Lâmina Mad?

Copa, Copa, Copa…pra quem não gosta de futebol como eu, esse é o mês do cachorro louco, sendo que eu sou o cachorro, e o louco por causa das Vuvuzelas que, como disse algum desses novos humoristas, antes eram chamadas de cornetas de pobre.

Enquanto isso, o Raphael Fernandes, editor da Revista Mad, me manda um email dizendo: “Ei Hiro, esse mês a gente homenageou seu trabalho na revista esse mês” e eu disse “então manda!”, numa mistura de temor com curiosidade. Ei-la:’
Madcopa
Em tempo, as capas do Elias Silveira continuam geniais. Ninguém faz um Robert Pattinson tão fêmeo como ele.
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Coisas ruins acontecem quando um menino é um putinho e uma calcinha é uma cueca

Há alguns anos atrás eu criei uma lâmina de bandeja do McDonald’s em Lisboa depois de entrar em uma estação de metrô onde as paredes são recobertas por azulejos diferente. Num país onde Papai Noel é Pai Natal, faxineira é mulher a dias e calcinha é cueca, milhares de palavras irmãs portuguesas irmãs das brasileiras soavam piada pra nós. E eis que a lâmina nasceu pronta (se clicar na imagem ela cresce um pouco mais):


E uma das coisas mais divertidas eram os títulos portugueses para os filmes americanos. Fiquei uma tarde na seção de DVDs na Fnac de Lisboa anotando algumas hilariosas interpretações:

O Planeta dos Macacos (o original, com Charlton Heston) lá se chama…O Homem Que Veio do Futuro!! Mas para quem não se lembra do filme, Charlton Heston veio…do passado!!!

A série Duro de Matar, na ordem: Assalto ao Arranha-Céu (Duro de Matar 1); Assalto ao Aeroporto (Duro de Matar 2) e…..Die Hard 3 (Duro de Matar 3)!

O bonitinho O Ratinho Encrenqueiro lá se chama Não Acordem o Rato Adormecido!

A Mulher-Maravilha lá se chama A Super-Mulher!

Alice no País das Maravilhas muda de lugar. Lá se chama Alice no País das Fadas.

Um Tira da Pesada lá virou O Caça-Polícias.

Jornada nas Estrelas é chamado de Caminho das Estrelas.

Arquivo X é Ficheiros Secretos.

O Gordo e o Magro são Bucha e Estica.

E para dizer que eu tô mentindo, tirem as crianças da frente do computador que eu mostro uma foto, cedida pelo Marcelo Lourenço, que entre a versão brasileira e a versão portuguesa existem existe um universo paralelo e bizarro:

Tcharam!!!
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Pra quem não sabe, o filme aqui se chama “A Caixa de Pandora”, mas não é a Pandora do Avatar, pelamordedeus.
Só um adendo tirando o da reta da fogueira da inquisição: é fato, algumas “traduções” de palavras portuguesas para o brasileiro são hilariantes, mas isso não é uma diminuição do português em si. Aposto fichas e bichas que o contrário também acontece – muitos portugueses podem rir ou ficar de queixo caído com algumas expressões e palavras brasileiras – mas isso é matéria pra outro post.

Fofo, cretino e divertido

É bem off-topic do tema ilustração, mas dane-se, é segunda-feira, e nenhuma risada é demais numa segunda. Dinheiro também, mas rir é mais fácil.

Mais um motivo que eu venero o politicamente incorreto.

E eu preciso de uma menina dessas pra ir cobrar uns clientes de vez em quando.
A fofa é filha dele, pelo visto.

E Will Ferrell é mais engraçado nesses sketches curtos do que nos filmes.

Preguiça da Páscoa

Post requentado e reciclado. Mais uma vez.

Novamente essa imagem ridícula pero engraçada pra comemorar o festival de chocolate, insulina e um tantinho assim sobre Cristo. Feliz Páscoa pra quem pode.

Contrate sempre um redator

Escondam suas crianças!

Tudo bem, não tem nada a ver com ilustração, mas tem a ver com criação, ou alguma outra desculpinha que valha. Mas o Orkut pariu esse post, com esse link de um hotel-fazenda que prova, entre outras coisas, que webmaster e redatores não servem apenas para esquentar almofada. É mijante e hilariante, pois foi feito a sério, talvez até de forma não intencional. Mas bah, a piada já tá feita.

E, se isso for deletado, aí vai o printscreen da coisa.

Pato Donald em grego e tendo um orgasmo

Clarence Nash foi o dublador americano do Pato Donald que criou toda a entonação característica dele que parecia bebaço que aspirou gás hélio e foi chorar as pitangas (morreu em 1985 de leucemia). Quando criança, podia passar quantas vezes fosse, toda vez que aparecia o Pato Donald soltando pitis com aquela voz eu mijava de dar risada, mesmo sendo a dublagem brasileira, que é tão boa quanto.

