Idéias ricas, garotas pobres e tipologia que vira personagem
O maior desafio em direção de arte na propaganda é fazer um anúncio all-type – anúncio que não tem imagens, apenas títulos e textos – que seja criativo, de impacto e, de lambuja, ainda dar recall. E dá-lhe fuçadas no Adobe Font Folio pra caçar uma letra bacanuda no meio de mil fontes remerrenhas pra dar um jeitinho naquele anúncio chinfrim. São poucos os bravos que conseguem.
Agora, não gosta de all-type? Acha tão sem graça como assistir máquina lavar roupa? Pois esse filme de apresentação do “The Girl Effect” é um tapa de mão aberta na cara de Hans Donner, que vê cromado e arco-íris até em linguiça pendurada em bar.
Ele é todo feito com uma só fonte, mas usa a tipologia com uma dinâmica tão eficiente que as palavras conseguem contar uma história como se fossem personagens. Sim, precisa ler em inglês, mas aqueles que possuem esse poder, verão que é uma maneira eficientíssima de se contar uma história. Tanto que até o próprio canal GNT e o Discovery andam usando esse recurso em algumas chamadas.
É tipo de criação que inspira outros criativos, fazer algo tão poderoso com pouquíssimo recurso. Nada de producão para fazer cocô na casa do Pedrinho, é explorar a tipologia ao máximo para passar o conceito (que sinceramente, não teria o mesmo efeito se mostrasse imagens de garotinhas mulambentas e empoeiradas com cara de fome).
Dá uma olhada no site do “The Girl Effect”, também baseado em tipologia, mas com algumas fotos como acompanhamento. A idéia do projeto é bacana, humanitária, onde prega que ajudar uma garota pobre pode salvar o mundo. Só a chamada no final é meio estranha, pois tem potencial pra estimular mentes mais pervertidas: “Invest in a girl and she will do the rest”, ou “Invista em uma garota que ela vai fazer o resto”. Vossas esposas que o digam.
Ainda que as letras são o tema deste post, aí vai também um filme abre-pupila da National Geographic (tem em português, mas não tá disponível pra incorporar no blog, então vai a versão inglesa mesmo). Esse conceito de ler a palavra como um todo é o segredo para se fazer leitura dinâmica.
Que a maldição de mil gafanhotos caiam sobre aqueles que propagam o miguxês.
















Lembrei deste vídeo do Submarino.
http://www.youtube.com/watch?v=-t837JPUnng
Hiro,
Por falar em exemplos tipográficos, há um tempo atrás rolou uma animação de um trecho do pulp fiction feito apenas com tipografia. Olha o link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=Gj13ugh5FYw
Na minha humilde opinião, ficou muito mais agressiva e ácida do que a versão original.
Abraços,
.faso
olá hiro, sou seu fã.
tipologia é um termo errôneo neste caso. o correto é tipografia.