Sketch Jackson

O (sic) filhos de Michael Jackson doaram sketches feitos pelo famoso pai de luvinhas brancas para um hospital em Los Angeles.

A maioria são sketches de cadeiras e tronos vazios – façam suas conjecturas metafóricas ou proféticas do lado de fora da loja – e um desenho do Mickey como Aprendiz de Feiticeiro.

A dúvida é: se num mundo paralelo e bizarro (não, não, bizarro ele já era), Michel Jackson tivesse se tornado um ilustrador ele:

Desenharia melhor? Desenharia mulheres e pin ups? Ainda teria um agradabilíssimo nariz da época dos Jackson Five? Seria um marceneiro?

Com certeza não seria podre e rico (anos atrás existiria um “de” entre podre e rico, mas não agora), mas talvez seria mais feliz, casado, com filhos que não parecessem saídos de “Contos de Nárnia”, e talvez um bom ilustrador de livros infantis. Para crianças bem pequenas.

O Shogun viu um disco voador

Eu não acredito em disco voadores, mas é fascinante a idéia de uma possibilidade de que isso possa ser verdade, da mesma forma que é fascinante a possibilidade da existência dos amigos imaginários ou da possibilidade de um dia você dar um beijo na Ana Hickmann. Mas também, em dias em que a economia mundial está quebradiça como cobertura de creme brulée, a última coisa com que você vai se questionar são com discos voadores.

Essa curiosa ilustração veio do período Edo ou Tokugawa do Japão, de 1603 a 1867.
Ao que parece, há 200 anos não uma, mas centenas de pessoas avistaram um barco muito estranho no mar – que foi chamado de “Utsuro-Bune“, ou barco assombrado. Dele saiu uma mulher que falava uma língua estranha e carregava uma caixa de madeira de forma muito possessiva.

Esse episódio foi retratado em diversos contos, relatos e novelas da época. Para quem lê na língua do Steven Seagal, eis uma explicação melhor do que aconteceu naquele dia.

Não aconteceu em Passo Fundo, mas é curioso assim mesmo.

Fazer, refazer, desfazer para fazer de novo só dá merda.

Michael Jackson fez 50 anos há pouco tempo, e a cada ano ele deve ter mais vontade de voltar a ser criança ou de voltar no tempo pra desfazer o acidente de carro que virou seu rosto.

Essa imagem é como seria o Michael Jackson se ele tivesse seguido o plano original. Pelos poderes do Photoshop, até que ele seria um tipo simpático e bem-apessoado, quase a ser um Morgan Freeman da vida, daqueles sujeitos que dão vontade de pagar um café pra bater um papo furado.

O que tem a ver Michael Jackson com ilustração? Na verdade nada, tirando a desculpa tosca do uso do Photoshop. Mas tem a ver com publicidade e como anda a situação corda-bamba entre cliente e agência. Ilustradores que trabalham para o mercado publicitário, como eu, sabem que a cada dia que passa as pessoas, em ambos os lados da tabela, ficam mais politicamente corretas, mais burocratizadas e por que não, mas burras.

Esse filminho já conhecia há algum tempo, mas acho que muita gente não conhece:

Pode parecer exagerado, e é, mas o triste é que era MENOS exagerado há alguns anos atrás, e hoje vai ser ainda menos exagerado comparando daqui a dois ou três anos.

Agora, troque a placa “STOP” pelo rosto original do Michael Jackson, onde o próprio Michael Jackson é o cliente e o médico é o atendimento.

Tchamtcham.

Discu

O ilustrador que fez essa capa de LP deve ter se divertido muito, mas muito mesmo.

Sim amiguinhos, é uma capa de disco, comprovem aqui. Galactic Ass Creatures from Uranus. Se fossem criaturas japonesas teriam o nome de Cukimata.

Com uma capa dessas, como será a música? Esfíncter aqui substitui o esôfago?

Hello Cristo

Como contando ninguém acredita, é preciso de uma foto pra provar que existem pessoas que atiram o bom senso na mesma vala que o absorvente usado, o suficiente pra fazer Cristo se revirar na cruz.

Cristo e Kitty, um híbrido tão bizarro quanto Seth Brundle e a varejeira do filme “A Mosca”.
Tenha medo, tenha muito medo.

É a ilustração a serviço do mau (do mau gosto).

Beije meu músculo ou morra tentando

Engulam suas próprias salivas, descrentes de pouca fé. Há de se asfixiar na própria língua aqueles que bradaram que Rob Liefeld, o tacanho, não sabe desenhar anatomia.

Numa tática de tecnologia reversa, já que ele não desenha corretamente as partes pudentas e não pudentas dos seres humanos, a solução foi procurar por aqueles que possuem uma relação anatômica que fariam o Homem Vitruviano, de Da Vinci, soltar excrementos de exclamação.

Já havia visto fotos de Gregg Valentino, mas sempre achei, ó ignorância, de que era uma imagem manipulada por algum micreiro de quinta categoria no Photoshop, de tão tosca e exagerada.
Mas não é, o sujeito tem os braços que pedem para serem desenhados por Liefeld:

E na leva desses videos bizarros, também aparecem o resto da equipe que não é mutante, mas anabolizante.
Esse é Klaus Döring, o Homem-Bife, ou para ser preciso, o Homem-Cupim-de-Boi.

