Fast Girl # 122 – Mary Marvel

Shazam para todos!!
Marymarvel
Usando um pincel de menor tamanho no Painter XI, sem caprichar muito no acabamento.

Copiando sem querer, plagiando sem saber

mONAEngana-se quem pensa que a principal parte do corpo de um ilustrador sejam as mãos ou os olhos. Ou a bunda, porque é nela onde ficamos sentados a maior parte da nossa vida fazendo desenhos. Se você for colocar alguma parte do seu corpo no seguro, como fizeram algumas moças que usavam as nádegas pra ganhar a vida sem invasão naquele lugar onde não bate sol, eleja o cérebro como o órgão preferido. Sem ele, não se faz nada. Vivo no temor de receber uma visita no futuro de um dos participantes do trio Parada Dura – Mr. Parkinson, Mr. Hutchinson ou Mr. Alzheimer. O glaucoma, embora afete meus olhos, já está controlado, pra quem quiser saber.

Essa informação está na revista Mundo Estranho de março, vale a pena estendê-la nesse varal de ilustradores.

Vejam bem, antes de tudo, isso não é uma desculpa pra quem plagia coisas de forma mequetrefe e foradalei. Mas explica alguns lapsos criativos que todos nós, que trabalhamos com criação, podemos e vamos ter.

Muitas vezes bolamos um desenho, ou no caso de publicitários, criamos um anúncio onde, dias mais tarde, algum fulano mostra de onde você tirou a idéia. Espantado, juramos de pés juntos, de verdade e botando a mãe no meio da conversa, que nunca vimos o predecessor da sua idéia.

Ponham a culpa na CRIPTOAMNÉSIA!! É quando o célebro faz a gente acreditar que nós fomos os verdadeiros pais daquela idéia maravilhosa, mesmo sem ter sido. A explicação é que a memória humana retém a informação mas não retém a origem dela. Ou seja, tem vezes onde é impossível lembrar onde ela viu a idéia original, mas se lembra dela, e essa lembrança faz parecer uma epifania criativa, quando na verdade estamos copiando algo que já existe. Tem horas que só uma desculpinha e um café na padaria resolve. Mas quando você está criando um personagem de dezenas de milhares de dinheiros, meu rapaz, isso é motivo de enfiar a cabeça dentro de um formigueiro de vergonha, além das complicações de um real processo de plágio.

Segundo a revista, quem é criptoamnésico tem mais chances de fazer a barbada se o autor do original for do mesmo sexo.

Fast Girl # 121 – Aisling

Aisling
Estava vendo o Oscar com um olho no peixe, vulgo trabalho, e outro no gato, vulgo TV. Quando apareceram os candidatos ao Oscar de melhor animação (aliás merecidamente ganho por “Up” e seus maravilhosos e lacrimejantes primeiros 10 minutos), meus olhos deram um estalo de joelho de velho quando vi um pedacinho de um desenho chamado “The Secret of Kells”
Kellsgirls
Não é preciso muito explicar o por quê fiquei fascinado com esse desenho. Acho que Aisling deve ser uma das personagens principais, e me identifiquei com o traço. E não, eu não o conhecia até ontem. Tem vikings, lendas célticas, entidades e personagens bonitinhos. É colorido, graficamente rico e uma prova que animação em 2D ainda tem muito músculo e gordura ainda pra ser trabalhado.

Fazendo uma busca, descobri que o danado infelizmente JÁ foi exibido aqui em São Paulo (impressionante, por mais informação que a gente adquire todo dia pela internet ou jornais, parece que as que mais interessam pra gente nunca chegam nas nossas mãos), tem a mão de brasileiros na receita da massa e também foi feito pelos mesmos produtores de “As Bicicletas de Belleville”. Esperando agora o lançamento nos cinemas, o que eu acho difícil, ou comprar o DVD.

