Tem um carnet de croquis chorando sozinho por aí

Sei que pedir com jeito faz milagres, então…
carnet
Meu querido amigo ou amiga, se você encontrou um caderninho Moleskine pequeno, de capa preta, repleto de aquarelas que você viu nesse blog, com desenhos de Paris.. Esse caderno tem todas as aquarelinhas que fiz lá na França e tem um valor inestimável pra mim.

Eu o perdi em algum lugar entre o aeroporto de Guarulhos ou no banco traseiro do táxi. Já liguei pra companhia e pro motorista, mas nada.

Se você estiver em posse dele, mande uma mensagem aqui ou no telefone 11 9113 6698. Você terá minha eterna gratidão e algo mais.

Parece poesia, parece coincidência, parece que foi coisa do Glauco.

Muita coisa já foi falada sobre o Glauco, que não será o suficiente em quantidade ou qualidade para homenagear o sujeito, assim como alguns safados tentaram tirar proveito no pretexto de “prestar uma homenagem, muita indignação, muito palavreado verborrágico típico de conversa de táxi. Nada disso importa, nada disso vai trazer a Dona Marta com os peitos pra fora.

Então, vou postar algo meio diferente, algo curioso e ao mesmo tempo arrepioso, postado lá no fórum da SIB pelo Orlando Pedroso.

A edição de sábado da Folha de São Paulo, em memória ao Glauco, saiu com todos os espaços de charges e quadrinhos em branco. Uma edição pra guardar, bastante tocante, mostrando o vazio que o maluco deixou.

Na Ilustrada. na última página, tem os costumeiros artigos e anúncios mequetrefes, meio tijolinhos, misturado a cartazes de teatro e shows. Essa era imagem da última página da Ilustrada (desculpa pela qualidade da foto, foi tirada de um iPhone):
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E eis que, na página de trás, estão os quadrinhos. Olhando contra a luz, justo no espaçø que seria do Glauco, e bem no espaço que seria o último quadro de seu quadrinho…
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O coração do anúncio anterior encaixado exatamente nesse espaço.

Nada de místico, ou esotérico, apenas uma coincidência. Que arrepia. Não acredito que tenha sido intencional da Folha, até por que esses espaços são definidos com um tempo de antecedência, mas também não importa.

Mas que é uma coisa bonita de pensar, ah, isso é. É gostoso pensar foi uma maneiro do Glauco dizer “tchau”.

Copiando sem querer, plagiando sem saber

mONAEngana-se quem pensa que a principal parte do corpo de um ilustrador sejam as mãos ou os olhos. Ou a bunda, porque é nela onde ficamos sentados a maior parte da nossa vida fazendo desenhos. Se você for colocar alguma parte do seu corpo no seguro, como fizeram algumas moças que usavam as nádegas pra ganhar a vida sem invasão naquele lugar onde não bate sol, eleja o cérebro como o órgão preferido. Sem ele, não se faz nada. Vivo no temor de receber uma visita no futuro de um dos participantes do trio Parada Dura – Mr. Parkinson, Mr. Hutchinson ou Mr. Alzheimer. O glaucoma, embora afete meus olhos, já está controlado, pra quem quiser saber.

Essa informação está na revista Mundo Estranho de março, vale a pena estendê-la nesse varal de ilustradores.

Vejam bem, antes de tudo, isso não é uma desculpa pra quem plagia coisas de forma mequetrefe e foradalei. Mas explica alguns lapsos criativos que todos nós, que trabalhamos com criação, podemos e vamos ter.

Muitas vezes bolamos um desenho, ou no caso de publicitários, criamos um anúncio onde, dias mais tarde, algum fulano mostra de onde você tirou a idéia. Espantado, juramos de pés juntos, de verdade e botando a mãe no meio da conversa, que nunca vimos o predecessor da sua idéia.

Ponham a culpa na CRIPTOAMNÉSIA!! É quando o célebro faz a gente acreditar que nós fomos os verdadeiros pais daquela idéia maravilhosa, mesmo sem ter sido. A explicação é que a memória humana retém a informação mas não retém a origem dela. Ou seja, tem vezes onde é impossível lembrar onde ela viu a idéia original, mas se lembra dela, e essa lembrança faz parecer uma epifania criativa, quando na verdade estamos copiando algo que já existe. Tem horas que só uma desculpinha e um café na padaria resolve. Mas quando você está criando um personagem de dezenas de milhares de dinheiros, meu rapaz, isso é motivo de enfiar a cabeça dentro de um formigueiro de vergonha, além das complicações de um real processo de plágio.

Segundo a revista, quem é criptoamnésico tem mais chances de fazer a barbada se o autor do original for do mesmo sexo.

Para o ilustrador que já tem tudo

Por que existem terremotos e lápis de R$23 mil?

Informação que eu vi no UOL, a Faber Castell vende lápis que vão de R$230, a versão mais “barata”, a R$23 mil, a mais cara, feita com ouro branco e diamantes. Já vem com apontador e borracha acoplados, nossa. Presente ideal para aquele ilustrador que não sabe mais onde gastar o dinheiro, daquele que pode contratar a Beyoncé pra cantar em seu quarto de camisola duas vezes, ou seja, tirando Hugh Hefner, nenhum.
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A boa notícia é que um lápis de R$23 mil não faz o cara melhor desenhista. Pra quê, pra fazer o homem-palito mais caro do mundo?

