Desenhando uma canção enquanto ela é cantada

[img:linhalinha.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Essa dica foi dada pelo pai da campanha da ShowOff que teve os trabalhos do Scott C., Marcelo Lourenço.

De vez em quando ele acerta, é uma dica que impressiona. Na minha sacripanta ignorância, fiquei abobado com que o Flash pode fazer, é algo de arrepiar os mamilos. Viva a tecnologia, que nos traz Playstation 3 e filminhos pornôs no celular!

É meio difícil de descrever, tem que ir no site da cantora Labuat (é isso mesmo, não errei?) e experimentar. Você consegue tracejar livremente com o mouse (com o tablet é melhor ainda) enquanto a linha ganha vida de acordo com os timbres da música Pintando uma Canción (ou será que o nome da canção é “Soy tu aire”?) é algo de estalar o maxilar. E a música é boa mesmo, nota 10 pela alegoria e samba enredo. Como meus ancestrais decompostos diriam, o que faltam inventar?

Tem que instalar o plugin do Flash 10, mas ó, vale a pena.

Twitter me my friend

[img:ghosty.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Pra não me sentir um batráquio atrasado na evolução digital, resolvi largar de vez o Orkut, lar de trolls e she-men a granel, e entrei pro Twitter. Achei ótimo porque só dá pra escrever umas duas linhas, então acho que não dá pra perder muito tempo nisso.

Quem quiser colocar este ser no roll do Twitter, seja feita sua vontade, não sei ainda como funciona o esquema de convite, mas vá lá, o username é Hirokawara e a página de lá é

http://twitter.com/Hirokawahara

Abraços fraternais e telegráficos num futuro não muito distante para quem twittar comigo.

Bota a Cintiq pra dormir

Desde que comprei a Cintiq 21UX, achei que tinha adquirido a coisa mais megaboga pra um ilustrador.

Porém, uma das coisas que me incomodavam, e não só a mim, mas a quase todos proprietários desse carro em forma de tablet, é que seu Mac simplesmente não entrava no modo sleep com ele. Ele fisgava um soninho, mas em seguida algo na Cintiq fazia ele acordar.

Diversas pessoas mandaram mensagens perguntando como isso podia ser resolvido, e eu impotentemente dizia “não sei”…até hoje!

Eis que limpando a Cintiq com um paninho macio como barriga de coelho, acionei sem querer os botões de ajuste traseiros….e eureka, descobri como fazer esse trambolho dormir!

Basta clicar nessa opção, disposta em um lugar muito funesto, e sua Cintq irá repousar o sono do guerreiro.

O absurdo é que essa informação NÃO está no manual! E que lógica vinda de Kazukistão traz a opção “sleep” desligada de fábrica?

CS4 vem aí

[img:illustratorcs4.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Lacrimejam as contas bancárias. A Adobe anunciou ontem o lançamento da versão CS4 dos seus caros e produtivos programas que fazem coisas bonitas. Os micreiros já começaram a coçar as mãos para ter um exemplar beta ou alfa – é impressionante como eles se apegam à ferramenta sem nem conhecer de forma suficiente a versão anterior ou antes disso, talvez na vã esperança de ter nesta versão um botão pra fazer logotipos automaticamente ou um filtro pra aumentar o talento.
Eu pessoalmente só conheci UM sujeito que sabia mexer tudo de Photoshop, e ele trabalhava como manipulador de imagens na Burti, e também não era humano, pois eu o encontrava lá a qualquer hora do dia na mesma posição sentado, fosse uma da tarde, oito da manhã ou quatro da madrugada, e manipulava teclados e cliques de mouse com uma rapidez que parecia que estava tocando um piano. Pessoalmente, não sei porque e bate feliz, eu só uso a versão CS3 do Photoshop, enquanto o Illustrator só consigo trabalhar na versão CS2.

Enquanto os acepipes digitais não chegam, coisa pro final do ano, tem duas coisas que me chamaram a atenção nas novas versões, coisas que valem a pena gastar um dinheirinho – ou dinheirão – nesses upgrades.

No Illustrator, vai ser possível controlar as transparências das cores dos gradientes separadamente, coisa que faz uma falta danada quando tenho que simular brilho e luz em vetor.