E as mulheres (defina mulheres)? Descreva em uma palavra como seria a TPM dessa dona.

Meu lado sadonanista sempre imaginou como seria uma experiência de ir pra cama com uma dessas mulheres. Você deve se sentir tão…mulher de tão frágil. Na verdade sempre tentei imaginar como seria uma chave de perna que uma delas deve dar em você quando ela atinge o orgasmo. Você deve quebrar sua coluna em dois feito bolacha bijú ou te espancar de tanto prazer. Se bem que pra chegar nesse nível alguma coisa deveria estar armada e de prontidão, e olhando para esse açougue ambulante em forma de algo que já foi mulher, o movimento peniano seria mais para retração do que para ereção.

Feliz fígados para eles.

Mais coisas que você só comeria na China se seu estômago estivesse virado de fome

Não querendo dar continuidade ao post dos cachorros por quilo vendidos na China, mas o tive que aliviar minha coceira e postar essa foto que o Bruno Porto colocou no blog dele.

Mais um motivo pra se tornar vegetariano. Difícil não se lembrar dessa cara feliz do porquinho quando você for sentar no trono pra completar o círculo da vida na forma de dejetos.

Bruno Porto, pra quem não sabe, é iustrador e designer e trabalha na China.

Embrulhe o cachorro pra viagem ou embrulhe o estômago antes de almoçar

São quatro da manhã e sai mais um post pequeno, mas de coração, porque os olhos não aguentam mais de sono.

Vi essa tranqueira no Neatorama, e o fiel Bisteca até ganiu de agonia.

Para quem um dia precisar de uma referência para ilustrar um cachorro comestível (e até pra mostrar que isso não é lenda urbana).

Olha só, tem até carimbinho de fiscalização sanitária (defina fiscalização e defina sanitário).

Xei xei.

Pegando carona no sucesso dos outros e ainda cuspindo no chão do carro

ratatoingRecentemente uma pequena discussão aconteceu nas listas do Ilustragrupo a respeito de uma empresa chamada Video Brinquedo, que lançou pequenas pérolas oportunistas, como Carrinhos, Ratatoing e outras “homenagens lucrativas” (vendem como camisinha no Carnaval).

Existe uma margem muito fina, como um hímen, que separa o plágio da associação de idéias. Embora seja algo descaradamente oportunista e sem alma, é puramente comercial. Não é uma obra pra se orgulhar pela sua qualidade, originalidade ou mesmo caráter, mas, infelizmente, isso acontece com tudo em relação ao mercado de entretenimento. Basta um filme fazer sucesso que surgem uma esteira de produtos patifes e com uma qualidade que parecem terem sido feitos dentro de um vagão do metrô Tatuapé na hora do rush. É inevitável. Você encontra coleções de livros infantis a preço de alface com títulos como “Procurando Remo”, “Alabbin”, vendidos na rua por ambulantes e que parecem ter sido ilustrados por bolivianos ilegais com pressa. Filmes rasteiros na cola de outros famosos, revistas fuleiras no rastro de outras que fazem sucesso, isso acontece até na natureza. São como rêmoras, aqueles peixes que grudam nos tubarões pra abocanhar migalhas e restos de comida sem fazer força. Aposto que você também têm um amigo ou cunhado que também tem o mesmo comportamento, abocanhando as coisas da sua geladeira, namorando suas ex ou dando seu telefone como referência pra conseguir comprar estante no crediário.

Existem casos extremos. Esse, por exemplo, transforma Ratatoing numa obra-prima da animação de periferia do Iraque em comparação.

Isso, acreditem ou não, é um jogo de Playstation 2, que não é um jogo, mas um filme (defina filme) pra se assistir com uma mão no joystick e outro no penico. Quer comprar um e infectar a sala? Aqui tá o link.

É a pior animação que já vi na minha vida, é tão ruim, tão ruim que chega a ser bom. Digno de se passar no Adult Swim. As aquarelas de fundo são de uma pobreza favélica, os personagens são cópias de originais da Disney feitos em papel de embrulhar mortadela por lenhadores sérvios fazendo bico como animadores. E a dublagem, my Gosh, a dublagem de todos animais é feita aparentemente por uma só pessoa.

Esse daí passou da falta de bom senso para assassinato de bom gosto e de direitos autorais.

E o pior é que tem muita gente que compra.

O dia em que a Nasa fotografou um alienígena sozinho e deprimido em algum lugar obscuro de Marte

[img:Alienmarte.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Boa notícia para aqueles que se sentem alienígenas nesse mundinho de cerveja e cocacola, sempre olhando pro céu na esperança de um dia ser resgatado por uma nave espacial e descobrir que não é mamífero de pai e mãe. Não tem muito a ver com ilustração, mas é carregada de inspiração. Idéias meu caro, idéias.