Casa nova em breve

Se eu tivesse uma bola de cristal eu jamais faria o blog que veio de presente da Locaweb.
Belo presente. Agora eles descontinuaram o serviço e ninguém consegue resolver o problema da dificuldade de acesso que acontece de dia. O blog não é tão acessado assim que congestione o sistema. Imagine se um dia meu blog for mencionado no Drawn?

Por isso mesmo estou migrando para outro blog mais estável. Vai levar alguns dias até montar tudo, até lá agradeço a paciência pra fila de banheiro lotado que esse problema causa durante o dia.

As melhores coisas da vida são de graça, pensou o empresário com muita ambição no sangue e nenhuma moral no coração

Harlam Elison é um grande escritor de ficção científica. Lembro de algumas histórias que ele escreveu para a finada Kripta, e depois ele seguiu carreira escrevendo livros e roteiros para cinema e TV. Ou seja, o cara é profissional. Sendo profissional, entende-se que ele ganha dinheiro com o que escreve. Ou não.

O incansável Montalvo teve a preciosidade de legendar um filme onde Ellison reclama das (grandes) corporações que pedem para que ele escreva de graça em troca de divulgação (som de risadas de sitcom) (clica aqui, o filme não dá pra colocar direto no post). Ele, puto como o Alborghetti – e com razão, propriedade e direito de cuspe – reclama além dessa atitude sugassangue a postura com que, não conseguindo o intento de ter um trabalho a custo de buraco de queijo, jogam essa proposta para escritores novatos que, em busca de fama e fortuna aceitam trabalhar de graça. E isso mata como inseticida o mercado, os valores dos trabalhos caem como suicidas pulando da ponte.

Troque o escritor pelo ilustrador e verás que essas pragas (o cara que pede de graça e o sujeito afoito que aceita) são piores que as pragas do Egito, pois são universais.

Já escrevi um post megavisto sobre “Por que não ilustrar de graça”, também vale como complemento vitamínico.

O horror, o horror!

Um trabalho anal

Um amigo que quer permancer anônimo me mandou essa imagem de uma lâmina de bandeja feita por um concorrente do meu cliente e parece que foi realmente distribuida nas lojas de Amsterdam – por pouco tempo, pelo visto. Uma cebola sendo violada analmente por um pepino. Nem Hieronymus Bosch pensaria nisso.
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Embora em Amsterdan tudo seja mais liberado, é uma lição a ser aprendida: ânus e comida não combinam.

A ilustradora que virou sem teto

Uia, uma das coisas legais do Twitter é que tem um monte de mensaginhas muito boas sobre ilustração (ao lado de relatos to tipo “acabei de peidar, e foi silencioso e assassino”, não duvido que tenha indivíduos que já tenham postado algo no Twitter sentado numa privada soltando seus excretas).

O genial e orgulhosamente gay Luc La Tulippe, que ilustra rapazes, monstros e garotas incrivelmente bem humoradas e estilosas, postou o caso de uma ilustradora que não tem mais lugar pra morar. Lá no Canadá.

Annie Wilkinson tem um trabalho fofo e delicadíssimo como namorada virgem. É mãe de dois filhos e em breve terá que dormir sob o cobertor de estrelas.

Parece que o dono do apartamento onde ela vivia toda pimpona e feliz com a família morreu e não deixou testamento. E sabe-se lá os trâmites burocráticos canadenses, ela tem que escafeder-se do seu postumamente chamado lar em breve. A história toda, em english, está aqui.

Design gráfico e assalto à mão armada, ou símbolos para saber se sua casa dá mole pra bandido

Há algum tempo, quando postei sobre símbolos gráficos usados por pedófilos (cuspe, cuspe), o Alarcão havia comentado sobre símbolos que eram pichados no Rio de Janeiro como forma de aviso para outros malandros assaltarem a morada. Nessas, fiquei curioso e imaginando como seriam esses símbolos.

E eis que encontrei no UOL essa imagem. Hiro, o alarmista, ataca novamente e diz: “Tenha medo, tenha muito medo”, nhá! (pode clicar na imagem pra ela aumentar).
Mais uma vez o mal encontra o design gráfico. Encontrou um símbolo desses na sua casa? Fique à vontade pra ficar paranóico.

Por via das dúvidas, melhor passar um esfregão naquele picho apareceu no portão na madrugada de sábado.

O orgulho do semianalfabeto criado por decreto

A nova reforma ortográfica já entrou em vigor e oficialmente somos todos semianalfabetos, com exceção dos desprovidos de bainha de mielina no cérebro que só falam miguxo na internet, pois estes já eram semianalfabetos por opção puberiana.
Como eu também escrevo as toalhinhas de bandeja, além de desenhar, isso é um fato que incomoda, pois a sensação de estar fazendo algo errado assombra feito a loira do banheiro a cada linha que escrevo. Pelo menos existem os revisores, que de uma hora para outra se tornaram profissionais tão requisitados como motoristas de táxi em dia de chuva.
Mas não tem revisor pra este blog, então vai errado mesmo.