E no Photoshop, além de pintar modelos 3D diretamente, o canvas pode agora ser rotacionado e desenhar de acordo com o melhor ângulo que seu punho pedir – coisa que o Painter já faz um tempão mas que fazia uma falta no Photoshop.
A fórmula do sucesso é fazer upgrades superultranecessários de forma homeopática.

Pra saber a intimidade de tudo que é novo, eis o link das entranhas o Photoshop e do Illustrator.

Kanjis para perder um tempo precioso que não volta mais

Outro joguinho maldito, daqueles que fazem você perder o prazo de entrega do arquivo, ao mesmo tempo que tenta se convencer de maneira vil que é pra aprender alguma coisa, qualquer que seja, desde como funciona o Flash desse treco, aprender kanjis japoneses ou estudar o design arcano desses ideogramas. Que seja. Bendita e maldita ao mesmo tempo seja a leitora Sayuri, que indicou esse joguinho (na verdade não é um joguinho, mas falta de palavra melhor as 5 da manhã vai essa mesma), que você pode usar dezenas de kanjis japoneses e algumas letras romanas para decompor da maneira que quiser e montar figuras. Tem uma interface bacanuda, mesmo sendo escrito em japonês, nada que um pouco de intuição e mediunidade não consigam superar.

Diabolicamente construido para perder tempo, pois as combinações são infinitas.

Rabisque uma alavanca que eu movo o mundo

Há algum tempo escrevi um post sobre um jogo que estava pra ser lançado e que parecia ser o camarão da empada para aqueles que curtem dar uma castigada no teclado com joguinhos na internet. O joguinho “Magic Pen” é simples, mas tão genial que você vicia ao ponto de querer mijar numa garrafinha pra não ter que sair do lugar. A meta do jogo é simples: empurrar uma bolinha vermelha até umas bandeirinhas, solucionando de que desenhos e que mecanismos dá pra fazer a bolinha chegar até lá.

A sacada é que você DESENHA as formas geométricas pra fazer a bolinha se movimentar, e como naquele desenho da Nickelodeon que esqueci o nome, o que você desenha ganha peso, cinética e eles caem, rolam, giram, fazendo valer a lei da física em traços feitos a crayon. Embora tenha um visual infantil, alguns quebra-cabeças realmente quebram cabeças de difíceis.

E o mejor, é de graça, igual comida de mãe. Que Playstation 3, o cacete.

É física e matemática pura, interativa e lúdica, o que para mim é a gordura da picanha (hum, terceira menção a comida, preciso lembrar de jantar). Aqueles que são portadores de um Tablet vão ficar lambendo os beiços e os crânios. Ele reage que é uma beleza numa canetinha digital.

O ilustrador do futuro terá que aprender física e matemática além de anatomia e perspectiva

Oquei, a Cintiq sozinha já é legal pra se trabalhar com ilustração, mas com o game Crayon Physics, que todo mundo tá comentando de tão bom, tão bom que dá até medo, ela vira o motivo que faltava pra considerar a prostituição uma opção digna pra se ganhar algum dinheiro extra. Depois disso é usar a carcaça do XBox 360 como vasilha de ração de cachorro.

O pessoal do MIT ainda engatinha nesse tipo de tecnologia, mas imagine as potencialidades disso se isso expandir além do game para aplicativos de desenho profissional? Tipo, um Adobe Illustrator onde você literalmente tem que dobrar os vetores na mão feito arame, salpicar padrões nas ilustrações como quem salpica sal na pipoca ou simplesmente pegar uma ilustração malfeita e quebrá-la em pedacitos? Hein?

Me sentiria feito um macaco na frente do Monolito Negro na frente de um joguinho desses, berrando de indignação porque não conseguiria entender como isso funciona e dando uma porrada com um fêmur no meu assistente como demonstração íntima de frustração.

Falando no Monolito Negro, morreu aos 90 anos Arthur C. Clarke, pai do Hal e escritor de toda a saga da Odisséia no Espaço, no Sri Lanka.

A primeira coisa que ele deve ter falado depois de morrer: “My God, it’s full of stars!”

