Cintiq na opinião de quem usa

Como havia prometido, aí vai um post sobre a Cintiq.

Pra quem não conhece, a Wacom Cintiq é um equipamento onde você consegue desenhar diretamente sobre a tela. Sendo um pouquinho mais técnico, é uma tablet Wacom com um monitor de LCD em cima.

Não vou perder tempo citando as especificações técnicas. Isso você consegue no próprio site da Cintiq. O legal aqui é falar o que realmente ela tem de bom e o que é mito gerado pela ansiedade de comprar uma.

Trabalho com Cintiqs há muitos anos. Na Taterka, agência onde eu trabalhava com carteira assinada e vale refeição, eu tinha um modelo 15UX, acho que a primeira que saiu no mercado, há uns 7 anos maisoumenos. Tenho uma Cintiq 21UX há uns 9 meses e em breve pretendo vender uma glândula supra-renal em troca de um modelO 12UX, porque pretendo ter um ajudante aqui e como um bom chefe só dou do bom e do melhor para meus arautos, inclusive as melhores bordoadas.

Como diria o narrador de Pushing Daisies, the facts are these:

Por que a Cintiq é bacana?

Trabalhar com a Cintiq exige retina em boa forma, pois litros de luz entram porque ela é grande como uma prancha de windsurf. Você se sente literalmente perdido com tanto espaço à disposição. E se você não tem o hábito de piscar, vai acabar com os olhos secos como paçoca.

A Cintiq é o mais próximo do que se chegou até hoje de um lápis e papel digital. Ver em tempo real seu desenho saindo diretamente sobre a tela, debaixo da ponta da canetinha, é uma experiência quase erótica. A velocidade e controle do traço são impressionantes. E dá pra trabalhar com Mac e PC.

Quem trabalha com Cintiq acaba viciando por que ela é extremamente prática: você ganha muito tempo fazendo o rabisco, o layout e a finalização de uma vez só, sem ter que escanear o desenho pra depois finalizar. Com o tempo você acostuma com a pegada da Cintiq e daí pra rabiscar como se fosse um bloco de desenho é um peido.

Existem duas barras de navegação, que servem para navegar, óbvio, ou pra dar zoom nos desenhos, e mais 8 botões customizáveis que você pode inclusive criar macros, como salvar arquivos ou dar undos, economizando ainda mais tempo.

A sensação de desenhar com ela é muito fluida, mas se você trocar a ponta de plástico da canetinha por uma de feltro (vem uma de brinde), a sensação muda completamente, e pra melhor. A ponta cria uma resistência, um atrito agradável com o plástico do monitor que faz você ster a sensação de estar usando um lápis de grafite macio (a ponta de plástico tem menos atrito e é mais rápida).
Fiquei tarado por essa ponta, tanto que mandei trazer dos EUA 3 jogos de pontas de feltro com 5 pontas cada, porque as danadas gastam rápido. Valem o investimento, pois custam só 20 doletas na Amazon, que entregam pelo correio sem problemas.

Com pouco tempo, você percebe que seus desenhos começam a ficar mais naturais e até esquece do lápis e papel convencional. E aí é que mora o perigo.

Porém, todavia, entretanto….

Falar que a Cintiq é maravilhosa é chover no molhado, é desperdiçar saliva pra dizer que a Anna Hickman é incrivelmente gostosa. Não precisa falar mais, é obvio.

A Cintiq tem seus problemas sim, e convém agora citá-los porque quase ninguém leva isso em conta na hora de comprar (ou sonhar com um).

Primeiro, quando disse que ela viciava não era figura de linguagem. A Cintiq REALMENTE vicia, e isso para um ilustrador pode significar um retrocesso. Eu sou a maior vítima, usando a Cintiq por 7 anos seguidos me transformou em um dependende de tecnologia pra desenhar. Tive que repassar por um reaprendizado para desenhar novamente com lápis e aquarela normais, porque simplesmente a mão desaprendeu. E isso não aconteceu só comigo.
Ou seja, se um dia a luz acabar, ou estiver no meio de uma tribo Xavante, eu não conseguiria rabiscar nada por causa da Cintiq. Ou pior, se um dia eu ficasse pobre e não pudesse comprar uma Cintiq, eu iria penar pra voltar a trabalhar com materiais convencionais.
Por isso o Bistecão surgiu em minha vida na hora certa, graças a ele recomecei a desenhar, rabiscar e experimentar no papel (cheguei a até fazer meu sketchbook, fiquei todo orgulhoso e pimpão).

