Crianças, Salvem-Nos do Politicamente Correto.

Se você não for Politicamente Correto, vai se inspirar nessa pequena palestra do Ken Robinson.

Talvez se as pessoas fossem educadas a serem mais criativas – independente da situação da educação em qualquer país, inclusive o vosso – as pessoas seriam menos cri-cris, hipócritas e sem senso de humor, e mais abertas a novas idéias. Ou, pelo menos, elas seriam menos mimimis em relação a tudo o que for diferente do que elas pensam.

E nós nos sentiríamos menos figurantes de “Invasores de Corpos”, aquele filme paranóico onde ervilhas gigantes trocam de lugar com humanos, deixando todo mundo igual e sem emoções.

6 Comments

  1. .faso disse:

    Vendo esse trechinho do TED me fez relembrar um pouco os meus passos.

    Quando eu era pequeno, sempre andava com uma bonequinho para lá e para cá. Bonecos sempre foram meu brinquedos favoritos.

    Com o tempo aprendi a desenhar e então passei a criar personagens, histórias e mundos próprios (com direito a cartografia, sistema económico e tudo mais… isso com 12 anos de idade!). Mesmo com tudo isso, nunca pensei em viver de desenhar ou bonecar (aliás, nem sabia que isso era possível).

    Lembro-me que no colegial comentara com minha mãe que queria ser astrônomo. Ela me disse que eu iria morrer de fome. Depois comentei que queria ser engenheiro e ela falou que eu não era bom em matemática (eu só ficava de recuperação na dita matéria). Sem muito o que fazer, entrei na faculdade de Ciência da Computação para sair dois anos depois.

    Me formei em design, mas “nunca exerci oficialmente a profissão”. Assim como a coreografa, eu estava aqui no meu cantinho tentando achar o meu rumo, quando por acaso me vi costurando um boneco que havia criado.

    Apesar de ir contra tudo e todos (já fui chamado de louco e me mandaram procurar emprego de verdade), insisti na bonecagem e hoje vivo disso, algo que eu adorava quando era criança mas que aos olhos de todo mundo era apenas um entretenimento.

    Paremos de limar a crianças, deixando-as errar e a achar seus próprios caminhos, seja costurando bonecos ou pintando com aquarela de água de privada! X)

    Abraços,

    .faso

  2. Thi Perini disse:

    Eu tive um professor na Panamericana que dizia coisas como essa. E eu concordo muito. A coisa que mais me entristecesse é pegar um dos gibis de quando eu tinha 16 anos e fazia fanzine de mangá, ler e constatar que eu era bem mais criativo e competente naquela época do que hoje em dia.

    Toda vez que vejo um adulto tentando corrigir uma criança que pintou a árvore de roxo, dizendo “Não! A árvore TEM de ser verde!” eu fico puto e dou um bronca. No adulto, claro!

  3. Wagner disse:

    Isso me lembra um livro de auto ajuda do mermao que diz uma coisa interessante, sobre a educação hj:

    Que antes(no seculo passado) uma criança corria, tropeçava e se machucava, abria o berreiro, vinha os pais mandava parar de chorar, ou falava que nao foi nada e depois mandava a criança voltar a correr. HJ, a criança corre, e vem logo os pais mandando a criança parar de correr pq pode se machucar :p. Nada de correr riscos.

    Acho que isso vai nessa linha de formar pra trabalhar… felizmente nunca tive problemas com minha escolha de profissão, e de fazer merda tb. tlvz seja pq meu pais saiu cedo de caso e só se lasco e ele diz que foi a melhor coisa XD

  4. Nihonjin disse:

    Bela mini-palestra!! Certeza que crescemos num mundo repleto de paradigmas e devemos quebrar algumas para que a criatividade flua. Para que deixemos “florescer” (uia!) nossas idéias.

    É uma pena pensar que haja pessoas que não dão importância a arte e a cultura em geral.

    Vendo esses dois vídeos, me fez lembrar de um vídeo que vi esses dias mesmo no youtube sobre “pensar diferente” sobre como a escola interrompe nossa criatividade. Se interessar: http://www.youtube.com/watch?v=dJowuCJzbrU
    :D um abração Dude!

  5. Priscilla Fogiato disse:

    Excelente post!

  6. Vanessa disse:

    Concordo plenamente. Faço oficinas de ilustração com crianças em lugares carentes e o que mais escuto é: “mas minha professora não deixa pintar assim, está errado!”, e a maioria tem medo, por exemplo, de usar materiais diferentes ou sair fora do convencional, que as escolas jogam goela abaixo das crianças. É complicado porque isto poda as melhores vocações, sobretudo com pessoas que percebemos que tem potencial para desenvolver algum tipo de habilidade mas nem sabe que tem aquilo dentro de si.

    O mais interessante e satisfatório é acompanhar a evolução das mesmas crianças que são podadas pelas escolas. Depois de perceberem que podem, sim, realizar coisas diferentes, a sensação de liberdade criadora que vejo é sensacional, muito bacana mesmo.

    Faz lembrar uma história que ouvi há muito tempo, sobre a águia que pensava que era galinha, e vivia ciscando junto com outras galinhas. Quando descobriu que era águia, voou para longe e descobriu seu verdadeiro sentido na vida. Não é muito diferente do que vemos com a vocação e o potencial de muita gente, sendo crianças ou não.

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