Páta-Páta-Páta-Pún

O fato de não ter um Autorama quando criança fez com que eu desenvolvesse uma disfunção lúdica em relação a brinquedos eletrônicos. Tempo é algo que me falta, ao contrário do meu xará famoso, mas mesmo assim minha fixação por videogames continua. A penúltima aquisição, Burnout Paradise, um pegapracapá automotivo que vale cada centavo gasto, pois sempre há de se usar a imaginação para colocar aquele art buyer bilirrubento como seu rival de pneu.

Às vezes você se arrepende de ter investido alguns dinheiros suados em um filhote de elefante branco. O PSP da Sony foi um desses. Consolezinho miserável, só compensa até hoje por causa de um único jogo: Loco Roco. Felizmente, chegou mais um jogo, vindo direto dos meus traficantes do Japão, que limpou o SPC negativo do PSP.

Patapon é um jogo feito pra inspirar ilustradores e designers gráficos. Tem boa paternidade, afinal é do mesmo time que criou LocoRoco. Ele vicia, porque os gráficos, superhirpersimples que parecem ter sido feitos com um mouse num Adobe Illustrator (e talvez foram mesmo) somam com a música superbôndica (a musiquinha da propaganda do jogo é a mesma que rola no jogo). Você controla um bando de nativinhos gráficos tocando notas tribais que as criaturinhas ficam repetindo, matando um monte de monstros igualmente gráficos. Que Guitar Hero que nada.

Sempre o princípio do “menos é mais” fascina. Patapon não tem a tonelagem gráfica que Gears of Wars ou Halo, até parece que foi feito em Flash, mas é mais divertido que os dois juntos. O ruim é que você fica com Pata-Pata-Pún ecoando na cabeça por um bom tempo.

Vai sair na casa do Tio Sam no final de fevereiro.

Meu baldinho de Lego só tem pixels

Minha massa cerebral já anda recebendo visita dos dois tios gringos, Mr. Parkinson e Mr. Alzheimer. Encontrei essa dica em algum lugar que não anotei e não me lembro onde foi, também não lembro o que eu jantei ontem, se é que jantei, e nem lembro se fui ao banheiro atender o chamado da natureza.

Absolutamente não sou fã dessas Leguices que aparecem de vez em quando, como games do tipo “Lego Star Wars”, ou de instalações plásticas e vinílicas como “Cavaleiros que Dizem Ni de Lego”. Mas perdi duas horas da minha vida que não voltam mais brincando com esse programinha, o Lego Digital Designer. O que de início parece ser algo enfadonho e sem sal no final vira um pequeno vício virtual, já que, além dele funcionar como uma mistura de Lego, programa de 3D e Tetris, tem todas as peças possíveis, inclusive rodinhas e motorzinhos em todas as cores, coisa que um pobre garoto ganhando mesada miserável jamais pensaria em ter (sons de violinos tristes no fundo, relembrando os tempos em que eu não tinha dinheiro pra comprar brinquedinhos de montar, então tinha que brincar com tatuzinhos-bola de jardim). O programinha é gratis, ô coisa boa, disponível tanto pra Mac como pra Windows, democratizando o ócio digital.

Só pra constar, Lego é uma corruptela das palavras dinamarquesas “leg godt”, que traduzindo mais ou menos signfica “brinque bem” .

Halo em português

Aparvalhado pela maciça campanha mundial de lançamento de Halo 3, pra X-Box 360, comprei um pra ver se o cacife dele era tão bom assim. O jogo tem um visual apetitoso, a jogabilidade é meio assim-assim, mas a novidade é que ele é todo dublado em português. E antes que viesse um gosto amargo na boca, achando que seria uma bomba de igual efeito moral ao Jack Bauer falando tupiniquês, o que me fez desistir de acompanhar o resto do seriado pela TV, a dublagem é muito boa! Tem uns palavrões nível 1 (que dá pra falar na frente da mãe), como o soldado que ordena pro outro“Senta logo essa bunda aí”, e não dá pra deixar de rir dos monstrinhos-anões que ficam berrando “Uai” com sotaque mineiro a toda hora.

