Mickey de bermudão e sem camisa era mais charmoso
Eu prefiro o Charlie Brown no começo de carreira, quando ele e Snoopy eram mais fofinhos e alegres, tornando-se depois deprê demais pro meu gosto sensível e anti-uruca (mas isso fica prum próximo post).

A lógica também se repete com o Mickey. Gosto mais das ilustrações do começo, da era de ouro da década de 30. Ele era mais minimalista, mais gráfico, os desenhos eram mais limpos e podem tacar tatus e pedras, mas acho que ele tinha mais personalidade.
O responsável pelo Mickey de bermudão vermelho e botões amarelos (que na verdade eram preto e branco) foi Floyd Gottfredson, talvez não tão famoso quanto Carl Barks com seu fantástico trabalho com a família Pato, mas tão icônico e importante quanto.
No blog Inspiration Grab, do cartunista Clark Snyde, estão dezenas de tirinhas de jornal desse Mickey agradável. É nostalgia suficiente para fazer Dercy Gonçalves virar mocinha.
















Olá Hiro.
Fou um fã de quadrinhos desde longa data. Aprendi a ler sozinho com os gibis da Disney nos longíquos anos 70… Ainda bem que não vi o Mickey tentando se matar nos anos 30-40. Já imaginou o estrago na mente de um pobre coitado de 5 anos?
Neste link http://www.geocities.com/SoHo/Easel/4942/03.htm tem as estorinhas. Antes estava no sensacional site do Barnacle Press mas eles remodelaram e eu não achei mais o link.
Você realmente acha que Dercy iria se sentir mocinha com isso? Digo, ela com certeza ia se sentir como quando tinha seus 70 anos….
Abraço
Cavera, ops, Hiro,
O Stephen Jay Gould tem um artigo interessantíssimo por conta do cinquentenário do camundongo mais famoso do mundo, onde ele faz uma análise de que ele com o tempo foi rejuvenescendo, infantilizando. É imperdível. Está no livro O Polegar do Panda.
O artigo pode ser encontrado em: http://www.monmsci.net/~kbaldwin/mickey.pdf
Outra coisa. Cadê suas considerações de quase ex biólogo sobre Gould, Dawnkins e, quem sabe, Hawkins.
Um P@#$ abraço.
Oc
Oi Hiro. Percebi que um comentário feito por mi no dia da postagem onde menciono as estórias do Mickey que ele tenta cometer suicídio não apareceu. Algum problema com o tema? Se sim, lamento pelo ocorrido.
Abraço
Grande Otávio.
Vergonha, eu tenho o Polegar do Panda e ele tá na estante acumulando poeira, nunca o li. Esse e outros livros do Jay Gould, que estão esperando pela minha aposentadoria para serem lidos.
Acho que hoje já não tenho mais bagagem pra falar sobre Biologia, além do beabá superficial que tive na faculdade.
Na minha cabeça só sobrou espaço pra Douglas Adams e a série “Mochileiro das Galáxias”.
Abs!
Marcelo, não se preocupe.
Seu comentário tá aí inteirinho. É que só abro o blog depois das 3 ou 4 da manhã, coisas de coruja..
Abs.
Hiro,
Também não sou mais biólogo pra discutir evolução nem perco mais meu tempo, eu só sei que sou parente direto do Corto Maltese e vivo sonhando com uma das mulheres do Manara.
Mas já que há espaço pra Douglas Adams, deve ter espaço pra outro tão bom quanto ele. Você já leu Terry Pratchet? Parceiro do Neil Gaiman em um livro de defecar de rir, Good Omens (Belas maldições, em português).
Este homem criou um universo só dele o Discworld e escreveu livros e mais livros sobre ele. Vale ler, vale rir e vale pensar, já que um autor brilhante como ele, foi diagnosticado com Alzheimer.
E olha que não foi por falta de exercitar o cérebro.
Outro abraço e um dia a gente se encontra.
Opino lo mismo desde Argentina.El período 30/40 de F.Gottfredson fue maravilloso.
Hoje, do nada, antes de por acaso entrar pela primeira vez no seu blog, comentei com minha namorada: O primeiro Mickey era bem melhor desenhado.