Hello Cristo

Como contando ninguém acredita, é preciso de uma foto pra provar que existem pessoas que atiram o bom senso na mesma vala que o absorvente usado, o suficiente pra fazer Cristo se revirar na cruz.

Cristo e Kitty, um híbrido tão bizarro quanto Seth Brundle e a varejeira do filme “A Mosca”.
Tenha medo, tenha muito medo.

É a ilustração a serviço do mau (do mau gosto).

Como colocar um japonês dentro de um rolo de papel arroz

Pra quem assistiu “O Albergue”, isso é como desenho do Zé Colméia. Para quem não, vira igual “Happy Tree Friends”, pode ser útil o conselho para não acessar o link quem almoçou gohan com sushi.

Essa prancha é um tratado anatômico feito no Japão em 1819. Na verdade, não é uma prancha, mas um pergaminho roliço, igual aqueles que você vê em filmes de samurai. Chama-se “Pergaminhos de Anatomia de Kaibo Zonshinzu, ilustrado pelo médico Yasukazu Minagaki, consistindo de várias etapas de 40 homens que foram condenados a perder a cabeça sendo dissecados sistematicamente, da cabeça aos pés, passando pelas partes íntimas e que não tomam sol. Tem mais sangue, músculos e tendões do que as páginas do mangá “Blade”, que capturou um pouco do clima desse trabalho. É o “Gray’s Anatomy” – o livro, não a série adocicada – versão nipônica e grotesca.

Nesses dois links estão os scans desse pergaminho que espreme e sai sangue.

Betty Boop tinha carne e osso; mais carne do que osso

Nem só de novidade vivem os blogs, existem muitas curiosidades curiosas que moram nas areias do passado. Betty Boop é uma delas. E essa versão esqueletal é do ilustrador Marcus Paulus, que descarnou vários personagens de quadrinhos e desenhos animados para exibir seus ossos cômicos.

Embora esteja acontecendo uma renovação pelo interesse da mocinha que já foi considerada escandalosa pela sociedade pudica da época, mais por causa das empresas de licenciamento do que por mérito, Betty Boop seria a rainha da artrite e da ruga, pois foi criada em 1930 por Max Fleischer.

Arracando mais um espaço disponível para cultura inútil no cérebro, descobre-se que a Betty Boop teve um ancestral de carne e osso, uma versão mamífera e morna e também lasciva.

Helen Kane nasceu em 1906 e morreu em 1966. Era uma cantora famosa em 1920 quando Fleischer usou-a como modelo para Betty Boop. O famoso bú-bú-pidú da Betty Boop era marca registrada de Kane, e dizem as lendas horrorosas do pântano dos direitos autorais, Helen Kane não ganhou nem um punhado de feijões mágico pelo uso da imagem.

Beije meu músculo ou morra tentando

Engulam suas próprias salivas, descrentes de pouca fé. Há de se asfixiar na própria língua aqueles que bradaram que Rob Liefeld, o tacanho, não sabe desenhar anatomia.

Numa tática de tecnologia reversa, já que ele não desenha corretamente as partes pudentas e não pudentas dos seres humanos, a solução foi procurar por aqueles que possuem uma relação anatômica que fariam o Homem Vitruviano, de Da Vinci, soltar excrementos de exclamação.

Já havia visto fotos de Gregg Valentino, mas sempre achei, ó ignorância, de que era uma imagem manipulada por algum micreiro de quinta categoria no Photoshop, de tão tosca e exagerada.
Mas não é, o sujeito tem os braços que pedem para serem desenhados por Liefeld:

E na leva desses videos bizarros, também aparecem o resto da equipe que não é mutante, mas anabolizante.
Esse é Klaus Döring, o Homem-Bife, ou para ser preciso, o Homem-Cupim-de-Boi.

E as mulheres (defina mulheres)? Descreva em uma palavra como seria a TPM dessa dona.

Meu lado sadonanista sempre imaginou como seria uma experiência de ir pra cama com uma dessas mulheres. Você deve se sentir tão…mulher de tão frágil. Na verdade sempre tentei imaginar como seria uma chave de perna que uma delas deve dar em você quando ela atinge o orgasmo. Você deve quebrar sua coluna em dois feito bolacha bijú ou te espancar de tanto prazer. Se bem que pra chegar nesse nível alguma coisa deveria estar armada e de prontidão, e olhando para esse açougue ambulante em forma de algo que já foi mulher, o movimento peniano seria mais para retração do que para ereção.

