BioHiro

SmileyhiroEssa apresentação é copiada-colada do meu site ou portfólio digital.

Hiro nasceu em Mogi das Cruzes.
Na infância, não se conformava com os zíperes nas costas e as dobras de borrachas que apareciam nos monstros que lutavam com o Ultraman. Então tentava redesenhar os monstros como se fossem de carne e osso, seguindo características anatômicas dos animais. Os desenhos ficavam uma bosta, e ao invés de se dedicar mais ao refinamento do traço, entendeu tudo errado e foi fazer faculdade de Biologia na USP.

Depois de rabiscar muitos vermes e cortes transversais de cérebros em cadernos sebentos, foi chamado para trabalhar na Editora Três, nos fascículos da revista Vida, aos 21 anos. Levando folhas soltas em uma pasta miseravelmente detonada e os tais cadernos sebentos como portfólio, conseguiu o emprego ao terminar uma ilustração de repolho no banheiro da editora, umedecendo aquarela com água de privada, por aqueles motivos que ninguém entende e só parecem enredo de filme ruim.

Aos 24 saiu da editora para se tornar ilustrador free-lancer e conquistar o mundo. Infelizmente, dois anos obscuros e não documentados se passaram e aos 26 começou a trabalhar por comida em agêncinhas de publicidade, como ilustrador e layoutman.

Por acaso, numa dessas agências o dono estava comprando um computador novo, que ele garantia que ia acabar com metade do departamento de arte. Era um Macintosh.
Ninguém queria mexer nele, então levantei a mão e me propus a aprender a mexer sozinho naquele monolito branco. Foi o que salvou minha carreira naquela época.

Aos 28, depois de ter passado pela agência Lew, Lara, um grande amigo lhe indicou um cargo de diretor de arte na Taterka. Como tinha um emprego que ia começar na Z+G em três meses, decidiu fazer esse bico por esse tempo, só pra ganhar um dinheirinho.

Porém o mundo gira e a gente não controla, e ficou por lá por mais de 10 anos.
Durante esse tempo, ninguém cuidava da toalhinha de bandeja. Se ofereceu pra dar um trato porque achava que dava pra fazer um trabalho legal, meio Recreio, meio Superinteressante. Como aquilo era uma agência de publicidade, cabia a alguém que tivesse experiência em editoras pra fazer aquele trabalho. E assim ele criava, pesquisava, escrevia, desenhava e finalizava a toalhinha, e foi indo, na maciota…

Em 2000 ele ficou encarregado da parte infantil do McDonald’s. Criava campanhas e as caixinhas de McLanche Feliz e as coisas relacionadas com o palhaço de cabelo vermelho.

Em 2004, depois de uma unificação das agências que cuidam da conta do McDonald’s no mundo inteiro, sentiu que seu trabalho ali já estava no fim e partiu novamente para carreira solo. Dessa vez mais velho, mais sábio,
mais preparado e com a habilidade de negociar, vulgarmente chamado de “ser político”.

Hoje ele continua escrevendo e ilustrando as toalhinhas de bandeja do McDonald’s como autônomo, além de trabalhar para outras agências de publicidade e design, fazendo ilustrações, direção de arte, jogos, criando personagens, embalagens, naming e logotipos.  Nos últimos meses também vem fazendo um trabalho de consultoria infantil na parte de criação, promoção e marketing diretamente para empresas. E nesse meio tempo ainda tenta arranjar tempo para fazer seus livros e pinturas em aquarelas.

2 Comments

  1. Erin disse:

    Hiro,

    tudo bem? te entrevistei pra Made in Japan há uns bons … 7 anos? Ou mais.

    Nossa, que velha. Mas o assunto é outro, antes que eu entre em crise: hoje, no almoço, reparei na bandeja do Mc. Vc continua fazendo as ilustrações? Achei o traço diferente e não encontrei a assinatura.

    Beijo,
    Erin

    Estou no projeto da Copa do Mundo, fazendo uma série bem grande de lâminas de bandeja, e nesse caso tiveram que passar essa pra outro ilustrador, que eu não conheço, porque eu não tô dando conta.

  2. Stella Dauer disse:

    Eu e meu pai também estranhamos isso! Ele coleciona as bandejinhas há anos e reparamos que mais de uma em seguida não era sua e nos preocupamos. Bom saber que você ainda faz isso!

    T+

    De vez em quando a agência passa a bola pra outro ilustrador, quando eu não consigo pegar o trabalho.

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