Sin City Las Vegas

Dá uma olhada nessas imagens e adivinhe de onde são.

Erraste se pensou em Sin City.
Essas imagens são do site da Polícia Metropolitana de Las Vegas. Por incrível que pareça, eles usaram a linguagem de Sin City para recrutar novos patrulheiros.

Fica aqui a dúvida se isso aí é homenagem ou plágio mesmo.

Existirá um policial tão durão como Marvin pra resolver essa situação?

Bandejinha nova

Essa é a nova bandejinha do McDonald’s, acho que vai entrar nas lojas agora em janeiro:

O tema é bem light, não tem curiosidade nem pesquisa. Só tem o mesmo tema da campanha de verão do McDonald’s.
Eu mudei um pouco o estilo dos desenhos. Esbugalhei os olhos dos personagens dessa vez. Perdi o medo dos desenhos ficarem parecidos com mangás e fui na luta. Ficaram zoiudos e simpáticos. A inspiração direta desse estilo é o Arthur de Pins, um puuta ilustrador da qual vou fazer um post mais carinhoso mais pra frente.

Isso é um detalhe da bandeja, mostrando o lápis e a conseqüência vetorizada.

Ely Barbosa

Estava eu tomando o café da manha quando vi a notícia da morte do Ely Barbosa no jornal. Ele morreu dia 19 de janeiro e só noticiaram hoje. Ele tinha 69 anos.

Quem tem mais de 35 anos vai lembrar dos desenhos dele, e duvido quem não era criança não ficou amarrado no filminho da D.D.Drim, das baratinhas dançando. A dedetizadora existe até hoje e ainda usa o desenho do Ely como propaganda.

Pra matar saudade, tem o filminho no Youtube.
Tinha um traço infantil bem ingênuo e simplista, mas merece um crédito pelo esforço e conjunto da obra. Teve grande sucesso na época de 70 e era irmão do escritor de novelas Benedito Ruy Barbosa.

Andy Council & Gepp e Maia

O que acontece quando Gepp e Maia encontram com Godzilla?
Andy Council é um ilustrador que mistura as duas coisas. Desenhos bem detalhadinhos, uma mistura de Onde Está Wally com Hard Boiled.

Pra quem não conhece, Gepp e Maia são dois alucinados que ficaram famosos por desenhar cidades, como Rio e São Paulo. Não uma ou duas vezes. Dezenas de vezes. Só quem trabalha com ilustração sabe como esse tipo de trabalho cansa.
Acho que eu teria uma tendinite só pra fazer essa ilustração do bairro de Vila Madalena, em São Paulo:

Curiosidade sobre o Godzilla:
O nome japonês do Gozilla é…..Gojira (ha!).
Uma mistura bem sem-vergonha de Kujira com Gorira.
Kujira é baleia em japonês.
Gorira é….gorila!

Lista de Compras do Carrefour

Quando você for ao Carrefour fazer a compra do mês, lembre-se de mim.

Esse personagem foi criado para a embalagem de cotonete

Esse personagem foi criado para a embalagem de courinho pra cachorro (ugh!)

Esse personagem foi criado pro shampoo infantil

E esses dois foram criados para roupas de gato e cachorro (!!!!)

Como tratar um ilustrador com carinho

Primeiro: O ilustrador ilustra, isso é óbvio.
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Mas outra função do ilustrador é resolver problemas. Além de ilustrar, ele também é pago para pensar.

Assim, quando um anúncio é criado e um ilustrador é chamado para fazer o trabalho, seria mais do que normal haver uma conversa entre ambas as partes, explicar a situação e deixar na mão do ilustrador resolver o pepino da melhor maneira possível.
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Picasso

Pablo Picasso era tão pobre, mas tão pobre, que no começo da sua carreira ele se aquecia no inverno queimando seus rascunhos e desenhos.

Ele era tão pobre, tão pobre, que quando ele foi morar em Paris, ele revezava a mesma cama em seu quartinho/banheiro/cozinha/estúdio com o poeta Max Jacob. De dia Picasso dormia na cama enquanto Jacob trabalhava, e vice-versa. Ô dureza.

