As melhores coisas da vida são de graça, pensou o empresário com muita ambição no sangue e nenhuma moral no coração
Harlam Elison é um grande escritor de ficção científica. Lembro de algumas histórias que ele escreveu para a finada Kripta, e depois ele seguiu carreira escrevendo livros e roteiros para cinema e TV. Ou seja, o cara é profissional. Sendo profissional, entende-se que ele ganha dinheiro com o que escreve. Ou não.

O incansável Montalvo teve a preciosidade de legendar um filme onde Ellison reclama das (grandes) corporações que pedem para que ele escreva de graça em troca de divulgação (som de risadas de sitcom) (clica aqui, o filme não dá pra colocar direto no post). Ele, puto como o Alborghetti – e com razão, propriedade e direito de cuspe – reclama além dessa atitude sugassangue a postura com que, não conseguindo o intento de ter um trabalho a custo de buraco de queijo, jogam essa proposta para escritores novatos que, em busca de fama e fortuna aceitam trabalhar de graça. E isso mata como inseticida o mercado, os valores dos trabalhos caem como suicidas pulando da ponte.
Troque o escritor pelo ilustrador e verás que essas pragas (o cara que pede de graça e o sujeito afoito que aceita) são piores que as pragas do Egito, pois são universais.
Já escrevi um post megavisto sobre “Por que não ilustrar de graça”, também vale como complemento vitamínico.
O horror, o horror!















