Diquinhas Basiquinhas
Tem gente que tem enviado umas mensagens um pouco sebosas, reclamando que eu só posto o óbvio ululante sobre NY. Obviamente, pra deixar o blog limpinho como banheiro de avó, eu não posto essas mensagens porque a crítica além de não ser construtiva, só faz ruído desagradável.
Em resposta única e sem retorno, tenho na minha defesa o fato de nunca ter visitado NY, o que me dá crédito pra ficar deslumbrado com a fauna urbana dessa cidade.
Em segundo, se aquele que escreveu já veio ou mora em NY e se sente enfastiado, tem culpa eu? Quantas milhares de pessoas nunca vieram pra cá e se divertem, nem que seja uma fração de alegria, com esses posts? Se eu tivesse lido algumas dessas dicas antes de vir pra cá teriam sido muito úteis. Portanto, um bandeide no cotovelo por favor.
Mas é por isso mesmo que desenhei essas dicas mais-do-que básicas, daquelas que você já usa assim que põe o pé pra fora do avião.
Dinheiro

Além dos carne-de-vaca dólar, traveller checks e cartão de crédito, existem opções pra levar dinheiro pros EUA sem parecer um traficante de cocaína, tevando os dólares num pochete fininho contra o peito ou debaixo da cueca. Existem cartões de débito que você compra em qualquer casa de câmbio no Brasil e usa em qualquer caixas automáticos, aqui conhecido como ATMs (e que impressionantemente estão distribuidos em todos os lugares, assim como pombos) pra retirar dinheiro ou fazer compras. Caso sua epifania consumista exceder o bom senso e o crédito do cartão, basta ligar pra sua mama pra ela colocar mais dinheiro e a festa do caqui nas lojas continua.
Porém, existe outra maneira de não carregar tanto dinheiro na carteira. E isso vai virar propaganda gratuita, mas dane-se, é dica do bem.
Se você for correntista do Itaú e tiver um cartão 5 estrelas douradinho, você pode desbloquear o serviço de retirada de dinheiro internacional no site e usar seu cartão do banco pra retirar dinheiro dos ATMs. Eles descontam além do dinheiro convertido, uma taxa de 9 paus pra cada retirada. É uma grana, mas compensa quando o dinheiro vivo estiver virando pássaro Dodô na sua carteira.
Se tirar dinheiro em um ATM, você vai pagar 2 dólares de taxa de uso.
Melhor ir em qualquer agência da Chase, que abunda por aqui, porque os ATMs de lá não cobram taxa.
Imagino se esse serviço existe no Itaú, deve existir também em outros grandes bancos.
Táxis

Os táxis daqui são um festival da ONU sobre rodas. A maioria dos motoristas é imigrante, e sabe-se qual é o evento milagroso que faz com que um estrangeiro consiga se locomover de carro com facilidade em NY.
Como nos filmes, é comum você ver um senhor de barba, bigode e turbante dirigindo um amarelinho, além de africanos, coreanos, chineses, russos, hindus e italianos.
Motoristas de táxi aqui não puxam papo, não falam oi nem falam obrigado. Mas xingam no trânsito e correm feito a Lola. Na dúvida se eles entenderam seu inglês pastoso, melhor escrever o destino num pedaço de papel e mostrar pro homem.
Os táxis cobram 45 doletas cravados pra sair do aeroporto JFK e ir ao centro de Manhattan, fora a gorjeta. O comum aqui é pagar 15% de gorjeta, e ai de você se não pagar o extra. Ele sai do carro e te xinga de uma maneira que você se sente ofendido mesmo não entendendo a língua dele.
Num táxi daqui cabem 3 pessoas de maneira civilizada. Alguns cobram um pouco a mais se sua mala tiver um tamanho maior que um cadáver.
Gorjetas

Falando em gorjetas, uma que você não pode esquecer aqui é a gorjeta da garçonete. Tirando os McDonald’s e Starbucks, qualquer lugar que você for fazer uma boquinha tem que pagar entre 15 a 20% da conta como de gorjeta.
Num primeiro momento, calcular a gorjeta parece um trabalho de uma HP científica, por causa dos centavos quebrados. Mas o novaiorquino ensinou uma dica pra isso:
Toda conta vem discriminada o que você comeu e os impostos, mas não a gorjeta. Os novaiorquinos simplesmente dão de gorjeta duas vezes o valor do imposto. Ou seja, se você comeu uma tripa de cordeiro por 11 dólares, o imposto deve sair por volta de 1,2 dólares e a gorjeta então deve sair por 2,4 dólares.