Fast Girls #119 e #120 – Francine e Katchoo

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Além da Fables, outra revista que eu amava por causa das capas era “Strangers in Paradise”. A historia era boazinha, mas os desenhos e personagens de Terry Moore são tão expressivos e carismáticos fazendo coisas simples, como alguém tentando acordar com sono ou cortando batata enquanto bate papo…seu trabalho é simpático como Morgan Freeman contando uma piada.

Além disso, Katchoo e a gordosa (gordinha gostosa) Francine eram uma graça, tinha aquela tensão sexual do beija-não-beija versão sáfica.
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Vale a pena dar uma visitada em seu blog, cheio de coisa nova e bonachudas. Com exceção das super-heroínas, essas acho que perdem um pouco do salzinho.

Revista Ilustrar 15

Mais atrasado que menstruação de garota grávida venho anunciar que Ricardo Antunes lançou mais uma fornada da nova edição da Revista Ilustrar, a nº15. Embora muitos insistam, ela ainda é de graça pra download (chega a ser divertido, se muitos não lêem instruções para um download imaginem o que não fazem antes de assinar um contrato?).
Ilustrar15
Dessa vez mais grosso, volumoso e pulsante, com 101 páginas, trazendo a miríade de astros ilustres – Francis Vallejo, que nada tem a ver com o Boris, a arte fantástica do Carlos Araújo, Roger Cruz, o ex-Fantástico Juarez Machado, hoje com um trabalho muito mais delicado, expressivo e delicado, isso entre outras coisas que nem menciono porque, imaginem, tem que ler. O artigo do Alarcão sobre começo de carreira, mercado de trabalho e portfólio é azeite verde, mas eu sou suspeito pra falar porque sou fã tatuado do cara.

Very Fast Girl # 118 – Cammy

Sorry pela falta dos filminhos, tempo infelizmente não se compra por quilo em supermercado.

Hiro’s Fast Girl # 118 – Cammy from Hiro Kawahara on Vimeo.

Fast Girl # 118 – Cammy

Homenagem ao bug 8005010F, que ferrou com todos Playstation 3 modelo antigo do mundo inteiro, ao mesmo tempo.
Cammy
Cammy, de Street Fighter. Aquela que protege as mãos e pés com botas e luvas de ferro e deixa o corpo descoberto com um maiô com um coraçãozinho estampado. Cafona ao extremo.

Lupe e o lobo

Tava esquecendo de postar esse presentinho querido que ganhei da Lupe Vasconcelos, de quem eu sou fã adesivado! Uma aquerela de secar os olhos.
lupe
Bem o tipo de tema que eu adoro desenhar, um monstrão protegendo ou carregando uma menina faceira. Reminiscências de Totoro e de Marco Antônio.

Quê Marco Antônio?

Esse Marco Antônio:

A cena do biscoito, que inspirou a cena do triturador de lixo em Monstros S.A. é pra se lembrar até o dia de ir pro caixão.

Fast Girl # 117 – Joan Harris

Pra quem é ou foi publicitário como eu, Mad Men é uma série que equivale a House pra quem é médico.
JoanHarris
Se um dia eu tiver um império ilustrativo com uma empresa com 40 funcionários desenhando pra mim enquanto eu espremo sorvete entre os dedos do pés pra passar o tempo, hei de contratar uma Joan Harris só pra lavar pincel ou passar aspirador de pó no teclado.

Quando fazer serifa vira arte

Há alguns meses eu fiz um curso rápido de caligrafia da Andrea Branco. Foi tão bom que definitivamente mudou minha maneira de escrever no papel, desde fazer um título pras lâminas de bandeja ou escrever no envelope pro motoboy levar pro contador.

Ainda vou de fazer um post decente sobre o que aprendi e o que é o curso da Andrea, porque vale a pena.
calligraphy
Mas enquanto eu não o faço, porque é um daqueles posts com mais de mil palavras, eu coloco aqui um filminho de outro calígrafo, Dennis Brown (
http://www.quillskill.com/FLV/gothicmov.html
) \.
Eu vi esse filminho nesse curso, é fascinante ver como a mão dele dança pra fazer as firulas serifentas, numa segurança curvilínea excepcional.