Por isso, o primeiro conselho: Cintiq é que nem droga e álcool, tem que usar com moderação.

Segundo: trabalhar com uma Wacom Intuos, Graphire ou Bamboo NÃO É a mesma coisa que desenhar numa Cintiq. É tudo diferente, até os músculos envolvidos no processo são diferentes. Novamente o vício, que trabalha há um tempo na Cintiq vai estranhar uma Intuos no primeiro risco.

Terceiro: Tempo de vida útil. Ninguém leva isso em consideração, mas as Tablets Wacom duram muito, mas muito mesmo (se forem tratadas com carinho como se fossem damas atravessando a rua), o que só isso já é motivo pra esquecer as outras marcas que dão até choque. O pobrema é que o LCD ou monitor da Cintiq, com certeza aguenta menos tempo. Minha finada Cintiq 15UX aguentou sete anos, e aguentaria mais se o LCD não pedisse arrego. Todo LCD tem vida útil de mais ou menos 60 mil horas, passado esse tempo as imagens ficam borradas, fora de foco, a luz de trás começa a esvair até virar uma sombra ridícula do que já foi.
A solução? Mandar pra assistência técnica, se ela soubesse como consertar. Acreditem ou não, fiz um orçamento há meses pra consertar a coitada da 15UX e ela voltou dizendo que não havia peças nem como consertar. Aliás, a assitência técnica faz você sofrer mais que Betty, a Feia. Qualquer probleminha e sua Cintiq fica quatro ou cinco semanas no estaleiro pra depois escutar que não tem peça, não tem conserto ou vai ficar caro demais.

Quarto: O paquiderme digital.
A Cintiq 21UX é grande, é desengonçada e você precisa de um lugar bem legar pra trabalhar. Se quiser usar os recurso de rotacionar a tela (sim, dá pra fazer isso e é a corda que salva o malabarista quanto você tem que trabalhar com arquivos grandes no Photoshop, que não rotaciona a tela no próprio programa como Painter), aí você tem que liberar um espaço vigoroso em sua mesa.

Nem pense em usar a Cintiq no colo, como fazem as fotos publicitárias, a não ser que você não queira ter filhos. A Cintiq esquenta como vagão de metrô lotado no verão. Pra fazer isso, só com a menorzinha, a 12UX.

Quinto: E o pior: o mal que ninguém quer falar.
As Cintiqs e algumas tablets podem apresentar um problema bem viscoso: Em algumas partes do equipamente, do nada aparece um “calombo digital”, que faz sua caneta saltar, impossibilitando de desenhar nessa área, ficando assim por semanas, até meses, até desaparecer de repente, como se nada tivesse acontecido, para alguns dias depois voltar. Eu tive esse problema e pelo menos dois ilustradores que possuem Cintiq e Intuos também têm esse problema.
Por que é foda: já procurei em fóruns pela internet, já mandei uma carta para a Wacom e até conversei com a assistência técnica (que pediu 4 semanas pra estudar o caso, o que recusei), e ninguém deu resposta. Até parece que esse problema não existe. Para um equipamento que custa quase a metade de um carro popular, isso é quase uma ofensa.

Considerações:

Entre o que é bom e o que é ruim, resta a ponderação.

A Cintiq, acima de tudo, é ferramenta de trabalho. Não é brinquedo. Ela custa caro sim, mas é investimento. Da mesma forma que o computador, os programas e a impressora são investimentos. Pensando friamente ela não passa disso. Tudo bem que ela cria uma ansiedade, um desejo, principalmente para aqueles que têm polução noturna com ela. Nesse ponto você tem que separar o que é apego e desejo pela necessidade.

