Quer ver a coisa grande? E é da África

Small McDonald’s tray liners appears in the blog!!

Hiro uses megamagnifiers in tiny illustrations!!

It’s super effective!

Se as lâminas de bandeja apareciam com desenhos pequenininhos e tenho espaço suficiente no blog, porque não destacar o que é mais legal nelas?
Então vou colocar no blog agora as ilustrações das lâminas que eu achar legal, e também aquelas que não foram aprovadas, das lâminas de bandeja do McDonald’s em tamanho generoso e bondoso.

Essas são as da lâmina da África do Sul:

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Bosquimano
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Cabo
Diamante2
Driver
hOLE
Mine
Oceans
Penguim
SafariRugbi
Stars
Zulu
Tudo foi ilustrado no Painter XI e cores ajustadas no Photoshop.

África do Sul, a lâmina

Última lâmina sobre a Copa do Mundo que já deve estar rolando nas lojas, não sei, pois há meses não como um Big Mac.

Dando uma pausa no futebol, ainda bem que rolou uma sobre o país. Alívio na forma de desenho.

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Teve mais uma lâmina de bandeja sobre a Copa, mas ela infelizmente foi vetada pela FIFA. Quando chegar a hora eu posto aqui.

Equação fofura

Nada como a ciência pra embasar nosso trabalho nos momentos em que o mercado ou o diretor de arte não o fazem. Foi dica do Tiago Pimentel, do Design in a Box.
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Saiu nesse artigo da Superinteressante: ver coisas fofas e cuticutis aumentam a produtividade. Faz a gente ficar mais gentil e cuidadoso. Se eu olhar pra foto de um gatinho meigo vou apontar o lápis de maneira mais jeitosa. Sexo anal então, nem pensar.

Ainda que eu duvidasse, cliquei nesse link que vai pro artigo e a parada é séria. Aparentemente. Uma tabela de experimentos de variáveis de fofura em relação à intensidade das emoções é algo que você nunca esperaria ver, igual cabeça de bacalhau e Boitatá.
tabela
Mesmo eu tendo feito faculdade de Biologia, não consigo entender esses princípios de fisiologia da meiguice.

Mas por que arriscar? Vai aí um desenho fofo que fiz pro Guia Nutricional do McDonald’s, quem sabe se isso não faz você dar bom dia pro seu porteiro ou abraçar sua namorada depois do sexo?
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Verduras

Lâmina Mad?

Copa, Copa, Copa…pra quem não gosta de futebol como eu, esse é o mês do cachorro louco, sendo que eu sou o cachorro, e o louco por causa das Vuvuzelas que, como disse algum desses novos humoristas, antes eram chamadas de cornetas de pobre.

Enquanto isso, o Raphael Fernandes, editor da Revista Mad, me manda um email dizendo: “Ei Hiro, esse mês a gente homenageou seu trabalho na revista esse mês” e eu disse “então manda!”, numa mistura de temor com curiosidade. Ei-la:’
Madcopa
Em tempo, as capas do Elias Silveira continuam geniais. Ninguém faz um Robert Pattinson tão fêmeo como ele.
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Dice Tsutsumi, Toy Story 3 e o traço simples que é melhor que o traço exato

Após mais de um mês de secura nesse blog consegui finalmente entregar os trabalhos que estavam, como dizem os gaúchos, me atucanando severamente. Depois de colocar um Mika no talo enquanto o fiel Mac becapeava 40 gigas de trabalho e pagar contas atrasadas, me dei o direito adquirido de assistir “Toy Story 3″, soberbo e com direito a olho marejado no final e Totoro fazendo participação especial. Já tinha retirado antes “The Art of Toy Story 3″ e só fui folhear depois de ver o filme. Cada livro da série “The Art of…” é uma facada no bolso e um carinho no coração ao mesmo tempo pra quem adora ilustração e animação, todos são maravilhosos, mas alguns são mais maravilhosos do que outros, como “The Art of Kung Fu Panda” ou esse (pra quem ainda não conhece, essa série de livros mostram sketches, conceitos, estudos, desenhos reprovados feitos por dezenas de ilustradores em cada filme, um bufê livre para os olhos).
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Nesse especificamente tem um cara que merece destaque, Daisuke Tsutsumi ou Dice Tsutsumi, que fez a direção de arte e color scripts do filme. Se amor à primeira vista acontece, então foi com o trabalho dele. Já trabalhou em “A Era do Gelo”, “Robôs” e “Horton”, já vi antes seu trabalho mas por algum motivo agora seu traço salta feito perereca agoniada na frente dos meus olhos. E acho que sei o motivo.
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O traço de Tsutsumi é ao mesmo tempo imperfeito, indefinido e ao mesmo tempo maravilhosamente e esquizofrenicamente perfeito. O traço dele é simples mas passa toda o clima, a idéia (e a iluminação também, o cara sabe enxergar luzes e sombras). Às vezes ele nem desenha olhos e expressões do rosto, mas a mancha toda parece um fotograma de tão perfeito. Quem disse isso mesmo? Menos é mais?

