Hadouken na carteira

Estarei ficando velho?

Pois este ser estava ávido como hiena espreitando carniça para apertar os dedinhos no novo Street Fighter 4. Principalmente por causa do visual, pretensiosamente mais artístico e menos renderizado, e por causa das críticas favoráveis como elogio para noiva. Coisa parecida aconteceu com a experiência fora do corpo de trabalhar com o novo Adobe CS4, mas isso é papo pra outro post.

Seduzido pelo trailer, ingenuamente acreditei que iria ter um jogo espirrando tinta nas paredes.

Pois bem, com um sacrifício monetário, comprei o objeto de adoração. E pois, depois de jogar algumas horinhas veio a decepção. Juro que tentei, mas simplesmente o jogo é chato! Ao contrário de Soul Calibur, que tem a jogabilidade fluida e gráficos de deslocar os mamilos, Street Fighter cansa rapidinho, típico produto onde se fala muito e se oferece pouco. Por ser ainda de opinião de cunho pessoal, os personagens ficaram velhos e cafonas – M. Bison poderia ser Hugo Chaves com peitorais assombrosos e Zangief ter a cara do Azaghal do Jovem Nerd pra ficar um pouco mais interessante. O irônico é que, ao jogar o velho Street Fighter do SuperNintendo, esse parece sim é continua sendo muito mais legal. Toma na cabeça.

Nem as animações, feitas com qualidade e esmero do pior episódio de Pokémon, salvam. Jogar pela rede, com gente tentando se convencer que o investimento valeu a pena pelo mundo inteiro, é uma experiência atroz e insalubre.

Se um jogo de luta faz você bocejar no meio, e Little Big Planet não, então alguém jogou um ratão na panela de feijoada, pois a receita desandou.

Sensação igual quando você sonhava com Comandos em Ação fazendo mil peripécias na TV e se decepcionando com um bonequinho assexuado que só mexia os bracinhos. Por isso mesmo estou achando que estou definhando mentalmente, não entendo como tem tanta resenha favorável pra esse fragmento de diversão digna de gato jogar terra em cima.

Depois de um final de semana lacônico e me arrependendo até a última fibra da cueca por ter dado esmola pra Capcom, chegarei ao cúmulo de ir na lojinha e trocar o jogo por qualquer outro, pra diminuir o prejuízo. Se tiverem Resistance 2, o negócio será fechado.

13 Comments

  1. street fighter…. eu lembro na hora! quando era “moleca” ainda, aqui perto de casa tinha
    uma sorveteria que tinha um Arcade, fliperama né!…
    NOSSSAA! era o 94 acho que era o Turbo, não
    me lembro direito, quase que eu morava la
    naquele lugar, era a única menina junto com
    aquela meninada toda.

    Não vi como ficou os gráficos do S.F.4
    não sei si hoje tenho muita paciência pra esses
    jogos de luta assim.

    vou te indicar os últimos que joguei
    e achei os gráficos violentos!!! e também
    a história bacana foi o BioShock o legal que
    todo visual dele é do período do art déco/nouveau
    porque a história passa la
    pelos anos 60, então é repleto de cartazes,
    anúncio, os moveis e arquitetura tudo de
    época.

    e outro é F.E.A.R mas da medo de mais… eu
    nunca jogo ele sozinha!…hehe(frescura de mulher!..rs)

    éee.. é bom parar de falar se não é so amanha que eu termino de escrever isso aqui!
    bem! o que ia falar eu não falei!!!

    QUE ERA: “-Olha! vi a sua entrevista da
    revista computer arts! e vim conferir o seu
    trabalho no seu site, esta de parabéns (Acho
    que isso todo mundo te falou..rs). e tipo,
    hoje meio que eu luto pra entrar na área, não exatamente de ilustração mais de
    VENDER! o que eu gosto de fazer.”
    então,
    abraços

  2. Alves disse:

    O jogo é “tecnico” e só tem graça quando tem alguem humano para jogar contra, demora pra aprender a jogar bem… não é tão ruim, mas requer aquela paciência típica da adolescência.

    E fuja de Resistence, Killzone 2 é mais interessante, tanto na experiencia como visualmente falando.

    Alias, mané Resistance ou Killzone o que, o esquema é pegar um Noby Noby Boy na PSN e curtir um belo trabalho 3D sem texturas que conta a história de uma minhoca psicodelica que come o mundo a troco de nada… na duvida ainda tem Pixeljunk Eden e Flower, jogos desses que parece que foram planejado para um publico de sexualidade duvidosa que curte uma ARTE.

    Ui.

  3. Anthony de Liz disse:

    Não me agradou desde o início exatamente pelos gráficos e pulos tosquinhos, mas enfim. Não joguei e prefiro não jogar. Street Fighter Anniversary Collection ainda brilha no meu PS2.