Feliz fígados para eles.

s

Jabá básico autopromocional, fazendo jus para a serventia deste blog. Afinal também tenho ego e sou filho de Deus.

Essa é a capa de Vejinha SP Especial Mundo dos Shoppings que eu ilustrei e saiu essa semana. Tá minúscula, mas assim que tiver uma imagem melhor eu troco. (update: o André fez um favorzaço e escaneou e disponibilizou a capa nesse link num tamanho pra lá de decente!)

Quem comprar a revista vai ver que a ilustração tá escura demais (eles colocaram um degradé preto e afoito na base) e os títulos e chamadas taparam a maioria do desenho, inclusive a indefectível Wally-assinatura. Então, essa é a versão limpinha.

Pra quem quase não ilustra pro mercado editorial, como eu (a revista Mac + é exceção), valeu como (adrenalínica) experiência.

O maior plágio de ilustradores do mundo

Uma coisa a gente tem que admitir: piratas maledicentes e usurpadores de propriedades autorais têm culhões. Somente alguém que não tem medo do desconhecido e de uma multidão em fúria faria uma coisa dessas.

Saiu no blog Drawn.

Já piratearam ovos, iPhone, carros, até a Disneylândia. E agora eles piratearam um catálogo completo de ilustradores.
Não um, nem dois, nem vinte. Mas dezenas e dezenas de ilustradores que tiveram suas ilustrações usadas nesse catálogo chinfrim sem autorização. Não contei, mas arrisco a dizer que chegam a quase 100 as vítimas dessa larapiedade.

O crime se chama Colorful Ilustration 93ºC e custa mais de 100 doletas.

Tem gente de peso, como Luc La Tulippe, Eboy, e tem até brasileiros, como o Ademas Batista. Todo mundo roendo a perna da mesa de raiva.

Pra quem duvidar, aqui vai uma página com todas as páginas do livro fotografadas.

O mais safado dos piratas amarelos pode dizer que eles estão divulgando a arte do ilustrador, que é bom pra ele, como acontecem com algumas publicações por aí. Pura balela, discurso escapista de pilatra pirata. Por 100 dólares, alguma coisa deveria retornar no bolso do artista, e não enriquecendo cofres imundos de fuligem e gordura de pato.

Revista Ilustrar 4 com toque de seda

Amigos da ilustração e das coisas grátis da vida. Ricardo Antunes depois de um esforço e dedicação hercúlea, liberou a fornada com a edição número 4 da Revista Ilustrar.

Dessa vez é temática, só com as damas da ilustração. Tá lá a Fernanda Guedes, tão chique e tão despojada, a Mary GrandPré, ilustradora das capas americanas da série Harry Potter, que é mais desenhista no mindinho do que em todo meu ser, incluindo partes adiposas, tem também a Amanda Grazini, que eu já comentei aqui nesse blog, já prevendo um futuro oracular esplêndido para seu talento, tem também uma figura chamada Creuza de Oliveira, que no século passado ilustrava anúncios de cigarro da Souza Cruz (!), tem um passo-a-passo da colorista Cris de Lara e, por fim, uma entrevista com a Cátia Chien, que eu jurava que era gringa, até comprei uma print dela na Galeria Nucleus, mas é brasileira.

São 55 páginas de estrogênio e arte.

E é de graça, para novamente aqueles que não entendem a palavra, significa grátis, à borla, free of charging.

Comedores de criancinhas

Andou rolando na net uma mentira pra causar alarde e comoção em grávidas e mães de primeira viagem.

Muita gente estava alegando que esses bebezinhos eram comestíveis, feitos de chocolate, para serem servidos como sobremesa em algum banquete em homenagem a Hannibal Lecter.

Porém, esses rebentos com cara de crias da Anne Guedes são feitos de silicone, tipo bebês-chaveiro pra serem levados no bolso.

Porém, encontrei uma dona que faz arte com bolos, as chamadas “cake designers”, que se especializou, ou pelo menos fez fama com a polêmica, de fazer bolos de chocolate no formato de bebês.

