Escape From New York
Mil perdões aos leitores deste humilde mas não serviente blog.
Retornei com pesares de NY há uma semana, com uma dor no coração e outra na carteira. Mas ter ficado um mês inteiro quase sozinho trouxe uma série de novas perspectivas para este ser que vos digita, perspectivas essas com tentáculos expansíveis para todos os lados, principalmente na carreira, nas consequências benquistas de conhecer gente nova e dessa gente nova que apresenta pra mais gente de respeito e admiração, e de projetos futuros que vieram embalados com cuidado nessa viagem e que serão abertos ao público no seu devido momento.

Mas como não vivo de essência de jasmim, cheguei em São Paulo com 4 malas, uma mochila e um elefante hidrofóbico chamado cliente em cima da minha mesa de trabalho, esperando por mim. E aproveitei pra fazer o desenho acima com a versão 11 do Painter, que comprei lá numa pechinchota bacana na BH, a terra dos judeus eletrônicos.
Assim, após um mês de regozijo no hemisfério norte, passei uma semana em 78 rotações. Além de entregar jobs acumulados, fui dar uma palestra na Universidade de Mogi das Cruzes, dei entrevista pra TV e só agora consegui abrir o blog.
Ainda faltam postar muitas aquarelas feitas lá, muitos desenhos a lápis e muitas observações. Muitas delas ainda vou colocar aqui, principalmente sobre Alberto Ruiz e Brad Holland, mas as outras tomei a decisão de realmente fazer um livro sobre essa viagem a NY. Assim, vou completar algumas aquarelas, escanear de maneira decente e organizar os textos para diagramar um livrinho, talvez chamado “Ilustrações ilustradas de Nova York” ou “1000 Coisas Para se Ver em Nova York Antes de Ficar Cego”.
Faltaram as observações sobre o tamanho gigantesco do Museu Metropolitan (3 dias e ainda não vi tudo), e do também gigantesco Museu de História Natural; da maravilha escondida que é o Cloister, o museu medieval no Bronx.
Faltaram muitas figurinhas estranhas/esquisitas, como esse tiozinho muito à lá vonté num flip-flop.

Faltou também um post sobre os testes maluquetes que o pessoal dessa organização não governamental fazem nas ruas pra detectar stress e dislexia, duas coisas que eu tenho e que me fazem um candidato suitável pra ser um cientologista, e não vi o Tom Cruise como brinde.

Faltaram os posts sobre os espetáculos bizarros Off-Broadway, como esse que faria minha carteira encolher em posição fetal de medo, além dos testes para a estréia da peça “Coraline – o Musical”, que deve ou ser muito bom ou muito ruim, assim como foi o filme do Wolverine, que pendeu feito pedra pra segunda opção.

Faltou também os posts sobre Nova York para ilustradores, como a visita às Galerias Arcadia, da maravilhosa tarde com Shaun Tan na Book of Wonders, uma livraria de respeito só com livros infantis e as visitas à Illustration House e a busca infrutífera para ver um original do Al Hirschfeld.

Isso entre outras dezenas de assuntos funestos e bizarros, como a grossura pornográfica dos hambúrgueres, o mal-humor dos balconistas, a proliferação hindu novaiorquina, a curva de aprendizado para se pegar metrô, a magia do café ralo e delicioso, o paraíso dos hipocondríacos que são as farmácias dali, os classificados atrozes à procura de cobaias humanas para testar novas drogas, as instituições que pagam dez dólares pra você descabelar o palhaço e vender seu esperma, os gays coreanos que andam de mãos dadas na 9ª avenida, os esquilos treinados pra roubar biscoitos de turistas descuidados, os sinistros táxis negros piratas dirigidos por seres também sinistros do leste europeu, a experiência de liquidificador que é despachar 10 quilos de livros numa agência do correio americano, etc., etc., etc.. Enfim, se eu ficasse um ano ali ainda teria assunto, então como tudo que é bom uma hora acaba, então tá.
















Esse tiozinho de Havaianas é a cara daquele diretor de cinema cafona, Joel Schumacher.
O tiozinho é o Joel Schumacher!
Genti… esse livrinho tem tudo pra ser sucesso!
bom retorno atrasado!
Esse tiozinho no flip flop havaianístico não é nada mais nada menos que o edstrudior do Batman, Joel Schumacher…
Oi Hiro,
Acho que esse tiozinho de flip-flop é o Joel Schumacher, aquele diretor que fez os filmes do Batman parecerem desfiles da Beija-Flor!
Abs.
Hiro!!!Suas fadinhas estão demais!!!
Uaaaaalááá! E olha só quem aparece
Mestre Hiro!
Com certeza você tem muito o que contar durante essa longa e divertida viagem!
Exijo o lançamento do livro em algum lugar high fives o/ com direito a tarde de autógrafos e td mais!! Certeza que irei comprar.
Preparei uma humilde ilustração pra você Hiro, em breve te mostro :}
Abras!
nossa… eu quis dizer “destruidor”…. que mania de apertar qualquer botão…
ahhwhahahahahahhaha
essa aí em cima hein?
hahwhahahhahahaha
well, welcome back!!
bem, seu livro deve ser lançado com tudo q já foi dito e o título deve ser com a segunda opção, fechado??
bjbjs