O problema, meus queridos, é que descobri que cachorro velho não aprende truque, e a questão da reforma ortográfica não é simplesmente “entender” as novas regras.

Tem uma questão estética. Coisa de design mesmo.

Olhem só essa imagem cândida, que eu gastei cinco minutos da minha vida que não voltam mais pra montar.
Isso é como eu entendo a ortografia normalmente, pelo menos até alguns meses atrás.:

E essa imagem abaixo, caros compatriotas confusos, é a maneira como enxergo as palavras com a nova reforma ortográfica:

Que dilema!

Ao mesmo passo que escrevo errado porque meu cérebro já se acostumou com a acentuação, se eu escrever correto com a nova reforma, esse mesmo cérebro pulsante vai dizer que “tem alguma coisa errado, tá faltando alguma coisa”.

Escrevo certo achando que está errado ou continuo escrevendo errado acreditando que está correto? Não importa, de qualquer forma seremos semianalfabetos. Ou errando escrevendo da maneira antiga ou com sua cabeça entrando em parafuso escrevendo correto.

Pelo menos os japoneses, poloneses, americanos e mais da metade do mundo saiu da clandestinidade alfabética, pois o W, K e o Y agora retornaram para a família das letras oficiais. Ou seja, meu sobrenome Kawahara, que possui duas letras fora-da-lei, podia ser considerado um sobrenome terrorista para a câmara de gás das letras (e New York então, seria o Bin Laden da ortografia, por isso aqui virou “Nova Iorque”?) . Foi o divino que não deixou que o tabelião decretasse meu sobrenome como CAUARRARA.

Fazer, refazer, desfazer para fazer de novo só dá merda.

Michael Jackson fez 50 anos há pouco tempo, e a cada ano ele deve ter mais vontade de voltar a ser criança ou de voltar no tempo pra desfazer o acidente de carro que virou seu rosto.

Essa imagem é como seria o Michael Jackson se ele tivesse seguido o plano original. Pelos poderes do Photoshop, até que ele seria um tipo simpático e bem-apessoado, quase a ser um Morgan Freeman da vida, daqueles sujeitos que dão vontade de pagar um café pra bater um papo furado.

O que tem a ver Michael Jackson com ilustração? Na verdade nada, tirando a desculpa tosca do uso do Photoshop. Mas tem a ver com publicidade e como anda a situação corda-bamba entre cliente e agência. Ilustradores que trabalham para o mercado publicitário, como eu, sabem que a cada dia que passa as pessoas, em ambos os lados da tabela, ficam mais politicamente corretas, mais burocratizadas e por que não, mas burras.

Esse filminho já conhecia há algum tempo, mas acho que muita gente não conhece:

Pode parecer exagerado, e é, mas o triste é que era MENOS exagerado há alguns anos atrás, e hoje vai ser ainda menos exagerado comparando daqui a dois ou três anos.

Agora, troque a placa “STOP” pelo rosto original do Michael Jackson, onde o próprio Michael Jackson é o cliente e o médico é o atendimento.

Tchamtcham.

Língua nervosa para o dia dos namorados

Curiosidadezinha que dificilmente entrará em uma lâmina de bandeja do McDonald’s, então pra não desperdiçá-la, eis que a transformo em dica para o Dia dos Namorados. Esse desenho do camaleão jamais passaria pelos fiéis advogados que cuida do portão de segurança das toalhinhas.

Caros pombinhos, saibam que a língua é o único órgão com músculos voluntários (que são aqueles que você controla, ao contrário dos involuntários como o coração e o diafragma), que NÃO entra em fadiga.

Ou seja, ao contrário das batatas da perna dos jogadores de futebol, dos bíceps dos alpinistas e dos glúteos dos ilustradores, a língua jamais se cansa. Não forma ácido lático, não tem cãimbra e nem nega fogo. Você pode ficar horas com ela em atividade que você ainda teria fôlego pra mais uma rodada de sabe-se-lá-o-quê que pode ser feito com a língua. O queixo pode até travar, mas a língua não.

Nenhuma desculpa de namorado cansado e estressado será permitida neste dia tão romântico e tão comercial ao mesmo tempo.

Lápis lovers

Meu xará e alter-ego britânico Hiro Kozaka enviou há algum tempo um filminho que mostra como se fazem os lápis Staedtler, um dos mais bacanas e carinhos pra se desenhar. Não que o tipo de lápis vá fazer de você pior ou melhor desenhista, tem gente que faz obras de arte com um pedaço de pão queimado, outros só conseguem fazer Sudoku com uma Staedtler.

O filminho é uma espécie de “Como é Possível” mais chato, mas didático. Ao contrário do que eu imaginava, as durezas dos grafites são conseguidas através de misturas com argilas, e não fritos em óleo mineral, como em outros lapis menos afortunados.

Menos afortunados, mas todos amados pelo professor Bob Truby. Professor e colecionador de lápis, ele catalogou e fotografou toda sua coleção de magrinhas e as colocou em um site, no mínimo curioso. São centenas de marcas de lápis do mundo inteiro. Por ter saído no blog Drawn há uns dias, o tráfego pode estar um pouco congestionado.