Essa foto de alguma coisa com um braço foi tirado pela Nasa em 2004 em Marte e só foi divulgado há pouco pela BBC. Seria um marciano deprimido na solidão de areia vermelha ou um pedaço de pedra com semblante humanóide? É um marciano dado de bandeja, já que tem gente que até vê Virgem Maria num queijo quente.
De qualquer forma, assim fica difícil, a foto tá mais borrada que a do monstro do Lago Ness e aquela famosa do Abdominável Homem das Neves.

A vida fora da Terra parece coisa tão pequena quando tem que se pagar o IPVA parcelado em janeiro….

Falando em humanóides, enquanto se olha pra cima em busca de alienígenas, aqui embaixo eles estão sendo paridos em todas as partes do mundo. Inspiração pra desenhar monstrinhos, só não dá pra dizer que são modelos vivos.

Essas fotos são de animais com anomalias genéticas, com deformações nas faces e nas dobras que fazem com que eles pareçam humanóides. O cinzento é um bezerro com ciclopia e o outro é um cãogente. Alguns são venerados como entidades divinas, como na Indonésia, até que o cheiro seja mais forte que a fé, em outros o pessoal acha que é obra do demo. Quando fazia faculdade de Biologia eu vi um desses numa fazenda em Altamira, era um filhote de cabra que parecia mesmo uma mistura de gente e caprino saído da máquina do cientista do filme “A Mosca” (aquele que ele guardava as partes do corpo que iam caindo no armarinho do banheiro, que ele batizou de “Museu Brundle de História Natural”). Era impossível convencer as pessoas que aquele cabrito mofento era um defeito genético.
Em embriologia o estudo de deformações se chama Teratologia (do grego Terathos, monstro).

Como dizia o pôster que ficava atrás do Mulder: “Eu quero acreditar”.

Enxofre e tinta à óleo

Já vi gente que conseguiu vender um iPhone Nano e Shuffle (!!) no Mercado Livre. É como o ditado popular diz: nasce um otário a cada minuto. Enquanto eles existirem não vai faltar espertos, principalmente nesses leilões virtuais. No pai do Mercado Livre, o eBay, você encontra mais coisas bizarras. Já teve gente vendendo a própria esposa, um vidro com ar das pirâmides e um rim.

Em 2000 uma história muito bizarra saiu do cantinho das negociatas escusas do eBay pra entrar nos arquivos X da vida. No disse-me-disse, no boca-a-boca, a história de um quadro assombrado vendido atravessou os continentes pra virar lenda urbana.

O quadro se chama “The Hands Resist Him”, pintada por Bill Stoneham em 1972. O aspecto angustiante e depressivo do quadro deve ter dado origem à essa falácia, além de um detalhe perturbador, que era como a boneca refletia a luz dependendo de que ângulo era visto. Relatos dizem que pessoas ficaram doentes, criaturas e sons estranhos apareciam nas janelas das casas de quem comprava o quadro. Dizem que o primeiro fulano que comprou o quadro morreu após a compra macabra. Tudo bem, morreu 12 anos depois, em 1984, mas morreu. O bastante pra alimentar mais a fama de demoniado. Stoneham, ao contrário, continua vivinho e ainda ganhando dividendos da fama negra desse quadro.

As pessoas acreditam naquilo que querem acreditar, ora pois. Se você digitar “haunted painting”, irá aparecer três ou quatro quadros alegadamente assombrados, tentando seguir os mesmos caminhos desse quadro. Já não bastava os quadros de crianças chorando visto como coisas do além-túmulo.

Quer passar mal e ter a sensação agonizante de algo semimorto rondando em casa por causa de algo pendurado na parede? Olhar prum pôster do Michael Jackson na meia-luz deve acabar com a sanidade de qualquer um.

Post Scriptum: só pra provar que não estava brincando quando vendem qualquer coisa no eBay, vejam só o anúncio de um espírito num pote à venda. Não deve ser um espírito de gente, deve ser de um passarinho que morreu aí dentro porque não fizeram furinhos na tampa.

Mistérios no tempo e no espaço

A realidade é mais estranha que a ficção, já dizia o velho chavão. Duas histórias que viajam no tempo e no espaço (olha o Hiro) que inspiram os criativos e fazem soltar o único parafuso dos mais crédulos e paranóicos.

O Mickey do passado

Essa imagem de algo parecido com o Mickey foi descoberta em uma antiga igreja na Áustria, a igreja comunitária de Malta. Tem 700 anos de idade, acredita-se que foi desenhada no começo do século XIV. Incógnita ou coincidência, seriam os deuses ilustradores?
Matéria completa em um jornal australiano, aqui.

Nave alienígena na Lua


Essa já conhecia há algum tempo, nunca havia visto as fotos. Da mesma forma que houve uma comoção entre aqueles que esperam carona em caudas de cometas quando foi anunciada o rosto em Marte, descoberta pela Viking 1 em 1976, algum tempo depois a tripulação da Apolo 20 teria encontrado uma cratera de meteoro na Lua com uma gigantesca nave avariada. A nave parece uma caneta e parece que está lá estacionada há muuito tempo.