Em compensação, quando ele morreu em 1973, ele deixou um acervo na França de 1.876 pinturas, 1.355 esculturas, 2.880 cerâmicas, mais de 11.000 desenhos e rabiscos (acho que nem tudo era dele, não é possível que seja), um patrimôno de mais de U$250 milhões.

E Van Gogh só vendeu um quadro enquanto estava vivo.

Então meu caro desenhista, que vive dizendo que é incompreendido como Van Gogh, que só foi reconhecido depois de morto, ou de Einstein, que era sofrível na escola, pare de arranjar desculpas e comece a querer ser que nem Picasso, que além de bom negociante era craque com as mulheres.

  • O Maior Quadro do Mundo

    Aqui vão algumas curiosidades que aproveitei de uma toalhinha de bandeja sobre curiosidades do mundo da arte que foi recusada, há alguns anos, ó vida.

    O maior quadro do mundo é “The Battle of Gettysburg”, pintado por Paul Philippoteaux e seus 16 assistentes em 1883. Levou dois anos e meio pra ficar pronto.
    Esse é só um pedaço do quadro.

    Ele mede 125 metros de comprimento por 21,3 metros de altura. Tem mais de 2.500 figurantes, 300 animais e milhares de objetos de cena. Quatro assistentes tiveram contaminação por chumbo, por causa da tinta branca (até o século XIX era comum a tinta branca a óleo ser composta por carbonato de chumbo, que é tóxica pra diabo. Dizem que era a causadora principal do câncer de língua nessa época, pelo hábito de alguns pintores molharem o pincel com a boca).

    Fiat Lux

    Comecei minha carreira de desenhista numa revista da Editora Três, chamada Vida-Um Guia de Auto-Suficiência. Eram fascículos que ensinavam a plantar, criar e fazer sabão com gordura de vaca.

    Eu fazia ilustrações como no estilo abaixo, típico passo-a-passo americano (era só o que eu fazia, passo-a-passos de como consertar portão, montar biodigestor, limpar cocô de vaca, essas coisas).

    Não são ilustrações minhas, mas o que fazia era bem parecido.
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    Tutoriais assassinos

    Frequentemente encontro talentos que fazem a gente se sentir como os macacos na frente do monolito negro, como no filme 2001 – A Space Odissey. É essa sensação que me motiva a tentar ser melhor do que eu sou em termos de técnica, por isso é uma invejinha construtiva.

    Ao ver o processo de trabalho com aerógrafo normal de Hubert de Lartigue, o peso da minha caneta Wacom fica maior e parece que estou segurando um fêmur, pronto pra quebrar a cabeça de alguém.

    No site dele, tem vários tutoriais gigantescos, como esses abaixo:

    Gritem de horror, adeptos do Photoshop!
    Sem layers! Sem Undos! Sem Save As! Reparem na quantidade de detalhes manuais (cortar máscaras, encher o aerógrafo, raspar, apagar, colar papéizinhos, afe) pra se fazer um hiper-realismo dessa categoria.

    Eu trabalhei um tempo com aerógrafos comuns no começo de carreira, com um compressor com um tanque de 100 litros e que deixava a gente surdo, de tão barulhento. Naquele tempo, aerógrafos eram caros, eram como Montblancs que peidavam tinta. Só eram vendidas duas marcas feitas no Brasil. As importadas eram o preço de um rim (mais ou menos o que custa uma Cintiq hoje).

    E ele ainda ensina a fazer o Millennium Falcon com dois bilhetes de metrô!

    Grafite Preto Frito


    Amantes do desenho a lápis, já ficaram imaginando como é que o mundo maravilhoso da ciência consegue graduar a dureza do grafite (2H, H, HB, 2B, 4B e o molíssimo 6B)?