Para se ter uma idéia, eu conheço dezenas de ilustradores, e posso contar nos dedos da mão esquerda do Lula aqueles que trabalham com uma Cintiq. Oras, se um profissional da ilustração consegue trabalhar e ganhar dinheiro sem uma Cintiq na mesa, você que tá começando nessa carreira pode esperar mais um pouco. Melhor investir num bom computador e numa Tablet Wacom comum.

Aqueles que compraram uma Cintiq, como eu, o fizeram por uma questão de produtividade. Geralmente são estúdios de ilustração ou profissionais que têm um grande movimento de trabalho. Assim, a Cintiq compensa como investimento.
Pense que todo equipamento não é gasto, é investimento. Ele tem que gerar dinheiro assim que sai da caixa e liga na tomada.
Nos meus cálculos, um equipamento tem que retornar (ou seja, tem que se pagar) em 6 meses no máximo. Mais do que isso é prejuízo e foi uma péssima compra.

Não tenho idéia de quanto custe uma no Brasil (comprei a minha nos EUA), mas acredito que ela deva custar por volta de 10 ou 12 mil reais, quase o preço de um Mac Pro Quad Core. Na terra natal ela custa por volta de 2,5 a 2,9 mil dólares. Aí é só fazer a conta.

Aliás, NÃO ME PERGUNTEM ONDE COMPRAR A CINTIQ NO BRASIL, porque não faço idéia. E nem peça pro seu cunhado trazer na próxima vez que ele for pros Estados Unidos porque a caixa é godzíllica. Se bem que a 12UX, que custa a metade do preço, é do tamanho de uma Intuos e essa sim deve dar pra se colocar dentro da mala.

Star trash

Saiu no Neatorama um blog sobre produtos licenciados com a marca Star Wars que foram rejeitados por George Lucas. Ao contrário do que aconteceu com o termômetro oral-retal do Bob Esponja, o critério de qualidade até que era alto.

Eu seria um homem mais feliz com esse pebolim de Jedi versus rebeldes, ou mesmo com a geladeira do Han Solo congelado em carbonite pra esfriar as cocalemons selvagemente consumidas durante madrugadas de trabalho. Os fones de ouvido da Princesa Leia também geram sentimento de posse em meu ser. De tão bizarros até parecem coisas que saíram da cabeça do Al Jaffee.
No blog ainda tem uma série de outras tranqueiras que acabaram na sarjeta do mundo da promoção e marketing.

No final, a realidade fica mais bacana que a ficção, e no final essas peças ficaram mais interessantes que os inventos da última lâmina de bandeja.

Atentem para o estilo as ilustrações, em estilo “mancha de ecoline feito em 15 minutos”, que era largamente usado em agências de publicidade antes da revolução das máquinas.

Um aparelho pra saber o quanto quente e úmido é a Fenda do Biquíni

Você cria um personagem, sacrifica uma secretária virgem pra que ele se transforme em desenho animado e faça sucesso, para que dessa maneira as portas das empresas de licenciamento, antes lacradas e herméticas, se abram com sorrisos e cafezinhos do outro lado te esperando, só restando esperar sentado pra ver o dinheiro cair na conta, até que um dia as coisas, que vão indo tão bem, percam o controle e você nem sabe mais que tipo de produto seu personagem tá vendendo.

Tudo bem, esse é o tipo de problema que todo ilustrador gostaria de ter.

Como esse produto, que deve ser o termômetro de estimação do Lula Molusco.
Termo
Segundo o fabricante, o termômetro do Bob Esponja é pra medir temperatura oral, axilar e retal. Sim amiguinhos, o Bob Esponja vai dizer quanto mede a temperatura naquele lugar que nunca bate sol!

Esse termômetro deveria vir com um chip de som que solta aquela risada picapaulesca quando toda vez que você tem que enfiá-lo nos domínios do Senhor dos Anéis de Couro.

