Mr. Pink

Aguardando o começo do IlustraBrasil 7 no Rio (estou em um quarto de hotel que lembra muito a casa do filme dos 7 Gatinhos, tem cara de Nelson Rodrigues esse Paysandu), coloco aqui um off-topic de ilustração, só pra matar o tempo.

Esse filminho foi criado pelo meu chapa Marcelo “Tom Stines” Lourenço, nerd não assumido e director criativo da Fuel em Lisboa. Quando ele faz coisas para o público GLS le se empolga e solta a criatividade de verdade.

Very Fast Girl # 56 – Como pari Amelie

Mais uns dois ou três videozinhos das Fast Girls e vou editá-los com um sanduíche na mão e outro na Cintiq.


Esse o tempo total foi de 18 minutos.

Por que não colocar a música da Amelie ao fundo? Por que é óbvio demais, e eu adoro essa música da Edith Piaf, tão francesa quanto Carla Bruni (ui, Carla Bruni) e que também cheira a camembert e Bejoulais, que é o motto desse desenho que rouba o ar dos pulmões.

Só não chamo esses videos de speed drawing porque não sei porque eu odeio esse termo. É desenho acelerado porque tempo é valiosíssimo mas não tem preço.

Aproveitando o Ano da França nesse blog, acabei de receber essa dica do Soud.
Também quero ser imigrante na França!! Ou virar proxeneta.

Mijei de tantos risos, mas infelizmente é só esse episódio que é risante. O outros, bom, os outros tem o típico humor português que a gente não entende muito – vide o Gato Vira Latas, que coisa bizarra.

Ah, e a de amanhã não tem filminho por que tem a palestra que vou dar no Senac Maria Antonia.

Corram vietcongues, pois o pênis gigante do Dr. Manhattan vai mijar em cima de vocês

Fui ver Watchmen, e sem muita expectativa, visto que o filme tem sido malhado com cachorro morto até virar gato arrepiado por dezenas de blogs e críticas.

Poha, ora pois, e não é que gostei, e muito do filme? Só não chorei feito menina assaltada como em “Marley e eu”.

A abertura do filme, mostrando os Minutemen, é de arrepiar os mamilos até furar a camisa. Camera lenta, teu outro nome é Zack Snyder.

Joguem pedras como se eu fosse uma adúltera sendo julgada pelo Taliban, mas eu sempre adorei o gibi com exceção desse final. Por que Alan Moore não pensou como o final do filme, ao invés daquela vagina gigante com tentáculos se teleportando em NY?

E agora vou reler Watchmen lembrando da trilha sonora. O cara que escolheu as canções deveria ganhar um beijo de língua com chave de pernas da Maria Sharapova.

Mas como nada é perfeito, Coraline, como filme, é muito melhor. Faz você sair rabiscando do cinema, com a cabeça cheia de inspiração, além dela ser muito bonitinha e apaixonável.

Viva Coraline, viva!

Watch the Watchmen

Depois do fiasco quase constrangedor do novo Indiana Jones, onde vira um exercício budista de desapego (a expectativa também gera decepção, principalmente 19 anos de expectativa), o próximo obaoba da lista é Watchmen,.
Deparei no site Omelete as fotos dos Watchmen devidamente caracterizados. Como meu preferido na história sempre foi Rorschach, e segundo a foto é um papel carbono do quadrinho(Dave Gibbons deve ter visto passarinho verde no dia em que criou o visual dele), vem aquela sensação capciosa que diz: “ou vai ser muito bom ou vai ser um fecaloma de três horas de duração”.

O Comediante também tá bonitão, é como se Freddy Mercury fosse velho, hetero e rampeiro. O resto tá remerrenho, como Nite Owl se parecendo com um passarinho cuco de relógio de velhinha. E Alan Moore jogando terra em cima disso, como sempre, feito gato que acabou de fazer as necessidades.

Monstros gigantes, o velhinho que fez monstros gigantes e a mocinha que amava monstros peludos gigantes

Sobremesa doce e colorida pra fãs de monstros que assistiram “Cloverfield” e “O Hospedeiro” (no primeiro o exército comparece em peso, no segundo não aparece nem um soldado raso pra soltar uma azeitona no monstro).