Celulares
Comprar celular aqui é mais fácil, literalmente, do que comprar um biscoito de polvilho decente em São Paulo.
Se você pretende ligar pro Brasil pra falar com sua mãe que está no alto do Empire State e tá pensando nela, seja pra não se jogar do alto, seja pensando no King Kong, melhor comprar um telefone sem contrato, os chamados “pay-as-you-go”, vendidos em qualquer loja de operadoras ou lojas de eletrônicos, como Best Buy ou Radioshack. Um celular básico aqui custa 15 doletas e com mais 25 dólares de crédito dá pra conversar um bocado e infelizmente ser encontrado.
A operadora que tem melhores preços é a Virgin, que cobra 2 centavos por minuto se você ligar pra um telefone fixo no Brasil, ou 25 centavos por minuto se ligar pra um celular.
Hospedagem

Tome um pouco de cuidado quando alugar um apartamento no centro de Manhattan ao inves de pagar um hotel. Alguns prédios olham com olhos rodando a baiana quando turistas sublocam um apartamento em seu condomínio. Parece que essa prática não é muito bem vista pelos moradores do prédio e inclusive existe aqui um debate se isso deve se tornar ilegal ou não, se é que já não é.
De qualquer forma, se não quiser se sentir um marginal que paga aluguel, pergunte antes pro seu locador se o prédio em que você alugou o apartamento tem tolerância pra turista.
Como não fiquei em hotéis aqui, fico devendo essa.
Idioma
Se seu inglês é grudento como tentáculos de polvo querendo sair da sua garganta e isso for um motivo inibidor de conhecer NY, não se preocupe. A segunda língua oficial (e às vezes a principal em alguns lugares) é o espanhol, seguida por algum dialeto hindu, pelo íidiche e pelo coreno e chinês.
Ou seja, se seu inglês não passa do “The book is on the table, motherfucka”, não se preocupe que mesmo assim você se vira.
Na verdade, o turista médio aqui conversa pouco em inglês. Ele só usa essa língua em pequenas situações, a maioria delas envolvendo o pedido de uma comida ou informações nas lojas. Como o americano também não puxa papo, é capaz de você morar aqui por 5 anos e voltar pra Bauru sem falar uma sentença completa em inglês.
Segurança

Muitos na minha idade achavam que nunca mais sairiam ilesos se visitassem o Soho, por causa do filme “Depois de Horas” do Scorcese, ou sairia do Central Park dentro de um saco preto, por causa do Charles Bronson em “Desejo de Matar”.
Pois o tempo passou e o projeto Tolerância Zero, criado pra dar uma limpa na criminalidade novaiorquina, deu certo. Assim, andar em Manhattan é um passei extremamente seguro.
Amigos meus de longa data sabem o quanto eu sou neurótico com esse assunto, e aqui você pode andar com uma melancia e uma máquina fotográfica no pescoço que não tem problema.
Lógico que esse paraíso na Terra é relativo, acidentes, paixões e assaltos acontecem quando voce está desprevenido. Mas andar no centro de Manhattan dá essa tranquilidade. Mas aconselha-se a ter um pouco mais de cuidade no Brookin, Bronx, Harlem ou Chinatown, andar com a máquina dentro da bolsa é um ato de caridade pra você mesmo.
















Hiro!
Que bacana essa sua viagem! Acho que quem estava com vontade de ir a NY mas tinha algumas duvidas, esse seu “diário” está servindo como um manual de primeira!.
Abs.
Another Hiro
Caro Hiro,
Está sendo super divertido acompanhar sua viagem, estou amando os desenhos e, a dona Cintiq que me desculpe, mas as suas aquarelas são muito mais lindas do que os desenhos digitais! Parecem mais vivas.
Seria o máximo se você lançasse um livro com esses desenhos e anotações! *-*
ô povo malino! Será que sempre tem que reclamar de tudo? O dia que você visitar Katmandu e for blogar em cima de um yeti, o pessoal vai reclamar que você só posta o óbvio… tudo aquilo que o Tin-tin já mostrou. Pelo amor…
Mas Hiro, seus posts com tempero de Times Square tem sido ótimos – esse último foi A DICA para os pobres que forem para o USandA poderem se virar -secretamente estou esperando você desenhar um Cloverfield dando um tchauzinho para gente, pois como ir para NY e não fugir de um monstrão?! (risos)-
E segura a fada do cartão de crédito que ela tá gordinha e com pressão alta. Muito esforço pode provocar um AVC!
