Hirschfeld, Alarcão e Montalvo

Na filosofia oriental, principalmente na taoísta, o conceito de “fazer o bem” não significa, como no Ocidente, ser proativo e estender a mão pra acolher um mendigo ou fazer uma boa ação. Simplesmente fazer o bem é não fazer o mal. Não fazendo o mal (como chutar cachorro na rua, destratar pessoas humildes, fabricar armas, lucrar com coisas ilícitas, essas coisas escritas com tinta mais escura) você faz uma boa ação, porque simplesmente alguém vai usar essa ação como exemplo e passar pra frente. Gente que você nunca viu e nem vai ver na sua vida, mas fez um bem pra ela. E que vai usar esse exemplo por inúmeros motivos. É o caso de pessoas que a gente usa como referência. De vida, de trabalho ou ambos.

Três pessoas fazem esse papel comigo. Elas me estimulam toda vez que eu fico meio pra baixo por causa de art buyers de quatro patas, diretores de arte caolhos, contratos que arranham ou agências que parecem navios pirata.

Um deles é americano e já morreu. Al Hirschfeld.

Hirschfeld deve ser referência de dezenas de outros ilustradores. A despeito do seu traço, o rei da linha me inspira simplesmente pelo que ele é, que é o que eu quero ser: um velhinho que desenha bem. E que vai morrer desenhando. Nunca conheci Hirchfeld, infelizmente, mas o bem que ele me faz quando penso no meu futuro como ilustrador e como gente quando as coisas ficam meio esfumaçadas é como seu avô dando um afago na cabeça pra dar ânimo e seguir em frente pra enfrentar a molecada do bairro.

A boa ação dele pra mim foi desenhar e ficar velho com uma dignidade tocante.

O segundo é um carioca vivinho da silva Continue reading

Pixar feito a lápis

Passei esses dias tentando matar um camundongo que entrou em casa. Comprei várias ratoeiras (coisa da idade média) e curiosamente, ele tem recusado sistematicamente os queijos e bacons colocados como iscas, simplesmente não funciona. E parece que é mascote do David Blaine, é só botar os olhos nele que desaparece no ar! Hoje comprei uma terceira ratoeira com gorgonzola, se ele não pegar essa vou considerar que esse roedor é vegan.

Pra um rato com paladar de bom gosto eu posto essa imagem de alguns personagens do próximo filme da Pixar, Ratatouille (que fala justamente de um ratinho gourmet):


E este é um teste de animação com um personagem do filme que achei no Youtube:

E tem também uma imagem do próximo filme da Pixar depois de Ratatouille, Wall.e (que fala do último robô da Terra, o que me lembrou de um filme chamado “Matadouro 5″ muito, muito velho):


Sempre que a Pixar lança um filme (e outras também, como Dreamworks), é comum lançarem um livro de sketches e sobre o processo de criação do filme.

A tecnologia utilizada pela Pixar e seus efeitos dispensam comentários. No entanto, pra quem é desenhista ou ilustrador, é fascinante ver que até chegar no Senhor Incrível com a pança do Faustão, foram feitos centenas de desenhos e estudos. Principalmente estudos. A lápis, pastel, colagem, tinta, nada que use tecnologia 3D. O que comprova mais uma vez que tecnologia não é nada sem um volante e um freio atrás.

Esses livros não são caça-níqueis como álbuns de figurinhas ou gibis toscos. São ótimos estudos de referências, valem cada centavo investido nele. No mínimo fazem você perder a preguiça de procurar por uma referência correta e segura ou de não usar a primeira idéia que vem na cabeça. Estudo é processo de criação, as duas coisas estão sempre juntas. Então amiguinhos, mesmo que exista um filtro que faça fogo no Photoshop, a verdade é que técnica e talento não acontecem apertando um botão “OK”. Sempre dá pra fazer melhor.
É só olhar esse sketch de “Robots” (Dreamworks, mas também maravilhoso).

Ou ver essa prancha-conceito (concept board para os publicitários) de Monstros S.A, que são sementinhas de blockbusters:

Você compra esses livros na Amazon.com ou na Cultura. Custam em torno dos R$120,00, mais ou menos, mas acho que compensa mais pedir na Amazon, pois esses livros somem rapidinho das prateleiras daqui e o preço do frete mais o do livro fica praticamente igual ao valor brasileiro.