Ainda preciso aprender como entrar na X-Box Live aqui no Brasil.

I Love Livro

Uma vez eu li, não sei aonde, que quem tem um livro nunca fica sozinho. Mesmo o sujeito mais cagado, mais isolado, mais feio, sentado sozinho na única mesa com uma pessoa em um restaurante lotado de casais e grupos de amigos, se ele estiver com um livro ele se isola do mundo e fica em paz consigo mesmo, pelo menos por um tempinho.

Eu perdi o número de vezes que ia comer sozinho levando um livro ou uma revista como companhia. A partir dessa experiência, da leitura transformar uma refeição tristonha em um momento de intropecção e contentamento é que nasceu o conceito básico das toalhinhas de bandeja. Elas foram feitas para serem lidas em grupo, pra tirar o barato das informações, ou sozinho. E assim passa dez ou quinze minutos rapidinhos, não acontece a sensação de deprê de comer como um rejeitado e sai de lá com um pouco mais de informação.

Quer me fazer feliz, me dá cem reais e me deixe durante uma hora na Livraria Cultura. Ficar garimpando livros lá ou em sebos me faz um bem melhor do que duas horas de futebol entre peludos.

Duas dicas pra quem gosta tanto de livros que só falta fazer sexo com eles (alguém já ouviu aquela piada? Não se empresta carro, livro ou mulher. Porque quando e se eles voltam, voltam diferentes).

Para quem é tarado por capas, entre nesse site, o Book Covers. Existem milhares de capas de livros ali, todos americanos. De todos os estilos, gráficos e literários, com soberbos trabalhos de tipografia, fotografia, ilustração e direção de arte. Tantos livros, tão pouco tempo…

Agora, pra quem curte catalogar, cuidar e conservar livros e prefere vender o carro pra montar uma estante de livros digna dos seus tesouros de papel, tem uma opção virtual que, garanto, você perde horas preciosas da sua vida com isso. O Delicious Library é um programinha que é uma estante de livros virtual. Você digita o nome do livro e, como mágica de festa de criança, o livro aparece ali na estante! Ele puxa as informações da Amazon, com resenhas, isbn, o raio-x do livro. Tudo em ordem alfabética por título ou autor.

E não só faz catálogo de livros, mas também de DVDs, games e música. Playstation 3 vira peso pra segurar porta perto disso em termos de diversão.

Só para usuários de Macs.

Como enviar um elefante por e-mail?

Imagine a cena, que já deve ter acontecido com vários ilustradores: você fica se matando de trabalhar pra entregar um arquivo no meio da madrugada de sexta, e quando termina percebe que nem comprimindo com alicate ele fica com menos de 20 megas. A agência que encomendou seu trabalho é uma toupeira digital, o art buyer acha que “ftp” é palavrão e todo mundo quer o arquivo já, mas não tem idéia que o limite pra enviar por e-mail é de uns 8 megas. O desespero invade seu corpo, você grava um CD, pega um táxi às 4 da manhã e leva o trabalho pessoalmente na agência. Não é sonho nem pesadelo, já aconteceu comigo pelo menos duas vezes.

Tem duas maneiras de evitar esse apoquentamento:
Se você tem um site, pode criar uma área de ftp e mandar as indicações e senha pra criação ou o art buyer acessar seu site e recuperar os arquivos. Porém, não é raro disso acontecer, vão aparecer essas toupeiras digitais que não sabem como acessar uma área de ftp nem com um passo-a-passo, que é trabalho pra criação e eles não tem tempo nem de defecar.
Porém, essa dica é boa pra você, ilustrador atarefado, que precisa de vez em quando acessar arquivos à distância. Deixe modelos de contrato, de orçamento ou outras coisas úteis e necessárias nessa área que você pode acessá-los quando estiver fora do estúdio, não precisando correr feito um condenado pro estúdio pra mandar aquele orçamento até o final do dia que vai fazer com o gerente do banco não precise fazer algo feio com a sua conta no vermelho.

Outra dica é o programa Pando. Descobri ele através do Heinar, da revista Mac +. O Pando é um programinha maneiro que envia arquivos de até 1 giga. É de graça e funciona assim: você baixa o programa, que é bem leve, e ele funciona como um cliente ftp. Você digita o e-mail pra quem você quer mandar e insere os arquivos gigantes dentro dele e os envia.