Um super abraço,
.faso
Adoro qdo tem atualização sua! Eu me divirto com as situações e com seus desenhos.
deixa o povo do mimimi de canto =)
Eeee se diverte e compra mta coisa!
Bom, posso falar que Eu estou me divertindo por demais com o diario de bordo desta viagem. Nunca fui a NY e mesmo assim os personagens nao me parecem desconhecidos, afinal de contas provavelmente esta foi a cidade mais registradas em filmes e seriados EVER. Mas de qualquer forma acho sempre divertido ver a forma que as pessoas assimilam situacoes que viveram. Alem de que as dicas estao sendo bem uteis, ja que meus interesses em boa parte do tempo se encontram com os teus.
Entao aqui fica meu incentivo para que a jornada continue sendo documentada e dividia. Eu to achando o maximo!
Hiro, os invejosos que me perdoem, mas quem perdeu o olhar infantil de se deslumbrar com alguma coisa nova, principalmente em uma cidade palco de tantos filmes e que nos faz lembrar tanta coisa que assistimos, precisa urgentemente de uma injeção de jovialidade.
Eu já fui há anos atrás, tive a oportunidade de subir nas torres gêmeas e essa recordação não tem preço (mesmo porque a maquina abriu e as fotos se foram). Coisas bobas que me vêm à mente são: não saia do hotel sem uma colher de plástico se quiser tomar sorvete de massa. Nenhuma deli tinha uma colher. Não perca o bondinho que te leva pra outra ilha, nem a viagem para a estátua da liberdade (ainda é aberta ao público?) Aproveite bastante e realmente pense em transformar tudo isso em um guia ilustrado. NY vista por um ilustrador realmente não tem preço. Parabéns por ter permanecido mesmo quando outros foram embora. Abração e continue postando.
Olá Hiro!
Já fui pra NY, mas por um período muito breve e com gente de lá, o que não me colocou numa situação extremamente turística. Agora fiquei inspirada para uma nova visita – e claro, munida de ótimas dicas!
Saber é podeeeeeeeer!
Puxa vida, tem cara que só sabe aporrinhar. Deixa esses invejosos de lado e desfruta a dá com pau isso ai.Muito boas as dicas e espero usá-las em breve.Voce só fica devendo o desenho do topo do Empire c/ o King.
Abraços
Quando eu fui pra NY pagava tudo com cartão de crédito. Quando voltei pro Brasil e abri a fatura quase tive um treco, mas enfim hahaha
Pelo menos depois de ter gastado tanto eles me deram cartão de débito internacional, aí dá pra sacar e gastar um monte (ai, meu dinheiro hahaha).
Uma coisa que eu achei engraçada, é que eu quase não falei com americanos em NY. Em tudo quanto é lugar só tinha estrangeiro. Acho que os novaiorquinos estavam se escondendo. Isso atrapalha um pouco na hora de entender o que eles falam porque alguns tem sotaque muuuito forte.
Se em vez de NY fosse SP ou (Deus me perdoe) BH, mesmo assim valeria a pena conferir os posts simplesmente porque as aquarelas estão ficando muito bacanas.
Olá Hiro, muito bom seu blog. Os desenhos são incríveis. Inclusive a série Nova Iorque está perfeita, ainda mais pra mim que conheço só de filmes e gibi do Homem-Aranha.
A propósito, você podia dar dicas dos materiais que está usando nesses desenhos!
Continue desenhando assim que está demais! /
Bom, eu nunca fui a NY, e ao contrário de tais pessoas que você falou, fico encantada lendo seus posts pois aí acabo conhecendo através do seu olhar essa cidade, divertindo ao ler e ver suas imagens.
Sem contar que posso usar de referência se algum dia eu for a NY
Além do mais, acho que é seu blog. Você posta o que quer, certo? (minha opinião, claro)
Legal!! Realmente Whatever para essas pessoas que já foram e ficam de mimimi. Eu nunca fui e to adorando
E mais uma vez parabéns! Está ótimos as ilustrações, hehehe! Repito Hiro, você deve lançar um livro chamado “aventuras em NY city” – =p
Um abraço de urso!!
Oi Hiro
Tenho acompanhado muito seu Blog e nunca tive coragem de escrever, muito mais ultimamente para ver o que vc escreve sobre NY, eu estive duas vezes ai e simplesmente amo este lugar.