Quem é ilustrador tem sempre que renovar a fonte de informação, absorver coisas novas, novas tendências. Pra quem gosta de estudar, ser ilustrador significa aprender uma coisa nova todo dia. Se não fizer cursos, palestras, workshops, no mínimo compre livros que dêem uma sacudida na poeira da mente. E esses livros nem precisam ser necessariamente sobre ilustração. Inspiração e motivação você pode encontrar até num livro sobre como dar banho em cachorros. Encare esse dinheiro gasto como investimento que você sofre menos.

Patrícia Lima

Esse post é em homenagem à Patricia Lima. Acho que é até um pedido de desculpas por um trabalho que não deu certo.
Criei uma toalhinha de bandeja onde o desenho dela iria cair maravilhosamente bem. Tava tão certo que ela seria aprovada, porque ficaria linda de secar os olhos, que levei um baque como quem bate a cara na porta de vidro do banco.

Juro que tem horas que eu não entendo a lógica do cliente. Tinha a chance de fazer algo diferente, bonito, original e naaada de aprovar a ilustração! Por que? Por que? (na verdade eu sei o porque, mas se coloco as razões aqui já fica antiético).

Eu sempre quis trabalhar com ela. Não a conheço pessoalmente, mas admirava seu trabalho há tempos:

É impressionante os detalhes e os acabamentos que ela faz com papel e massinha. Ela deve entrar em transe, chamar uma entidade que ilustra no lugar dela ou deve ter dedos finos como perninhas de borboleta pra ter esse controle.

O trabalho dela é único. Novamente tem aquela leveza que só uma mulher consegue dar no desenho.

Pois é Patrícia. Mais pra frente a gente tenta de novo!

Dragão do Coisa-Ruim

Mais um da linha “Mistérios Inexplicados da Ilustração”.

Eu tenho essa imagem guardada há uns quatro ou cinco anos pelo menos, que baixei no tempo que eu trabalhava na agência como diretor de arte. Depois de montada ela cria uma ilusão de ótica que parece que o dragão acompanha você com os olhos. Coisa do bicho ruim para quem acredita no mofento.

Na época eu não dei muita bola, porque não funcionava. Desperdício de tempo e papel. O problema é que eu havia montado errado.
A imagem é grande o suficiente pra montar o dragão, é só clicar nela.

Recebi ontem um link de um vídeo de uma fã das toalhinhas de bandeja, Tania Severine (brigado!) que mostra que o bicho funciona mesmo! Montei um rapidinho lendo melhor as intruções e tcharam!

O bicho acompanha mesmo!!
Então fui procurar o diabo nos meus backups e ele revive novamente!

Ainda vou jogar um desses no meio de um culto da igreja Universal pra ver a reação!

Instruções pra fazer número 2

Qual a primeira coisa que você faz quando chega em um país diferente?
Vai no banheiro do aeroporto. Como todo cachorro macho safado, quer deixar sua marca química provando que passou por lá.

Fazer número 2 é um ato tão particular e íntimo que nem pensamos como seria fazer numa situação sem uma porcelana por perto pra castigar (os que já passaram por essa experiência podem dizer que foi, no mínimo, marcante).

Conheço uma história de um sujeito que teve uma crise de diarréia em Paris e foi se aliviar num canto escuro, e com a ajuda dos amigos (muitos amigos), conseguiu se limpar com bilhetes de metrô(!!!). Como não são macios como papel Primavera, deve ter machucado todo a região onde o sol não bate. Foi a pé pra casa, porque a condução acabou na merda.

Eis que há muito tempo havia guardado essas imagens, não na esperança de usá-las nas toalhinhas de bandeja, mas achando que um dia elas seriam úteis. Naquela época não existiam blogs, então foi um feeling providencial.

Quem fizer número 2 na Indonésia não deve trepar na privada (no oriente é comum fazer número 2 agachado, ai meus joelhos).