Afinal, caligrafia não deixa de ser uma forma de ilustração também.

Meu conceito de iPad em 2007

A fada do backup trouxe um presentinho inesperado.

Estava eu coletando uns trabalhos muito antigos quando me deparei com este, surpreendentemente atual, dentro do possível.

Em julho de 2007, a revista Mac + pediu para que eu criasse um conceito de um Mac que funcionasse com toque, sem mouse. Naquela época, o que tava pegando era o Surface, acho que era da Microsoft, que era a mesinha de centro mais cara já feita, e que pelo visto não foi pra frente. Naquela época não havia ainda o iPhone, o conceito touchscreen era distante como um mortal fazer sexo com a Zooey Deschanel e a palavra Tablet só vinha nos produtos da Wacom e nas barras de chocolate.

E como eu curto fazer coisas pra essa revista porque os caras dão liberdade total, eu soltei a franga e criei….um iPad em 2007!! Por pouco não acerto no visual do bichano.

Foi divertidíssimo fazer essas ilustrações e escrever esses textos. O traço era pra lembrar um pouco o do Al Jaffe, mas como não sou Al Jaffee a coisa ficou meio híbrida, como filhote de cachorro com porco andando de duas patas.

Esse era o aparelho:
Device

E essas eram as funções. Para quem não se ligou, a roda de funções veio do Match 5, do Speed Racer.

A

b

C1

d

E

f

Sketchcrawl is on the table, my friend

Desenho1603Amantes de desenho e desenhistas, armem de lápis apontados e sketchbooks pesados porque neste sábado acontece o próximo Sketchcrawl, que minha mente Parkinsoniana já esqueceu qual edição será.

Desta vez o cenário do Sketchcrawl Brasil/São Paulo será no centro da cidade. O pessoal irá se reunir na frente da Pinacoteca as 10horas, seguindo o dia desenhando e rabiscando no Parque. Caso chova, a opção será fazer a sessão sketchcrawliana dentro da Pinacoteca.

Se quiser saber mais detalhes, entra aqui no blog do patrono e organizador do evento, Montalvo Machado, que ele explica melhor e com mais detalhes.

Pra quem ainda não sabe o que é Sketchcrawl, é um evento global criado pelo grande massa Enrico Casarosa. Nesse dia, todo mundo, no mundo todo, se reune pra desenhar.

E se você mora em uma capital, ou em uma cidade que você considera à esquerda do final do mundo, pode ter também ter seu Sketchcrawl. Como é um movimento quase anárquico-artistico, é só juntar uma galera neste sábado que você automaticamete já está fazendo um Sketchcrawl.

Tem mais nesse filminho feito pela DRC explicando melhor.

Doces Gurias de Daldoce

As chibatadas pelo trocadalho do carilho são merecidas, assim como os aplausos para a exposição “24 Ilustrações de Marcelo Daldoce para a Playboy”, que acontece na Livraria Pop até o dia 20 de março.

Marcelo Daldoce, brilhante ilustrador e aquarelista de talento de soltar palavrão de tão bão, já foi matéria na última Revista Ilustrar.
daldoce
Não pude ir na abertura da exposição, mas vacilei, pois disseram que além das gurias pintadas estavam também algumas coelhinhas da Playboy em carne, osso e peitos fazendo um charme.

Eu, por outro lado, só ganho cafuné do Ronald McDonald.

