Freakshow

Quando não havia internet nem TV, o pessoal caprichava nos cartazes pra divulgar todo tipo de evento. Eram os cartazes que estimulavam a imaginação das pessoas, criando a motivação pra irem bem vestidas para o espetáculo à noite, na esperança de ver o diabo em ação.

Já fiz um post sobre cartazes de circo, mas esse é uma extensão específica dele: cartazes de atrações bizarras, o freakshow. Apresentações de mutantes circenses, da mulher barbada, o homem-leão, o homem-peixe. Quando era criança sempre passava um ônibus vermelho na minha cidade, Mogi das Cruzes, que era um Freakshow sobre rodas. Tinha vidros de leitões de duas cabeças, bezerros empalhados com seis patas, e tinha a Monga, a mulher-gorila, que tadinha, era mais bonita quando estava usando a máscara. Eu ficava fascinado com toda aquela bizarrice embebida em formol, pois me achava tão estranho naquela época que acreditava que meu lugar era ali, ao lado da Monga.

No site holandês Circus Museum existe uma vasta coleção de cartazes de aberrações, além de fotos dessas criaturas atormentadas. Tem também cartazes de outros tipos de espetáculos, como mágicos e malabaristas.

Não tem como não se lembrar do filme Freaks olhando pra esses cartazes. Pra quem gosta de filme de terror, é um filme que marca. Foi feito em 1932, por Todd Browning e achei um dos mais esquisitos que já vi. O terror dele não é explícito, o que é até pior, pois você fica imaginando as atrocidades que o filme apenas sugere. Ele é muito estranho, e deixa uma sensação pra lá de desagradável quando você vê como a bela bailarina se transforma na mulher-galinha. Tem aquele toque orgânico e agonizantes dos livros do Clive Barker.

(O que fizeram com essa mulher é horrííível!)

No Comments

  1. Sweet Mari disse:

    Caramba Hiro, quanta coisa bizarra.
    Horrível mesmo essa foto. Oo

    Ahhhh eu não acredito heiiin.
    Tava lendo tua biografia no site… Tu usou água
    de privada na aquarela?!?!?! O banheiro não tinha pia não?!
    Mas que nojooooooo. =P

    Um abração. Vou linkar teu blog.

  2. Hiro disse:

    Olá Sweet Mari.

    Lá tinha pia, mas não podia correr o risco de alguém me ver pintando no banheiro. Tive que fazer isso escondido sentado na privada, usando a pasta como prancheta e com o livro com a ilustração de repolho ao lado, servindo de referência.

    Mas graças a isso, consegui o emprego. E foi o próprio Brasílio Matsumoto que viu e achou legal.

    Mas dei a descarga antes.

  3. Juliana disse:

    Goooble goble! One of us!

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