É quase certeza que seja uma história falsa. já que a missão da Apolo 20 foi cancelada pela Nasa. Mas mesmo assim tem gente que estuda isso e jura de pé junto que isso tá lá, em cima das nossas cabeças em noites de lua cheia.
Se é verdade ou não (existem polêmicas, como sempre, pois assim como o rosto de Marte, alega-se que a nave na verdade é uma pedra), não importa. O clima de mistério, igual à cena de “Alien” em que os tripulantes da Nostromo encontram uma nave perdida cheia de ovinhos de coisa-ruim, fica no ar, e a imaginação corre solta feito sal Coelho.

Como dizia Mulder, quando as explicações acabam, é hora de considerar as possibilidades extremas.

E verdade ou não, é no mínimo curioso. E cada um vê o que quiser ver, como a Virgem Maria numa fatia de pão.

Arte mijada

Mais um pra entrar na lista de “Art Attack” versão podreira.

Não basta existirem pigmentos e marcas de tintas consagradas como Talens e Winsor & Newton, com cores esfuziantes e substâncias higiênicas. Existem aqueles que fazem questão de serem encardidos e usarem todo tipo de alquimia alternativa possível pra pintar. Quanto mais orgânico e ofensivo, maior a repercussão.

Já tivemos o sujeito que pinta com sangue, com o instrumento do amor, instalações da porra e agora Robert Waters entra pro grupo utilizando-se de urina, vinagre balsâmico e óleo de motor pra transmitir seu sentimento e talento com uma ajuda providencial da polêmica.

Esse tipo de “tinta” à base de amônia e ácido deve acabar com os pincéis de pêlo de marta. Fora o cheiro de banheiro ao lado de lanchonete de rodoviária que esse quadro deve exalar em sua sala.

Garfields do mundo real

É possível um ilustrador arranjar inspiração em qualquer lugar, até mesmo de gatos com obesidade mórbida, como fez Jim Davis com o Garfield.

Essas fotos são de uma galeria de gatos gordos e outros animais adiposos que são bolas de banhas cobertas de pêlos. São porcos que miam, são fofos (literalmente falando) e pateticamente agradáveis.



Certa vez fui convidado para um jantar na casa de um casal de amigos da minha esposa. No apartamento vivia um gato macho castrado tão gordo que ele não andava, se arrastava, sem nenhuma graciosidade felina presente, tinha um andar quase suíno. Não consegui jantar direito porque ficava preocupado como o gato. Ele respirava tão pesado, arfando com sofrimento que parecia estar passando por um ataque cardíaco, dava pra escutar ele do outro lado da sala. Ele era tão gordo que ele precisava se apoiar na parede para sentar, senão ele tombava de lado.

As piores tatuagens já tatuadas

Tatuagem também é um tipo de ilustração onde freqüentemente é exercida por alguns tipos não experientes nesse tipo de arte (veja bem, eu disse “alguns”, não vista a carapuça se ela não for do seu número), são mais uma mistura ignóbil de acupunturista carniceiro com micreiro. Venhamos e convenhamos, você encontra algumas tatuagens por aí que nem pernilongo pousa em cima.

Se a maioria dos ilustradores tem um tipo de “branco” quando vai desenhar numa grande e cara folha de papel Fabriano, onde é necessário um tipo de preparação pra não desperdiçar esse valioso papel (vide o post “O Tao do Papel Branco“), por que não acontece a mesma coisa com algo mais valioso, a pele? É falta de amor à mesma.

Essas tatuagens abaixo devem ter acontecido depois de um fatídico diálogo quando o cliente sem inspiração chega ao estúdio do tatuador:
“O que você quer que eu tatue?”
“Ah, sei lá, põe qualquer merda aí!”
“Então tá, então!”

E o estrago foi feito.


Quem carregaria Michael Jackson em fase terminal pra sempre em seu braço?

Estudo e autocrítica fazem parte do trabalho de um ilustrador.

A lógica não permite que se entenda o porquê de uma planta de casa no corpo de um homem.

“Põe qualquer merda aí”

Uma das razões que não se deve dirigir nem tatuar depois de beber.

Não basta ser fã de Star Wars, tem que estudar composição.

Tatuagens feitas em presídio com agulha e tinta de caneta Bic são mais estilosas do que isso.

A Arte de Vomitar Parte 2

Uma extensão do post sobre Hugos.
Dessa vez é pra mostrar um concurso do melhor design de saco de vômito protagonizado pelo site Design for Chunks que rolou há dois anos, mas ainda vale a pena pra ver a diversidade de modelos de sacos para exteriorizar coisas semidigeridas que andavam em círculos dentro do estômago (tem que ser macho pra ser bulímica, vomitar é um ato tão desagradável e asfixiante como se afogar em piscina de criança).



Pelo menos esses sacos são mais alegres e divertidos do que os fornecidos pelas companhias aéreas. Tão coloridos que parecem caixinhas de McLanche Feliz com brindes desagradáveis.

E pra frisar o que o ditado popular diz, que o ócio é a oficina do diabo, aqueles que forem fascinados pelos sacos de vômito podem entrar no site Vomitorium, que é o maior museu natural dos sacos de vômito do mundo, com direito a resenhas e classificações.
É o suco natural de milho com atum e ácido de estômago sendo elevado a status de arte.