Essa daí é uma versão hindu de como castigar a porcelana e manter a higiene no reto.
Fica aqui a dica pra designers criarem instruções melhores e mais gráficas do que isso.

Essa instrução deve ser para pais muito, muito, muito novatos. Quer emoção maior do que enfiar a mão pra ver se o pimpolho soltou os excretas? Nem pular de bungee jump deve dar tanta adrenalina.

São instruções que pra gente parece ser óbvio, mas tem que ver pra que povos elas são dirigidas.
Nem todo mundo tem TV a cabo, Nintendo Wii e papel higiênico em rolo em casa.

Para os machistas, tem esse:

Para que ensinar o complexo se ainda existe o óbvio a ser absorvido?

Desenhando em Barcelona

O governo deveria pagar a passagem pra Barcelona para todos ilustradores e designers que não tem condições, além de subsidiar o hotel e as baladas. Poderia também subsidiar os tapas, já que ninguém só vive de arte. Já que vai fazer o programa Primeiro Emprego, que o faça em Barcelona.

Eu trocaria São Paulo por Barcelona sem pensar duas vezes. Deixo até o Bisteca num asilo de cachorro se precisar. Depois ele viria por Sedex.

Onde mais eu comeria um bombom com recheio de parmesão e presunto parma?

Barcelona cheira a arte e desenho desde que você chega no aeroporto, você vê um monte de japoneses estudantes de moda de cabelo verde e roupa de espantalho, chora de raiva quando entra numa loja de material de pintura, porque tudo lá é muito barato, mas tá em Euro. Fica pegando tudo quanto é tranqueira quando vai numa loja de material de escritório, porque tudo tem um slogan escrito “você não sabe, mas precisa ter isso”

Eu fiquei tão orgulho de mim mesmo quando tirei essa fotos da Boqueria…porque tentei de tudo no Mercado Municipal mas não sai colorido desse jeito!

Barcelona deve concentrar a maior quantidade de designers e ilustradores por metro quadrado. Até os desenhistas de rua das Ramblas desenham melhor que você. É humilhante!


Esse site, Terminal B, feito em Barcelona, mostra bem como é a mentalidade de lá. Feito pra ser um portal pra divulgar ilustradores, fotógrafos, diretores de arte e designers, esse site é confuso, caótico e ao mesmo é genial!
Você fica clicando nas letras B que ficam flutuando feito mosquinhas na bunda do cavalo. Ao clicar, você abre uma bola maior onde estão os dados do profissional, e isso continuamente.
Não é ordenado, não tem ordem alfabética, tem search pra procurar quem você precisa, lógico, mas a navegação é irritantemente aleatória.
Não é funcional, mas é legal.

Coloquei meu nome ali, o difícil é alguém me encontrar. Pelo menos virtualmente estou “hospedado” em Barcelona.

Monstros Abissais

Antes de ser ilustrador, estava fadado a ser um biólogo. Com especialização em Zoologia, especificamente em Ictiologia, e mais especificamente ia começas a fazer um estudo de bagres cegos das cavernas do Vale do Ribeira. O mundo gira e troquei o formol pelo nanquim.

Mas biologia sempre foi minha musa inspiradora. Afinal, comecei a virar ilustrador por causa dos meus rabiscos que eu fazia nos cadernos de botânica e zoologia.

E inspiração pra ilustrador é fundamental. Tem horas que a gente perde inspiração, e não é indo na padaria tomar um cafezinho que a gente vai encontrar.

Tem gente que se inspira com filhotinhos de panda, outros se inspiram no amor lindo e maravilhoso. Outros se inspiram com mulher pelada.
No meu caso os monstros sempre me inspiraram. Desde pitoco os monstros do Ultraman e Ultraseven ficavam na minha cabeça pedindo para serem desenhados. Monstros eram um reflexo de adolescente e criança arredia, pois os monstros são bichos que não se encaixam em nenhuma classificação animal, ficando à margem da sociedade e arrebentando prédios e assustando criancinhas.

E para quem gosta de monstros, esse site é como um pastel de bacalhau bem recheado”. É um site com mais de 80 fotos de peixes que vivem nas regiões abissais dos oceanos (Fossa das Marianas não é um nome muito bonito mas é de onde vem a maior parte dessas fotos).