Habacuc, vai procurar um cachorro do seu tamanho.

Não temam, amantes dos canitos. Essa unidade cinófila (vulgo cão) não foi marombado de maneira impiedosa por um dublê de lutador de jiu-jitsu microcéfalo. Tampouco foi manipulado digitalmente no Photoshop.

É uma anomalia cromossômica, uma mutação, que faz com que o cachorro ganhe massa muscular muito mais rápido e intensamente do que um cachorro comum. Saiu na Scientific American, então não deve ser mentira, ora pois. Perfeito para se estudar anatomia canina, o modelo vivo do supercão pra desenhar.

Kripto, o supercão, é pincher perto disso.

Dá pro Habacuc amarrar na exposição dele.

E pra relaxar um pouco, voltando ao tema anal canino, um singelo aparato para avisar o habitante interno da moradia feito com a parte posterior de um canídeo.

Em outras palavras, uma campainha-cuzinho canino.

Aprenda a desenhar e seja rico e feliz

Houve uma época em que não existia Coca Light, nem celular, nem TV a cabo, mas se tomava Grapette, fazia amigos pelo Pen Pal (aquele que você escrevia cartas mimosas para amiguinhas na Índia, Tailândia ou na Itália) e colocava-se um plástico colorido na frente da TV preto e branco pra “emular” uma TV colorida.

Esse anúncio que me enviaram é dessa época.
Era uma época em que quem quisesse fazer sucesso na vida e com as mulheres era só fazer um curso de desenho, alguns à distância como os do Instituto Universal Brasileiro, que anunciavam em todas as revistas Disney da época. Dava até a impressão que, se você se fizesse um curso de desenho, você se tornava mais bonito e mais musculoso.

Era uma época maravilhosa onde as editoras e as revistas pagavam muuuito bem pelas ilustrações.

Como as coisas mudam.

Polvo-cobertor

Quando você estiver sem inspiração pra desenhar, olhe pra natureza. De vez em quando surgem uns animais que nem na mente mais maconhada seria possível imaginar, quanto mais acreditar que sejam verdadeiros.

Já tinha lido sobre o polvo-véu (ou polvo cobertor, em inglês), do gênero Tremoctopus, na faculdade de Biologia, mas nunca tinha visto um até ontem. O jeitão até lembra o alienígena abissal no final de “O Segredo do Abismo”.

Tem até um vídeo no Youtube com o bicho em ação vindo de um programa ordinário japonês de auditório. A sensação de lavabo de boteco em programas de auditório, com algumas exceções, não tem pátria.

Com todas essas transparências, ele pede para ser aquarelado.

Beijing 2008

A gente aqui desce o pau na China sobre assuntos como pirataria, design ruim, inglês sofrível ou violação dos direitos humanos.
Mas faça-se justiça, isso é a parte ruim da China. Existem coisas boas que devem ser mencionadas, além do rolinho primavera e do traseiro da Chun Li.

Depois do logotipo das Olimpíadas de Londres de 2012 (que já estão dizendo que todo esse banzé foi uma estratégia viral pra divulgar a marca, e se foi mesmo, foi um dos piores marketings de guerrilha criados até agora), ficou faltando um tapinha nas costas do pessoal que criou o logotipo das Olimpíadas de 2008, de Beijing.

Ponto para a China, esse logotipo tem conceito baseado em algo sólido, no caso a cultura antiga chinesa, e não em “fish and chips” coloridos.

Toda a programação visual foi baseada em ideogramas arcaicos chineses, os primeiros ideogramas que existiram há mais de 3.000 anos.
Esses pictogramas são de tirar o boné, uma sacada muito bem feita. Quem entender um pouco de ideogramas vai perceber algumas “inversões” capciosas de símbolos, como esse pictograma de natação, onde eles usam o trigrama “fogo” no lugar do ideograma e trigrama “água”:

Esses ideogramas eram feitos talhados na pedra ou em madeira, não eram pintados, por isso a uniformidade dos traços. Depois eles foram evoluindo até chegar na versão conhecida até hoje, que deram origem aos ideogramas japoneses.

Essa tabela são ideogramas arcaicos chineses que eu fiz para meus estudos de filosofia da China antiga, são os ideogramas dos 64 hexagramas do I Ching, pra ver a semelhança com os pictogramas acima:

Outra peça digna de nota é a tocha olímpica. O design foi criado pela Lenovo, e se chama “Nuvem da Promessa”, puxando o design pros símbolos arcanos de nuvens (as nuvens são o lugar onde moram e escondem os dragões, que representam as forças que criam todas as coisas no mundo).
O design é até interessante, mas não deixa de ter um quê de um badulaque que você pode comprar em uma daquelas lojinhas da Liberdade que vendem balinhas de melão.

Segundo atômico

Novamente inspiração para desenhar monstros. Só que dessa vez esses são reais, e bem fatais.