Do outro lado, a mensagem que você enviou só tem um arquivinho merreca, bem pequeno, orientando ele a também baixar o programa e em seguida ele transfere os arquivos parrudos no HD do sujeito. Simples como pimpampum. A vantagem é que quase tudo fica no clique do e-mail, sendo assim à prova de preguiçosos e desconectados.

Taí, já descobriu como mandar aqueles filminhos de sacanagem praquele seu amigo solitário. Ou vice-versa.

A saga de comprar um Adobe CS3

Uma das coisas que compreendi nesses três anos trabalhando como autônomo foi respeitar a propriedade intelectual. A minha e dos outros.

Por diversos motivos sincronizados, resolvi comprar o novo Adobe CS3. Foi a primeira vez que eu comprei um produto da Adobe diretamente pela minha empresa (as outras versões foi o responsável pela parte de informática da agência que eu trabalhava que fez o trabalho sujo).

É caro pra bedéu, mas tem que considerar o seguinte: é ferramenta de trabalho, é através dele que você ganha seu pão e sua TV a cabo. Ferramenta de trabalho tem que ser tratada com respeito.
Pra evitar esse tipo de pensamento funesto, é só pensar em quanto tempo esse programa se paga. Com 5, 10, 20 trabalhos, uma hora ele se paga. Portanto, quanto mais consciência na hora de cobrar pelo trabalho, mais rápido ele se paga. Simples como dois mais dois.

Ou não?

O problema da Adobe, assim como da Apple, pode ser resumida nessa frase: Eu amos os produtos deles, mas eles não me amam.

Na minha parca ingenuidade, achei que comprar um Adobe CS3 seria como comprar um pacote de maizena. Eu pago, eles entregam.
Mas nananina. Comprar um CS3 é como abrir um crediário numa loja de móveis de Tupaciguara. Tem que enviar cadastro da sua firma, telefone, e-mail e referências bancárias! Açougue da esquina não vale.

A empresa que você contacta pra comprar o programa NÃO vende o programa, mas você descobre isso só mais tarde quando aparece uma encrenca. Todo o processo é feito por uma distribuidora, que é contactada pela loja, que repassa pro comprador. Aí já viu, tem a porcentagem de cada um.
Dá pra comprar direto da distribuidora pra ficar mais barato?

É óbvio que não!

Então a novela continua. Depois de enviar as informações, tem que esperar um mês pro produto ser entregue. Se nesse processo você quiser mudar alguma informação, como telefone de contato, o pedido é destruído e feito um novo. E você volta pro começo da fila.

Se você tiver uma empresa num endereço, mas quiser entregar em outro, por exemplo na sua casa, nem em seus piores pesadelos. Tem que chorar feito uma Joana D’Arc na fogueira pra que entreguem em outro endereço. Só conversando com o gerente da loja que NÃO vende o programa. Ai, ai.

Aí te ligam avisando que o programa chegou. Tem que ter alguém em casa senão já era. Parece até que eles vão entregar uma geladeira na sua casa, mas são só uma caixinha de programa e uns documentos, certo? Erraaadoo!

O portador vem e me entrega um envelope. No envelope estão os boletos com cifras alarmantes, a documentação e o protocolo de entrega.

Aí eu digo pro portador: “Cadê a caixa com os programas?”

“Não tem caixa”, responde ele exigindo o protocolo de entrega.

Não entrego o protocolo porque não recebi nada, ele fica uma arara e mando ele esperar até resolver a situação. Ele vai tomar um pingado na esquina e ligo pra loja que me vendeu o programa:

“Hiro, você não sabia? Não tem mais caixa de programa, agora é tudo por download. Se você quiser a caixa com manual físico demora mais um mês ou dois pra chegar”.

“Não, não sabia, ninguém me avisou”.

“Ah, mas todo mundo já sabe disso, é pra diminuir os custos”.