E pensar que mais de 90% dos abismos do mar do planeta ainda são desconhecidos? Vai saber Continue reading

Cornflake

Uma das coisas boas de se montar um blog é que sem querer você faz conexões inesperadas, provando mais uma vez a teoria dos Seis Graus de Separação (ou seja, todo mundo está conectado, resta saber como).

Fuçando o blog da Samanta Floor, que fez um comentário no post das toalhinhas de bandeja, encontrei uma pérola, daquelas que você encontra numa ostra comendo em restaurante:

Que historinha maravilhosa!! Tem o meu tipo de humor, misturando coisinhas que ninguém espera ver misturadas, como um cachorro fazendo as unhas ou vendo Gilmore Girls. É inspirador.

Adoro esse tipo de narrativa, simples, descompromissada. Os traços da Samanta também têm um alto astral magnífico, novamente daqueles que dá gosto de ficar olhando porque faz a gente se sentir bem, deixa um sorriso na boca. E ela tem um traço muito estiloso, daquelas coisinhas delicadas que só uma garota consegue fazer. Eu até ia colocar um post sobre outra menina alto-astral, a Brianne Drouhard, mas vai ficar guardado pra depois, esse tem prioridade.

Tem horas que a gente fica sério demais. Discutindo orçamentos, direitos autorais, brigando por prazos, e esquecemos que desenho também serve pra trazer satisfação pessoal e paz de espírito.

Eu costumava fazer desenhos como a Samanta faz, rabiscados em caderno comum, rabiscando logo depois de acordar pra não esquecer de um sonho, coisinhas rabiscadas no papel de um restaurante, num exercício de criatividade fabuloso. Nessa correria, a gente troca essa prática pelo job do cliente, e se não tomar cuidado, vira uma máquina de fazer desenhos.

Quem visitar o blog dela, o Cornflake, vai sair de lá como se tivesse ganho uma massagem de shiatsu nos pés depois de andar com sapato apertado o dia inteiro.

Vaca Profana

Ilustrador tem uma vantagem, quando fica com raiva de alguém ele canaliza a sua vingança desenhando..aí ele fica calminho e finge que nada aconteceu. E ainda vende a ilustração se tiver sorte.

Erotildes, vulgo amorzinho

Esse post é pra minha cunhada, que mora em Houston. Ela vai ter neném logo e tem que escolher um nome. Assim ela pode consultar minhas toalhinhas e não escolher um nome como Cremilda, que significa “aquela que briga de capacete”.
Elas fizeram um relativo sucesso (a terceira até ganhou um prêmio do Clube de Criação), e tem uma quarta na ponta da agulha. Veja se seu nome está aí e seja feliz porque ganhou mais um significado na sua vida.
Clique na imagem pra ela ficar grandona.


[digg=http://digg.com/design/Erotildes_vulgo_amorzinho]

A Xaninha da Penélope Charmosa

Não se arrepiem, pudicos de plantão. Não estamos falando de assuntos pubianos.

Macaco velho de desenho animado, e ao contrário do Diogo Mainardi, escapei ileso dos efeitos malignos da Hannah Barbera (ou talvez não, porque virei ilustrador com um certo nível de demência), a gente nunca questiona certas coisas. Nomes de personagens, por exemplo. Não faz parte da nossa natureza questionar como se chama determinado personagem na origem. Mas o bom é que, quando descobrimos, já temos maturidade suficiente pra achar ridículo e ao mesmo divertido.

Quem não se lembra da Corrida Maluca? Só o albino do Código da Vinci não se lembra.

Pois bem talvez muitos já sabiam disso, mas eu não.

A diáfana Penélope Charmosa, quem diria, tem um nome mais grosseiro em inglês, que é Penélope Pitstop! E o pior, o carro dela tem um nome, Continue reading

Ilustração por metro

Consegui um tempo pra fazer backup dos trabalhos e decidi postar esse caminhão pra montar que fiz pra Nestlé, no Natal passado. É um expositor de latas de leite Ninho pra ser montado em supermercados:

Acho que foi uma das maiores ilustrações (em tamanho) que já fiz. O caminhão original ficou com uns 5 metros de comprimento. Até hoje estou esperando a foto do brinquedão montado da agência que pediu o trabalho (Pandesign).
Foi todo feito em Illustrator 10.

