My God, it’s full of stars! – disse o astronauta Dave em “2001, uma Odisséia no Espaço”

Scott Campbell, ou Scott C. para os fãs, é um dos (vários) ilustradores meus preferidos.
Tudo o que ele faz é divertido, é feito com linhas econômicas e uma aguada de aquarela deliciosa. Seu traço é muito solto e, como sempre, dá vontade de ter essa lubrificada no punho que ele tem pra conseguir esse estilo. Suas historinhas na revista Flight são as melhores.

O que é digno de ser postado aqui neste humilde blog é um cartaz que ele fez para um evento chamado Crazy for Cult 2. Uma árvore carregada de personagens do universo do cinema pop, proporciona uma diversão quase de uma lâmina de bandeja para identificar um por um dos iconizados. Sempre quis fazer uma toalhinha de bandeja sobre personagens inesquecíveis do cinema, mas sempre o jurídico esbarra na questão dos direitos das imagens dos fulanos, fazendo com que eu fique olhando para o dedão do pé de tristeza.

Pode clicar na imagem que ela tá com mais de meio metro de diversão.

Kanjis para perder um tempo precioso que não volta mais

Outro joguinho maldito, daqueles que fazem você perder o prazo de entrega do arquivo, ao mesmo tempo que tenta se convencer de maneira vil que é pra aprender alguma coisa, qualquer que seja, desde como funciona o Flash desse treco, aprender kanjis japoneses ou estudar o design arcano desses ideogramas. Que seja. Bendita e maldita ao mesmo tempo seja a leitora Sayuri, que indicou esse joguinho (na verdade não é um joguinho, mas falta de palavra melhor as 5 da manhã vai essa mesma), que você pode usar dezenas de kanjis japoneses e algumas letras romanas para decompor da maneira que quiser e montar figuras. Tem uma interface bacanuda, mesmo sendo escrito em japonês, nada que um pouco de intuição e mediunidade não consigam superar.

Diabolicamente construido para perder tempo, pois as combinações são infinitas.

Amour et dessin animé

Somente uma garota com um coração tão grande que cabem dois gêmeos conseguiria mandar uma dica pra deixar um sorriso rasgado na boca. Minha amiga Carol Medina, na iminência de ser mãe duas vezes no mesmo dia, mandou essa dica de um curta de animação, tão simples e ao mesmo tempo tão dinâmico e tão alto-astral. Mostra que é possível fazer um pedacinho de obra-prima com desenhos a princípio simples, mas tão borráchicos e expressivos que comecei a rabiscar aqui pra ver se sai algo parecido.

Você assiste várias vezes sem se cansar.

O realisateur foi Louis Clichy, o nome da animação é “A quoi sert l’amour”, que é uma canção expelida da garganta dourada de Edith Piaf. Devidamente baixada no iPod deste ser.

Esse é o link do estudio Cube, casa de onde veio essa belezinha.

Updated!!

Gostei tanto da música que fui procurar a tradução, já que meu francês fica próximo à linguagem dos animais:
A letra é linda.

Pra que serve o amor

Pra que serve o amor?
A gente conta todos os dias
Incessantemente histórias
Sobre a que serve amar?

O amor não se explica
É uma coisa assim
Que vem não se sabe de onde
E te pega de uma vez

Eu, eu escutei dizer
Que o amor faz sofrer
Que o amor faz chorar
Pra que se serve amar?

O amor, serve pra que?
Para nos dar alegria
com lágrimas nos olhos
É uma triste maravilha

No entanto, dizem sempre
Que o amor decepciona
Que há um dos dois
Que nunca está contente

Mesmo quando o perdemos
O amor que conhecemos
Nos deixa um gosto de mel
O amor é eterno

Tudo isso é muito lindo
Mas quando acaba
Não lhe resta nada
Além de uma enorme dor

Tudo agora
Que lhe parece “rasgável”
Amanhã, será para você
Uma lembrança de alegria

Em resumo, eu entendi
Que sem amor na vida
Sem essas alegrias, essas dores
Nós vivemos para nada

Mas sim, me escute
Cada vez mais eu acredito
E eu acreditarei pra sempre
Que é pra isso que serve o amor

Mas você, você é o último
Mas você, você é o primeiro
Antes de você não havia nada
Com você eu estou bem

Era você quem eu queria
Era de você que eu precisava
Eu te amarei pra sempre
E a isso que serve o amor.

E aqui vai a canção original com Piaf e Theo Sarapo, com cheiro de queijo e vinho. Incomparável.

Esse corpinho tá bom pra você?

Para aqueles que precisam estudar anatomia e não possuem espelhos, primas peladas ou dinheiro pra comprar o programa Poser, um programa que gera qualquer posição humana e não humana para ser ilustrado, utilizado largamente por ilustradores de quadrinhos (o mangá Gantz foi feito com uma larga contribuição deste software), o pessoal lá da SIB enviou essa dica de dois sites que fornecem corpos e partes de corpos para estudo e, talvez, algum deleite fetichista depravado.

Neste site eles fornecem corpos inteiros, que você pode rotacionar somente em um eixo, mas quebra um galho para aqueles que precisam ter um galho quebrado no quesito “posições clássicas mas não tenho referência”. É um Versalius interativo.

Neste são apresentados partes de corpos - mãos, pés, cabeças e troncos com um pênis em repouso – mas que você pode rotacionar no melhor estilo “free will”.