Corra Spirit, Corra

Fãs incontestáveis do trabalho sutilíssimo de Will Eisner, cuja obra seria necessário um mestre da sétima arte para ser transposta para a telona, preparem as agulhas de tricô para furarem os olhos em protesto. Frank Miller está cometendo o crime de dirigir e roteirizar o filme do Spirit. Ou vai ser uma maravilha ou vai ser uma bosta de rasgar o orifício. O histórico do homem puxa pra segunda avaliação, pois os créditos que ele ganhou com “O Cavaleiro das Trevas’ e “A Queda de Matt Murdock” foram anulados pelos roteiros constrangedores das 2 seqüências de Robocop.

Como disse Geena Davis em “A Mosca”: Tenha medo, tenha muito medo!

Para evitar o efeito megatônico do impacto do filme, está à venda o livro “Will Eisner Sketchbook”. Olhar minunciosamente para os desenhos de Eisner feitos à grafite amansa o fígado e clareia os olhos, ao contrário do que se espera desse filme.

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  1. Bruno disse:

    Olha eu discordando de novo. Os roteiros das sequências de Robocop estão em nome do Frank Miller, mas é fato conhecido que ele não ficou satisfeito com as interferências da produção nas películas. Inclusive, o que há de melhor em ambos (e há boas coisas sim), é prontamente identificável como obra dele: uma criança líder de um grupo traficante, um robô viciado em drogas, as inserções televisivas como elemento de contextualização, os elementos nipônicos. O problema que vejo em The Spirit não é o fato de estar sendo dirigido pelo Frank Miller, mas o fato de estar sendo filmado. Como bem disse o Alan Moore, não existem motivos pra se retirar uma obra de um meio e enfiar em outra. Ainda mais sendo o original uma obra em quadrinhos, que é um meio elegante e absolutamente completo.

  2. Pacha Urbano disse:

    Bom, Hiro, qualquer filme pode ou ser muito bom ou ser muito ruim. Vamos torcer para o Frank Miller ter alguma dignidade e não colocar nenhum ninja na história.

  3. tiago lacerda disse:

    Esse livro do Will Eisner, o Sketchbook foi lançado aqui no Brasil, ou é coisa gringa?

  4. Hiro disse:

    Tiago, é coisa gringa. Custa R$128,00 na Cultura.

  5. Dragon disse:

    Eu admiro muito o trabalho do Frank Miller, tanto como roteirista como desenhista.
    Essa admiração nasceu quando ele assumiu o Demolidor e ressuscitou a homem sem medo, cujas vendas vinham mal. O cavaleiro das Trevas e Ronin só fizeram aumentar mais essa admiração.
    No Demolidor, o Miller libertou os heróis do padrão Marvel que prodominava até então (criaturas superiores que viviam num mundo que servia apenas de cenário para suas lutas contra outros super seres)e inseriu o herói no nosso mundo. De repente vimos o Demolidor enfrentando gangues de rua, chefões do crime, bandidos de quinta categoria dentro de botecos miseráveis.
    Vimos o homem sem medo sofrer, sentir e chorar como qualquer ser humano.
    O que o Bruno escreveu é verdade. Os roteiros de Robocop foram bastante alterados, o que levou Miller a se desgostar com o mundo da telona. Só retornou ao cinema em Sin City, porque teve toda garantia de que seu roteiro seria respeitado.

    E o que tem de errado com Ninjas??? Eu adoro elementos nipônicos.

  6. Zeno disse:

    Caraca, Robocop 2 e 3 são tão ruins que deixam até Batman $ Robin no chinelo. E não tem desculpa, Frank Miller pode ter seus méritos nos quadrinhos, mas é uma merda escrevendo roteiros.

    E daí que os 2 filmes tem elementos de Frank Miller presentes? Isso não faz deles filmes melhores. Por que então o Robocop 1, que é muito bom, mesmo não sendo escrito por Miller, tem mais cara de Miller?

    Aliás, acho muita pretensão ele querer filmar o Spirit. Se for seguir o espírito da ilustração que ele fez pro cartaz, vai ser uma merda mesmo.

  7. Dragon disse:

    Gosto não se discute.

    Tem gente que não gosta de chocolate!!!

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