Plantanimais (e um tributo a Margareth Mee)
Alguns amigos meus da faculdade de Biologia me enviaram esse vídeo do Youtube. É uma interessante viagem na maionese de plantas com estruturas animais e metálicas. Lembra um pouco o conceito de “After Man” com enfoque botânico.

Um incentivinho pra estimular a criatividade. Mas nada melhor do que a própria natureza. Garanto que se você cortar um botão de flor na transversal, vai encontrar tanta inspiração quanto esse filminho, com a vantagem de ser real.
A gente fala muito de ilustrações pro mercado editorial, pra propaganda, desenho de graça pra safado, desenho técnico pra montar móveis de casa, mas pouca gente conhece o mundo das ilustrações botânicas (e zoológicas também) acadêmicas. São ilustrações feitas por pessoas que possuem um mínimo de conhecimento de biologia (na maioria são biólogos ou ex-biólogos como eu, que se não tivesse esbarrado em certas pessoas estaria fazendo isso hoje). Em botânica existe um estudo de classificação de plantas (família, gênero e espécie) chamado Taxonomia. Por exemplo, quando você come um tomate, na verdade tá comendo uma solanácea, samambaia e avenca são pteridófitas que dão em serra. Pepino e melão são parentes, cucurbitáceas. Aprendi a reconhecer as plantas do jardim só de olhar pras flores graças ao Joly, que é um livro do tamanho de um baldinho que ensina a classificação das plantas brasileiras e era ítem obrigatório na faculdade.
E a classificação vegetal se dá pelo número de pétalas, desenho da folha, estruturas sexuais, coisas de fácil identificação externa, mas tem que ter paciência pra ficar contando e analisando estruturazinhas, não é coisa pra quem gosta de desenhar caminhão e robô gigante.
A ilustração botânica documenta esse tipo de estruturas, mostra a planta como um todo e ainda consegue ficar bonita! A maioria ilustra com nanquim, bico de pena e aquarela. É técnico, mas também é uma obra de arte.
E a maior dama desse tipo de arte é Margareth Mee. Nasceu na Inglaterra, se apaixonou pela natureza do Brasil e morreu em 1988.

Não dá vontade de enrolar num cobertor e levá-la pra casa?
Foi a maior aquarelista botânica da nossa época. Tive o prazer de conhecê-la (ou melhor, de vê-la, porque nem conversei com ela, só a vi à distância) quando ela foi visitar a editora Três, onde comecei a trabalhar. Era uma verdadeira lady, uma dama que vivia com um caderno de rascunhos e aquarelas. Falava mansinho, e carregava além do caderno, uma bolsinha com uns saquinhos de chás.
Pena que eu era moleque e demente, não aproveitei o que deveria daquele momento, já que eu só descobri a importância de Margareth Mee uns dois ou três anos depois.



Margareth Mee era como um Hirschfeld de saias, ilustrou até o final da vida com paixão. É o tipo de ilustração que a gente, que sempre trabalha de forma a agradar o cliente ou com um cálculo envolvido, não se encaixa. São aquelas ilustrações que duram centenas de anos e ainda continuam a arrepiar os cabelos.
Detalhe, sem computador, só na munheca.
Hoje existe uma fundação que leva seu nome. A Fundação Margareth Mee procura educar e formar ilustradores botânicos pra levar adiante o que seu trabalho.
De novo, tudo o que ela conseguiu fazer é de arrepiar os cabelos.
















Magnífica!
Perto da minha casa tem uma travessa toda em paralelepipedo chamada Margareth Mee. Sempre que passo por lá lembro das ilustrações dela.
Espero que essa rua tenha alguma plantinhas…
Abs.
Infelizmente ñ tem nem uma única arvorezinha! Com mta sorte vc encontra algum musgo pelas paredes das casas da travessa.
Eu lembro que quando era criança, ficava abrindo os livros de minha mãe bióloga, só pra ver as ilustrações das flores. Eu adorava aquilo e as vezes até pensava que eras fotos.
e eu estou doida de vontade de ter o livro da Margaret Mee e /ou catálogos para ilustrar uma série de toalhas de mesa que faço
Oi Maria.
Acho que o livro você só encontra na Fundação Margareth Mee, por encomenda. O link tá no post acima.
Tenta ligar pra lá que vale a pena, se gosta desse tipo de trabalho.
Abs.
oi eu possuo o Livro da Margareth Mee para vender, quem tiver interesse o valor é bem abaixo do que é vendido no mercado. Entrem em contato comigo pelo e-mail fabiocristianolima@gmail.com
abs
estou interessada no livro vou escrever para seu email.
gente do céu, trabalho fino!
eu tenho duas obras de margaret mee gostaria de vender ?
Bom Dia. Gente, eu comprei o livro em uma livraria aqui no Rio. Dá uma olhada na internet e vê se é esse mesmo.
Sou organizador da Antologia Del’Secchi (Antologia Literária Internacional).
Para o nosso Volume 18, temos 230 autores, poetas e escritores participando, e para esta nova edição sugeri aos autores participantes, falar sobre a defesa do meio ambiente e a salvação da grande e linda Floresta Amazônica) Citando como exemplo a imortal Botânica Margareth Mee. Que veio assistir em uma linda e clara noite de lua cheia o desabrochar da flor da lua.
Roberto de Castro Del’Secchi,
Poeta escritor e genealogista
Conhece a Margaret Mee aqui – realmente preciso conhecer mais dos mestres ilustradores (a Revista Ilustrar é um bom começo!)
Ontem, eu e minha senhora fomos na exposição que comemora os 100 anos da Sra. Mee – olha, tenho que confessar: essa mulher não é desse mundo!!!
As coisas que ela fazia com pincel, guache, água e muito amor é algo de fazer qualquer um se curvar e prestar homenagem.
Havia um vídeo dela com uma entrevista. Era uma Lady mesmo, daquelas de enrolar no cobertor e levar para casa para mimar! X)
Um super abraço,
.faso