Museu dos discos horripilantes

Houve uma época na humanidade – mais exatamente na década de 70 – onde não existia bom senso, bom gosto, senso de ridículo , escalas de Pantone ou a profissão do diretor de arte e do designer gráfico.

A moda, os cabelos, os filmes pornôs dessa época não deixam saudade, mas hoje viram motivo de risada (do tipo quando você pega uma foto sua com calça boca-de-sino e vem aquele gosto amargo na boca). E vem também a imagem das chacretes com nomes criativos (Fátima Boa Viagem, Suely Pingo de Ouro, Fernanda Terremoto, e a imortal Rita Cadillac, e conselho, nunca assistam o filme pornô que ela fez e que passa de vez em quando no Sexy Hot, pois vocês nunca mais vão dormir).

Esse site é o museu dos horrores em vinil, uma compilação de dezenas e dezenas das piores capas de LP que a mente humana criou. Não encontrei um site equivalente de LPs brasileiros, mas que tem muito material canarinho que merecia entrar nessa lista. As capas abaixo são contemporâneas da trilha sonora da novela “Pai Herói” e do LP “Excelsior, a Máquina do Som”. Joga naftalina que é encrenca.

Essas são uma módica amostra do que tem lá. Capas mais pesadas com nú explícito de tirar o apetite também fazem parte do repertório.


A maldição dos Jackson ataca novamente.

Esse é o avô do Snoop Dog.

Fé à força, por bem ou por mal.

Esse ser é uma mistura do Liberace com o Mutano dos Novos Titãs.

Se para alguns o carro é uma extensão do pênis, para outros o braço da guitarra faz essa função.

Que merda é essa? Eu era lindo e inocente e acabei pulguento na sarjeta?

Quando os farofeiros vão à praia e decidem gravar um disco.

Todos meus amigos morreram, só me resta Jesus…

Esse eu tava pagando pra ouvir. Como será uma música pra cachorro gay? Como será um cachorro gay?

Como dirira Coronel Curtis, “O horror, o horror!”.

O japonês pervertido na peixaria

Vera Gleiser, que mora em Seul, me mandou essa imagem de um guia de campo para nerds pervertidos.
É a matemática e a geometria sendo usadas para satisfazer o fetiche de onze entre dez nerds de carteirinha: sexo à distância. Criada por coreanos, desejado por muitos.

Se você, amiguinho solitário que vê sensualidade apenas nas curvas do número 8, leve uma régua e um transferidor na próxima vez que você andar de metrô e uma cocota de minissaia sentar na sua frente.

Existem coisas na cultura japonesa que, como disse anteriormente, só morando ou sendo um japonês autêntico pra entender. Embalagens mostrando fiofós de cachorros, cerveja pra crianças, doce de feijão, máquinas de vender calcinha usada, pachinko….


Uma coisa que tem público cativo lá são hentais (desenhos animados pornôs) com tentáculos. Geralmente são monstros ou demônios sodomizando garotas com cara de Sailormoon. O sexo sempre é forçado, as perseguidas sempre sofrem e o público pervertido faz “ola” de alegria. É o fetiche adulto equivalente aos robôs gigantes com nomes pomposos.

O curioso é que talvez (veja bem, eu disse talvez) essa tara por moluscos cefalópodes venha do século XIX.
Todo ilustrador ou apaixonado por artes já viu essa gravura:

É “A Grande Onda de Kanagawa”, que muitos dizem ser a representação de um tsunami. De tão conhecida praticamente virou ícone pop.
Ela foi criada por Katsushika Hokusai, que viveu até 1849, durante o período Edo. Era um apaixonado pelo mar e pelo Monte fuji. Sua arte é muito conhecida pelo mundo, e adorado no Japão.

E eis que no meio dos seus trabalhos tem um exemplar que deve ser o tataravô que deu início a essa tara por seres frios, viscosos e gelatinosos:

Essa pintura se chama “O sonho da mulher do pescador”. Ou seja, ela não deseja o vizinho musculoso ou o afiador de espadas do vilarejo, o que ela quer mesmo é o que o marido vai trazer da pescaria.

Acho que as peixarias devem deixar alguns caras com o circo armado no Japão.

Mosca toys

Encontrei um diagrama que havia perdido há alguns anos.

Acreditem ou não, tentei criar uma toalhinha com o tema “Moscas”, e havia um box ao lado ensinado a ter diversão com esses insetos nojentos. Foi bem no comecinho, há uns 10 anos, eu era um novato nas toalhinhas e não havia ainda mensurado os limites entre criatividade e estapafúrdia. Nem havia relacionado o binômio mosca/bactéria em um recinto onde se vende comida.

Mas naquela época eu cheguei a fazer esse brinquedo. Não com quatro moscas, mas com uma, daquelas varejeiras azuis bem gordas, e funcionou! Ela até escapou por uma fresta e foi voando para o infinito. Talvez tenha se arrebentado na teia de alguma aranha. Lembra a cena da mosca berrando por socorro de “A Mosca da Cabeça Branca” que fez gelar minhas partes íntimas quando criança (“socoooorroo, purr favoor, miajuuudem!” em vozinha falseada).

