Fast Girl # 117 – Joan Harris

Pra quem é ou foi publicitário como eu, Mad Men é uma série que equivale a House pra quem é médico.
JoanHarris
Se um dia eu tiver um império ilustrativo com uma empresa com 40 funcionários desenhando pra mim enquanto eu espremo sorvete entre os dedos do pés pra passar o tempo, hei de contratar uma Joan Harris só pra lavar pincel ou passar aspirador de pó no teclado.

Quando fazer serifa vira arte

Há alguns meses eu fiz um curso rápido de caligrafia da Andrea Branco. Foi tão bom que definitivamente mudou minha maneira de escrever no papel, desde fazer um título pras lâminas de bandeja ou escrever no envelope pro motoboy levar pro contador.

Ainda vou de fazer um post decente sobre o que aprendi e o que é o curso da Andrea, porque vale a pena.
calligraphy
Mas enquanto eu não o faço, porque é um daqueles posts com mais de mil palavras, eu coloco aqui um filminho de outro calígrafo, Dennis Brown (
http://www.quillskill.com/FLV/gothicmov.html
) \.
Eu vi esse filminho nesse curso, é fascinante ver como a mão dele dança pra fazer as firulas serifentas, numa segurança curvilínea excepcional.

Afinal, caligrafia não deixa de ser uma forma de ilustração também.

Meu conceito de iPad em 2007

A fada do backup trouxe um presentinho inesperado.

Estava eu coletando uns trabalhos muito antigos quando me deparei com este, surpreendentemente atual, dentro do possível.

Em julho de 2007, a revista Mac + pediu para que eu criasse um conceito de um Mac que funcionasse com toque, sem mouse. Naquela época, o que tava pegando era o Surface, acho que era da Microsoft, que era a mesinha de centro mais cara já feita, e que pelo visto não foi pra frente. Naquela época não havia ainda o iPhone, o conceito touchscreen era recente e imberbe, e a palavra Tablet só vinha nos produtos da Wacom e nas barras de chocolate.

E como eu curto fazer coisas pra essa revista porque os caras dão liberdade total, eu soltei a franga e criei….um iPad em 2007!! Por pouco não acerto no visual do bichano.

Foi divertidíssimo fazer essas ilustrações e escrever esses textos. O traço era pra lembrar um pouco o do Al Jaffe, mas como não sou Al Jaffee a coisa ficou meio híbrida, como filhote de cachorro com porco andando de duas patas.

Esse era o aparelho:
Device

E essas eram as funções. Para quem não se ligou, a roda de funções veio do Match 5, do Speed Racer.

A

b

C1

d

E

f

A tecla G não serve pra nada, mas se você comprar um aplicativo na App Store, ela vira uma buzina virtual. Serve também como botão de segurança para casais ou nem tanto adeptos ao sadomasoquismo na sua forma mais extrema.

Sketchcrawl is on the table, my friend

Desenho1603Amantes de desenho e desenhistas, armem de lápis apontados e sketchbooks pesados porque neste sábado acontece o próximo Sketchcrawl, que minha mente Parkinsoniana já esqueceu qual edição será.

Desta vez o cenário do Sketchcrawl Brasil/São Paulo será no centro da cidade. O pessoal irá se reunir na frente da Pinacoteca as 10horas, seguindo o dia desenhando e rabiscando no Parque. Caso chova, a opção será fazer a sessão sketchcrawliana dentro da Pinacoteca.

Se quiser saber mais detalhes, entra aqui no blog do patrono e organizador do evento, Montalvo Machado, que ele explica melhor e com mais detalhes.

Pra quem ainda não sabe o que é Sketchcrawl, é um evento global criado pelo grande massa Enrico Casarosa. Nesse dia, todo mundo, no mundo todo, se reune pra desenhar.

E se você mora em uma capital, ou em uma cidade que você considera à esquerda do final do mundo, pode ter também ter seu Sketchcrawl. Como é um movimento quase anárquico-artistico, é só juntar uma galera neste sábado que você automaticamete já está fazendo um Sketchcrawl.

Tem mais nesse filminho feito pela DRC explicando melhor.

Doces Gurias de Daldoce

As chibatadas pelo trocadalho do carilho são merecidas, assim como os aplausos para a exposição “24 Ilustrações de Marcelo Daldoce para a Playboy”, que acontece na Livraria Pop até o dia 20 de março.

Marcelo Daldoce, brilhante ilustrador e aquarelista de talento de soltar palavrão de tão bão, já foi matéria na última Revista Ilustrar.
daldoce
Não pude ir na abertura da exposição, mas vacilei, pois disseram que além das gurias pintadas estavam também algumas coelhinhas da Playboy em carne, osso e peitos fazendo um charme.

Eu, por outro lado, só ganho cafuné do Ronald McDonald.