Esses sim, um pouco maiores e realmente comestíveis, para satisfazer aqueles que não podem ver um fofucho de bochechas macias que dão vontade de morder. Ou para aqueles que queiram liberar impulsos pedófilos e canibais ao mesmo tempo. Afinal, se na China eles comem cães, no Ocidente come-se bolos vudu de crianças. Mas fazer o quê, é um tipo de arte, e de mau gosto, para alguns.

O ritual de corte das fatias desse bolo deve ser uma coisa de filme de terror, do tipo “Massacre da Serra Elétrica” (quem quer a perninha?)

Se vendesse arte por metro morreria de fome

Willard Wigan chegou pra mostrar para aqueles que acham que devem cobrar uma merreca por uma ilustração que vai ser usada num quadradinho de 2x2cm. Como já disse Shuman, o Grande, não se vende desenho por metro.

Ele faz esculturas quase a nível molecular, superdetalhadas. A sua prancheta geralmente é a cabeça de um prego, a moldura é o buraco de um alfinete. A vantagem é que ele provavelmente deve gastar muito pouco com matéria prima. A desvantagem é que ele deve gastar o que economiza com o oftamologista.
É o tipo de sujeito que não tem problemas de ler as letrinhas miúdas do contrato.

Se alguém disser que esse tipo de arte do tamanho de uma larva de mosquito custa uma fração de centavo, se engana. Sua coleção de 70 peças foi segurada em 11,2 bilhões de libras.Perder uma arte dessas no meio dos vãos do taco da sua casa é um peido. Espirrou, adeus.

Pra completar, como falei sobre a relação de tamanho de ilustração versus valores, reproduzo aqui pela segunda vez o texto escrito com farta sabedoria pelo ilustrador Shuman, o GrandE:

Esse costume de fixar preço de página de ilustração por tamanho; página dupla, página inteira, 1/2 página, 1/4 de página, etc, vem do departamento comercial das editoras, onde o lucro/benefício tem relação direta com a venda de espaço físico – que é calculado por centímetro de coluna – e apesar de não ter nada a ver com o valor da ilustração – que exige um cálculo bem mais complexo;
passou a ser usado como um referencial de valores.
Por exemplo:
O anunciante que compra uma página inteira e coloca no anúncio a ilustração simplesinha de uma minúscula bolinha de gude em fundo branco, vai pagar mais pela veiculação que outro anunciante que comprou 1/2 página e ocupou todo o espaço com a ilustração de um tapete persa psicodélico feita a óleo por um chinês preso.
•••O que tem a ver centimetragem de coluna com o trabalho, grau de dificuldade, tempo de pesquisa, técnica utilizada etc, etc, etc usada na ilustração ???
•••Outra coisa: Esses padrões de formato retangulares (1/2 página, 1/4 de página, etc.), são do tempo em que se montavam livros, revistas e jornais com tipos móveis, em caixas presas por elásticos, dai as colunas, que se mantém até hoje apenas para facilitar o cálculo de preço na venda do espaço.
Hoje, com a editoração eletrônica, a imagem pode ser produzida em qualquer formato sem que isso afete os custos de composição, diagramação e montagem, como acontecia antigamente.

Por Tutatis!

Saiu hoje na Folha.

A Record lançou no Brasil o livro “Asterix e seus amigos” (cerca de 25 dinheiros). É uma compilação joinha de 60 ilustradores europeus que deram a sua versão para Asterix. No jornal também tem umas ilustrações feitas por ilustradores brasileiros, como Orlando e Caco Galhardo feitas a pedido do mesmo mas ainda não encontrei nenhuma imagem na internet ainda.

Aqui tem uma pesadérrima versão aperitivo online.

As versões de baixo são de Milo Manara e Vicar, que faz um crossover com Patópolis no estilo Carl Barks, tornando-se assim no meu preferido.

Pra quem é ilustrador, Asterix faz parte da mesma fenda do tempo em que se lia compulsivamente Moebius, Bilal, Manara e Hugo Pratt, devendo a eles uma parcela de culpa de terem seguido essa profissão que corre risco. Quem tem mais de 40 teve uma pilha de Asterix ao lado de uma pilha de Playboys, ambos sagrados e sem permissão de manuseio por terceiros, sob pena de tecidos do corpo humano serem rasgados com justa causa.