Outra brincadeira envolvendo moscas e crianças pobres, sádicas e solitárias é o número da mosca amestrada de circo.
Você pega uma mosca com cuidado (tem um know-how zenbudista pra fazer isso), cola as costas da mosca em um palito de fósforo com uma micropitada de Superbonder (tem que ser muito, muito pouco senão a cola mata a mosca) e aí você raspa a geladeira de isopor da sua mãe até soltar as bolinhas. Espete uma bolinha de isopor num alfinete e coloque em cima das patas da mosca.

E eis que a mosquinha começa a girar a bolinha de isopor, issa!

Era uma brincadeira ótima pra fazer na faculdade, mas não impressionava muito as garotas.

Não pode se esquecer de lavar as mãos depois disso, você não imagina onde esse bicho põe as patas e a quantidade de bactérias que moram nele.

Meu outro carro é de verdade

Depois de um momento de harmonia e exaltação com o logotipo das Olimpíadas de Beijing, como sou encardido, volto a chutar o balde com os papel-carbono chineses.

Como disse antes, a cada vez mais eles se superam. Pirateiam logotipos, marcas, produtos, comida, a Disneylândia, a própria marca das Olimpíadas e agora isso!

O Hideki me mandou um link em russo com um novo modo de pirataria que faz você bater palmas pro chineses, porque eles conseguem aquilo que nenhuma mente sadia conceberia: carros piratas! iPods, dvds, celulares você até entende por causa das dimensões do produto. A Disneylândia fake também porque é um lugar, são vários serviços e ações diferenciadas feitas nas coxas que parecem com algo similar à Disneylândia, mas carros? Carros são coisas enormes, precisam de milhares de peças, são necessários montadoras, maquinários e pessoal especializado pra fazer um carro, mas eles conseguem!
As imagens de cima são os originais, o de baixo o primo pobre deles.



Eles conseguem piratear ônibus! O próximo passo é piratear Deus!

Pior do que essas logomarcas (porque nem logotipo é), só mesmo Brasílias usando os brasões da Audi na traseira.


Diante da péssima qualidade dos produtos vindos de lá, imagine como seria frear em cima de uma velhinha com um carro desses? O motor deve cair a cada 4 mil quilômetros, a tinta deve sair se você encostar na lataria, o rádio só toca estação do partido comunista e o acendedor de cigarros é feito de brasa e dá pra assar um peixinho na hora da fome.

Queijo humano

Isso é offtopic pra diabos, mas é o tipo da curiosidade que sempre quis saber e colocar nas toalhinhas de bandeja, mas por motivos óbvios, completamente fora de questão.

Sempre me questionava se era possível fazer queijo de leite humano…

E antes de dar a resposta, embora pareça mais um daqueles festivais de serosidades horrorosas, na verdade essa experiência partiu de um casal indonésio com um ideal bem sério. Indi e Rani Noe são responsáveis por vários programas de amamentação natural, orientação maternal, entre outras preocupações relacionadas aos rebentos novinhos.

Eles tentaram fazer queijo humano pensando no potencial nutritivo dessa variação de camembert literalmente caseiro.

O que eles descobriram é que não dá pra fazer queijo a partir de leite humano porque o treco não coalha. A proteína não é a mesma da vaca, dando a liga necessária, formando um líquido gosmento e leitoso….ugh.

Talvez eles tentem partir pra uma alternativa, fazer iogurte humano…duplo ugh!

Fãs de queijo, nem pensem nessa possibilidade pra não regurgitarem o café da manhã. Vou dar um tempo no requeijão light e no Polenguinho.

No blog do casal tem todo o relato dessa empreitada láctea.

A imagem da Fafá de Belém, a mamosa do Brasil, não sai da cabeça…

Palhaços

Ronald McDonald é o palhaço com a maior vidraça do planeta. Toda vez que alguém quer soltar uma palavra de ordem contra os EUA ou o capitalismo, só se lembram desses dois: George Bush e Ronald McDonald. Pelo menos um é palhaço profissional.

Eu já fui acusado várias vezes de amigo do imperialismo e aliciador de criancinhas por ilustrar o Ronald McDonald nas toalhinhas de bandeja. Inclusive já recebi reclamações de pessoas que achavam que eu era americano, e que as toalhinhas de bandeja eram feitas nos Estados Unidos, pois era evidente que era um trabalho de um americano se passando por brasileiro. Ha ha, quem me dera, se fosse assim não precisaria passar aperto na hora de renovar o visto americano (que roubada!).


Encontrei esse vídeo no Youtube onde mostra o primeiro Ronald McDonald que surgiu, por volta de 1950, no início das atividades do McDonald’s nos EUA. Só havia visto essa “entidade” na agência em que eu trabalhava em fotos. Típico caso do personagem tipo “Apolo 11″ – foi elaborado de improviso com o que estivesse à mão.

Esse Ronald é sinistro! Dá mais medo que o palhaço do It ou o palhaço debaixo da cama do Poltergeist.

Tinha um indigente que morava perto da minha escola que colocava caixa de papelão na cabeça e embalagem de ovo no nariz. O nome dele era Cebola e ficava mais ou menos com o shape desse Ronald.