Fast Girl # 116 – Big Sister

Bioshock 2 é bom, mas é o jogo mais curto que já joguei. Pá, pum, game over.
Bigsister

Alarcrônicas de cara nova

Atenção amantes de boa comida e boa ilustração. De boas mulheres e bons homens para quem gosta de mulheres e homens também.
Alarcao-AquarelaBoaViagem2
Alarcão é um ilustrador daqueles que você olha seu portfólio soltando palavrão, no bom sentido. Putaquepariu, putamerda, alguma coisa chula que vira elogio sai da boca de quem olha suas aquarelas.
Alarcao-KlimtAquarela
Pois bem, o homem que dispensa adjetivos mas que deve recebê-los assim mesmo está com o blog Alarcrônicas com cara nova. Vale a pena conferir seus trabalhos pra se sentir um pouco menos mamífero e mais anfíbio perto do que ele faz. Ou acreditar em reencarnação, pra ter uma segunda chance e desenhar tão bem.

E pra não puxar sardinha na brasa só dos desenhos, seus textos merecem louros e mel, também são excelentes.

Fast Girl # 115 – Polvina

Voltando com as Fast Girls pós-Carnaval.

Essa é pra calar a boca de quem reclama que eu só desenho garotas americanas aqui. Ah, xenófobos…não tem unha do dedão pra cortar não?
Polvina
Usurpando a criação do grande Fabio Yabu, uma versão tentaculosa da Polvina, a líder de Princesas do Mar que mistura em um só personagem Meninas Superpoderosas com Hokusai.

Um Homem-Maravilhoso de pano e osso

Semana passada eu celebrei minha primeira festa de aniversário em 45 anos. Tinha tanto medo de festas de aniversário, especificamente de cantar parabéns, que era como se encarasse um palhaço assassino pelado. Ainda não canto parabéns, mas estamos trabalhando nisso.

Nessas , ganhar presente é uma coisa bacana, ainda mais pra quem quase nunca ganhou presentes (sons de violinos tristes). Sem depreciar os artefatos festivos que ganhei, mas tenho que destacar um que fez secar as retinas.
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O Tio Faso, dono da Marcamaria, teve a perspicácia de fazer um presente autêntico. Qual foi a minha surpresa, mistura de perplexidade com negação, quando vi que ele tinha feito um Mini-Mi do…..Homem-Maravilhoso???
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Nunca havia visto um Mini-Mi embalado completamete. E olha só, o Faso tem um capricho, como diriam nossas professoras de primário, na elaboração não só do bonequinho, mas também da embalagem e, vejam só a alcaparra do badejo, ele também vem com uma certidão de nascimento. E todo ele com um texto que é quase um livrinho com um texto muito, mas muito auspicioso e humorado. Melhor que muito livro vendido em prateleira.
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Já falei sobre o Homem-Maravilhoso aqui, ele tem uma significância muito grande pra mim porque ele era uma bóia salva-vidas na época em que eu comecei com ilustração e em seguida, quando eu desisti por um tempo da ilustração. Assim como Totoro, esses dois personagens sempre me faziam lembrar que desenho ainda era o que eu mais gostava.

E quer saber, depois disso eu tô pensando SERIAMENTE em retomar os desenhos desse personagenzinho desagradável e divertido. Usando as mesmas histórias que escrevi há 20 anos, com seu devido upgrade criativo. Tá mais que na hora de eu fazer tirinhas.

Quem quiser conhecer mais os trabalhos do Marcamaria, que não é mulher, mas um gigante gentil, clique aqui e se esbalde na simpatia dos Mini-Mis.

Outro presente que eu ganhei que apertou o coração com chave de fenda foi esse Totoro, que ganhei da Rosana Urbes, que conhece um pouco da minha história de vida.
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Não é um Totoro simples, esse tem uma historinha atrás…só pra imaginar, ele tá meio sujinho por alguma razão.

Mil obrigados não são suficientes pra agradecer a todos.

Alberto Ruiz passou por aqui e disse oi e desenhou umas mulheres bem gostosas

Passado a semana de Carnaval, regado a trabalho canino e insano, eis que consigo escrever alguma coisa de novo.