Essas fotos foram tiradas por Harold Edgerton durante testes atômicos feitos nos EUA.
Cada uma delas foi tirada apenas a um milionésimo de segundo depois da bomba ser detonada. A quantidade de energia liberada é tão grande que parecem gigantescos monstros globóides. É terrível e ao mesmo tempo fascinante. E pensar que isso já foi jogado em cima de pessoas…



Meus avós vieram de Hiroshima antes da bomba acabar com a cidade. Se eles demorassem mais um pouquinho para virem ao Brasil não haveria ninguém pra escrever esse blog. Um arrepio sinistro passa pela minha espinha, brr!

Existe um filme muito interessante chamado “Trinity and Beyond”. Eu vi esse documentário há anos e ele só tem explosões desses testes atômicos, e as cenas impressionam, principalmente aquelas das bombas explodindo sobre o mar.

O autor, Peter Kuran, encontrou por acaso alguns rolos de filmes estragados com essas explosões em uma sala dentro de um departamento do governo americano. Ele recuperou as filmagens digitalmente e saiu à caça de outros filmes, compilando esse documentário.

Hiro unplugged

Primeiro tive problemas técnicos e hepáticos com a Sony, depois com a Adobe e agora com a Telefônica.
As megacorporações estão se virando contra mim, esse singelo ilustrador? Terei que me transformar em um socialista à revelia?

Um homem sem internet é como um homem sem um rim.

Estou com dificuldades de postar novos tópicos porque o meu Speedy foi pro saco e ninguém resolve nada. Por enquanto tenho que me contentar com a conexão discada, que cai de meia em meia hora.

Aliás, quem tiver o plano Turbo de 1 mega da Speedy e for oferecido um upgrade pra velocidade de 4 megas, tomem cuidado pra saber se sua linha ou seu modem agüentam o ajuste. Como não sabia que exisitia esse risco, aceitei na maior ingenuidade e catástrofe! Ninguém na Speedy sabe porque minha linha não tem conexão, não podem voltar pra velocidade anterior e pra piorar, seria melhor atendido na fila da sopa dos indigentes.

Liguei 11 vezes pro atendimento. O maior tempo que fiquei sem ficar bravo foi durante 8 minutos. O mais curto por 3 minutos.

Sete dias prum técnico ir até sua casa pra verificar a fiação. Pra quem depende de internet pra enviar arquivos como eu é o fim da picada. Não adianta chorar. Se chorar, desligam o telefone na sua cara.

No meio desse intercurso, o técnico liga duas vezes confirmando que amanhã vai estar na sua casa, mas por duas vezes ele nem dá as caras. É um desaforo, uma provocação!
Você reclama pra Telefônica, ninguém sabe quem é o técnico, se ele foi sequestrado ou virou transformista, qual é o status da sua vistoria e pra piorar, seu pedido volta pro final da fila. Há quatro dias discutindo como se discutisse valores de trabalho com um art buyer. Meu fígado virou torrada de tanto nervoso que passei.

Mas agora o problema é sério, pois sem internet eu não trabalho, conseqüentemente tenho prejuízo. Já sinto cheiro de advogado pra resolver esse problema.

Ô serviço bosta!

Logotipos made in China

Lá vou eu de novo com nossos amigos chineses dando pérolas (falsificadas) do design misturadas com comédia.
As imagens falam por si…..

Isso já não é mais plágio, é provocação.

Quem tiver uma foto do tênis “Mike” (é sério) mande pra mim que eu coloco aqui.


Nem pra criar um nome legível eles se dão o trabalho. É como aquelas mensagens de spams que vem como remetente ” from hk8ey346″.

Esse é outro que tem um primo mais divertido. Já vi em Camelot um fone de ouvido da marca “Insony” e outra da marca “Somy”.

O material é tão vasto que dá pra fazer um blog só com essas marcas-zumbis.

China de novo: dessa vez é pessoal

Mais uma vez a China.

Quando você pensava que já tinha visto o pior da maior violação dos direitos autorais em larga escala, ou a clonagem de animais à base de brocha e tinta, ou ficar indignado vendo gritos de histeria de idiotas vendo tigres famintos detonarem bois vivos num pseudo-safari(é revoltante), eis que agora o alvo dos piratas amarelos e a Turma da Mônica!

Foi o Felipe que postou essa pérola negra nos comentários, que está no Loto Azul.
O local do crime dessa vez é a Muralha da China!

Parece até uma visão “Galeria Pagé” do Dali! Uma Mônica sem um braço e usando máscara, um Cebolinha sem camisa, peixes-aves circundando o casal deformado saindo da casa de doces da Maria e Joãozinho ao lado de um Dunga subnutrido!!! Ilustradores, tenham medo, tenham muito medo! O bicho-papão vai pegar seus trabalhos e ele fala “xei xei”.

Chama o Maurício!

Depois reclamam que eu pego no pé deles! Temcupaeu se eles se superam cada vez mais? Daqui a pouco eles vão piratear os próprios chineses. Peraí, já estão fazendo isso….

A Arte de Vomitar

É possível encontrar inspiração em qualquer lugar, inclusive em sacos de vômito.
Nunca passei pela experiência de vomitar em um avião com um ou dois estranhos ao lado, nessa intimidade forçada de compartilhar alguns dos fluidos e gases mais íntimos de uma pessoa (e fazer jogo de adivinhação do tipo “putz, o cara comeu quiche de queijo” só pelo cheiro?), tampouco nunca vi ninguém fazendo uso desse peculiar recurso ao meu lado. Um dia essa sorte acaba.

