor centralizar o seu dinheiro em um plano que ofereça seguro e internações hospitalares. Ficar uma semana numa UTI pode quebrar toda sua poupança que você juntou em 20 anos, isso não é brincadeira. Tenho amigos meus que hoje estão na miséria porque tiveram que pagar dois meses de UTI, vendendo carros, apartamentos e zerando as contas.</p>
<p>Sexto: Pensar no que fazer quando ficar velho. Qual seu plano B?<br />
É fato. À medida que o tempo avança a visão piora, a audição enfraquece, as juntas ficam mais duras e a cabeça começa a dar uns tilts. Sorte daqueles que conseguem ilustrar com mais idade, e com a mente funcionando beleza. Mas são poucos aqueles que conseguem ser como Ziraldo ou Hirschfeld. Mas também não precisam chegar no final da vida como grandes ilustradores que conheço que acabaram na miséria porque fizeram algumas besteiras na vida, besteiras que não podem ser mais consertadas.</p>
<p>Então, o que você vai fazer quando não desenhar mais? Ou o que você vai fazer pra continuar desenhando depois de velho?</p>
<p>Qual seu plano B?</p>
<p>E tem a agravante de somar a isso as seguintes idéias:<br />
• Ninguém é insubstituível;<br />
• Se você for empregado, um dia seu patrão não vai mais dar dinheiro pra você;<br />
• Filhos não são garantia de que eles vão te sustentar na velhice;<br />
• Nada é pra sempre, o que pode ser bom hoje amanhã pode ser péssimo.<br />
• Um dia você vai embora e vai deixar o quê pra quem precisa?</p>
<p>Pra não extender, vou ser prático, mostrando em números.</p>
<p>Um fulano com 30 anos de idade. Ilustrador, tentando entrar no mercado, ganhando o básico do básico, nunca sobrando nada pra poupar. Com filhos, mulher e pais pra cuidar.</p>
<p>Vamos imaginar que você irá trabalhar até os 65 anos. A sorte é que ilustrador não é estivador do Porto de Santos, então o desgaste físico é menor, dá pra trabalhar além disso. Com um pouco de sorte vai chegar no patamar do Ziraldo, Hirschfeld ou Alex Toth.</p>
<p>Mas como um humano normal, você tem 35 anos pra fazer seu pé de meia. 35 anos pra juntar um patrimônio pra garantir sua vida e não ter que sair catando latinha em lixo de restaurante.</p>
<p>Não quero parecer dono da verdade, nem querer ensinar como ganhar e guardar o pão de cada um. Isso é experiência que eu tive e que comecei a (tardiamente) a colocar em prática. Não nasci em berço de ouro, venho de uma família de feirantes e não nasci com tino pra negociar até os 35 anos, bem tarde pra profissão. Mas como todo burro insiste no caminho, insisti nesse e talvez isso ajude quem tá começando a não cometer barbeiragens quando ficar mais velho. Mas tem gente mais organizada do que eu e que sabe dicas e macetes melhores do que esse pra se garantir, mas infelizmente (ou felizmente), foi isso o que eu aprendi até agora.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Banner.jpg" /><br />
Para os amigos ilustradores da SIB, na faixa dos 40, 50 ou mais aninhos, essas dicas não são novidade. A vida vai dando pauladas na cabeça e a gente aprende com isso (se quiser). Senão a gente morre de overdose num quarto de hotel vagabundo no centro da cidade.</p>
<p>Mas pra quem é novo, onde tudo é possível, vale a pena frisar o que seu pai fala e você torce o nariz. Quanto mais cedo você guardar 20% do que você ganha, mais cedo você vai respirar aliviado na velhice.<br />
Isso é garantia de velhice tranqüila? Claro que não, mas NÃO fazer isso com certeza vai trazer alguma conseqüência funesta nos seus anos dourados..<br />
Ser ilustrador é fantástico e ao mesmo tempo um sacrifício. Fantástico porque me faz sentir orgulhoso do que sou e do que eu faço, e isso não tem preço. E um sacrifício porque ser ilustrador é como subir uma escada que não tem fim. Não pode parar. Sempre vai ter um degrau a mais pra escalar amanhã, e depois de amanhã, e assim por diante.</p>
<p>O que hoje está bom amanhã pode não estar mais. E vice-versa.</p>
<p>É uma merda? É, mas é nossa vida, nossa filosofia de ganhar dinheiro honestamente com ilustração.</p>
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		<title>Shuman e os mitos e lendas da ilustração.</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Feb 2007 04:10:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Illustrators]]></category>
		<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[O grande Angelo Shuman é muito conhecido entre os ilustradores, mas como a grande maioria de nós, desconhecida por maior parte do público consumidor. Mas com certeza você já comeu ou desembrulhou alguma coisa que tinha o desenho dele, a não ser que você seja vegan ou sua religião não permitir comer doces. (Sim amiguinhos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/coberto.jpg" /><br />
O grande Angelo Shuman é muito conhecido entre os ilustradores, mas como a grande maioria de  nós, desconhecida por maior parte do público consumidor. Mas com certeza você já comeu ou desembrulhou alguma coisa que tinha o desenho dele, a não ser que você seja vegan ou sua religião não permitir comer doces.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/estampos.jpg" /><br />
<em>(Sim amiguinhos, ele é um dos culpados de você ganhar alguns quilos na frente do computador, ó doce remorso).</em></p>
<p>Como vocês podem ver em seu <a href="http://www.shuman.com.br">site</a>, o foco dele é bem dirigido à publicidade, assim como eu. Pra trabalhar com grandes agências com grandes corporações como clientes é preciso ser, além de ilustrador, também <span id="more-104"></span>diplomata, negociador, guerreiro e contador.</p>
<p>Transcrevo aqui literalmente um texto que ele escreveu sobre valores de ilustrações. Já pensei em postar algo parecido, mas prefiro divulgar o que ele também pensa sobre isso, pra mostrar que essa preocupação (a de saber cobrar, entre outros tantos) é consenso geral entre ilustradores. Além do texto ser de uma clareza ofuscante:</p>
<p><strong>LENDAS E MITOS DA ILUSTRAÇÃO</strong></p>
<p>Existem lendas que passam por verdades, porque todos<br />
acham que é-assim-porque-sempre-foi-assim.</p>
<p>No tempo da minha bisavó diziam que manga com leite matava. Diziam que não se podia<br />
tomar banho depois de jantar porque dava congestão e também que apontar para as estrelas dava verruga no dedo. O tempo passou. Crianças nascidas no século XXI estão sendo alfabetizadas com computadores. Os Jetsons são antigos -eles eram do ano 2000- lembram? Usamos minúsculos MP3 Players, mas parte de nosso relacionamento com editoras continua no século dezenove, no tempo dos Flintstones e do gramophone à corda e ainda persistem algumas Lendas, Mitos e Costumes Editoriais.<br />
Vejamos dois deles.</p>
<p><strong>Lenda 1- Tamanho da ilustração X Valor da ilustração:</strong><br />