Alarcrônicas de cara nova

Atenção amantes de boa comida e boa ilustração. De boas mulheres e bons homens para quem gosta de mulheres e homens também.
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Alarcão é um ilustrador daqueles que você olha seu portfólio soltando palavrão, no bom sentido. Putaquepariu, putamerda, alguma coisa chula que vira elogio sai da boca de quem olha suas aquarelas.
Alarcao-KlimtAquarela
Pois bem, o homem que dispensa adjetivos mas que deve recebê-los assim mesmo está com o blog Alarcrônicas com cara nova. Vale a pena conferir seus trabalhos pra se sentir um pouco menos mamífero e mais anfíbio perto do que ele faz. Ou acreditar em reencarnação, pra ter uma segunda chance e desenhar tão bem.

E pra não puxar sardinha na brasa só dos desenhos, seus textos merecem louros e mel, também são excelentes.

Fast Girl # 115 – Polvina

Voltando com as Fast Girls pós-Carnaval.

Essa é pra calar a boca de quem reclama que eu só desenho garotas americanas aqui. Ah, xenófobos…não tem unha do dedão pra cortar não?
Polvina
Usurpando a criação do grande Fabio Yabu, uma versão tentaculosa da Polvina, a líder de Princesas do Mar que mistura em um só personagem Meninas Superpoderosas com Hokusai.

Um Homem-Maravilhoso de pano e osso

Semana passada eu celebrei minha primeira festa de aniversário em 45 anos. Tinha tanto medo de festas de aniversário, especificamente de cantar parabéns, que era como se encarasse um palhaço assassino pelado. Ainda não canto parabéns, mas estamos trabalhando nisso.

Nessas , ganhar presente é uma coisa bacana, ainda mais pra quem quase nunca ganhou presentes (sons de violinos tristes). Sem depreciar os artefatos festivos que ganhei, mas tenho que destacar um que fez secar as retinas.
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O Tio Faso, dono da Marcamaria, teve a perspicácia de fazer um presente autêntico. Qual foi a minha surpresa, mistura de perplexidade com negação, quando vi que ele tinha feito um Mini-Mi do…..Homem-Maravilhoso???
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Nunca havia visto um Mini-Mi embalado completamete. E olha só, o Faso tem um capricho, como diriam nossas professoras de primário, na elaboração não só do bonequinho, mas também da embalagem e, vejam só a alcaparra do badejo, ele também vem com uma certidão de nascimento. E todo ele com um texto que é quase um livrinho com um texto muito, mas muito auspicioso e humorado. Melhor que muito livro vendido em prateleira.
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Já falei sobre o Homem-Maravilhoso aqui, ele tem uma significância muito grande pra mim porque ele era uma bóia salva-vidas na época em que eu comecei com ilustração e em seguida, quando eu desisti por um tempo da ilustração. Assim como Totoro, esses dois personagens sempre me faziam lembrar que desenho ainda era o que eu mais gostava.

E quer saber, depois disso eu tô pensando SERIAMENTE em retomar os desenhos desse personagenzinho desagradável e divertido. Usando as mesmas histórias que escrevi há 20 anos, com seu devido upgrade criativo. Tá mais que na hora de eu fazer tirinhas.

Quem quiser conhecer mais os trabalhos do Marcamaria, que não é mulher, mas um gigante gentil, clique aqui e se esbalde na simpatia dos Mini-Mis.

Outro presente que eu ganhei que apertou o coração com chave de fenda foi esse Totoro, que ganhei da Rosana Urbes, que conhece um pouco da minha história de vida.
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Não é um Totoro simples, esse tem uma historinha atrás…só pra imaginar, ele tá meio sujinho por alguma razão.

Mil obrigados não são suficientes pra agradecer a todos.

Alberto Ruiz passou por aqui e disse oi e desenhou umas mulheres bem gostosas

Passado a semana de Carnaval, regado a trabalho canino e insano, eis que consigo escrever alguma coisa de novo.