Michael D. Cooper é um professor da universidade da Califórnia que coleciona esses sacos de vômito. No site pessoal ele disponibiliza o acervo de anos e anos viajando de avião.
Embora seja um trabalho sujo, os sacos de vômito são uma mídia interessante, que dá pra fazer algo mais do que uma cor chapada com o logotipo da empresa. Quem sabe colocar charges ou tirinhas pra quebrar o gelo pós-Hugo? O fato é que saco de vômito é uma peça que você não coloca no portfólio.

A grande maioria é sem graça, mas existem outros um tanto prosaicos:

Esse é da African Airlines. Muito instrutivo.

Esse é da Thai Airlines. Bonito pra um saco de vômito.

Esse é fashion pracaray da Lufthansa. Eu teria prazer em vomitar nesse saco.

Esse saco de pão é da Santorillos Ferryboat. Pontos de cola dissolvíveis em saliva, desastre à vista.

E isso é o fino, o Oscar dos sacos de vômito. Além de uma direção de arte feita num banheiro de rodoviária, ele é também um saquinho pra você mandar revelar seus filmes caso não tenha vomitado dentro. Que bela sacada de marketing. Ainda bem que hoje existem as câmeras digitais.

E pra finalizar, uma homenagem àquelas moçoilas corajosas que tem como missão pegar seu saco de vômito cheio, morno e fedogoso com um sorriso largo no rosto, como quem pega uma lancheira esquecida por uma criança serelepe.
É uma historinha maravilhosa feita por Jen Wang intitulada “A Dança da Comissária de Bordo“. O nome já diz tudo, Jen Wang rocks!





Codex Gigas, a Bíblia do Diabo e Hellraiser

Diz a lenda que no começo do século 13, um monge fora castigado e confinado em uma torre pra escrever um livro sobre o Velho Testamento e que ele terminou ilustrou e escreveu inteirinho em uma noite com a ajuda do diabo.

Codex Gigas, que em latim significa “Livro Gigante”, pois mede 89,5cmx49cm e pesa 75 quilos) também é chamado de “A Bíblia do Diabo” por causa da lenda acima e por causa dessa ilustração que o monge enfastigado fez em uma de suas páginas:

Hoje o livro se encontra na Suécia.
Não é um livro maligno nem é sobre magia negra, talvez o monge tenha desenhado o diabo porque teve um dia ruim ou acordou com o ovo esquerdo, fora isso ele é só um manuscrito enorme sobre o Velho Testamento. Mas sempre paira um ar misterioso e hermético nesses livros feitos na idade média, quem leu ‘O Nome da Rosa” de Umberto Eco sabe que clima é esse.

Nessa época, os ilustradores desses livros eram os próprios abades, que escreviam letra por letra, criavam as iluminuras e diagramavam o livro. Era trabalho pracaray, e o pagamento era uma benção divina. Se a vida de ilustrador hoje é difícil, antigamente era mil vezes pior, tendo Deus como diretor de arte e o abade superior como art buyer.
Aí Gutemberg chegou com a prensa, e todo mundo nas torres monásticas perdeu o emprego. Todos voltaram para os prazeres terrenos menos enclausurados, como orar o dia inteiro e plantar alface.

Falando em monges, mistérios e artes negras, quem curtiu o podreira Hellraiser vai lembrar do “Pinhead” e outros tipos bizarros. O livro de Clive Barker é bem mais claustrofóbico (aliás, quase todos são), mas o filme acerta no visual do pessoal gótico do fundão. O primeiro e o segundo são show de bola, os outros é material pro gato jogar terra em cima.

No filme eles são uma raça chamada “Cenobitas” e vivem num inferno muito fashion.

Na vida real, cenobitas são um gênero de monges que vivem isolados em comunidades, seguindo regras rígidas ditadas por um abade.

As outros gêneros são os Eremitas, que vivem isolados e sozinhos (daí que veio o nome que a gente dá praquele tio que não sai de casa nem pra festa de Natal); os monges Giróvagos, que são os ciganos da fé, pulam de mosteiro em mosteiro e os Sarabaítas, que o pessoal não vê com bons olhos e não são convidados pro amigo secreto, pois não possuem regras, nem abades e dizem que mentem pra Ele. Até entre eles existem os anarquistas, graças a Deus.

Até um tempo atrás eu acreditava na história de que diziam que cenobitas eram monges que viviam isolados e se auto-mutilavam, buscando purificação através da dor. Isso tá mais pro Sarabaítas. Mas é um nome que não impõe respeito prum diabo (nós somos Sarabaítas, viemos te buscar) , então jogaram a culpa no que tem o nome mais mofento.

Agora se você sonha em um dia entrar pra essa turma emo da pesada e sua vida é uma merda, aí vai um cubo da “Configuração dos Lamentos” pra você montar e ficar passando a mão o dia inteiro, na esperança disso abrir e sua vida ganhar uma nova perspectiva:

Separadas no nascimento

Marjani Satrapi, a bela morena autora de Persépolis, tem uma irmã gêmea famosa e faminta:

A da direita é a Nigella Lawson, que tem um programa de culinária na GNT. Ela é famosa e voluptosa por colocar de volta na sopa a colher que ela deu uma bocada, tomar suco de laranja direto na garrafa e guardar depois na geladeira ou recolher restos de vinho dos copos dos convidados de volta pra garrafa. E come com gosto. Coisa de homem. Um dia eu faço o pernil com Coca-Cola que ela mostrou no programa. Nojento e maravilhoso ao mesmo tempo.