Esse costume de fixar preço de página de ilustração por tamanho; página dupla, página inteira, 1/2 página, 1/4 de página, etc, vem do departamento comercial das editoras, onde o lucro/benefício tem relação direta com a venda de espaço físico &#8211; que é calculado por centímetro de coluna &#8211; e apesar de não ter nada a ver com o valor da ilustração &#8211; que exige um cálculo bem mais complexo;<br />
passou a ser usado como um referencial de valores.<br />
Por exemplo:<br />
O anunciante que compra uma página inteira e coloca no anúncio a ilustração simplesinha de uma minúscula bolinha de gude em fundo branco, vai pagar mais pela veiculação que outro anunciante que comprou 1/2 página e ocupou todo o espaço com a ilustração de um tapete persa psicodélico feita a óleo por um chinês preso.<br />
•••O que tem a ver centimetragem de coluna com o trabalho, grau de dificuldade, tempo de pesquisa, técnica utilizada etc, etc, etc usada na ilustração ???<br />
•••Outra coisa: Esses padrões de formato retangulares (1/2 página, 1/4 de página, etc.), são do tempo em que se montavam livros, revistas e jornais com tipos móveis, em caixas presas por elásticos, dai as colunas, que se mantém até hoje apenas para facilitar o cálculo de preço na venda do espaço.<br />
Hoje, com a editoração eletrônica, a imagem pode ser produzida em qualquer formato sem que isso afete os custos de composição, diagramação e montagem, como acontecia antigamente.</p>
<p><strong>Lenda 2 &#8211; Valor da ilustração a Cores X Valor da ilustração PB:</strong><br />
Desde os tempos de Gutemberg, para imprimir a tal da minúscula bolinha de gude a cores, era muito mais caro que se fosse pra imprimir em preto e branco.<br />
Se fosse uma &#8220;litographia&#8221; a duas cores, eram duas pedras; se em clicheria, dois clichês; se em fotolito, dois fotolitos, que por sua vez gerariam duas chapas -e consequentemente duas impressões- que teriam que estar no registro e pra chegar a isso tinha perda de papel etc, etc, e etc. Cada cor a mais e se repetia o processo e os gastos com perda de tempo e material.<br />
No século IXX pra fazer uma ilustração a 4 cores pelo citado processo de litografia, o ilustrador tinha que desenhar em 4 pedras separadas.<br />
Imprimir a ilustração a bico-de-pena, em uma cor, do tapete persa feita pelo um chinês preso era muitíssimo mais barato, era uma matriz, uma impressão. Sem registro, sem perdas.<br />
A ilustração da bolinha, se em duas ou mais cores, ficava mais caro.<br />
Antigamente haviam cadernos a cores e outros em P/B nas revistas. Hoje está tudo mudado<br />
e praticamente todas as páginas de todas as revistas são coloridas.</p>
<p>Em suma, a diferença de valores entre cor e p/b serve apenas para processos de impressão.<br />
O que justifica, hoje, a diferença de valores para uma ilustração a cores e outra em P/B ?<br />
Estas são algumas das historias que fazem parte das Lendas, Mitos e Costumes do Folclore Editorial &#8211; que podem ser reavaliadas, bastando para isso apenas deixar de pensar que &#8220;é-assim-porque-sempre-foi-assim&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Zen e a Arte de Montar Portfólios</title>
		<link>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/02/10/o-zen-e-a-arte-de-montar-portfolios/</link>
		<comments>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/02/10/o-zen-e-a-arte-de-montar-portfolios/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Feb 2007 06:12:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.hiro.art.br/2007/02/10/o-zen-e-a-arte-de-montar-portfolios/</guid>
		<description><![CDATA[Durante dez anos trabalhando como diretor de arte da Taterka, devo ter visto mais de 200 portfólios de ilustradores. A grande maioria em início de carreira. Desse montante, eu me lembro de uns dez que me impressionaram. E não foi por causa da apresentação ou da qualidade da pasta, mas por causa do conteúdo. Escuto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante dez anos trabalhando como diretor de arte da Taterka, devo ter visto mais de 200 portfólios de ilustradores. A grande maioria em início de carreira. Desse montante, eu me lembro de uns dez que me impressionaram. E não foi por causa da apresentação ou da qualidade da pasta, mas por causa do conteúdo.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/port.jpg" /><br />
Escuto muitas receitas pra se fazer um portfólio, umas absurdas, outras bem úteis. Tem umas regras básicas, mas pra mim só duas delas valem: <span id="more-89"></span>não colocar rascunhos (se não é arte final não tem por que estar lá, a não ser que eu perca a respiração com seu rabisco) e desenho dos outros em seu portfólio, isso é óbvio (mas mais comum do que se imagina).<br />
De resto, não existem regras. Algumas pancadices que leio ou escuto por aí:<br />
“Coloque só quinze desenhos na sua pasta”.<br />
“Coloque vários estilos pra mostrar que você é versátil”.<br />
“Coloque apenas o que tem seu estilo pra se vender como ilustrador autoral”.<br />
“Compre uma pasta de couro tamanho A2”<br />
“Mande encadernar como se fosse um livro”.</p>
<p>Não há fórmulas, nem regras pra se fazer um portfólio. Pra mim basta colocar o que você tem de melhor que já basta. Mas isso vale para portfólios de ilustração. Para portfólios de direção de arte a conversa é bem diferente&#8230;<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Artist.jpg" /><br />
Existem diretores de arte e diretores de arte. E art buyer e art buyers. São eles quem ficam do outro lado da mesa.<br />
Cada um tem uma maneira de ver uma pasta.<br />
Conheço alguns que já avaliam a marca da pasta. E torcem o nariz pro conteúdo sem abrir o zíper.<br />
Conheço outros que não tem paciência pra ver cinco desenhos seguidos, outros adoram folhear portfólios e chegam a perguntar se tem mais de onde veio.<br />
A grande maioria, felizmente, ainda trabalha com bom senso e entende que o conteúdo é mais importante do que a apresentação (tudo bem, ela conta um bocado, mas não é o fundamental).<br />
Já contratamos um ilustrador que apareceu por lá com os desenhos soltos dentro de uma pasta plástica com elástico, onde guardava todos os desenhos dentro de um saco plástico. Apresentação zero, desenhos 10. Venceu o último.</p>
<p>Também já torci o nariz para uma garota toda patricinha que veio com um portfólio da Louis Vuitton!! Nem sabia que isso existia, para meu desespero. O quer era importante, os desenhos, eram cópias de mangás, uma profundidade criativa de um pires de gato.</p>
<p>Só uma coisa que sempre digo: Ilustrador<strong> NÃO</strong> precisa ter trabalhos publicados no portfólio. Portanto se alguém vier com a conversa mole de você fazer um trabalho de graça pra colocar no portfólio, cuspa no chão e diga não.</p>