Curiosamente o nome do seu blog é “Simplestroke
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Quem fez a minha mini-oficina sabe que foi sobre isso que eu tenho agora procurado trabalhar e passar pra frente, tenho pensando em valorizar cada vez mais a idéia junto com um desenho expressivo, mas sempre mais o primeiro vive sem o segundo, mas o contrário não acontece. Um desenho rápido e seguro é muito mais expressivo e significativo do que um desenho perfeito mas que não consegue mostrar a que veio. Isso é um exercício, e tem que ser diário. Dez mil horas treinando isso devem bastar para quebrar 16 anos de rigidez criados por um mesmo tipo de trabalho e também por falta de orientação e referências.

Olhando para o trabalho dele você percebe que ainda tenho muito, mas muuuito ainda pra fazer e aprender, o suficiente pra repensar se o que estou fazendo na minha carreira vai levar para esse caminho, se devo abrir mão de outras coisas para atingir isso ou até mesmo se um sabático de alguns anos deve ser cogitado. Nada muito sério, afinal a função desses caras muito porretas é essa, dar um tapão na nuca pra cair no chão e ao mesmo tempo estimular pra fazer coisas novas.

Ensaboa mulata, ensaboa

Vai, desculpe pela falta de posts, ainda vai levar uma semana pra coisa voltar ao normal; tô há semanas à base de cenoura com Nutella e mijando em garrafa de Gatorade na frente do computador pra entregar um projeto no final do mês. Sempre que volto de férias é trabalho acumulado que desperdiça o descanso adquirido: ensaboa mulata, ensaboa, tô ensaboando…
São nessas horas que eu penso se não vale a pena investir em um sidekick pra ajudar nas tarefas. Mas sempre que o trabalho dá uma acalmada vem também a vontade de dar um peteleco no sujeito. Talvez eu precise é de uma secretária que ilustre. E que saiba cozinhar feijão e tirar cabelo do ralo, assim a vontade de dar um peteleco diminui. Hum.

O blog, coitado, vira filhote de pomba em incêndio, é a última prioridade.
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Mais uma semaninha. Ou duas. Com Fast Girls agora feitas do jeito papai-e-mamãe, no lápis e papel.

Vibrissa de lhama

Pra quem não achou minha assinatura na lâmina da Trilha da Copa do Mundo e tá com cólicas porque mesmo indicando a lhama como resposta, não conseguem ver a pulguíssima marca, eis a prova.
Lhama
Lhamas não possuem vibrissas (palavra legal essa, vibrissas), também chamado de bigodes de gato, mas se tivessem, a assinatura estaria mimetizada de vibrissa de lhama. Tudo bem, realmente fiz bem pequena dessa vez.

Oficina – Desenhando sem pensar para pensar sobre o desenho.

UPDATE!! A turma dessa oficina já foi preenchida, esperem pela próxima.