Acho que Marjani mandaria uma Fatwa contra mim se visse ser comparada com Nigella.

Vergonha, teu nome é Pau!

Há um tempo atrás, quando fiz essas lâminas sobre origem dos nomes, eu queria fazer um box ao lado com uma coleção de nomes bizarros que os cartórios colecionaram durante anos.

Nomes próprios como Um Dois Três de Oliveira Quatro, Bocetina, Silvesteristalone, Áscaris, Agrícola Beterraba, Oliúde (em homenagem ao cigarro ou à capital do cinema), Domícila ou sobrenomes de famílias inteiras como Cachorrosky, Batman, Frescura e Barroso Feio existiram ou existem de verdade. Imaginar o que se passa na cabeça de um pai ao dar esses nomes ao filho deve ser uma diversão pra psicólogo ou sociólogo. No caso de reprodução malfeita de nomes de astros, é uma projeção dos dotes do mesmo para o filho, fora o desejo de sucesso e dinheiro saindo pelo ralo no futuro. Nos outros nomes, é caso de perder esperança na humanidade.

Obviamente o departamento jurídico mandou vaporizar a idéia.

Recebi isso por e-mail, e fico imaginando se isso não é montagem ou pegadinha.
Se não for, o desembargador que fez esse texto tava de sacanagem. Literalmente sacanagem.

A última da Disneylândia pirata

Começou a ficar realmente divertido ler sobre o parque Shjingshan, a Disneylândia pirata.

Já não bastava eles “homenagearem” toda gama possível de personagens infantis na maior cara-de-pau e defecância pra cima da propriedade autoral dos donos dos mesmos, agora ela parte pra outra hilariante conquista: clonagem de animais pirata!

Saiu no blog Japan Probe, que tem se tornado vigia constante dos ataques ao bom gosto e direitos autorais que esse parque comete.

Usando a linguagem dos camelôs (onde você compra jogos de Playstation alternativos), eles oferecem passeios em zebras alternativas!! Ou backups de zebras!! Como diria José Simão, hahahaha!

Não é tosco? Pegaram um pôneizinho e pintaram o coitado com listas com o esmero de um amante recolhendo as roupas quando o marido chega em casa.
Questionada pela TV japonesa, a responsável pelo departamento de clonagem pirata afirmou que homens, cavalos, gatos, tudo são zebras!!!! E que aquele cavalinho na verdade era um tipo específico de zebra!!

Pra quem esqueceu como é uma zebra autêntica, aí vai a referência.

Tem um lado bom: pelo menos não vão ter que pagar direitos autorais pra zebra.

Esse parque é o arquétipo do “Império do Mal trapalhão”, como o império do vilão da Betty Atômica, da lanchonete do Plâncton, do Bob Esponja ou daquele vilão que esqueci o nome dos Brasinhas do Espaço, pra quem se lembra. Cada idéia mais esdrúxula que outra, com o agravante de cometerem um crime.

Pra terminar esse post com um sorriso off-tópic, um caso que também envolve bichinhos chineses, mas esses são de verdade.
Acho que muita gente já viu, mas eu mijo de dar risada. Fica mais engraçada a cada vez que assisto. É curtinho, tem só 16 segundos.

O diabo cobra ingresso

Ainda sou do tempo em que a cidade parava quando o circo chegava. E também bastavam uns dois dias para começar a rolar boatos de crianças que desapareciam pra servir de comida pra leões. Ou era uma estratégia diabolicamente montada pelas nossas mães pra não ficar brincando na rua até tarde.

Quem tem mais de 40 reconhece o som do nome “Orlando Orfei”. Hoje, quem tem menos 20 só viu circo em filmes ou acha que qualquer coisa inferior do que o Cirque du Soleil não presta.

Nesse site tem uma pequena coleção de cartazes de circo do século 19. A grande maioria é anunciando ilusionistas, o crème de la crème das atrações.


Clima total de “The Illusionist” e “The Prestige”. Era natural que ilusionistas fossem relacionados com espíritos e demônios naquela época, e quanto mais funesto e com o rabo preso com o mofento, melhor era o mágico.

Curiosidade que foi cortada nas toalhinhas de bandeja:
A palavra mágica “Abracadabra” pode ter duas origem: Uma aramaica, vindo da palavra “Avra Kedabra”, que significa “Criar as coisas do jeito que falo” ou uma origem hebraica mais hardcore, vindo da palavra “ha-brachah dever”, que significa “benção do pestilento (vulgo coisa-ruim)”.