<p><strong>Quem vai olhar?</strong></p>
<p>Não sei exatamente como funciona dentro das editoras, pois não é o meu forte. Mas dentro das grandes agências de publicidade quem olha é o art buyer, o cara que é encarregado de contratar todos os serviços de arte (ilustração, produção, fotografia) para a criação de uma agência. Geralmente eles não tem a formação de um diretor de arte, é um intermediário que vai negociar valores e prazos com você. Nem todos olham portfólios através de contatos telefônicos. A grande maioria só contrata através de Networking, vulgo QI (Quem Indica). Se o art buyer gosta do sujeito e do trabalho, ele anota no caderninho e repassa para a criação ou não, dependendo da correria do lugar. O triste da publicidade é que você vai perdendo contato pessoal. A avaliação é feita através do sites, contato telefônico, entrega do trabalho via e-mail, ftp ou portador e recebe o valor em conta. Eu mesmo trabalho para três agências e não faço a mínima idéia da cara da art buyer e do diretor de arte que já conheço por telefone há mais de 6 meses.<br />
E há de ser muito habilidoso na negociação e na conversação. É comum hoje em dia o ilustrador nem ter mais contato com o diretor de arte quando fizer um trabalho, o que gera stress desnecessário e tempo desperdiçado. O diretor de arte faz o pedido pro art buyer, o art buyer contacta o ilustrador e passa o job. Quando o job é claro e definido, ele entrega a nota e o trabalho de volta pro art buyer que repassa pro diretor de arte. Quando o trabalho é complicado eles pedem uma reuniãozinha pra explicar  o job, mas geralmente o contato acaba aí.</p>
<p><strong>Como ficar do outro lado da mesa.</strong></p>
<p>O que eu posso aconselhar é COMO você vai apresentar seus trabalhos.<br />
A grandiosa maioria das pessoas comete o mesmo erro: falam demais.<br />
Sempre tentam explicar cada desenho, o porque está na pasta, e o que é pior: a insegurança é tão grande que cometem o erro de ficar explicando por que não ficou tão bom. Oras, se não ficou tão bom, não coloca na pasta.</p>
<p>Tem um ditado dentro da criação das agências de publicidade:<br />
Quando o sujeito for mostrar a pasta, só pode falar três frases:<br />
“Sim, senhor”.<br />
“Não, senhor”.<br />
“Tem razão, senhor”.</p>
<p>É claro que não é isso, mas é quase. Se for mostrar o portfólio, fique quieto. Fale só se precisar mesmo ou se quem estiver olhando a pasta perguntar algo. Jamais justifique nada. Postura é fundamental nesse processo, e a gente sempre se lembra dos tagarelas e inseguros de forma negativa. Dos arrogantes e presunçosos também.</p>
<p>Segundo, não peça opinião do seu trabalho se não estiver preparado pra ouvir críticas. Embora alguns diretores de arte e art buyers mais ácidos comentam mesmo sem pedir, o mais comum é ver pessoas tentando arrancar algum tipo de elogia ou incentivo da parte do entrevistador. Ledo engano.<br />
É só ver “American Idol” no começo da temporda. Os piores se acham os melhores e não se conformam de serem chamados de piores. Acontece o mesmo com alguns desenhistas em começo de carreira. Bom senso e auto referência valem ouro, pelamordedeus.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/BOX.gif" /><br />
<strong>Conselho número 2</strong><br />
Saiba também direcionar seu portfólio. Levar uma pasta cheia de peitudas para a redação da Recreio, uma pasta de cartuns para conseguir um trabalho de hiper-realismo não vai te ajudar muito. Defina seu estilo, seu foco de trabalho e monte sua pasta em cima dessa decisão.</p>
<p>Esse conselho é uma daquelas que só prestando atenção no meio.<br />
Sem querer ser sexista, mas acontece mesmo.<br />
Se você é homem ou mulher, não importa. Procure saber quem vai olhar seu portfólio.<br />
Se for homem, geralmente eles atendem melhor as meninas. Ficam mais tempo e são mais graciosos. Se for homem, boa sorte, vai depender de que lado o ovo dele levantou da cama.</p>
<p>Se quem for olhar a pasta for mulher, dê um trato no visual.<br />
É fato, mulher repara em detalhes. Sapatos, barba, em cheiros, se a roupa tá amarrotada. Não precisa se vestir na Hugo Boss pra ser entrevistado, mas jamais vá: com camiseta amassada, com sapato desamarrado ou caindo aos pedaços, com bodum e catinga e sem escovar os dentes.<br />
Já tive amigas diretoras de arte que só conseguiam se lembrar do cofrinho do cara aparecendo por cima de uma cueca amarelada ao invés do trabalho dele.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Batpigeon_1.jpg" /><br />
<strong>Vale a pena ainda ter portfólio?</strong></p>
<p>Claro, sempre vale. Mas hoje em dia o que é preciso mesmo é um portfólio digital na internet, um site com seus trabalhos. Isso é fundamental, principalmente no mundo da publicidade onde o pessoal não tem tempo pra ficar olhando pastas. Pra se ter uma idéia, até mesmo um CD com uma apresentação em Powerpoint ou multimídia do seu portfólio não compensa muito,pois só o trabalho de tirar da embalagem, abrir o computador e ficar clicando desanima. Site é muito mais prático e funciona. Divulga seu trabalho de maneira mais ampla e segura.</p>
<p>Meu portfólio de couro tá encostado no armário há mais de dois anos, tenho mantido ele mais por precaução do que por necessidade.</p>
<p>Por isso, não faça sites muito pesados ou com musiquinhas irritantes. Quanto mais limpo melhor. Esperar mais de 15 segundos para uma página abrir é morte lenta e dolorosa, a pessoa desiste mesmo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mais revistas para ilustradores digitais</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Feb 2007 05:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[O hábito de ler revistas de ilustração está mudando a cesta do banheiro, saem as VIPs e os Tio Patinhas e entram as Computer Arts, Design e Opera Graphica. Andando pela Livraria Cultura, encontrei uma revista chamada Layers, específica sobre Photoshop e After Effects: É uma revista até que boazinha. Tem um nível de informação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O hábito de ler revistas de ilustração está mudando a cesta do banheiro, saem as VIPs e os Tio Patinhas e entram as Computer Arts, Design e Opera Graphica.</p>
<p>Andando pela <a href="http://www.livrariacultura.com.br">Livraria Cultura</a>, encontrei uma revista chamada <a href="http://www.layersmagazine.com">Layers</a>, específica sobre Photoshop e After Effects:<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/LayersCover_1.jpg" /></p>
<p>É uma revista até que boazinha. Tem um nível de informação médio, com muitos tutoriais e dicas. Não traz muitos textos mais complexos sobre os programas, como calibragem ou uso de canais, que são difíceis de se encontrar. Mas tem uma boa diagramação e a qualidade dos textos é boa. Vale os R$75,00, ainda mais porque ela é bimestral.</p>