Sei que há alguns meses eu pedi para que quem tivesse interessado nas minhas oficinas que mandasse um email pra mim, que eu retornaria por ordem de chegada assim que outra estivesse encaminhada. Mais de 100 pessoas mandaram seus votos de interesse e achei que o esquema estava garantido e que eu poderia ganhar uma medalha de excelência em logística enfiada no peito. Mas como tem gente que até mata querendo fazer o bem, às vezes o que era pra ser bom vira galhofa.
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Os fatos são esses: Há uma semana estou mandando emails para os interessados da lista pedindo um retorno para a próxima mini-oficina. O problema é que a grande maioria ou não responde ou esqueceu de dizer que mora em outra cidade ou só quer fazer a oficina gratuita.
Portanto, sou obrigado a mudar o esquema de convocação dos interessados por causa da proximidade do evento, aqueles que realmente quiserem e puderem fazer a oficina, por favor mandem um email para m78estudio@uol.com.br . Mesmo aqueles que já mandaram seu email para a lista, se estiverem realmente a fim de fazer essa oficina, mandem o email novamente, citando especificamente essa oficina.

Dados da Mini-Oficina: Desenhando sem pensar para pensar sobre o desenho

Dia 19/06/2010 – um sábado
Local: Casa do Artista – Al. Itú 1012 – São Paulo Capital.
Horário: das 14 às 18h. Camarões e Dinamarca estarão jogando nesse horário, então não tem desculpa.
Valor: R$60, sendo pagos no caixa da Casa do Artista no dia.
Vagas: 10, solamente 10
Proposta: treino de desenho rápido de memória – desbloqueando algumas travas na mão e na cabeça valorizando a idéia ao invés do traço através de repetição rápida sobre o mesmo tema, melhorar avaliação e autocrítica e planejamento de investimento de tempo em escolher idéias para finalização.

email pra confirmação: m78estudio@uol.com.br, mande um telefone no corpo do email pra contato que eu ligo confirmando pessoalmente a vaga

O material de desenho será fornecido no local, mas se você se sentir confortável com sua lapiseira, pode trazer qualquer material de casa.

Atenção: Não É uma aula de como desenhar, ninguém vai sair de lá sabendo desenhar uma mulher ou um cavalo melhor, mas pra desbloquear a cabeça e mão para aí sim o aprendizado entrar mais fácil, deslizante como anões azeitados, parafraseando o Veríssimo. O Luís, não o Érico.

E qualquer dúvida em relação à oficina, perguntem pra mim, não liguem pra Casa do Artista senão o seu Alberto vai querer comer o meu fígado com Chianti ou Sangue de Boi.

Essas mini-oficinas na Casa do Artista tem sido um preparatório para uma oficina maior que pretendo montar e ministrar ainda no ano que vem, em um lugar maior e com maior duração, consequentemente mais coisas pra entrar na cabeça.
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As fotos da última oficina são de novo da Paulinha Mihuda, que se transformou automaticamente na minha fotógrafa para-oficial.

Le dessin, la charité

A percepção de algumas pessoas do meu trabalho é que eu adoro desenhar coisas no estilo “Onde está Wally?”, o que não é uma verdade! O fato das lâminas de bandeja terem dezenas de desenhos, ou de que algumas ilustrações que eu já fiz tinham centenas de elementos não faz de mim um fã desse tipo de trabalho. Já fui, há alguns anos, quando era diretor de arte da Taterka e gostava (ainda gosto) do trabalho hiperdetalhado de Geof Darrow em “Hard Boiled” ou os de George Perez. Dá uma trabalheira e acho que o resultado final fica algo meio sujo, tipo sucrilho Fruit Loops mergulhados em leite por mais de duas horas.

Mas se o motivo for bom, seja ele financeiro, artístico ou caridoso, tamos aí nessas carnes.
Grandes clientes trazem grandes responsabilidades, e uma dessas responsabilidades é retornar um pouco do que eles dão, seja em forma financeira ou em forma de trabalho, pra comunidade.