Mudando para o Brasil do século 20, eu me lembro dessa ilustração maravilhosa que o Gilberto Marchi fez para o Circo Garcia, com o estádio do Ibirapuera ao fundo (e curiosamente, esse estádio foi a primeira coisa que eu vi em São Paulo quando era criança, pois meus tios me levavam pra ver Holiday On Ice nesse lugar):

Gilberto Marchi tem um trabalho fantástico com guache (e acho que acrílico também, mas não estou certo). E agora ele se rendeu ao mundo dos blogs, dando chance pra essa moçada que adora Photo-Shopping conecer um pouco mais do seu trabalho.

Fadinhas Mortinhas e o Pintor Assassino

Fadas costumam ser relacionadas com coisas de meninas, como tesourinhas sem ponta e cubinhos de açúcar coloridos. Para alguém amargo como eu, são como moscas que brilham no escuro, ou micro-adolescentes com asas procurando gastar os hormônios em orgias que cabem numa caixa de fósforo.

Por isso foi legar ver essa mistura de Sininho com C.S.I. (pois múmia de fada é coisa pra arrancar a alicate a infância de qualquer menininha):


São fotos tiradas deste site. E antes que algum desavisado ou alguém cuja vida está tão ruim que precisa acreditar em algo fora da Terra, isso é uma paródia, escrita num tom parecido com os textos de Charles Fort.

Existe um livro famosos com ilustrações aquareladas sobre fadas, chamado “Lady Cottington’s Fairy Album”, bem açucarado, de Brian Froud (Froud?).

Em contraponto, ele chamou Terry Jones, do grupo inglês Monty Pythom e criou um outro livro – esse sim mais divertido – chamado “Lady Cottington’s Pressed Fairy Book”. São fadinhas que foram prensadas em um livro enquanto voavam, soltando “creminho” pelos lados da mesma maneira quando você pisa numa barata.


Fraudes fotográficas e fadas andam de mãos dadas desde o século XIX. São famosas as fotos autenticadas pelo Sir Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes, de uma menina, Lady Cottingley, cercadas de fadinhas dançantes. Daí é a prova da evolução do homem, pelo menos no lado da percepção visual, porque é obvio que são recortes de papel. Se Photoshop fosse um gato, jogaria terra em cima dessas fotos, hoje em dia.

Na época dessa foto, na era Vitoriana, existia um glamour em relação às fadas. É comum vê-las em ilustrações desse período e em artes no estilo Art Noveau. Agora, o que eu não sabia é que existia uma relação íntima entre as fadas e os ideais vitorianos com fortes influências por filosoficas teosóficas e pela Maçonaria.

E um dos pintores de fadas vitorianos dessa época foi um sujeito com cara de poucos amigos chamados Richard Dadd.

Seu quadro mais famoso é Titania Sleeping:

Dadd era considerado um pintor mediano , mas foi um exímio assassino. Matou seu pai com uma navalha e esquartejou-o como um açougueiro. Na França tentou matar um turista, mas foi preso, em 1817.
Ele tinha uma lista das pessoas que deveriam morrer, o que o faz o primeiro pintor-quase-serial-killer da história.

Imagina se essa moda de fazer lista odiosa pega entre ilustradores?

Como ser feliz na Coréia do Norte

Não dá, não enquanto um sujeito com esse cabelo (e com o que tiver debaixo dele) continuar se achando o queridíssimo amabilíssimo poderosíssimo e belo líder da nação.


Como prova que cabeça de tirano comunista é tudo igual, é só comparar os pôsteres anti-USA norte-coreanos com os pôsteres da Revolução Cultural da China. Com a diferença que não tem o acabamento de matar dos chineses. Mas o ranço é o mesmo.



Ainda vamos ter as versões made in Venezuela desses pôsteres (também tem a Bolívia, mas do jeito que a coisa funciona lá, é capaz de serem os mesmos cartazes do Hugo Chavez).

Numa nação paupérrima onde o governo gasta a maior parte do seu orçamento em questões militares e o resto em xampú e condicionador vagabundo, só quem é soldado é quem pode ter uma perspectiva de vida melhor do que o resto da população. Pulem de alegria, companheiros de armas!

Para aqueles que acham que a coisa não é tão ruim assim e que dá pra ser feliz sim vivendo na Coréia do Norte, então essa camiseta foi feita pra você:

Picasso

Pablo Picasso era tão pobre, mas tão pobre, que no começo da sua carreira ele se aquecia no inverno queimando seus rascunhos e desenhos.

Ele era tão pobre, tão pobre, que quando ele foi morar em Paris, ele revezava a mesma cama em seu quartinho/banheiro/cozinha/estúdio com o poeta Max Jacob. De dia Picasso dormia na cama enquanto Jacob trabalhava, e vice-versa. Ô dureza.

Em compensação, quando ele morreu em 1973, ele deixou um acervo na França de 1.876 pinturas, 1.355 esculturas, 2.880 cerâmicas, mais de 11.000 desenhos e rabiscos (acho que nem tudo era dele, não é possível que seja), um patrimôno de mais de U$250 milhões.

E Van Gogh só vendeu um quadro enquanto estava vivo.

Então meu caro desenhista, que vive dizendo que é incompreendido como Van Gogh, que só foi reconhecido depois de morto, ou de Einstein, que era sofrível na escola, pare de arranjar desculpas e comece a querer ser que nem Picasso, que além de bom negociante era craque com as mulheres.