Mais coisas que você só comeria na China se seu estômago estivesse virado de fome

Não querendo dar continuidade ao post dos cachorros por quilo vendidos na China, mas o tive que aliviar minha coceira e postar essa foto que o Bruno Porto colocou no blog dele.

Mais um motivo pra se tornar vegetariano. Difícil não se lembrar dessa cara feliz do porquinho quando você for sentar no trono pra completar o círculo da vida na forma de dejetos.

Bruno Porto, pra quem não sabe, é iustrador e designer e trabalha na China.

Rinne Nadeshiko e as melhores taras do Japão

Rinne Nadeshiko é uma ilustradora que junta numa só colherada todas as taras que os japoneses acumularam do outro lado do mundo, como monstros tentaculentos, garotas vestidas de uniformes colegiais, lésbicas angelicais, uma pitada desavergonhada de hentai e mangá diabético, tudo isso ilustrado imitando o estilo do arcano Hokusai, mas tudo feito em Illustrator ou Photoshop.
Tentagirls

Ficaram faltando as mulheres amarradas, o sexo pixelado e as máquinas de vender calcinhas usadas.

Só pra completar essa coisa nipônica bizarra, o que anda pegando ultimamente no Youtube são os vídeos de uma japonesinha (ou mestiça) chamada Magibon ou Magichan, sei lá. Não faz absolutamente nada além de coisas que seu primo peludo também faz, como dar tchauzinhos, dar sorrisinhos, com uma performance de um peixe de aquário de velhinha aposentada, um par de olhos lindos que parecem retirados de uma boneca e dentes niponicamente feios. Mesmo assim faz sucesso, tornando-se assim mais um ítem que aproxima o homem ainda mais do macaco.

Embrulhe o cachorro pra viagem ou embrulhe o estômago antes de almoçar

São quatro da manhã e sai mais um post pequeno, mas de coração, porque os olhos não aguentam mais de sono.

Vi essa tranqueira no Neatorama, e o fiel Bisteca até ganiu de agonia.

Para quem um dia precisar de uma referência para ilustrar um cachorro comestível (e até pra mostrar que isso não é lenda urbana).

Olha só, tem até carimbinho de fiscalização sanitária (defina fiscalização e defina sanitário).

Xei xei.

Piscou o olho e perdeu a arte

Dando um tempo no tema “arte feita com o que fica na cueca”, mostrando agora que pode existir arte mesmo quando você dá um esbarrão na mesa e sua caneca do Palmeiras se espatifa no chão (e nesse caso, mais interessante do que os feitos por líquidos seminais de Andy Wharol). Nesse caso, são artes tão rápidas como um orgasmo de um beija-flor.



Martim Klimas
literalmente arrebenta com a arte. Ele destrói esculturinhas chinesas breguinhas e fotografa com uma câmera de altíssima velocidade, registrando o momento em que a peça deixa de ser um badulaque cafona pra se tornar uma bela foto, que os mais filosofentos podem acreditar que seja um tratado sobre o desapego material. Coisa para que os detalhistas ou os que possuem TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) como eu percam minutos da sua vida que não voltam mais pra contar as rachadas e os cacos esvoaçantes.

Nesse outro caso, troca-se o sólido pelo líquido e também a marvada câmera rápida pra tirar fotos de coisas pingando. Podem ser tintas, podem ser adoçantes no café ou podem ser suas lágrimas quando você recebe seu holerith (faz tempo que não recebo salário que nem sei se ainda existe holerith).

E para aqueles que anseiam por mais posts nesse blog, a paciência é uma virtude e faz bem, pois como tenho só duas mãos e durmo cinco horas por dia ainda não consegui dar vazão para os trabalhos, em breve as coisas voltarão ao normal com farta distribuição de posts de graça.

Dobradinhas de mentira do Al Jaffee que dobram de verdade

Dica supercalifragiliexpialidosa da Suzana Elvas, que merece seu peso em ouro e uvas doces sem sementes depois disso.

Já comentei antes e comento de novo que devo a minha carreira de ilustrador aos monstros do Ultra Seven, ao Aragonés e ao Al Jaffee. Sem eles hoje eu estaria fabricando tofu ou parafusando penicos em alguma parte esquecida do Japão como dekassegui.