Paprika

Animação japonesa é como comida japonesa.
Tem aquelas aberrações industrializadas baratinhas que vem em embalagens coloridas e intragáveis, como balinhas de cerveja e limão com melancia, que encaixam perfeitamente no gosto de adolescentes, como também existem as iguarias mais refinadas feitas de pequenas coisas simples e que poucos sabem fazer, como um peixe cru e um punhado de arroz caro (pra quem gosta). Tem também coisas pra experimentar e contar por aí feito bobo, como sashimi de baiacu venenoso, um tipo de roleta russa gastronômico.

O que peca na animação japonesa não é a animação. É a história e os diálogos. (sendo justos, não é só da animação japonesa, mas qualquer bandeira comete esse mal casamento, de boa animação com história ruim. Mas especialmente a animação japonesa ganhou um status isolado, chamando-se a si mesma de animê, angariando uma legião de fãs e fanáticos no mundo inteiro e isolando-se do que ela realmente é, animação pura e simples).
Akira e Ghost in the Shell, por exemplo, são animações maravilhosas e idéias geniais, mas convenhamos, as histórias são confusas e os diálogos mal aproveitados. Evangelion, então, vem de uma idéia boa, mas a história de tão triste e enrolada virou mexicana. Steamboy, do Otomo, também tem uma história mal elaborada por que se leva a sério demais. Final Fantasy, pelarmodedeus, é propaganda de software de modelagem 3D, porque em termos de enredo é coisa pra gato jogar terra em cima.

Tem dois caras japoneses que fogem desse padrão: Hayao Miyazaki e Satoshi Kon. Miyazaki dispensa apresentações.

Foi anunciado agora nos EUA o último filme de Satoshi Kon, Paprika.

Eu já tinha visto um trecho de meia hora do filme há pouco tempo atrás. É como uma versão Continue reading

Mamãe quero ser Jedi

Para aqueles que ficaram mesmerizados com o cabelo do George Lucas na entrega do Oscar (que é um ótimo motivo de alívio perceber que existem coisas piores do que ficar careca na velhice) ou para aqueles que não tem dinheiro sobrando pra fazer uma fantasia cosplay dos personagens do filme, entre no site infantil de Star Wars e baixe a patota inteira do filme pra fazer máscaras.

Debaixo dos caracóis (gigantes) da Princesa Leia..

É uma pena, mas não tem a máscara do General Babaka. Mas tem dos Ewoks, a maior aberração comercial forçada já feita em um filme blockbuster (ingenuamente fui ver “A Caravana da Coragem” sem ler a sinopse , há muitos anos atrás num cinema vagabundo da Avenida São João, e saí morrendo de raiva de ter pago um dinheiro que pra mim fazia falta na época pra ver um filme de bichinhos de pelúcia sem o Han Solo).

Por outro lado, bons ventos relacionados a Star Wars estão vindo. Pra compensar a megalomania desnecessária dos últimos filmes, pelo menos Lucas está investindo bem na animação. Depois da última série desenvolvida pelo Genndy Tartakovsky, pai do Dexter, vem aí uma nova leva.

Surpresas das surpresas, a fada da animação trouxe dessa vez Justin Ridge, o character design de Continue reading

Baptistão

Da série “Grandes Ilustradores Brasileiros e Porretas”, ou na visão particular deste que vos digita “Grandes Ilustradores Que Eu Sou O Maior Fã”, contemplem o trabalho do Baptistão.

Adoro ilustradores alto-astral, de desenhos que você vê com um sorriso na boca.
Baptistão é um caricaturista genial, tem uma maneira pessoal de capturar a essência de uma pessoa, deformá-la, amassá-la e sair uma obra de arte. Outro daqueles talentos que eu tenho a famosa invejinha saudável. É um vencedor num país onde ilustração já é uma profissão tipo matador de leão de coliseu (todo dia tem que se f*der pra matar um e no dia seguinte todo mundo esquece), e especificamente caricaturista, especialidade geralmente Continue reading