Nintendo DS vira Cintiq de bolso

Dica do leitor Platy, que merecia trinta dinheiros pela ótima informação.
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Para aqueles que ficam se onanizando ao pensar numa Cintiq enquanto ficam olhando para uma foto colada do produto com durex ao lado da cama, o programinha Colors transforma a unidade de diversão portátil chamada de Nintendo DS em uma Cintiquinha. Dá pra fazer uns esboços e sketches bem primatas, mas pode até quebrar um galho enquanto mata o tempo na fila e não tem mais saco de atravessar fases de catando cogumelos com o Mário ou lavando cachorro pirracento em Nintendogs.

Segundo o fabricante, assim como as Tablets e a sua namorada delicada, o programinha é sensível à pressão, gerando linhas mais fortes ou mais finas e variação de cores, e os rabiscos videoguêimicos ficam guardados em um cartão de memória. Teoricamente ele se transformaria em um sketchbook digital. A vantagem é que, aparentemente ele é digrátis, basta ter um programinha para dar uma hackeada no console, segundo o site oficial.

Na dúvida, compre o Nintendo DS porque se ele não funcionar como sketchbook pelo menos irá diverti-lo como videogame. Pelo menos como game portátil eleé um investimento muito maior do que o PSP, que tirando LocoRoco, só tem coisas que saíram do traseiro pra jogar.

Brinquedinhos bem desenhados para mulheres de bom gosto

O maravilhoso do design é pegar um objeto ordinário e transformá-lo em algo tão diferente do conceito original e que se torne lindo e funcional ao ponto de torná-um objeto de desejo. Ou, nesse caso, objetos para desejo.

Para meninas que escovam o cabelo 100 vezes antes de dormir, a loja Jimmy Jane vende apetrechos funcionais para sexo solitário ou não, com um design diferenciado. Acho que vou pedir um empréstimo no BNDES pra montar uma lojinha dessas aqui em São Paulo.

Some a isso o criador e ilustrador dos Gorillaz, Jamie Hewlett, e você tem uma série colecionável de 6 vibradores chamada “Ultimate Members”. Cada um com uma cor e um personagem. Um para cada dia da semana, sobrando o domingo pra descansar.

São tão legais que nem precisa ser mulher pra ter um.

Pantones que você nunca vai usar na sua vida

Um catálogo de Pantone antigo tem mais de mil cores, mas se a gente for trabalhar com um tipo de laranja, por exemplo, sempre cai no 137, 144 ou no máximo no 151. O resto das cores caem no ostracismo. Por hábito, preguiça mental ou empatia pelas outras cores. Talvez use o Pantone 269 pra pintar hematomas frescos ou o 451 pra representar coliformes fecais, e só.

Sempre que tive que usar o catálogo Pantone pra escolher uma cor, com aqueles chipzinhos destacáveis, era comum ficar com algumas páginas totalmente vazias e outras que sobravam e a gente dava pras amigas destacarem pra combinar cor de roupa ou pra pintar a parede.

Agora a Pantone lança um novo set de cores chamado Goe com mais 2.000 cores novas. Tantas cores pra escolher, tão pouco tempo…e tão pouco dinheiro, já que eles devem custar uma nota preta.

Acho que nossos olhos não possuem cones e bastonetes em quantidade suficiente pra identificar as diferencas entre todas essas cores.

iPod Touch

Uia!
Saiu o novo iPod, o melhor amigo do ilustrador depois do cachorro e do gerente de banco. O iPod Touch é o iPhone que não faz ligação.

Eu já aqui pensando em quantas ilustrações tenho que fazer pra ter um desses (de 300 a 500 doletas pra só 8 e 16 Gigas de capacidade, uma esmola comparado com o novo iPod clássico, com 160Gb).
É hora de tirar a capinha de silicone do iPod Video e deixar riscado feito o rosto do Keith Richards, assim a sensação de desapego vem mais rápido.

Se bem que não precisa muito esforço, porque a própria capinha de silicone consegue riscar o alumínio dos iPods.

Periférico imprestável

Confiando na propaganda positiva que alguns sites especializados estavam fazendo do NuLooq, e pelo preço dele ser amortizável ($89) no meu orçamento, resolvi encomendar um, crente que teria uma ajuda extra na hora de trabalhar com Photoshop, Painter e Illustrator.