    O grafite quando sai da fábrica é tudo igual, tudo com a mesma dureza e densidade.
    Depois que as barrinhas de grafite são feitas, olha que demais, elas são “fritadas” em óleo mineral (o termo técnico é imersão em óleo mineral quente, mas é como se fosse fritar mesmo).

    Quanto mais tempo no óleo quente, mais macio fica o grafite.

    É por isso que grafite novo tem cheirinho de óleo de máquina de costura.

    Aulinha de ciência: não esquecendo que o grafite e o diamante são feitas da mesma coisa, carbono. O que muda é a estrutura das moléculas, temperatura e pressão.

    Spirit

    Meses atrás redescobri dentro de uma caixa que não era aberta desde que mudei de casa, duas coisas que achei que tinha perdido pra sempre: minha coleção da revista Kripta e a revista do Spirit autografada pelo Will Eisner.

    Foi numa das vezes que ele veio ao Brasil, há uns 15 anos atrás. Fiquei um tempão na fila no MIS esperando Continue reading

    After Man

    Esse livro é ótimo pra se ler em tempos de aquecimento global.

    Eu tenho After Man desde a época da faculdade de Biologia. Era inspirador porque misturava biologia evolucionária com fantasia. É um belo exercício criativo com um belo racional também.
    Basicamente é um livro que mostra como seriam os animais daqui a milhões de anos no futuro quando o homem deixar de existir e parar de amolar o meio ambiente. A evolução não é um processo estacionário, ele é contínuo, porém muito lento.

    As ilustrações são ótimas.

    Muita gente vai lembrar de um documentário na Discovery que falava a mesma coisa, “The Future is Wild”. Também criado por Dougal Dixon,que é biólogo e dos bons, mas perdeu um pouco do charme porque os bichos eram todos em 3-D. O bom é que não são os mesmos do livro e tem a dinâmica da TV. Mas ler os detalhes de anatomia e comportamento de cada animal depois de milhares de anos de seleção natural não tem igual. Por exemplo, a tendência dos pingüins é de se tornarem como baleias e as baleias em criaturas menores, mas maciças como pedra, adaptadas para viverem apenas no fundo do mar.

    A teoria da convergência evolutiva explica porque diferentes animais possuem estruturas ou funções iguais, como um peixe ou um golfinho. Adaptação ao meio ambiente é a chave da sobrevivência. Bem diferente daquilo que o homem se tornou, que faz exatamente o contrário, que adapta ao ambiente para sua existência.

    Doppelganger

    Encontrei um sósia meu: um outro Hiro Kawahara (o mesmo nome que o meu, inclusive o sobrenome). Ele mora no Japão.

    Pelo que vi, ele é um músico de uma banda chamada Heretics e faz trabalhos experimentais e coisas sérias pro cinema e TV. Não é amador, parece que é bem renomado no meio.

    Aliás, Doppelganger é uma lenda urbana. Na verdade, tá mais pra conceito-lenda-urbana.
    Doppelganger significa “duplo”. É uma crença que existe uma cópia sua, um duplo seu, em algum lugar no mundo. E ele é oposto do que você é, no comportamento e na moral.

    Também é uma crendice na Alemanha. Doppelganger é quando você consegue ver você mesmo pelo rabo do olho, de relance. Eles acreditam que quando você tem uma visão de seu Doppelganger é um aviso que sua morte está chegando.

    Ilustração em tempos de cólera

    Recentemente comprei um livro chamado “Chinese Propaganda Posters”. É uma compilação de mais de mil pôsteres ilustrados para o governo comunista de Mao Tsé Tung, de 1949 até 1973. É impressionante a técnica, o talento e os detalhes de todos os trabalhos.

    Fiquei surpreso com alguns fatos sobre esse trabalho. Imaginava que o governo chinês Continue reading

    Picolé

    Você já tomou esse sorvete no McDonald’s?

    Não, nunca tomou porque ele nunca saiu. Tava tudo pronto, embalagem OK, produto também. Mas como uma noiva que acorda arrependida no dia do casamento, ele deu as costas e nunca mais foi visto, a não ser no meu portfólio.