Fato número 2: Vieram duas notas e dois boletos. Um com o valor do uso do programa e outro, no valor de 160 reais pela mídia. Só isso já era caro, 160 reais por um punhado de DVDs, caixa e manual, mas tudo bem. Aí eu pergunto:

“Escuta, se é por download, por que eu tenho que pagar a mídia? É minha conexão de internet, vou usar meus DVDs pra gravar o programa e ainda tenho que pagar?”

E a resposta do vendedor:

“Hiro, esse preço da mídia é o preço que a Adobe cobra pra você entrar no hotsite, fazer o login e baixar o programa”.

!!!!!!!!!!!!!!!

Discussão de meia hora, chegando ao ponto de discutir a semântica da palavra “mídia”, o portador quase dormindo no portão de casa e no final ele argumenta:

“Não posso fazer nada, somos apenas revendedores. Se quiser questionar esse pagamento da mídia, só diretamente com a Adobe”.

Nesse ponto já havia dispensado o portador puto da vida porque havia perdido quase uma hora da vida dele na frente da minha casa.

Resolvi baixar o programa enquanto chorasse as pitangas na central da Adobe.

Mas cadê o e-mail com o link pra baixar o programa??

Ligo de novo pra loja, reclamo que eles não enviaram o link conforme instruções e eles duvidam da minha conversa.
Vasculho o e-mail de dez dias atrás, junto com centenas de mensagens da SIB e da Ilustrasite. Nada.

“Ô fulana, não veio mesmo! O que eu faço?”

E a resposta:

“Com certeza você jogou o e-mail fora achando que era spam. Agora só na Adobe, a gente é só revendedor!”

“Mas vocês podiam ter me avisado eu iria receber um e-mail da Adobe com as instruções.”

“Mas eu não disse isso pra você?”

“Não, já disse que não”.

E novamente: “Ah, mas devia saber. Todo mundo sabe, trabalhamos com grandes agências que sabem os procedimentos”.

Fui chamado de ignorante e insignificante sem nenhuma sutileza. Se fosse sensível estaria chorando de raiva.

“Tá, eu sou pequeno, sou ignorante, mas preciso que vocês resolvam esse problema. Como faço pra conseguir baixar o programa?”

“Agora só na Adobe”

“Putaquipariu!!”

E ligo na Adobe, 20 minutos esperando minha vez. Conto meu problema, eles mandam um novo e-mail, com as instruções. Relativamente fácil.

Recebo o e-mail, entro na página de download, refaço minha senha senão o processo não vai pra frente e leio as instruções.

São seis arquivos para download, ao total dão mais de 3 gigas de download.

O primeiro, e principal, de mais de 2 Gigas, levou 4 horas, mesmo com banda larga. No final deu um erro de transmissão e tive que começar tudo de novo!

“Putaquipariu!”

São uma da manhã, há 8 horas baixando o arquivo porque hoje, justo hoje, a internet tá lenta.

Amanhã de manhã vou ter os arquivos na minha máquina e de repente fico nervoso de novo porque esqueci de reclamar sobre a cobrança da mídia que não existe.

Sem caixa, sem manual, sem nada pra tocar, uma sensação estranha de ter comprado um pacote de ar. Tudo bem, é ecologicamente mais correto desse jeito, mas pô, avisa antes!

É uma desorganização tamanha que parece que o Pateta dirige a empresa.

Nessas horas entendo porque existe pirataria.

Em tempo, comprei o novo Painter há algumas semanas e foi paft-puft. Comprei na loja, paguei e levei. Numa caixinha preta bonitinha com um CD e manual mais do que físico dentro.

Espremedor de imagens 2.0

Boa notícia pra quem trabalha com imagens e tem que comprimir pra mandar por e-mail, ou só tem um chaveirinho de 256megas como HD de backup.
A Microsoft desenvolveu um novo formato de imagem chamado HD Photo ou Windows Media Photo, que garante uma compressão duas vezes maior que um arquivo JPG com melhor qualidade de imagem. Nhá!

Má notícia, como era de se esperar: parece que só vai abrir com aplicativos nativos da Microsoft.

Afinal, pra quê Photoshop? Quem é macho trata imagem no Word. E faz Monalisa no Paint.