Ele é um acessório que se vende como um navegador inovador. Tem um anel girável no corpo, um disco girável no topo e 5 botões programáveis. No site oficial da Logitech ele diz que você pode customizar qualquer ação de qualquer programa nele. Como eu vivo trocando tamanho de pincéis, mudando porcentagens de transparências e aumentando tamanho de fios a toda hora, achei que isso pouparia tempo fazendo essas coisas só girando o disco ou o anel, ao invés de puxar o slider ou digitar numericamente os valores.

A teoria na prática é outra, e o NuLooq é sem dúvida o pior periférico que já comprei. Ele não faz nenhuma das ações previstas no site, não é possível programar nada além de zoom, mexer na barra de rolagem ou criar, salvar e fechar novos documentos (coisas que os botões extras da tablet já fazem). Mudança de tamanho de pincéis, traços e transparências viraram mentiras de homem casado pra amante. Promete mas não cumpre. Não possui upgrades de outros programinhas paralelos que vêm junto, como o Navigator (que é uma boa idéia mas estranhamente jogada no canto do lixo) e pior, é desconfortável como usar uma lata de cerveja como mouse. Como não dou sorte com corporações tecnológicas, já enviei várias reclamações pra Logitech, sem resposta, é claro. Resta-me fazer despacho num cruzamento com ele, desejando que seus criadores acordem com a boca cheia de formiga.
Agora eu tenho um peso de papel com cabo USB.

E pensar que com U$89 dá pra comer 2 vezes com acompanhante no Ráscal…

O fim das bactérias de teclado

A Apple lançou os novos iMacs, finos como cintura de modelo, classudos, e caros pra caray. Como sempre.

Mas o que fez minhas meninas dos olhos ficarem no cio foram os novos teclados. Fininhos como fatia de pizza. Parecidos com os teclados dos MacBooks.
Melhor do que esse teclado, só mesmo aquele flexível que o hackerzinho usa em “Duro de Matar 4″.

É o fim do lixo sedimentar que ficam nos teclados, virando uma cultura de ácaros. Toda aquela gama de sujidades que ficam decantadas no fundo, como cabelos, caspas, pêlos, migalhas, pele morta, agora não tem onde ficarem presos. Chega de limpar o teclado batendo no fundo e o cachorro vindo checar se não tem resto de comida no meio. Chega de ter um teclado com mais cabelo que travesseiro de motel.

Pena que é branco, as teclas ficam encardidas em dois tempos.

A tara das telas grandes

Tem gente que anda pensando em vender um rim ou se entregar à prostituição para comprar uma Cintiq. Para quem não conhece, a Cintiq é um equipamento que mistura uma tablet com uma tela de LCD de 21 polegadas, o que permite você desenhar diretamente sobre a tela, como se fosse sobre papel. Eu tenho uma e tive que me entregar em algo similar à prostituição, só que não havia prazer envolvido no processo.

Mas para quem não se contenta com 21 polegadas, existe também um outro equipamento chamado Conoto.
É uma Cintiq gigantesca, enorme. Dá até pra fazer sexo em cima dela. A Cintiq vira Game Boy perto disso.

Mas, pra que tão grande? Digitalmente você trabalha até melhor em uma área menor (acho que o cara se perde na proporção). Olhando, até parece uma versão moderna daquele chinês que pintava cartazes gigantescos de filmes, para serem usados nos cinemas da Avenida Ipiranga e São João, há uns 15 anos atrás. É a tablet para ilustradores com hipermetropia aguda ou com catarata avançada.

É o tipo de equipamento que você além de vender o rim, tem que dar sua mãe como caução. Não é tipo de coisa que você pede pro seu amigo trazer de viagem.
Aliás, fico com aquela coceira pra saber quanto custa um treco desses.

Mas não se iludam, isso é apenas mais uma ferramenta. A Conoto ou a Cintiq sozinhas não fazem um cara desenhar melhor .