    Softwares

    Programas, ah, os programas.

    Toda primeira pergunta que fazem quando conhecem a gente é em qual programa a gente trabalha.

    Não existem muitas opções. Só trabalho com 3:
    Photoshop, Painter e Illustrator 10. E os três tem o abençoado Santo Layer, Continue reading

    Hardware

    Há alguns anos troquei meu estúdio real, com pincel, ecoline e aerógrafos, pela direção de arte. E da direção de arte voltei pra ilustração, mas dessa vez com equipamento digital. Faço pouca coisa no papel e tinta, infelizmente, e invejo quem o faz com primor, como o Alarcão.

    Mas de computador e equipamento digital eu entendo.

    O Computador

    Trabalho há muito tempo com computadores pra desenhar, especificamente Macintosh. Desde a época de reserva de mercado quando era crime comprar computador Continue reading

    Desenhista Mutante

    Ilustradores e desenhistas, segurem o queixo.
    Existem mutantes que desenham.

    O nome dele é Stephen Wiltshire. Ele é autista.
    Nesse filme (clique aqui), ele anda de helicóptero por 45 minutos sobre Roma, cidade que ele nunca esteve antes, e consegue ilustrar toda a cidade de memória com precisão fotográfica!!!
    Dá até um arrepio na espinha!

    Esses autistas, que tem o talento de memorizar uma lista telefônica de passagem com os olhos, ou esculpir uma réplica de um animal ou tocar uma sonata de Bach inteira só de memorizar uma vez, são chamados savants. E ao contrário dos demais, que potencializam um talento mas não conseguem conversar ou escovar os dentes, Stephen parece ter habilidades de conversação e sociais quase normais.

    Benício

    O pessoal da Sociedade dos Ilustradores do Brasil enviou essas imagens de mulher pelada:

    Elas saíram numa edição da Playboy recente e foram criadas por um monstro da ilustração, o pai de todos ilustradores, o Benício.

    Esse velhinho simpático foi a inspiração de muito ilustrador de hoje. E ele continua na ativa, forte e firme. Faz tudo no guache e papel, ó puristas. O horror, o horror dos devoradores de pixels que só sabem nomes de filtros de Photoshopping.

    Duvido, du-vi-de-ó que ninguém nunca tenha ficado olhando um dos seus cartazes na infância. Quem é fã dos Trapalhões automaticamente também é fã do Benício. Ele fez todos os cartazes deles e de um grande número de outros filmes brasileiros. Como o da Dona Flor, hein, hein? Lembram-se da época da “Sala Especial” da Record? O Bem Dotado, o Homem de Itú? O cartaz também era dele.

    Gente como ele a gente abaixa a cabeça e pede autógrafo.

    O Gigante de Ferro

    A internet é uma arca do tesouro. Quando você menos espera, encontra algo que não precisava mas de repente se transforma em necessidade básica.
    Negociei com um sujeito que fabrica essa peça abaixo e ele topou vender uma pra mim. Ela tem led azul e apita, igual o filme:

    O filme a que me refiro é “The Iron Giant”, o Gigante de Ferro.
    Eu tenho uma paixão por esse filme de animação, junto com os do Miyazaki.
    Pra mim, a melhor animação americana em 2D (ainda que o robô tenha sido feito em 3D e renderizado em cell-shading, para parecer plano) que já fizeram.

    Foi dirigido por Brad Bird, de “Os Incríveis”.

    Tudo nele é formidável. O design “rebite Julio Verne” do robô, a história Continue reading

    Só Desenhistas

    Para quem quer ver como é a cara de vários desenhistas profissionais (inclusive a minha), dê uma passadinha no fotolog original do chargista Orlando: Só Desenhistas.

    Como o próprio nome diz, só tem desenhista lá.

    Esses aí são o Fábio Moon e Gabriel Bá, que fizeram o excelente 10 Pãezinhos e agora estão com “Mesa para dois”.

    Em quadrinhos, desenho é tudo, mas roteiro é 100%.