<p>Essa outra, Illustrator Techniques, como o nome diz, só traz dicas para Illustrator. E tome dicas! Essa revista é melhor, a qualidade das dicas são melhores e a quantidade também é grande.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/illustratorcovers.jpg" /><br />
O ruim é que ninguém importa essa revista no Brasil. Tem que comprar através do <a href="http://www.illustratortechniques.com">site</a> ou da Amazon. Só vale a pena se você tiver uma graninha sobrando (ha ha). Ela é baratinha, 7 doletas. O frete é que sai caro. Quando eu a compro é no meio de encomenda de outros livros a trabalho pela Amazon. Também é bimestral.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/scanner_10.jpg" /><br />
De lambuja, aqui tem o <a href="http://www.illustratortechniques.com/imitating-a-scanner-darkly.html">link</a> para um tutorial para fazer ilustrações no estilo do filme &#8220;Scanner Darkly&#8221; e &#8220;Waking Life&#8221; de Richard Linklatter (esse último achei  chato como um prato de moyashi). Scanner Darkly vem do texto de Philip K. Dick, de Blade Runner, então pode ser que seja um pouquinho melhor.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/scanner_darkly_5.jpg" /><br />
<em>Neo vem agora em versão CS2.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como tratar um ilustrador com carinho</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 04:38:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeiro: O ilustrador ilustra, isso é óbvio. [img:Brain.jpg,full,alinhar_dir] Mas outra função do ilustrador é resolver problemas. Além de ilustrar, ele também é pago para pensar. Assim, quando um anúncio é criado e um ilustrador é chamado para fazer o trabalho, seria mais do que normal haver uma conversa entre ambas as partes, explicar a situação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Primeiro</strong>: O ilustrador ilustra, isso é óbvio.<br />
[img:Brain.jpg,full,alinhar_dir]<br />
Mas outra função do ilustrador é resolver problemas. Além de ilustrar, ele também é pago para pensar.</p>
<p>Assim, quando um anúncio é criado e um ilustrador é chamado para fazer o trabalho, seria mais do que normal haver uma conversa entre ambas as partes, explicar a situação e deixar na mão do ilustrador resolver o pepino da melhor maneira possível.<br />
<span id="more-73"></span><br />
Então se o ilustrador disser que existe uma maneira melhor de fazer o que o diretor de arte pede, escute o homem! Ele trabalha com isso todos os dias e pode dizer o que funciona ou não. Sem medo de machucar o ego alheio, pode questionar isso. Faz parte do serviço de um bom ilustrador. Senão o diretor de arte pode achar uma bosta e botar a culpa na ilustração.<br />
[img:KIDS.jpg,full,alinhar_dir]</p>
<p><strong>Segundo</strong>: Ilustrador não é máquina pra produzir material em série. Apesar de todos os esforços da Apple e da Adobe, a ilustração ainda é um produto artesanal. Então se o cliente pede 10 ilustrações, deve-se pagar 10 ilustrações, e não 9, como os produtos da Polishop.</p>
<p><strong>erceiro</strong>: Ilustrador não é diretor de arte. Ele pode até ser, mas quando você contrata o ilustrador é para ele ilustrar. A agência tem um diretor de arte para fazer &#8211; pasmem &#8211; direção de arte.<br />
Então nem venham com referências de Image Bank e xerox de páginas de livros de ilustração sem entregar um layout ou pelo menos um rafe ante de fazer um trabalho. Referência não é layout.<br />
Ilustradores ainda não sabem ler a mente. Passem informações claras purr favor.<br />
[img:bEGGAR.jpg,full,alinhar_dir]<br />
<strong>Quarto</strong>: Evitem a péssima prática de mostrarem um  tipo de ilustração para fazer o orçamento e quando aprovado ele mudar radicalmente porque &#8220;esqueceram&#8221; alguns detalhes que não eram pertinentes antes. O que era um desenho de um porquinho sozinho não pode se transformar depois num porquinho dentro do chiqueiro dentro de uma fazenda cheia de bichinhos.<br />
Desconfiem sempre quando alguém pedir uma ilustração &#8220;facinha&#8221; pra você fazer.</p>
<p><strong>Quinto</strong>: Parem de arregalar os olhos quando receber nossos orçamentos. O valor que vocês recebem não é pelo desenho, já disse isso nesse tópico. Esse valor é pela hora trabalhada e pelo direito de uso da imagem desse desenho. Vocês não acham caro o espaço de página dupla na Veja, não reclamam dos valores dos aluguéis das fotos de Image Bank. Então não achem caro um trabalho que vai ajudar o cliente a vender mais, principalmente se o desenho for o elemento principal desse trabalho, como uma embalagem infantil.</p>
<p><strong>Sexto</strong>: Ilustrador tem o direito sim de cobrar mais caro por trabalho de final de semana e pedido de urgência. É preciso parar com essa idéia de que ilustrador não tem vida própria e nem tem descanso.<br />
[img:ER.jpg,full,alinhar_dir]<br />
<strong>Sétimo</strong>: Parem com essa história de cobrar buyout logo de cara. Uma coisa é a agência pedir isso porque o cliente exige. Aí dá pra gente entrar num acordo. Outra coisa é quando isso é política da agência. Buyout é ilegal, nada que um bom advogado não possa argumentar baseado na lei. E sei por experiência própria que o buyout é pedido por preguiça e comodidade.<br />
Oras, você não aluga uma foto da Image Bank por um tempo determinado? Por que com o trabalho de ilustrador não deveria ser diferente?</p>
<p><strong>Oitavo</strong>: Pelamordedeus, se vai cobrar BV ou outro tipo de bonificação, fale antes de fazer o orçamento.<br />
[img:Pulpo.jpg,full,alinhar_dir]<br />
<strong>Nono</strong>: Evitem de ameaçar ilustradores com esse tipo de atitutde dizendo &#8220;todo mundo faz&#8221; ou &#8220;se você não quiser tem gente que quer&#8221; porque hoje em dia os ilustradores têm um contato mais estreito entre eles. Isso vale também para orçamentos feitos em massa com vários ilustradores, principalmente entre editoras. A gente fica sabendo que isso tá rolando, é feio.</p>
<p><strong>Décimo</strong>: Paguem as ilustrações para layout e concorrência. Não peçam trabalho de risco. Ilustradores têm família, têm contas a pagar e ele vai dar pra você o que ele tem de mais valioso de graça: talento e tempo. Na faixa nem Miss Brasil.<br />
<strong><br />
Décimo-primeiro:</strong> Assinem o contrato, purr favor. Que seja o meu ou o seu, contanto que seja correto. Se nada for assinado, os direitos voltam depois de um tempo pro ilustrador e não vão reclamar depois.</p>