Você quase não entende nada, e isso não importava, a risada vinha assim mesmo. Tinha até um episódio em que o Donald, de saco cheio de ter uma voz de duas taquaras rachadas, tomou umas pílulas pra ficar com voz de galã garboso, também mijante.

Fuçando no Youtube me deparei por acaso com isso: Pato Donald com a entonação que lhe é característica, só que falando em grego! Ou seja, você não entende nada duas vezes ao mesmo tempo!

E tem essa podreira que é mais engraçada ainda, é o Pato Donald sendo acometido por um orgasmo no melhor estilo Ron Jeremy, o ator pornô mais feio e gordo da história. “Don’t move, I’ll go get a towel”.

É pra ver (ou ouvir) usando o penico.

Prosperidade e longa vida para Bilbo, diz Sr. Spock alegre e cantante

Estava ontem a zapear na TV a cabo quando deparo com um documentário meio tosco e malfeito sobre a história da idolatria do “Senhor dos Anéis” desde a época de 60 até os dias de hoje, competindo com Star Trek, Arquivo X e Guerra nas Estrelas no priorado das coisas feitas pra comer com pipoca que viraram religião para alguns.

E no meio do programa, algo que marcou minha mente como ferro quente marcando bunda de vaca.

Um clipe do Dr. Spock – Leonard Nimoy – com cabelinho de tigela, mas sem as orelhas pontudas, fazendo uma performance com uma canção (e uma coreografia de garotas mais do que constrangedora) sobre Bilbo! Não Frodo, mas Bilbo! Star Trek encontra O Senhor dos Anéis em regado com LSD com ração de cachorro.

Não consigo esquecer a música, são como moscas que ficam presas dentro da cabeça desesperadas pra sair.

Como o próprio Spock diria: “Ilógico!”


Pra linkar com ilustração, já que Bilbo foi mencionado, mas não honrado, foi repassado esse link lá no Ilustragrupo pela Ana Monteiro que mostra o processo de criação e trabalho de Greg e Tim Hildebrant, ilustradores que criaram boa parte do visual do universo de Tolkien há alguns anos atrás, antes do Legolas virar símbolo sexual com os filmes de Peter Jackson.

The Two Towers

Ilusão de ótica pra variar, aceita porque é grátis.

Duas Torres de Pisa, inclinadas como devem ser. Qual delas está mais inclinada?


Nhá! Nenhuma, as duas são idênticas.

O espaço entre as duas faz parecer que a da direita está mais capenga.

Onde se ganha o pão não se come a carne

Quando faltar trabalho pra ilustrador e tiver que escolher outra profissão, seja animador de bonecos de programa infantil.
É o emprego que você pediu a Deus e vendeu a alma ao diabo. A não ser que o apresentador do programa seja o Alexandre Frota.
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Essas fotos são de um programa infantil russo e a apresentadora já foi miss Rússia. E o animador pode ganhar o salário em feijão que ele não reclama.

Lembrou os tempos em que eu era imberbe e colava os olhos na tela da TV pra ver Silvana e o Bambaleão. Acho que todo moleque da minha idade se “apaixonou” pelas coxas da Mulher-Maravilha, pela mini-saia da Poderosa Ísis e pelos cabelos escorridos da Silvana. Bons tempos em que você não precisava trabalhar.

E pensar que alguém tirava a casquinha dela vestindo um leão canastrinho na mão….

Dando nome aos bois e pacús

Um dos trabalhos que eu faço, além de ilustração, é ajudar a desenvolver conceitos, planejamento e promoção de produtos infantis diretamente para empresas ou agências de design e promoção, por causa do tempo que fiquei desenvolvendo quase tudo pro McLanche Feliz e outros produtos infantis do McDonald’s.

Um desses trabalhos se chama “Naming”, que é a “arte” de dar um nome vendável a produtos. O que parece ser algo facinho, que o filho do dono da empresa consegue fazer, na verdade é um processo mais elaborado. Imagine a dor de cabeça pra criar o nome de um console de videogame inicialmente batizado de “Revolution” para “Wii”, que na opinião deste humilde servo, é uma das melhores sacadas de naming no mercado atual. Imagine a dor de cabeça que é saber que um dos seus melhores produtos vira sinônimo do capeta no Brasil, caso da van Besta, famosa por ser conhecida como a “van do cachorro-quente”. O nome original é o mesmo, mas com um espacinho a mais, “Best A”.

Feliz da empresa que criou o nome do chocolate Talento. Piadinha horrível recorrente em agências de publicidade: “tó um talento pra quem não tem nenhum”. Ou o diretor criativo berrando até sangrar os pulmões: “Talento nessa agência, só chocolate!”

Até você comprar um produto que chama “Suflair” ou “Morangorango”, muita coisa rola em termos de planejamento, saliva e neurônios queimados.

E todo esse esse trabalho nobre vai junto com a descarga da privada quando a gente depara com um produto com esse nome…