Semana, além de Gerard Butler, Madonna e Paris Hilton, que significa o mesmo que cocô de pomba pra mim, esteve aqui no Brasil pra passar o Carnaval o terrivelmente talentoso Alberto Ruiz, dono da Brandpress Studio, responsável pela saída de divisas monetárias para os EUA da minha parte, a convite da Revista Ilustrar. E não é que o cara aceitou?
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Já escrevi sobre ele aqui, e tivemos a honra de sermos recebidos pelo próprio, em sua casa e depósito de maravilhas em papel que é o acervo da Brandpress, o mesmo que a Ilha Açúcar pro Flapjack, quando estive em NY.
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Ele é um personagem pronto, com seu indefectível boné preto, camiseta preta e chinelos havaianas, além de carregar sempre uma mochila generosa com sketchbooks e canetas. Aos que estiveram presentes no almoço que a Revista Ilustrar organizou, ou estiveram na minha festa ou tiveram a oportunidade de ficarem com ele alguns minutos, perceberam que o homem é um dínamo. Não se cansa de desenhar, de falar, de andar serelepeando por São Paulo e distribuir sorrisos assim como distribui sketches.
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Ele, assim como tantos camaradas brazucas, é um apaixonado pela ilustração, e bota apaixonado nisso. Pessoas assim carregam inspiração para todos dentro da mala.
Virou “instant brother” da turma, e ficou maravilhado com a mesma paixão que a gente tem aqui pela arte do desenho. Sim, Bistecão Ilustrado é coisa nossa e pelo visto só tem mesmo aqui. Por isso aproveitem enquanto tem.

E Ruiz gostou tanto que prometeu vir novamente pra cá. Tomara que fique igual ao James Taylor ou a Tara McPherson.

Aos amigos que tiraram mais fotos dele, me mandem, por favor. Eu fiquei tão ocupado em conversar que no final só tirei essas fotos mulambentas.

Fast Girl # 114 – Maga Patalogika

Alguém mais achava a Maga Patalogika um chuchuzinho, com aquele cabelo escorrido na chapinha, mas que dava um sex appeal?
Maga
A idéia da Fast Girl de hoje vem de outra pessoa.

Outro dia me mandaram o link do blog do Jok, onde ele fez uma série de desenhos humanizando personagens da Disney.
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Achei uma sacada bem legal, tanto que achei que uma Fast Girl desse jeito daria um sambinha.

Curiosidade, o nome americano da Maga Patalogika é Magica de Spell!!

Chuta que é macumba

Toalhinha nova de bandeja do McDonald’s, já rolando nas lojas. É o primeiro de uma série de 6.
(clica na imagem que ela aparece direito, tô fazendo um teste e se não rolar podem espinafrar que eu tento arrumar).
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Vocês não tem idéia de como foi difícil fazê-la. Coisa de cortar os pulsos com faquinha de bolo Pullman pra diminuir a agonia.
Não morro de amores pela Copa do Mundo, já fiz 9 lâminas de bandeja com esse tema. É como tirar leite de vaca na terceira idade. Não sai nada e só machuca.

A próxima é mais leve e divertida, vai ser uma epifania pra quem é nerd, tem mais Ovo de Páscoa do que caminhão da Kopenhagen capotado no meio da pista.

Fast Girl # 113 – Mia Wallace

Pulp Fiction, my friend. Curto e grosso porque a semana está voda, na semana de Carnaval os diretores de arte adquirem comportamento errático compulsivo e pré-convulsivo. Se as coisas não mudaram na maioria das agências de propaganda, ninguém sabe se vai ter folga no feriado a não ser na véspera quando já é tarde demais pra organizar alguma viagem.
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O dedão do pé dessa mulher (Uma Thurman) é inesquecível, o John Holmes dos pedólatras. Dá dois dedões estranhos da mão da Megan Fox empilhados.

E os filminhos, tá difícil, ficam pra depois do Carnaval.

Fast Girl # 112 – Katara

Avatar por Avatar….
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Pra quem sempre vem aqui, desculpe pela secura dos desenhos e posts aqui, é toda culpa da FIFA.