Plug-ins de Illustrator poderosos

Quem é micreiro ama um plug-in de Photoshop. A comodidade cria botões instantâneos que fazem efeitos de fogo, pêlos e até mesmo um Automatic 3-D Modelator Simulator, vulgo Alien Skin ou Eye Candy. Esses filtros são como bacon frito, tem que usar com moderação. No geral, sempre dão uma aparência plástica e artificial no trabalho feito em Photoshop, o que não me faz um fã desse tipo de plug-in.

Agora em relação a plug-ins de Illustrator, tem dois que valem cada centavo gasto neles. Afinal, cartão de crédito virtual não serve só pra assinar site pornô, tem suas utilidades práticas.

Eu uso esses dois plug-ins há algum tempo, mas só no mês passado comprei as novas versões para Adobe CS:

X-Tream Path é um plug-in que adiciona uns 20 novos recursos no menu de trabalho e depois que você instala vê como é doce a sensação de simplificar a vida, nem que seja só em trabalhos feitos em Illustrator.

Esse plug-in permite que você edite qualquer path sem necessidade de acrescentar pontos, usar ferramentas adicionais para deixar as pontas redondas entre outros recursos. Todo o processo de manipulação de vetores vira intuitivo. Eu recomendo.

Esse outro é o Filterit. Ele cria formas e arranjos usando vetores simples, como galáxias, fractais e outras coisas bacanas e que demoram (um pouco) se tiverem que ser feitas na munheca, como esses exemplos (o primeiro foi feito só com uma estrelinha e o outro só com uma bolinha, o plug-in fez o resto):


Mas o mais legal do Filterit são as ferramentas de distorção. São como o “Envelop Distort” que já existe no Illustrator, mas melhorados à beça e com opções a dar com o rodo. Dão também cerca de 30 novos recursos para o Illustrator, ficando fácil fazer coisas como imagens em perspectiva, simulações de lente de aumento, fitas e outras coisas mais mundanas. E diferente dos plug-ins de Photoshop, esses dependem da mão e do talento de quem estiver manipulando.

Os dois custam na faixa dos U$130,00 e são encontrados no site oficial da Filterit.

Dá pra baixar um demo de 30 dias, mas se você é um heavy user de Illustrator, vai arranhar o rosto de arrependimento por não ter encontrado esses plug-ins antes.

Materializando 3D

Ah, se eu tivesse esse programa quando fazia as caixinhas de McLanche Feliz eu seria mais….feliz!!!

É um programa japonês chamado Pepakura (“pepa” é a maneira que japonês fala “paper”, coisa difícil prum povo que tem trava silábica na língua) e ele transforma qualquer coisa modelada em um programa 3D num projeto para montar em papel! Ele interpreta as faces do modelo, desmonta, calcula a física do projeto e pimba, sai com uma folha pra montar do outro lado. Para Vigo me voi!

Tem disponível pra download por um curto espaço de tempo. Não pude ainda avaliar, embora minha curiosidade esteja a ponto de matar o gato, porque só tenho macs em casa, e o programa só funciona em PC. Tudo bem, tudo não terás.
Aqui vão alguns exemplos do que esse programa pode fazer:


(som de lagriminha sendo enxugada)
Há uns cinco anos eu fiz esse brinde de papel de McLanche Feliz, era ainda a época em que os brindes eram bem capengas, então fazíamos melhorias na embalagem e criávamos brinquedos de papel pra dar o que em marketing se chama “valor agregado”, ou seja, dar idéia de que o produto vale mais com soluções simples.

Esse dragão voava de verdade! Tinha uma curiosidade que pra voar direitinho era preciso encaixar uma moeda de 10 centavos na cabeça! Eram 4 modelos diferentes e levamos quase um mês pra fazer o projeto. Acho que até chegar na estrutura final que conseguisse voar de verdade foram feitos uns 30 dragões diferentes. Com esse programa acho que faria tudo em 2 dias.

E eis que na hora de lançar o produto…..o McDonald’s não aprovou o projeto (que foi finalizado direitinho)! Vai entender porquê (esse eu realmente não entendi até hoje).
Um dia eu ainda vendo esse projeto pra outro cliente e vou sair rindo feito vilão de filme vagabundo.