Mortadelo e Salaminho 9/11

O assassinato de Kennedy foi um trauma tão grande que é comum algumas pessoas que viveram aquela época perguntarem para outros: “o que você estava fazendo quando Kennedy morreu?”.
A mesma coisa se repete depois de 6 anos. “O que você estava fazendo no 11 de setembro?”.

Todo mundo se lembra o que estava fazendo. Em detalhes.
Eu pessoalmente só vi tanta gente de boca aberta olhando pras TVs de shoppings, bares e nas ruas no dia em que o Senna morreu.

Recebi isso de um amigo meu, Felisberto, que mora em Tampa.

É uma reprodução de uma página de Mortadelo e Salaminho de 1993 (Mortadelo y Filemon, em espanhol, que aliás, fazem ainda um baita sucesso por lá).
É pura coincidência, sem nada sobrenatural ou com intenções terrorísticas humorísticas. Mas que é curioso, é.

Da mesma forma que são curiosas as coincidências com o número 11 relacionadas com esse dia, principalmente por que acho que eu tenho um pouco de TOC relacionado a números.
Existem às dúzias circulando pela net, 99% delas palermices, mas tem uma que me arrepia os pelinhos do pescoço: 11 de setembro é o 254º dia do ano (2+5+4=11). Depois ainda restam 111 dias até o final do ano. Uia!

A assinatura de um ilustrador

Saiu no Drawn hoje uma dica deliciosa sobre um site da revista Life com uma coleção de dezenas de assinaturas de ilustradores que colaboraram com a revista no século passado.
Algumas assinaturas são tão estilosas que dão até inveja.
Abaixo são meus preferidos, a do Al Capp, pai do Ferdinando; do Charles Addams, pai da Família Addamas; e o supremo ser-ilustrador, Al Hirschfeld (um mês atrás um diretor de arte imberbe perguntou pra mim: “Hiro, por que você fala tanto desse Hirschfeld em seu blog? Tem cara que manda melhor no desenho que ele”. São nessas horas que eu queria ter a verve do House ou do Montalvo).


O primeiro diretor de arte com quem eu trabalhei foi o Saulo Garroux na revista Vida, da Editora Três, há uns vinte anos, mais ou menos. É tempo pra caray!
Naquela época eu ainda era puro e ingênuo como um carneirinho, e eu assinava meus desenhos com uma coisa que se parecia com um eletrocardiograma que ocupava 1/10 da área total do desenho. Uma vez ele se encheu e disse pra mim: “O tamanho da assinatura de um desenhista em seu trabalho é inversamente proporcional à sua insegurança”. Essa frase nunca saiu da minha cabeça, sempre tentando achar um argumento que rebatesse esse pensamente, e nunca achei um adequado. Excluindo o Millor Fernandes dessa história, por favor.

Depois de diminuir o tamanho da assinatura, continuei com o eletrocardiograma, mas aí alguém chegou pra mim e disse: “Por que você assina seu desenho como assina seu cheque?”
Som de mais uma ficha caindo.

A coisa evoluiu e hoje a assinatura ficou tão pequena e escondida que compete com o Wally. Pura diversão.