    I Ching


    A capa da Superinteressante de janeiro traz I Ching na capa.
    Só que o Ba Gua da capa saiu de ponta-cabeça. Não deve ser culpa do ilustrador, Antônio Andrade, pois é natural que exista uma confusão para quem não está habituado com os tracinhos.
    Foi deslize da redação mesmo.

    O Ba Gua do Céu Anterior correto, idealizado por Fu Hsi, é esse: Continue reading

    Livros sérios sobre a profissão de ilustrador

    Para aqueles que sabem ler inglês e têm interesse maior em como funciona a carreira de ilustrador, existem livros muito bons que falam sobre a ética, desenvolvimento de mercado de trabalho, a estratégia de se vender, postura frente a problemas e clientes, organização, maneiras de cobrar, direitos autorais, entre dezenas de outros tópicos bem sérios.

    Infelizmente não conheço nenhum livro em português que traga esses assuntos.

    Eu tenho esses três livros, altamente recomendados.

    “The Education of the Illustrator” fala bem do que é essa coisa de ilustrar, tenta formar uma consciência do que é uma ilustração e do que é um ilustrador, Continue reading

    Scooby Doo era japonês?


    Ano passado morreu Joseph Barbera, depois Alex Toth, depois William Hanna e agora Iwao Takamoto, que criou Scooby Doo e Mutley.
    São Pedro deve estar fazendo uma lotação só de desenhistas de animação pra poupar tempo e pra eles ficarem papeando no caminho.

    Quando a gente era criança, sempre reparava no nome do Takamoto nos finaizinhos dos créditos quando acabava Scooby Doo. Pensava: “olha só, um japinha trabalha pro Hanna Barbera”.
    E o cara mandava bem no traço, dá pra ver na ilustração do Wally Gator de 98. Nem todo japonês faz mangá, correto?


    Sim amigos, os desenhistas também morrem. Mas fazem um monte de gente feliz antes.

    O Rosto de Space Ghost

    Essa meu compadre Marcelo enviou pra mim lá de Lisboa, terra do pastel de Belém.

    Ele descolou um esboço feito por Alex Toth do Space Ghost sem máscara.
    Seria Space Ghost o irmão de Roger “Race” Bannon, o “companheiro de aventuras” do doutor Benton Quest??

    “Mate Turu, mate!!”

    Pritt Boxes

    Isso aqui são caixas pra vender cola Pritt a granel. Vende muito na volta às aulas. A idéia era fazer vários personagens que saíam das caixas pra contar uma historinha. São vários modelos de displays que podem ser colocados em qualquer ordem.

    E essa é a responsável pela conta que estava grávida, quase entregando o pacotinho depois de 9 meses.

    Demolidor existe!

    Atenção fãs de Heroes e quadrinhos!
    A verdade pode ser mais estranha que a ficção.

    Apareceu no programa da Oprah (sim, eu tenho minhas fraquezas) uma matéria no mínimo bizarra.

    Esse garoto se chama Ben Underwood, tem 14 anos.
    Aos 3 anos de idade foi diagnosticado câncer em ambos os olhos e eles tiveram que ser extraídos.

    Depois de alguns anos, ele aprendeu que podia se localizar dentro de um espaço, perceber as dimensões, identificar objetos, pessoas e lugares e até identificar espessuras e tamanhos sem usar bengala nem as mãos.
    Pra fazer isso, ele estala várias vezes a língua no céu da boca, emitindo um som agudo. E pasmem, ele consegue fazer disso um sonar, como um morcego. Ou como Matt Murdock.

    É impressionante. No programa mostra um trecho dele andando na calçada normalmente, e indicando tudo o que “vê” nos lados e pela frente. Perto de um carro, ele reconhece inclusive que tem uma picape na sua frente.

    Se você sabe inglês, clique aqui pra ler essa história ou aqui pra ver o vídeo e sinta-se pequenininho porque não consegue encontrar as chaves de casa debaixo do próprio nariz.