Antes de viajar aceitei um job desse tipo pra ser utilizado em Paris. Esse foi um trabalho que garantiu um lote de puxadinho no céu pra mim. Uma ONG chamada Abaquar/Vale Encantado, que tenta combater a situação de perrengue de favelados no Rio de Janeiro através de soluções econômicas sustentáveis e práticas.
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A idéia era muito boa: o meu desenho se transformaria em um painel gigantesco, esse painel seria cortado em centenas de quadradinhos, formando um quebra-cabeça. No evento de lançamento do projeto, em Paris, cada um que entrasse no local comprava uma peça do painel por 5 euros, além de outros produtos relacionados ao desenho. Sim, sim, a idéia é um clichezasso, só faltou a mulata atrás do Cristo. Mas a percepção do francês em relação ao Rio de Janeiro não permitiu que eu colocasse os arcos da Lapa, tirar o Pão de Açúcar já foi um sacrifício! Bem que eu queria usar o Cristo Buddy, aquele que faz um sinal de positivo nas mãos e dando um baita sorriso, não gosto de ver esse cara sofrendo.
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Deve ter dado para arrecadar alguns bons euros pra entidade e queimei mais um pouco de karma ruim com isso. Sinto pelos rabos dos gatinhos que explodi com bombinhas de São João quando era criança.

Comecem a Copa, pelamordedeus!!

Lo siento mucho pela ausência por aqui, a Copa é o mordomo da vez, culpado oficial de 2010 pela atucanagem geral que passo por aqui. Além disso, voltar de viagem é dominar trabalhos e contas a pagar na unha.

Por enquanto, dá pra mostrar que o pessoal do McDonald’s já começou a usar os desenhos que fiz antes da viagem a Paris, aquelas 70 ilustrações arranca-sono pro site da Copa do Mundo. Só vi umas 10 ali, cadê o resto?
Quiz
Pelo menos a Copa começa nessa semana e os clientes param de pedir coisas relacionadas a futebol. Como minha afinidade com o tema é a mesma afinidade que eu tenho com cirurgia de esfíncter, espero que um dia Miss Universo se transforme em febre mundial, desenhar mamosas nunca vai ser problema.

Bistecão Ilustrado The Movie

Dois meses atrás o pessoal da Cabra Cega veio no primeiro Bistecão Ilustrado no local novo, munidos de filmadora profiça e uma dúzia de ovos cozidos, pedindo de forma humilde e discreta para filmarem um documentário sobre o Bistecão. O resultado foi isso, ô coisa fabulosa, o pessoal da Cabra Cega acertou no meio dos olhos da mosca. O filminho mostra o lugar aconchegante, desenhante e risante. Até digno, arrisco eu. Sentimos todos dentro de um filme dos irmãos Coen, mais especificamente “Oh Brother, Were Are Thou?”.

Goood night little darling, good night and draw a lot too. E obrigado insuflado pro pessoal do Cabra Cega.

Pra quê coelho?

Alguém me explica esse coelho.
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É um adesivo que fica colado nas postas dos vagões de metrô de Paris. Um coelho cor de rosa prestes a perder quatro dedos da mão, uma mistura insossa de Quincas com Pernalonga.

Procurei por todo lugar, mas não vi mais nenhuma referência a esse lagomorfo rosado no metrô ou fora dele. Péssimo uso de um personagem, ou péssimo briefing de ilustração. Pra que coelho?

A Modelo da Meia-Noite

BI07Jan_03Não é segredo que eu considero o Bistecão desde 2007 como uma das razões que me deram gasolina e tênis novos para que eu tivesse certeza de que tinha escolhido a carreira certa como ilustrador autônomo, desde que eu fui pela primeira vez e escrevi em um post expondo meus sentimentos como uma esfiha aberta. Foi nesse dia que descobri que não era um molusco vivendo na concha sozinho, existiam outros moluscos que saíam das conchas e comiam bistecas do tamanho de um pulmão enquanto desenhavam.

De lá pra cá, sabe-se lá se por destino, coincidência ou por tietagem pura, quase todos aqueles ídolos que encontrei pela primeira vez no Bistecão viraram meus amigos, e também me tornei um dos caras que assumiram a organização do evento também, coisa que não dá trabalho, só alegria, como uma filha bonita que volta cedo pra casa.
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A proposta do Bistecão Ilustrado sempre foi essa: integrar ilustradores para se conhecerem, trocarem informações e fazer mimimis no ombro dos outros, além de louvar o desenho como algo sociabilizante e divertido, longe de jobs, briefings e clientes que afloram sentimentos impuros em nós. Por isso os sketchbooks sempre foram importantes, mas ao passar do tempo, percebemos que o pessoal comia muito, bebia muito e papeava muito, deixando desenho de lado. Foi aí que colocamos os papéis nas mesas com lápis de cera pro pessoal desenhar, retomando o valor do desenho lá dentro. Desses papéis nasceram os sketchbooks do Bistecão feitos pelo Montalvo e sorteados pra alguns felizardos, que levavam artefatos carregados de tinta e gordura de picanha.