<p>Obviamente nem todos art buyers e direitores de arte possuem essa postura metálica e frígida. A grande maioria ainda trabalha corretamente, ainda bem. Mas o número de profissionais que passa para o &#8220;lado negro&#8221; aumenta a cada dia, transformando a vida de ilustradores num pequeno inferno.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Softwares</title>
		<link>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/01/17/software/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Jan 2007 05:59:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Programas, ah, os programas. Toda primeira pergunta que fazem quando conhecem a gente é em qual programa a gente trabalha. Não existem muitas opções. Só trabalho com 3: Photoshop, Painter e Illustrator 10. E os três tem o abençoado Santo Layer, que quebra galho pra tudo. O Photoshop para arrumar e calibrar as cores dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Programas, ah, os programas.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/monalisa.jpg" /><br />
Toda primeira pergunta que fazem quando conhecem a gente é em qual programa a gente trabalha.</p>
<p>Não existem muitas opções. Só trabalho com 3:<br />
Photoshop, Painter e Illustrator 10. E os três tem o abençoado Santo Layer,<span id="more-60"></span> que quebra galho pra tudo.<br />
O Photoshop para arrumar e calibrar as cores dos arquivos do Painter e pra trabalhar de maneira integrada com o Illustrator e pra pintar coisas chapadas. Não uso pra rabiscar nem pra desenhar;</p>
<p>Painter porque ele é perfeito pra rabiscar e simula bem os materiais de desenho, como pastéis, acrílicos e carvão. Quase tudo faço com ele, na versão IX. A performace do traço no Painter é genial quando se trabalha com o tablet.</p>
<p>E o Illustrator 10. Só uso o CS2 de vez em quando. Mas poderia usar o Corel Draw ou o Freehand, se ele tivesse continuidade. Trabalho com ele desde a versão 3.0, quando você não tinha o modo preview ativo (você desenhava no modo outline, sem ver o que estava fazendo em tempo real).</p>
<p>Tem gente que consegue fazer maravilhas com outros programas que à primeira vista não são ideais pra ilustrar. <a href="http://www.eendar.com/">Monica Calvo</a>, uma ilustradora espanhola, consegue fazer maravilhas vetoriais no <strong>Flash</strong>:<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Calvo.jpg" /><br />
Os desenhos da Monica Calvo só reforçam uma verdade: não importa qual programa ou qual ferramenta que você use pra desenhar, se não tiver bom senso e talento, não serve pra nada.<br />
Os desenhos dela tem estilo gracioso no Flash, ou no Illustrator se soubesse usar o programa. E tem esse estilo em papel, como dá pra ver no site. Independe da mídia.</p>
<p>Quando comecei minha carreira vi o Brasílio Matsumoto ilustrar um peixe maravilhoso num papel sulfite porque eu estava fazendo cera esperando chegar o papel Schoeller na editora.   Lição número 1 que aprendi: se não tem talento, não tem material que faça maravilhas por você.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Artist.jpg" /><br />
Se você não sabe mexer no Photoshop CS2, não adianta ficar ansioso enchendo o saco do cara da barraquinha de Camelot (o nome que a gente dava pros lugares que vendiam CD pirata) querendo saber se já chegou o CS3. Filtros e estilos não fazem de ninguém um ilustrador.<br />
E tem que ter humildade de admitir que a grande maioria dos mortais, incluindo este que vos fala, não consegue aprender 100% do Photoshop ou Painter. É muita coisa, toda semana aprende-se coisa nova.</p>
<p>Pra qualquer programa é a chave de aprender é treinar, treinar e treinar. E pra desenhar é praticar, praticar e praticar.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Hardware</title>
		<link>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/01/17/hardware/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Jan 2007 05:22:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns anos troquei meu estúdio real, com pincel, ecoline e aerógrafos, pela direção de arte. E da direção de arte voltei pra ilustração, mas dessa vez com equipamento digital. Faço pouca coisa no papel e tinta, infelizmente, e invejo quem o faz com primor, como o Alarcão. Mas de computador e equipamento digital eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos troquei meu estúdio real, com pincel, ecoline e aerógrafos, pela direção de arte. E da direção de arte voltei pra ilustração, mas dessa vez com equipamento digital. Faço pouca coisa no papel e tinta, infelizmente, e invejo quem o faz com primor, como o Alarcão.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Desenholivre.jpg" /><br />
Mas de computador e equipamento digital eu entendo.</p>
<p><strong>O Computador</strong></p>
<p>Trabalho há muito tempo com computadores pra desenhar, especificamente Macintosh. Desde a época de reserva de mercado quando era crime comprar computador <span id="more-59"></span>que não fosse brasileiro (e foi uma das causas desse atraso tecnológico que esse país tem que passar, além dessa idiotice da taxação indecente dos impostos).<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Itunes.jpg" /><br />
Hoje não importa se você desenha num Mac ou num PC. Eu sou maquintóshico, como diria Heinar, editor da revista Mac+, mas por que eu sei me virar com ele. Se der pau no meu G5 ralador de queijo, eu sei o básico pra tentar arrumar antes de ligar pro 911 digital. É verdade que ele é difícil de dar pau, mas também quando dá&#8230;que trabalho.  A gente ama a Apple mas a Apple não me ama, é a pura verdade. Assistência técnica é miserável e os computadores são caros pra diabo. E de PC não manjo nada.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/14.jpg" /><br />
Pra quem estiver começando, um bom PC ou um MacMini ou um iMac dá pro gasto. Quando começar a ganhar com ilustrador, você compra um mais parrudo.</p>
<p>E tem mesmo, porque em média troca-se de computador a cada cinco anos.<br />
O HD também tem uma vida útil, que varia muito, mas um dia acaba, tem que trocar mesmo.<br />
E má notícia pra quem mora perto do litoral ou de lugares muito úmidos, embora muita gente diz que não, a maresia encurta a vida útil do computador. Pelo menos meus amigos maquintóshicos nunca compram equipamento usado vindo de Santos ou Juquehy.</p>
<p><strong>A Canetinha</strong><br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/wacom_intuos_tablet2_1.jpg" /><br />
A canetinha digital, tão bonitinha&#8230;a gente fica dependente dela com o tempo. E nesse quesito vale a pena investir. Tem que ser da Wacom mesmo. A Genius ou Aiptek simulam a experiência de se desenhar com caneta digital, mas nem de longe é a mesma coisa.<br />
Pra não ser radical, conheço ilustradores profissionais que só usam o mouse.<br />
A Intuos 9&#215;12 é um bom investimento. Quanto maior a área de desenho, melhor.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/wacom_cintiq_771814.jpg" /><br />