Semana, além de Gerard Butler, Madonna e Paris Hilton, que significa o mesmo que cocô de pomba pra mim, esteve aqui no Brasil pra passar o Carnaval o terrivelmente talentoso Alberto Ruiz, dono da Brandpress Studio, responsável pela saída de divisas monetárias para os EUA da minha parte, a convite da Revista Ilustrar. E não é que o cara aceitou?
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Já escrevi sobre ele aqui, e tivemos a honra de sermos recebidos pelo próprio, em sua casa e depósito de maravilhas em papel que é o acervo da Brandpress, o mesmo que a Ilha Açúcar pro Flapjack, quando estive em NY.
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Ele é um personagem pronto, com seu indefectível boné preto, camiseta preta e chinelos havaianas, além de carregar sempre uma mochila generosa com sketchbooks e canetas. Aos que estiveram presentes no almoço que a Revista Ilustrar organizou, ou estiveram na minha festa ou tiveram a oportunidade de ficarem com ele alguns minutos, perceberam que o homem é um dínamo. Não se cansa de desenhar, de falar, de andar serelepeando por São Paulo e distribuir sorrisos assim como distribui sketches.
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Ele, assim como tantos camaradas brazucas, é um apaixonado pela ilustração, e bota apaixonado nisso. Pessoas assim carregam inspiração para todos dentro da mala.
Virou “instant brother” da turma, e ficou maravilhado com a mesma paixão que a gente tem aqui pela arte do desenho. Sim, Bistecão Ilustrado é coisa nossa e pelo visto só tem mesmo aqui. Por isso aproveitem enquanto tem.

E Ruiz gostou tanto que prometeu vir novamente pra cá. Tomara que fique igual ao James Taylor ou a Tara McPherson.

Aos amigos que tiraram mais fotos dele, me mandem, por favor. Eu fiquei tão ocupado em conversar que no final só tirei essas fotos mulambentas.

Fast Girl # 114 – Maga Patalogika

Alguém mais achava a Maga Patalogika um chuchuzinho, com aquele cabelo escorrido na chapinha, mas que dava um sex appeal?
Maga
A idéia da Fast Girl de hoje vem de outra pessoa.

Outro dia me mandaram o link do blog do Jok, onde ele fez uma série de desenhos humanizando personagens da Disney.
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Achei uma sacada bem legal, tanto que achei que uma Fast Girl desse jeito daria um sambinha.

Curiosidade, o nome americano da Maga Patalogika é Magica de Spell!!

Chuta que é macumba

Toalhinha nova de bandeja do McDonald’s, já rolando nas lojas. É o primeiro de uma série de 6.
(clica na imagem que ela aparece direito, tô fazendo um teste e se não rolar podem espinafrar que eu tento arrumar).
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Vocês não tem idéia de como foi difícil fazê-la. Coisa de cortar os pulsos com faquinha de bolo Pullman pra diminuir a agonia.
Não morro de amores pela Copa do Mundo, já fiz 9 lâminas de bandeja com esse tema. É como tirar leite de vaca na terceira idade. Não sai nada e só machuca.

A próxima é mais leve e divertida, vai ser uma epifania pra quem é nerd, tem mais Ovo de Páscoa do que caminhão da Kopenhagen capotado no meio da pista.

Fast Girl # 113 – Mia Wallace

Pulp Fiction, my friend. Curto e grosso porque a semana está voda, na semana de Carnaval os diretores de arte adquirem comportamento errático compulsivo e pré-convulsivo. Se as coisas não mudaram na maioria das agências de propaganda, ninguém sabe se vai ter folga no feriado a não ser na véspera quando já é tarde demais pra organizar alguma viagem.
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O dedão do pé dessa mulher (Uma Thurman) é inesquecível, o John Holmes dos pedólatras. Dá dois dedões estranhos da mão da Megan Fox empilhados.

E os filminhos, tá difícil, ficam pra depois do Carnaval.

Calendários na POP

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Quem mora perto de Pinheiros pode comprar o meu calendário lá na Livraria POP – Rua Virgílio Carvalho Pinto 297. Também por módicos 12 reais.
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Mas levem também uns cobres a mais, porque os livros e os “brinquedos” que são vendidos lá praticamente falam “passa a grana” pra quem é fã dessas coisas que não enchem a barriga mas satisfazem o célebro.

Trocando arroz e feijão por aquarela

Aproveitando o almoço pra testar uma marca nova de aquarela (nova pra mim, claro), Daler Rowney. Aprovadas com a carteira vazia fazendo clap clap.
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Não é uma Fast Girl, mas foi quase. Aquarelinhas na hora do almoço, se a moda pega eu crio um método novo de fazer dieta.

O tempo passa rápido quando você está se divertindo

De um modo um pouco inesperado e um tanto atrasado, decidi fazer calendários pra distribuir entre agências de design e publicidade esse ano. Depois de entregar pra mais de 60 lugares diferentes, para tantos diretores de arte, criação e art buyers que lotariam o Vaticano com escalas Pantone e revistas Archive, e depois também de passar por duas sessões de sorteio no Twitter bem divertidas, estou colocando os excedentes pra vender na Galeria Magenta.
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Quem não foi contemplado pela Madame Sorte no sorteio pode comprá-lo por módicos 12 reais, dinheiro de pinga, pra quem sabe quanto vale uma pinga.

Cada calendário comprado com seu suado dinheirinho vai vir autografado, sim, sim. É o mínimo que posso fazer pra agregar um valorzinho, como dizem os diretores de marketing.