Pra mostrar que não sou só eu que lambe as bolas de Al Jaffee, o New York Times também o homenageou montando uma seção fantabulosa digna de ser sido inventada pelo Al Jaffee, de tão criativa e inusitada. São dezenas das melhores dobradinhas que ele fez, obras primas de criatividade e engenharia, e que, pasmem e fechem a boca, dobram virtualmente de verdade.

É de causar lagriminha em fã.

Desaprendendo a desenhar com Rob Liefeld

Rob Liefeld tinha sido um assunto perene no último Bistecão Ilustrado, mas ele voltou a ser assunto entre uma rodinha entre ilustradores e professores de desenho em uma pizzada de domingo, detonando e criando todo tipo de teoria conspiratória sobre como é possível alguém conseguir desaprender a desenhar ao invés de melhorar com o tempo e, acima de tudo, como é possível que ele continue trabalhando como profissional. Imagine o que é chegar ao ponto na sua carreira onde seu trabalho é assunto de piadas em rodinhas de profissionais da mesma área. É caso de enfiar uma azeitona na cabeça por livre e espontânea vontade.

Já havia comentado algo sobre Liefeld aqui, e naquela época, confesso que tinha uma certa ignorância sobre o assunto, até acreditei que era uma questão de estilo. Não é.
Dificilmente a postura de criticar o trabalho de outro ilustrador é algo louvável, mas no caso do Liefeld isso já passou para outro nível, virou caso de discussão de um case profissional, é quase com um diagnóstico de uma doença rara e miserável, daquelas de causar ereção no dr. House.

O pivô dessa história foi essa imagem que já circula há um tempinho na rede. É um Capitão América com cara de velho ranhento e corpinho de incrível Hulk deformado. A versão da direita é o original de Liefeld, e o da esquerda é de alguém que decidiu arreganhar a anatomia (defina anatomia) desse teratoma com as cores americanas.

Hilariamente, o Japs comentou: “o sujeito desenhou um peitoral que é uma porta de geladeira aberta!”, ou seja, o desenho tem duas perspectivas diferentes! Peito, braços, costas, abdômen, tudo, absolutamente tudo tão erradamente desenhado, uma montanha de carne abjeta que parece provocação. E se for, parece que funciona, porque só falta farta distribuição de porrada por meio dos defensores das bundas e peitos desenhados corretamente.

Rob Liefeld é o primeiro ilustrador invertido da história, é o pesadelo de qualquer professor de desenho que prega o estudo, autocrítica e prática constante para se melhorar o talento do traço. Qualquer um, mesmo o sujeito mais travado, que tenha os braços pregados no dorso e que tenha doado parte do cérebro para o asfalto consegue melhorar seu traço com a prática constante. Até um cachorro melhora com o tempo!
Nem mesmo o neurologista Oliver Sachs deve conhecer um caso de alguém que desaprende algo com o tempo, e olhe que ele já conheceu gente que começou a falar outra língua depois de uma porrada na cabeça ou gente que confundia a mulher com um chapéu.

Quanto ao fato dele conseguir trabalhar como profissional, isso é quase um assunto paranormal. Todas teorias são benvindas, até mesmo aquela em que ele faz o teste do sofá com os mandachuvas pra conseguir trabalho.

Pra terminar, disseram que ele estava fazendo uma história de Jesus Cristo com superpoderes. Fui checar e é verdade, gente do bem! E não é apenas Cristo com superpoderes, ele também fez um Cristo puto da vida adotando o pugilato em deuses da mitologia grega! Jesus contra Hércules, é quase um Street Fighter que solta améns no lugar de hadoukens. Num próximo capítulo ele vai dar uns chutes na Nossa Senhora da Aparecida.

Somente alguém que come filé de filhote de panda poderia ter imaginado algo assim!

Mas para quem é bom observador vai perceber que os traços são dele, mas na verdade quem desenhou foi Ed Benes. Ele fez a história e possivelmente fez o lápis. Como disse o observador ilustrador Dirceu: “não pode ter sido Liefeld, veja bem, tem pés desenhados nessa página!”.

Para quem conhece, sabe que desenhar pés para Liefeld é como mostrar uma cabeça de alho para um vampiro.