Vai um mês, vai outro mês e o Bistecão começa a virar hype, graças ao computador agonizante do Kako, que perdeu todo mailing list, obrigando a gente usar Twitter, Facebook e Orkut pra divulgar o evento. O Sujinho começou a ficar cheio e constipado, não tinha mais espaço pra gente cortar uma maminha, quanto mais sentar e desenhar com calma. Foi por isso que aconteceu o deslocamento espacial do Bistecão, do Sujinho do lado direito para o Sujinho do lado esquerdo, muito mais maior, como diriam as crianças.

Num evento onde antes cabiam 70 pessoas, espremidas como limão na caipirinha, agora cabem folgadamente mais de 120.

Com espaço, tempo e dinheiro sobrando, a mente vira oficina do diabo. Conversando com o Kako, antes de viajar pra Paris, perguntei o que ele achava de colocar uma modelo vivo no meio daquela moçada pra ser desenhada entre uma caneta ali e outra batata frita aqui. Foi bazinga instantâneo, let’s do it!
O que na hora era uma idéia tosca e divertida de colocar uma gostosa pelada fazendo yoga expondo a chavasca em público virou uma oportunidade de ouro para divulgar outro trabalho de outra ilustradora fabulosa.

Rosana Urbes é talvez a ilustradora mais gente-boa e tranquila que existe. Trabalhou por 8 anos nos estúdios Disney em filmes como Tarzan, Lilo & Stitch e Mulan. E lá na Califórnia ela coordenou aulas de modelos vivos pro pessoal do estúdio, várias vezes por semana. Currículo de fazer doer cotovelo de muita gente.

Então conversei com ela do aeroporto pra viabilizar a modelo no Bistecão, e ela topou com um sorriso rasgando de orelha a orelha. Quando voltei, o que era devaneio e vontade de ver mulher pelada de graça virou algo sério e condizente com a proposta do Bistecão Ilustrado: teríamos uma sessão de modelo vivo ao vivo ali.

Foi uma alegria, porque todos que trabalham com desenho sabem da importância das aulas de modelo vivo na evolução do traço e na maneira de pensar do ilustrador, mas nem todos tem condições ou disponibilidade de ter esse tipo de aulas. E não é uma aula de modelo vivo comum, já que as que existem raramente possuem alguma orientação. A pequena Rosana ficará lá, constantemente, soltando a mão e as cabeças do pessoal com exercícios de observação rápida.
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Esperávamos que uns 20 ou 30 pessoas iriam entrar no espírito do modelo vivo enquanto outros voltariam suas atenções para as carnosas nos pratos. Mas, depois da entrada da Luana, a modelo da meia-noite, todo mundo entrou no espírito e no final, haviam quase 100 pessoas, ou mais, desenhando ao mesmo tempo. Snif. Alguns compenetrados tentando acertar o desenho de uma modelo que se mexia a cada minuto, outros reagindo como se perdessem uma partida de videogame, levando as mãos à cabeça, quando o despertador tocava e a Luana trocava de posição 30 segudnos depois.
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Tentaremos trazer a modelo da meia noite todos os meses, pois aula de modelo vivo nunca é demais. Quem sabe se um dia o Alarcão estiver numa última sexta-feira do mês ele também possa revezar com a Rosana e soltar a franga coordenando uma sessão de desenho rápido lá. Hein? Hein?
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Fico muito feliz pela Rosana Urbes. Ela trabalha com afinco pra divulgar seu projeto de aulas de modelo vivo há tempos, felizmente lotando as aulas apertadinhas que ela vem dando. E quem sabe, talvez a modelo vivo no Bistecão não abra portas para ela para que ela possa ministrar essas aulas de maneira correta, continuamente e num lugar onde o bloco de papel jornal não saia com manchas de gordura.

As fotos do evento são da gracinha Paulinha Mihuda.