A Cintiq é o top de linha da Wacom. Você desenha direto no LCD e o traço sai na ponta da canetinha. É uma maravilha, o traço sai bem mais rápido, a pegada do punho é natural e o cansaço é zero se ficar muito tempo desenhando. É tão boa que você vicia nela. Sente uma baita diferença quando usa um Tablet Wacom normal. A desvantagem? Custa metade de um carro, é absurdamente caro. Mas é um belo investimento se você decidir tornar-se profissional do desenho.</p>
<p><strong>Outros hards</strong></p>
<p>Aquelas coisas que um ilustrador profiça precisa ter:<br />
• Mais de um HD, pra fazer um sistema de backup (e aí vem a dica, vale mais a pena comprar lá fora. Um HD de 250 Gb externo aqui sai por volta de mil reais, na Espanha por 100 euros (280 reais);<br />
• Monitor decente;<br />
• Instalar banda larga pra enviar e receber arquivos grandes e gerenciar o site com ftp;<br />
• Estabilizador, porque qualquer desvio de voltagem acaba com o computador. O ideal é ter um No Break para dar tempo de salvar o que estava fazendo, de no mínimo 700mA;<br />
• Uma impressorinha jato de tinta pra salvar o dia e imprimir contratos e contas pagas;<br />
• Um scanner. Ainda bem que eles estão baratos. Eu pessoalmente uso mais a câmera digital para tirar fotos de livros ou textos de referência. É mais rápido.</p>
<p>E uma coisa que quase ninguém dá valor, mas é mucho importante: a mesa e a cadeira. Tem que ser de boa qualidade ergométrica pra você não acumular pedras nos rins ou virar num corcunda em 15 anos.</p>
<p>É um dinheiro e tanto que você vai gastar. E tem o fator desgaste, você vive trocando constantemente de equipamentos, por vários motivos.</p>
<p>Esse é um dos fatores que incluo na hora de fazer o orçamento.</p>
<p>Mas tem o cara que quiser trabalhar a sério com ilustração tem que pensar dessa maneira:<br />
É uma grana, é caro, mas não é gasto. É investimento.<br />
Por exemplo, se você comprar um computador por R$6.0000,00 você tem que prever em quanto tempo ele vai se pagar e começar a dar lucro. Aí depende de cada um. Por exemplo, se você cobrar 500 paus por um trabalho, tem que fazer 12 ilustrações pra ele se pagar e depois é lucro.  E com certeza você não vai comprar um computador pra fazer só 12 ilustrações, mas muito mais.</p>
<p>Por isso a gente <strong>tem</strong> que saber cobrar direitinho e chamar a mãe quando querem fazer a gente de bobo.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/42.jpg" /></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Aprendendo a desenhar</title>
		<link>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/01/04/aulas/</link>
		<comments>http://www.hiro.art.br/widonid/2007/01/04/aulas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Jan 2007 05:19:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Para as várias pessoas que me perguntam se eu dou aulas de desenho, a resposta é não. Por dois motivos: O primeiro é que absolutamente não tenho tempo. Já dou aulas sobre outro assunto que não tem nada a ver com desenho e vivo atolado com pedidos de trabalhos, reuniões em agências duas ou três [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/TEACH.jpg" /></p>
<p>Para as várias pessoas que me perguntam se eu dou aulas de desenho, a resposta é não.</p>
<p>Por dois motivos:</p>
<p>O primeiro é que absolutamente não tenho tempo. Já dou aulas sobre outro assunto que não tem nada a ver com desenho e vivo atolado com pedidos de trabalhos, reuniões em agências duas ou três vezes por semana, entre outras coisas. É um sufoco. E ainda divido <span id="more-39"></span>o tempo com cachorro e mulher,não sobra tempo pra quase nada.</p>
<p>É só verem os horários que eu coloco os posts, bem de madrugada. Virou minha saideira antes de desligar a chapa pro dia seguinte.</p>
<p>O outro motivo é que acredito que ainda não tenho conteúdo pra dar aulas. Ainda estou aprendendo, como vocês. A diferença é que eu já tenho um pouco mais de experiência, mas o aprendizado nunca para. Todo dia aprendo algo novo, seja em anatomia, perspectiva, composição, fluidez, estilos, etc. Às vezes é desesperador ver tanta coisa que tenho que aprender, mas como diz uma amiga minha, fazemos o melhor possível dentro do impossível.</p>
<p>Posso indicar mestres ilustradores que dão workshops. Valem a pena ficarem inteirados quando eles vão dar esses cursos para não perder. <a href="http://www.montalvomachado.com.br">Montalvo</a> e <a href="http://www.renatoalarcao.com.br/">Alarcão</a>.</p>
<p>Já conheci o do Montalvo e do Alarcão já está na minha lista. Acredito que esses workshops são muito mais efetivos do que alguns cursos, que massificam ou nivelam os talentos, pra cima ou pra baixo.</p>
<p>Agora, tem esse curso de ilustração nos EUA. Esse eu vou fazer,  talvez no ano que vem se tudo der certo e o dinheiro deixar. Esse é, com o perdão da palavra, fooda.</p>
<p>É um curso de imersão da <a href="http://www.illustrationacademy.com">Illustration Academy</a>. São sete semanas em período integral, de manhã, tarde e noite, onde você aprende com feras da ilustração de maneira super-hiper-intensiva. Você sai difente de lá. Tem que sair.É uma das instituições mais respeitadas no mundo inteiro sobre ilustração. Fica em Serasota, na Flórida. Só o fato de ter Anita Kuntz, que vive ilustrando para a Rolling Stone americana, como uma das professoras já é motivo de ir pra lá.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/iacademy.jpg" /><br />
Não é pra qualquer um. O preço não é salgado. É salgadíssimo &#8211; US$5.800,00 (é isso mesmo, mais de cinco mil doletas), fora passagens, alimentação e hospedagens. Conversei com algumas pessoas que fizeram e todas, sem exceção, acharam que foi um curso que valeu cada cent.<br />
Tem que pensar que isso não é um gasto, é um investimento.</p>
<p>Pra ver o nível da coisa, essas ilustrações não são dos professores, são dos alunos.<br />
Vendo isso me vem uma sensação de que a gente não desenha p&#8230; nenhuma.<br />
Mas isso é bom, é um motivador pra melhorar todo santo dia.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/works.jpg" /><br />
Aqui no Brasil eu pesquisei e não encontrei nada parecido, pelo menos não com a qualidade do Illustration Academy. Uma pena, porque gente de talento tem pra fazer isso.</p>