A Dreamworks vai lançar em 2009 o projeto “Monsters vs. Aliens”, tendo como base os filmes antigos de monstros que passavam nos cinemas na década de 50 e 60 e depois inundavam a Bandeirantes no famigerado “Cine Mistério” às sextas. competindo deslavadamente com o vergonhoso “Sala Especial”, que passava na Record. Vergonhoso porque todo moleque tinha que montar uma estratégia pra assistir a TV baixinho pra não acordar os pais pra ver 5 minutos de peitinho mixaria, quase sempre da Helena Ramos ou da Aldine Muller.

Já dá pra reconhecer aí os parentes esquisitos da Bolha Assassina, da Criatura do Lago Negro e da Mulher de 50 Pés de Altura, vestida até o pescoço e se parecendo com a irmã da Mirage, a secretária lascívia de Síndrome, de “Os Incríveis”. O mestre de obras é Rob Letterman, que fez “O Espanta Tubarões”.

Alguns tem taras por anões besuntados a óleo, outros por monstros que comem quarteirão com queijo de manhã. Como já disse antes, devo minha carreira de ilustrador aos monstros de pele de borracha do Ultraman e Ultraseven, pois gastava lápis de cera a granel desenhando os avôs do Pokémon a rodo.

Esse livro é um atestado de nerdice e ao mesmo tempo de agradecimento. Eiji Tsuburaya é o criador do Godzilla (Godzilla vem de Gojira em japonês, e é a fusão de “kujira – baleia” com “gorira – gorila”) e da família Ultra, dos monstros e de toda a frota de naves que fazia os aviões dos Thunderbirds parecerem teco-tecos, tendo como brinde a atuação de degustadores de salada sem tempero dos atores.

O livro é recheado de fotos dos bastidores dos filmes e seriados e faz você ficar 30 anos mais moço folheando as páginas, ao mesmo tempo que vem uma ponta de revolta por ter se maravilhado algo tosco como um óculos com lanterna de carro ou uma cápsula beta que servia para karaokê. Custa 120 dinheiros na Cultura.

E existem aquelas se cansam de salvar a humanidade e de vestir um capacete embaraçoso pra cair na dura vida real e ganhar uns trocados pra garantir a janta de amanhã.

A mocinha que fazia a charmosa Anne, o elemento feminino da tropa do Ultraseven, chamava-se Yuriko Hishimi. Depois que Ultraseven acabou, ela desistiu de lutar contra monstros peludos para unir-se a eles e virou atriz de filmes eróticos e fez várias fotos exibindo suas unidades de recreação e reprodução que nem UltraSeven foi capaz de alcançar (mas nem ela seria páreo para o hirsuto e adiposo Ron Jeremy).

Quando Speed Racer encontrou F-Zero

Saiu o trailer do filme do Speed Racer. Como perspicazmente o esperto Daniel comentou no Bistecão do Orlandão, os caras começaram com Speed Racer e terminaram com uma filmagem do psicodélico jogo F-Zero, vice-queridinho do Supernintendo, depois de Street Fighter.

Ao menos não tem inspiração em Mario Kart.

Disney podia ter começado com um bloquinho de papel

Se isso for mesmo um flipbook de verdade, daqueles que você gasta bloquinhos e bloquinhos de papel desenhando metade pra baixo deles pra dar impressão de movimento, então alguém dê o testículo esquerdo parabenizando o autor, porque deve ter estourado o saco fazando isso. Mas mesmo sendo fake, como diria Aracy de Almeida: “Dá dez pau pra ele!”.

Corra Spirit, Corra

Fãs incontestáveis do trabalho sutilíssimo de Will Eisner, cuja obra seria necessário um mestre da sétima arte para ser transposta para a telona, preparem as agulhas de tricô para furarem os olhos em protesto. Frank Miller está cometendo o crime de dirigir e roteirizar o filme do Spirit. Ou vai ser uma maravilha ou vai ser uma bosta de rasgar o orifício. O histórico do homem puxa pra segunda avaliação, pois os créditos que ele ganhou com “O Cavaleiro das Trevas’ e “A Queda de Matt Murdock” foram anulados pelos roteiros constrangedores das 2 seqüências de Robocop.

Como disse Geena Davis em “A Mosca”: Tenha medo, tenha muito medo!

Para evitar o efeito megatônico do impacto do filme, está à venda o livro “Will Eisner Sketchbook”. Olhar minunciosamente para os desenhos de Eisner feitos à grafite amansa o fígado e clareia os olhos, ao contrário do que se espera desse filme.