Pelo menos com o passar do tempo o bom gosto e design melhoram o visual de algumas coisas, ao contrário de logotipos de Olimpíadas.

Mas esse é o “creepy” divertido, feito na ingenuidade da época que existia leite em garrafa de vidro e embalagem de chocolate tinha criança fumando.

Sinistro mesmo é ver uma mulher dessas vestido de Ronald. Veio de um comercial japonês, no Youtube também.

Se você encontra uma mulher dessas na cama à noite das duas uma: ou você é depravado demais pra ficar excitado com uma cosplayer de Ronald McDonald (coisa de tarado japonês) ou seu pau entra pra dentro do corpo de medo e nunca mais sai pra ver a luz do dia.

Logotipos de dérreau

Fazer logotipos é como fazer um filho. É um parto pra fazer, é uma dor e uma choradeira pra aprovar e pagar, mas quando nasce é só alegria.

Alguns logotipos são como filhos muito feios. Apesar de feitos com amor e carinho, são tão horripilantes que só a mãe pode achar bonito.

Outros são como filhos de pais bêbados. Fazem por brincadeira, não pensam nas consequências, acham que estão fazendo coisas de adultos e no fim sobra pro rebento. Esses são os micreiros sociais.

Ilustração e design, principalmente de logotipos, é uma arma na mão de micreiros. Qualquer que tenha aspiração a ser artista ou tzáin e que tenha um computadorzinho com um monte de pirasofts instalados se auto-proclama um profissional da área. Essa é a merda, ninguém arranca dente ou abre a barriga de alguém porque acha que tem talento ou porque é bacana, mas desenhar e fazer logos é na base da filosofia “nóis capota mais nóis num breca”.

Afinal, se tem gente que vende a criação e finalização de um logotipo por 50 reais (ou menos), é por que tem gente que compra esse tipo de inseticida gráfico. Basta entrar nas comunidades de design e logotipos no Orkut, sacudir uma nota de dez que vai ter fila pra cambista sorrir.

Pense com seus botões: o que um sujeito pensa quando cria um logotipo desses? E o que passa na cabeça do sujeito que os aprova?


Sexo….

Sexo…

Seeexo….

Seeeexooo…..

Seeeexooo….

Mais seeexoooo (esse é brasileiro e veio de uma instituição de estudos orientais, já devidamente retirados do ar).

Esse logotipo não é feio, mas o nome….os mais sensíveis que foram numa loja de material de construção podem ter ficado ofendidos ao ver esse logotipo estampado em algumas portas à venda:

E esse daqui é um caso estapafúrdico de um personagem de uma clínica gástrica que literalmente saiu pela culatra. Onde deveria haver candura e diversão só há sistema digestivo vendo a luz do dia, como se fosse um soldado do Vietnã com as tripas expostas. É o seu amiguinho lá no fundo das entranhas.

O estrago que esses logotipos e personagem fizeram não compensa a economia feita na hora da criação.

Gente Feia Social Club

Inspiração pra quem procura fazer caretas em cartoon.
Momentos em que a realidade supera a fantasia:





Complementando o tema “gente feia também ama”, Basil Wolverton foi o rei das pessoas com cara de cão chupando manga. Ele era um sujeito comportado, mas por dentro era corrosivo como ácido de estômago. Seus trabalhos apareciam aqui no Brasil nas primeiras revistas MAD. Tem um traço asqueroso, dava a impressão que se enrolasse a revista ela soltaria pus, ao mesmo tempo é gráfico pra caramba. E embora seja do começo do século passado, ele tem um traço que não envelheceu.



Em biologia, existe uma teoria que defende a idéia de que nossa percepção do que é belo depende da simetria. Quanto mais simétrico um rosto, mais bonito ele é. Mas também existe uma idéia de que a beleza é algo que se acostuma. Vi em um documentário na Discovery que demonstrava que, se um homem fosse para um planeta só com seres nojentos e horrorosos e tivesse que viver lá até o final da sua vida, com o tempo ele buscaria padrões de simetria, passando a ver beleza onde só havia feiúra. Em outras palavras, se você vive num lugar cheio de gente bonita, o feio se destaca e é descartado como ramela. Se você vive num lugar cheio de gente feia, você irá torcer o nariz pra todo mundo, mas com o tempo você acostuma, e começa a encontrar traços de beleza naquela que você antes chamava de mapa do inferno ambulante.

Essa é a premissa de um ótimo livro chamado “A Graça de Deus”, que já foi editado pela Companhia das Letras. Foi o último romance de Bernard Malamud.
Conta a história do último homem sobre a Terra, cercado de macacos. Depois de algum tempo ele começa a olhar meio torto pra uma chimpanzé que fala (!) a quem ele chama de Maria Madalena. Pra começar um romance animalesco e gerar herdeiros é um passo. Mesmo com um enredo desses a história é boa!

A reencarnação de um ilustrador – Nível 2

Já viram que dá pra fazer lápis das cinzas de um ilustrador cremado.

Agora descobri uma nova maneira de materializar os ilustradores do além-túmulo (ou além-vaso?).