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		<title>Revistas sobre ilustração</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jan 2007 03:47:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Tempos atrás existia uma revista americana sobre ilustração chamada Step-By-Step. Era ótima, dava dicas passo-a-passo de ilustração e pinturas convencionais e digitais. De repente ela sumiu do mercado e tchau-tchau conhecimento alheio por vias rápidas. Quem trabalha com ilustração deve comprar de vez em quando o American Showcase, um livro caro pra diabos (na faixa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tempos atrás existia uma revista americana sobre ilustração chamada Step-By-Step. Era ótima, dava dicas passo-a-passo de ilustração e pinturas convencionais e digitais. De repente ela sumiu do mercado e tchau-tchau conhecimento alheio por vias rápidas.</p>
<p>Quem trabalha com ilustração deve comprar de vez em quando o American Showcase, um livro caro pra diabos (na faixa dos R$580,00), mas que tem uma miríade gigantesca de ilustradores e estilos. Bom pra referências.</p>
<p>Mas voltando às revistas, existem algumas opções para quem desenha no computador:<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/arteydiseno.gif" /><br />
Editada em Barcelona,Arte y Diseño por Ordenador, como o próprio nome diz, é uma revista sobre arte feita no computador. Tem muitos tutoriais de Photoshop, Illustrator, 3D <span id="more-37"></span>e tem bons artigos sobre novidades tecnológicas no mercado. Tem boas entrevistas e fala também sobre ilustração como negócio. É bem técnica, não trabalha muito com a questão da criatividade. Seria bom se tivesse uma dessas no Brasil. Custa na faixa dos R$25,00, bem  baratinho, e tem periodicidade mensal.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Computerarts.gif" /><br />
Computer Arts e Computer Arts Projects são duas revistas da mesma editora, e também são específicas sobre ilustração digital. Bom para a moçada que vive procurando tutoriais e  acredita que no Photoshop tem botão e filtro pra fazer tudo, de gota d&#8217;água até vômito de cachorro. E se não existir esse filtro na versão CS2, tem esperanças de encontrar no CS3.</p>
<p>Também é bastante técnica, mas dá um pouco mais ênfase no processo de criação.<br />
Custam na faixa dos R$90,00 e tem periodicidade bimestral.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/illustrationusenglish.gif" /><br />
Essas acima já são bem diferentes. A da direita é americana, e da esquerda, inglesa.<br />
Elas tratam de ilustração e ilustradores, o enfoque é mais no conceito e no processo de criação de diferentes ilustradores. Fazem análise de grandes artistas, analisam materiais e as entrevistas são muito boas.  Tem alguns tutoriais não digitais e dicas de grandes ilustradores.<br />
É dirigida pra um público mais profissional, por isso é um pouco mais cara, acho que na faixa dos R$100,00. São 4 edições por ano, de acordo com as estações.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Archive.gif" /><br />
A Archive é velha conhecida nos departamentos de criação das agências de publicidade.<br />
Ela não é uma revista específica sobre ilustração. É um catálogo mensal do que sai de melhor na publicidade impressa mundial. É o top-top das artes gráficas.<br />
É uma revista ótima pra se inteirar de novas tendências de estilos, de ver conceitos tão modernos que você fica imaginando como foi que aprovaram o anúncio. Ótima referência quando você tem que desenhar uma galinha em um estilo não convencional.</p>
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		<title>Por que não ilustrar de graça</title>
		<link>http://www.hiro.art.br/widonid/2006/12/31/por-que-nao-desenhar-de-graca/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 Dec 2006 05:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Another Tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo mundo já ganhou uma caixa de lápis de cor ou um jogo de lápis de cera quando criança e desandou a desenhar os pais, monstros, o cachorro e o que passa na TV. Gastou uma floresta em cadernos de desenho e várias paredes tentando expressar sua criatividade. Isso faz do desenhista o primeiro ensaio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/clock2.gif" /></p>
<p>Todo mundo já ganhou uma caixa de lápis de cor ou um jogo de lápis de cera quando criança e desandou a desenhar os pais, monstros, o cachorro e o que passa na TV. Gastou uma floresta em cadernos de desenho e várias paredes tentando expressar sua criatividade.</p>
<p>Isso faz do desenhista o primeiro ensaio de profissão que uma criança pode ter, tanto quanto ser um jogador de futebol (virar médico por causa da prima não conta).</p>
<p>Portanto, é natural que todo ilustrador tenha uma paixão natural pelo seu trabalho.<br />
Quem era desenhista e virou ilustrador é porque tem um talento nato ou desenvolveu com a prática, mas sempre teve um motivador que percebeu que tinha o poder de criar algo com a mente e as mãos.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Love.gif" /><br />
Se você resolveu ganhar a vida com o dom do traço, com certeza passou por alguns micos na família e entre amigos. &#8220;Você vai morrer de fome&#8221;, ou &#8220;vai vender desenho na Praça da República&#8221;, ou &#8220;Seu irmão é quem deu certo, virou advogado&#8221;. Você vai conhecer um ou outro que foi abandonado pela namorada porque achava que ele não tinha futuro, que ia acabar com o cabelo sebento, com um bloco de desenho e um vira-latas amarrado com barbante, deitado no meio da sarjeta. Mesmo assim foi em frente, mesmo com o mundo apostando as fichas em outro cavalo.</p>
<p><strong>Sou ilustrador e não desisto nunca</strong></p>
<p>Nunca vi um ilustrador que desenhasse por obrigação ou só para pagar as contas. Nunca vi um ilustrador que ficasse olhando o relógio a cada 5 minutos  na expectativa de chegar as 6 da tarde e ir embora correndo pra casa. Todo ilustrador tem uma característica: tem uma paixão pelo que faz.</p>
<p>E por que não me refiro mais como desenhistas, mas sim como ilustradores?</p>
<p>O desenhista desenha por pura paixão. Desenha a todo momento, aproveita qualquer canto pra rabiscar, fica traçando firulas enquanto assite novela, no meio da aula de moluscos, considera seu trabalho como arte e sem pensar em retorno financeiro, só retorno emocional e egóico .</p>
<p>O ilustrador também desenha por paixão. Mas ao contrário do desenhista, ele vira profissional.</p>
<p>E ser profissional não é simplesmente ganhar dinheiro com desenho. Primeiro grande erro que a maioria dos desenhistas têm.<br />
O ilustrador têm que ganhar dinheiro sim, e isso se torna uma relação comercial. São negócios. O ilustrador vira um comerciante de si mesmo, vende o que tem de melhor que é seu talento.</p>
<p>O ilustrador segue regras. Simples assim.</p>
<p>Regras comerciais (entre ele e o cliente) , regras contábeis e financeiras (passar nota e administrar a grana), regras legais (saber seus direitos e deveres perante a lei), regras pessoais (para não desvirtuar do que acredita) e regras éticas (para ter uma coerência com toda a classe dos ilustradores).</p>