Persépolis, Ok!

[img:persepolis.jpg,thumb,alinhar_esq_caixa]Acabei de ver Persépolis graças à generosidade dos amigos que estenderam a mão para este pobre coitado que não tinha ingresso, e ele é reconfortantemente salivante de bom.

O traço é mais delicado que o quadrinho, mas a história ainda é do carvalho. Tem mais humor, é mais feminina e é até mais leve que sua versão em papel.
Para os fãs de uma boa animação em 2D, vale a pena. Vai passar ainda duas vezes na Mostra. Depois, sabe o Xá quando ele vai entrar em circuito no Brasil, se é que vai entrar.

“É quadro de criança”

Foi isso o que algumas pessoas disseram quando viram o quadro de Jackson Pollock cotado a 140 milhões de dólares.

É obvio que a questão aqui é mais complexa e envolve outros fatores que devem ser levados em conta antes de julgar a arte dele como simplista e pueril (afinal 140 milhões de dinheiros não podem estar errados), mas o fato é que a maioria dos cidadãos comuns, que não tem contato freqüente com a arte, pensam a mesma coisa.

Coincidentemente, foi filmado um documentário chamado “My Kid Could Paint That”, ou “Meu Filho Pintaria Isso”, sobre uma menininha de 4 anos chamada Marla Olmstead, que pintava quadros abstratos próximos ao estilo de artistas como Pollock e Kandinsky. Ganhou em torno de 300 mil dólares pelas pinturas e foi suficiente pra gerar polêmica digna de passar no programa da Oprah. Os pais foram acusados de explorar a garotinha como uma vaquinha que dá leite. A mesma história que aconteceu com Macaulay Culkin e o cantorzinho mirim que dava vontade de esganar de tão irritante chamado Jordy.

Novamente a questão do que é arte. Pessoalmente, comecei a achar que o conceito de “arte”, além do sentido do dicionário, é algo pessoal como a escolha de um time de futebol. Cada um vai interpretar o que é arte de acordo com suas experiências, vivências e crenças. Coloque isso numa lista de discussão ou numa conversa de bar e pronto, está montado um cenário propício para farta distribuição de porrada.

Quem teve apoio, segurança e é bem resolvido em vários aspectos na vida e adora arte vai interpretá-la de uma maneira. O contrário, de outra. O meio-termo, também. Aquele que nunca ligou pra arte vai ter outra visão. Talvez nenhum deles esteja errados.

Eu, por exemplo, somente há alguns meses, depois de refletir muito, assumi que o que eu faço, ilustração, também é arte. Pelo fato de ter vindo de uma família mais simples, sem muitas opções, escolher essa carreira era uma roleta russa (sons de violinos tristes e gaitas de fole). Não tinha muita margem pra errar, então para minimizar isso, só admitia que fazia ilustração, deixando a arte, que era algo mais livre e “irresponsável” dentro de uma gaveta escura. Agora que as coisas já estão estabilizados, era hora de conciliar o que eu sou e que faço.

Tem gente que vai esbaforir e dizer que ilustração não é arte. Mais uma discussão onde o punho e o perdigoto falam mais forte que a razão.

Dedication

“Dedication” é um filme que fala sobre o romance entre um problemático escritor infantil e uma ilustradora de livros infantis desiludida. Mais um filme com a mensagem “onde se ganha o pão não se come a carne”?

Billy Crudup, que faz o papel do escritor (e que foi o filho do Peixe Grande e o chefe fuinha de Missão Impossível 3), vai ser o Dr. Manhattan(!!) na filmagem de Watchmen. Torcidas de nariz à parte, creio que ele não tem jeito pra ser um dos Blue Man Group hipervitaminado (na humilde opinião deste camponês do traço, Watchmen é uma obra infilmável, se é que existe essa palavra).

Tenha medo, tenha muito medo….

Lostzilla virou filme

Um filme ainda sem título, característica de estratégia de marketing viral, já tem um trailer e é produzido por J. J. Abrahams, o pai de “Lost” e dirigido por Matt Reves. E pelo trailer, o Lostzilla foi o único que conseguiu escapar da ilha pra dar um rolê em Nova York.
Em tempos de aquecimento global, é necessário sempre ter em mente reciclar e reusar o que for possível, vide o post da Disney abaixo.