Uma dica na rua do Flateron Building, subindo ela, da uma olhada no Google, tem uma loja de produtos e fantasias de terror é bem divertido conhece-la, outra coisa visite qualquer Barnes & nobles tem muito livro legal de desenho, vc está no paraiso japinha, curta cada momento, e não ligue pro comentários dos outros esse momento é único to adorando como vc descreve a cidade depois nos falamos mais um abraço
Jurkevicius
Grande Hiro!
Excelentes postagens da viagem!
O post do Sketch +Jazz da Sociedade dos Ilustradores
estava ótimo! Com certeza muitos como eu estão viajando com seus posts diretamente da Big Apple!
Agora… conta uma coisa pra gente… visitastes alguma loja-incrível-com-action-figures-saindo-pelo ladrão que possas contar pra gente?
E, sebos? E livrarias: E,… tudo!?
;o)
Abraços pra você! E continue aproveitando a viagem!
Puxa vida, tem cara que só sabe aporrinhar. [2]
Ignora, simples!
Eu tô me divertindo com a sua visão da cidade.
Hiro! Tô adorando teus relatos de viagem. Sempre quis conhecer NY, e dessa forma dá pra me sentir um pouquinho mais próxima daí!
E não dá bola pra quem tá reclamando. No mínimo é gente que gostaria de estar aí de novo e não pode!
Caçarola! Essa gente nunca está satisfeita.
Mas não se incomode com esse tipo de conversinha, é gente que tá se mordendo por querer ser você. HiHiHi
Venho acompanhando sua aventora na terra do hotdog e estou adorando. Igual à primeira vez que fui ao cinema, quando Branca de Neve era lançamento.
Vixi! Credo
Abraço
Rsss
bleh!e bandeide de cotovelo pra alguns por ae,é isso mesmo Hiro! To adorando seu passeio e curtindo suas dicas, agora me mata curiosidade, como é atoalhinha de bandeja do Mac Donalds daí? são aquelas q a gente adora ficar lendo por aqui?
abraços e qdo voltar não esquece de u8ma lembrancinha pro Bisteca.
Boa dica da gorjeta! Realmente é uma chatísse ter que ficar fazendo matemática de barriga cheia, hehehe.
E outra coisa que eu notei nos taxistas (pelo menos nos taxistas indianos) é que eles ficam o tempo inteiro no celular! Vai ter assunto assim lá na…
Eu estou adorando Hiro!
Acompanho seu blog todos os dias, e as dicas estão sendo sensacionais. E me divirto com os desenhos e com suas descrições.
Continue assim.
Abração,
Sou sua fã e estou acompanhando assiduamente seu blog desde que você está em NY. Adoro esta cidade e meu sonho é conhecê-la um dia. Meu sonho é comer a torta de maçã e beber o café que podemos pedir a toda hora quando termina(pelo menos é assim que aparece nos filmes, a garçonete te servindo mais café). Com certeza quando realizar este sonho vou usar seu guia. hehehhehehe
Bejus
Hiro, teus relatos estão lindos e muito divertidos. Eu já estou na fila pra comprar o livro Hiro em NY. E torcendo muito pra futuramente comprar Hiro em Paris, Hiro em Bruxelas, Hiro em Barcelona…
abraços, dani
Cadê a TAM que ainda não propos uma toalha de bandeijinha de avião com dicas pra NY?
“The book is on the table, motherfucka”
Adoro!
E pau nos maus comentantes! É fato que há muita gente pensando que internet é o local ideal para expurgar sua vidinha meia-boca, metendo o malho e falando mal dos outros.
Não se abale!
Como diria o grande filósofo Ibrahim Sued: “Sorry, periferia. Os cães ladram e a caravana passa. À demain, que eu vou em frente. De leve”
E tome “motherfucka”
Quaisquaisquaisquais…
Bom dia Hiro!! Meu nome é modesto, e sou (um mero mortal) ilustrador do interior, e um ultra thunder fã seu, desde a época das lâminas do MC donalds (ô vício gente) até a “degustação” do seu blog. Sobre esses que fizeram comentários sebosos… fala sério!! seu blog é um intercâmbio de informação e diversão cultural ao mesmo tempo… e eu, q num vô dar “um pulinho aí” tão cedo… viajo nas histórias e nos guacheszinhos.
Num liga pra esse povo não, e não pare de postar!!
Um grande abraço!!