<p>Se não segue regras e desenha o que quer, por que quer e não consegue argumentar com o cliente, então desculpe, tá confundindo arte com negócios.</p>
<p>E um dos <strong>maiores erros </strong>que vejo por aí é a terrível combinação de talento + insegurança pessoal + picaretagem dando frutos monstruosos.</p>
<p>Isso gera gente que pede desenho de graça. E gente que aceita fazer isso.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Grito.gif" /></p>
<p>Uma coisa é sua namorada ou sua tia pedindo um desenho pro cartão de aniversário da irmã.</p>
<p>Outra coisa é um empresário que pede uma ilustração de graça (ou para teste) com as mais variadas desculpas. As mais famosas são:<br />
&#8220;Seu trabalho vai ter uma divulgação tremenda&#8221;.<br />
&#8220;É bom pro seu portfólio&#8221;.<br />
e a mais famigerada: &#8220;Esse é de graça, mas depois você vai ter outros bem remunerados&#8221;.<br />
&#8220;É um trabalho de risco, se for aprovado você ganha&#8221;.<br />
Tem uns mais indecentes que dizem simplesmente &#8220;Se não fizer, tem gente que faz&#8221;.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/Coala.gif" /><br />
Pois bem. Acho que nesse ponto eu tenho alguma autoridade pra dizer que isso é a mais pútrida e cadavérica mentira.<br />
Trabalhei mais de 10 anos numa grande agência fazendo o papel duplo de diretor de arte e iustrador. E nesse período, fiz o trabalho também do que hoje se chama &#8220;art buyer&#8221;, ou seja, contratava ilustradores e fotógrafos para alguns trabalhos.</p>
<p>E eu posso dizer com certeza:<br />
• Nenhum trabalho garante que outros trabalhos virão por causa dele.<br />
• A divulgação é uma conseqüência natural do seu trabalho, é como dizer para um barbeiro que não vai pagar o corte porque vai divulgá-lo por aí.<br />
• Quem é a anta que disse que ilustrador precisa de material publicado para colocar no portfólio?</p>
<p>Primeira coisa que deve ser lembrada, ó desenhista desesperado por atenção e do vil metal para dar estímulo à carreira:<br />
O que você vai dar de graça vai ajudar o lamuriante picareta a ganhar dinheiro. Seja em embalagem, anúncio, revista, tatuagem, o que for. Ele vai ganhar dinheiro e você <strong>não</strong>!</p>
<p>Isso é uma afronta, uma ofensa profissional e um desrespeito pessoal.<br />
Você não sai na sorveteria pedindo um sorvete de graça prometendo comprar um monte na próxima vez, certo? Nem pede pra cortar o cabelo de graça pra você fazer divulgação do salão. Nem pede pro marceneiro fazer um armário de graça para ele colocar no portfólio.<br />
Mas por que pedem isso pro desenhista?<br />
Por que ele não liga, desenha com paixão e faz rapidinho&#8230;na verdade estão fazendo um favor pra ele.</p>
<p>Acontece algo parecido com os médicos.<br />
Qualquer médico em uma festa é interpelado uma ou duas vezes por um gaiato que quer um diagnóstico na hora mostrando um furúnculo na bunda enquanto segura um copo de vinho.<br />
Já que está ali, vamos aproveitar.<br />
Mas pelo que eu sei, a maioria dos médicos já cortam o barato no meio. Dá o cartão e pedem pra passar amanhã no consultório.</p>
<p>Desenhistas deveriam ter a mesma postura.<br />
Isso é necessário para ter uma integridade pessoal e financeira para o ilustrador, e principalmente, para todos os ilustradores.<br />
A regra é simples: Se existem pessoas que pedem isso é porque existem pessoas que o fazem.<br />
E não trazem leite pra casa, mas algumas promessas e um punhado de feijões mágicos.</p>
<p><strong>Abrindo as portas da percepção</strong></p>
<p>Eu já passei por isso. No começo da minha carreira como autônomo, inseguro, perdido e ingênuo como coelho Tambor, aceitei um trabalho de risco, ainda mais porque era amigo de um amigo meu que não vejo há anos.<br />
Quando vi o quanto o cara ganhou com meu trabalho e vi que toda dor e lágrimas que me passaram eram falsas como as promessas, minha barriga doeu de raiva e indignação. A partir daquilo nunca mais.<br />
<img src="http://www.hiro.art.br/widonid/wp-content/BOX.gif" /><br />
Existem situações mesmo em grandes agências onde me pedem um &#8220;trabalho de risco&#8221;. Ou mais descaradamente, &#8220;precisamos de um desenho para layout da campanha que ainda vai ser aprovada&#8221;. Não é coisa vinda de um Zé Ruela da esquina.<br />
Mesmo dizendo que tenho uma tabela de valores para ilustrações para layouts, sem aprovação do job, há aqueles insapientes que insistem na &#8220;filosofia do risco&#8221;.</p>
<p>Recuse e recuse com orgulho. É estupro profissional e pessoal, sua auto-estima vai ficar no nível da sola do pé com o tempo.</p>
<p>Não existem exceções? Claro que existem, mas são raras e tem critérios muito pessoais. Pra fins beneficentes, por exemplo. Nem encaro como risco, mas como doação mesmo. E pára por aí.</p>
<p>Recebo todos os dias pedidos de trabalho de graça, de ongs, de cultos religiosos, de escolas, de empresas falimentares, de meninas mimadas, de editoras sem noção, de tudo quanto é tipo.<br />
Para estes, ignorá-los não se tornou apenas uma opção, virou uma necessidade.</p>
<p><strong>O Efeito Borboleta</strong></p>
<p>Só pra entenderem o que isso causa, há 20 anos os valores pagos por ilustração eram bem diferentes. Tudo bem que antes não existia computador e tudo era feito na raça, mas a relação entre valor e direito de uso de imagens não mudou.</p>
<p>A diferença é gritante, principalmente no meio editorial. Uma ilustração de página dupla que hoje sai por uns R$600,00 antes era o dobro do valor, e até mais do que isso. O achatamento dos valores foi progressivo até chegar o que é hoje. E sabe o que é pior? O achatamento não parou por aí. Vai continuar até chegar na espessura de uma panqueca. E, se isso acontece em uma das maiores editoras do Brasil, imagine o que não acontece nas Boca-de-Porco Publishings?</p>
<p>Cheguei a pegar uma época em que ser ilustrador era sinônimo de ser rico, sem exageros. Ganhava-se muito bem, e foi um dos motivadores de eu largar a Biologia pela Ilustração. Não me arrependi de ter feito a troca, mas fico triste e ensandecido quando vejo o respeito financeiro que a ilustração vem tomando no Brasil, o suficiente para cogitar a possibilidade de trocar de país.</p>
<p>Até mesmo Cacilda Becker, cansada de receber pedidos de convites de graça das suas peças de teatro, grudou um recado no vidro da bilheteria dizendo:<br />
<em>&#8220;Não me peça de graça a única coisa que tenho pra vender&#8221;.</em></p>
<p>Se você quiser aprender a cobrar pelo seu trabalho, <a href="http://blog.hiro.art.br/2007/05/21/o-valor-de-um-desenho/">nesse post </a>eu dou umas dicas bem básicas de como montar um orçamento.</p>
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