A coisa entra em outro rumo. Nos EUA, sempre lá, você pode ser cremado e suas cinzas misturadas em tinta a óleo e, como na filosofia do Círculo da Vida do Rei Leão, você retorna, só que na forma de um quadro! É só pagar entre mil e dois mil dólares pra isso. E ela dá desconto pra marines e militares que morreram no Iraque. Dúvida? Dá só uma checada no site oficial com design feito por um lenhador emo.

Isso é Dorian Gray demais pro meu gosto. Coisa de história de Stephen King. Vai que os olhos desse quadro fiquem se mexendo à noite?

Ou se a mulher de um ex-ilustrador colocar o quadro no quarto? Como ela vai transar com outro com o ele olhando, estando ele em espírito e 30% de corpo no quadro?

Se eu for cremado e quiser usar essa idéia, no mínimo vou pedir no meu testamento pro Benício ou o Alarcão pintar o quadro com minhas cinzas. Afinal, vou exigir um mínimo de qualidade, e quer honra maior do que um companheiro ilustrador prolongando minha existência?

(Homem, tu és pó e do pó retornarás, nos ombros de Winsor & Newton….)
Olha só que massa, isso pode gerar um novo mercado de trabalho para ilustradores: retratistas de cadáveres em pó. E nada de fazer o sujeito pintado de palhacinho chorando.

Depois é só lavar os pincéis e o estúdio com água e sal grosso.

A última da Disneylândia pirata

Começou a ficar realmente divertido ler sobre o parque Shjingshan, a Disneylândia pirata.

Já não bastava eles “homenagearem” toda gama possível de personagens infantis na maior cara-de-pau e defecância pra cima da propriedade autoral dos donos dos mesmos, agora ela parte pra outra hilariante conquista: clonagem de animais pirata!

Saiu no blog Japan Probe, que tem se tornado vigia constante dos ataques ao bom gosto e direitos autorais que esse parque comete.

Usando a linguagem dos camelôs (onde você compra jogos de Playstation alternativos), eles oferecem passeios em zebras alternativas!! Ou backups de zebras!! Como diria José Simão, hahahaha!

Não é tosco? Pegaram um pôneizinho e pintaram o coitado com listas com o esmero de um amante recolhendo as roupas quando o marido chega em casa.
Questionada pela TV japonesa, a responsável pelo departamento de clonagem pirata afirmou que homens, cavalos, gatos, tudo são zebras!!!! E que aquele cavalinho na verdade era um tipo específico de zebra!!

Pra quem esqueceu como é uma zebra autêntica, aí vai a referência.

Tem um lado bom: pelo menos não vão ter que pagar direitos autorais pra zebra.

Esse parque é o arquétipo do “Império do Mal trapalhão”, como o império do vilão da Betty Atômica, da lanchonete do Plâncton, do Bob Esponja ou daquele vilão que esqueci o nome dos Brasinhas do Espaço, pra quem se lembra. Cada idéia mais esdrúxula que outra, com o agravante de cometerem um crime.

Pra terminar esse post com um sorriso off-tópic, um caso que também envolve bichinhos chineses, mas esses são de verdade.
Acho que muita gente já viu, mas eu mijo de dar risada. Fica mais engraçada a cada vez que assisto. É curtinho, tem só 16 segundos.

Que porra é essa?

Já tinha visto merda enlatada vendida como arte (e era caro pra bedéu), e achei que aquilo era o máximo da serosidade em forma de arte que pudesse existir.

Mas eis que vem um fulano chamado Philippe Meste e criou uma instalação artística vinda diretamente do quarto círculo do Inferno, o círculo dos onanistas: um tanque refrigerado com MIL LITROS DE ESPERMA!
(O horror, o horror!)
Isso, ave, isso dá pesadelos e abala todos os sentidos, desde o visual até o olfativo. Nem o cubo de Hellraiser consegue ser tão grotesco!

Ele aceita doações de esperma pra completar o montante, além de criar um plano de venda de ações (isso mesmo, ações!) da obra que irão retornar como investimento depois dele VENDER esse cubo esporrento! Basta ir no site oficial do cubo de esperma. Pior que o cara que cria isso, deve ser o cara que COMPRA! E pra variar, não vai ser barato! Imagina a mão de obra pra cuidar disso? Vai que essa porra quebra?
(Não basta apreciar, tem que participar!)
Ele criou todo um racional de marketing em cima desse projeto. Tem opções de doação, carteirinhas de doadores, press release na mídia. E pensar que, por outro lado, tem gente que faz coisas lindas e maravilhosas, mas tá passando fome.
Por isso que eu digo, saber vender é fundamental, não importa seu produto. Até mesmo esperma pode ser lucrável.
(é a primeira carteirinha de punheteiro artístico do mundo)
Se é arte pra chocar, tá valendo qualquer coisa. Se eu fazer uma exposição das fotos das minhas tias velhas de pernas abertas também vou chocar (e muito) as pessoas mais sensíveis, mas consigo uma obra de arte.

E depois dizem que ilustração NÃO é arte, tenham dó!

Agora com licença que eu vou ter pesadelos com esse cubo vazando e pingando no meio do salão.