    Aconselho a deixar o PS3 algum tempo ligado fazendo download da versão experimental de Watchmen que tá esperando pra ser jogada na PSN, com seus míseros 1263MB. A versão completa custa 20 doletas se não me engano.

  4. Ren Moraes disse:

    . . . Uau

    uma voz dissidente ! Bem não posso dar uma crítica sincera do jogo por . . . simplismente não tenho nenhum console de videogame comigo ,só emuladores de snes e game boy . . .

    Nas primeiras imagens que foram exibidas do jogo, eu já achava as caras do ryu e do ken um tanto esquisitas . . .

    Ei ,está vindo King of Fightes 12 por aí , com os personagens ilustrados digitalmente, enterrando as velhíssimas versões em sprites .

    Só um porém , dado o capricho na criação de cada personagem , somente 12 participarão da pancadaria.

    Provavelmente o elenco será revitalizado aos poucos, a cada nova versão. . .

  5. Hiro disse:

    Oi Barbara.

    Terminei BioShock duas vezes, uma sendo bonzinho e outra sendo bicho-ruim. Estou viciado agora em Fallout 3, um BioShock seco e que é o único jogo que tem a Billie Holliday e Cole Porter cantando como música de fundo.

  6. Sim sim sim,,, eu sei qual é, ele é basicamente o mesmo conceito de fechar as pessoas eu um meio… o massa dele que é a idéia de como as pessoas láa daquela época imaginavam como seriam as coisas no futura como robôs essas coisas… aquele tanto de botões e luzinhas…hehe
    Mas eu tenho um grande problema.. nunca termino jogo.. é difícil\impossível eu zerar algum… acho que peguei esse trauma depois do “MARIO”.. que era infinito pra mim na época…rs

  7. Alvaro T. Sasaki disse:

    O jogo é legal, tem uma curvinha de aprendizado simpática, mas só funciona quando tem pelo menos 6 fãs de jogos de luta das antigas juntos ao vivo querendo descobrir qual o melhor frame para conectar determinado golpe para devastar tudo o que houver pela frente, dar risadas com erros e observar milagres surgindo de bugs obscuros… Ou seja, não anda dando muito certo nesses tempos de live, psn e “serious gaming”…

    Mas se quiser um outro visual interessante em matéria de jogos (sim, houveram trapacinhas como usar modelos 3d para ter noção de sombras e certas questões da animação…) tem o KOFXII que já está saindo do forno para arcades e lá para Julho brota nos videogames mais parrudinhos com suporte a Full HD.

    http://game.snkplaymore.co.jp/official/kof-xii/

  8. André Torres disse:

    Hiro você é muito criativo mesmo, dãããã. O comentário “digna de um gato jogar terra em cima” rsrs demais. Conheci seu blog agora (acabei de chegar na terra) curti muito principalmente seu humor.Parabéns

  9. Rentz! disse:

    Caro Hiro,

    Sugiro que troque seu jogo pelo Killzone 2..
    Eu também comprei o SF4, e também achei muuito fraco…. de ficar triste…sem falar nos graficos ruins, o design dos personagens ficou muito caricato, com narigões e coxas gigantes…mas Street Figther é Street Fighter…tinha q jogar.

    Sobre o Killzone 2….parece que agora chegamos na nova geração dos consoles. Jogo pra macho, cabeças explodindo, sangue na tela e gráficos de arrepiar….aposto que não vai se arrepender.

    Abraço
    Rentz!

  10. Hê, acho que é por isso que eu não acredito mais em resenhas de jogos XD
    Eu prefiro esperar alguém jogar para me contar depois se é bom mesmo ou era só papo o-o’

  11. R. Paschoal disse:

    Nunca fui muito de video games. O máximo que cheguei a curtir mesmo foi X-Men vs Street Fighter. Atualemnte, só jogo Shisen, por horas e horas a fio… rs

  12. Saulo disse:

    Para quem é fã da série e de jogos de luta 2D, é um jogo perfeito. Curva de aprendizado simples, gráfico bonito e com bom foco em leitura de oponente. Como bem dito, o importante é a rede. Todo fanático por jogo de luta aprende a derrotar o chefão no level Hardest Motherfucker em um final de semana. Depois, ele quer é jogar contra adversários humanos.

    Aqui no Japão, como no resto do mundo, a graça é jogar no fliperama, desafiando o oponente “cara-a-cara”. Essa é a graça de jogos de luta. Ter SF4 no PS3 sem a rede pra desafiar oponentes reais, realmente não vale a pena.

  13. Fábio Yabu disse:

    Que pena que você não curtiu, eu achei excelente! Tenho jogado por horas a fio, principalmente de galera! =)

    Acho que esse é o problema, eu não tenho galera pra jogar (snif!)

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