Calendários na POP

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Quem mora perto de Pinheiros pode comprar o meu calendário lá na Livraria POP – Rua Virgílio Carvalho Pinto 297. Também por módicos 12 reais.
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Mas levem também uns cobres a mais, porque os livros e os “brinquedos” que são vendidos lá praticamente falam “passa a grana” pra quem é fã dessas coisas que não enchem a barriga mas satisfazem o célebro.

Trocando arroz e feijão por aquarela

Aproveitando o almoço pra testar uma marca nova de aquarela (nova pra mim, claro), Daler Rowney. Aprovadas com a carteira vazia fazendo clap clap.
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Não é uma Fast Girl, mas foi quase. Aquarelinhas na hora do almoço, se a moda pega eu crio um método novo de fazer dieta.

O tempo passa rápido quando você está se divertindo

De um modo um pouco inesperado e um tanto atrasado, decidi fazer calendários pra distribuir entre agências de design e publicidade esse ano. Depois de entregar pra mais de 60 lugares diferentes, para tantos diretores de arte, criação e art buyers que lotariam o Vaticano com escalas Pantone e revistas Archive, e depois também de passar por duas sessões de sorteio no Twitter bem divertidas, estou colocando os excedentes pra vender na Galeria Magenta.
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Quem não foi contemplado pela Madame Sorte no sorteio pode comprá-lo por módicos 12 reais, dinheiro de pinga, pra quem sabe quanto vale uma pinga.

Cada calendário comprado com seu suado dinheirinho vai vir autografado, sim, sim. É o mínimo que posso fazer pra agregar um valorzinho, como dizem os diretores de marketing.

Perfil Literário, ilustradores dando entrevista

Há uma semana eu dei uma entrevista para o programa de rádio Perfil Literário da Unesp FM, comandado pelo simpático Oscar D’Ambrosio. Já vi que no dia em que eu virar comida de minhoca vai ter um repolho esculpido na minha lápide. Ou vou ser cremado segurando um.
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Confesso que não conhecia o programa e fiquei muito surpreso ao ver que na lista dos entrevistados está uma renca muito respeitável, se é que existe renca respeitável, de ilustradores dando seus relatos, e principalmente, todos dando dicas pra quem está começando ou quer começar a carreira de ilustrador.

Só isso faz o programa um queridinho pra quem segue essa profissão que corre risco.

Eis aqui os links de algumas entrevistas de ilustradores que também vale a pena serem escutados:

Orlando:
Orlando

Gustavo Duarte:
Gustavo Duarte

Lucia Hiratsuka
Lucia Hiratsuka

Alarcão
Alarcao

Laerte
Laerte

Guto Lins:
Guto Lins

Spacca:
Spacca

Paulo Zilbermann
Paulo

Mauricio Negro

Odilon Moraes

Caco Galhardo

Ricardo Azevedo

Baptistão

Andrea Ebert

E vale também ouvir os outros entrevistados, a maioria deles autores, escritores e jornalistas. Entrevistas que, se ouvidas, farão seu crânio estalar porque sua massa cerebral vai crescer como massa de pão.

Very Fast Girl # 109 – Hit Girl

Eis o filminho da menina invocada.

Fast Girl # 109 – Hit Girl from Hiro Kawahara on Vimeo.

Fast Girl # 111 – Selene

Ah, o filme é uma bosta (Underworld), mas Kate Beckinsale de roupa de couro apertada faz qualquer homem quebrar mesa de fórmica por baixo. Sem usar as mãos.

Selene

Aprendendo a desenhar com Rad Sechrist. E Mort Drucker, Glen Keane, Ralph Bakshi

Eu adooro colocar posts com nome “Aprenda a desenhar com….”. São os posts mais visitados, atraem incautos como moscas em carne fora de geladeira, e como prova que o ser humano ANSIOSO só lê as primeiras quatro palavras de uma frase, centenas de pessoas pensam que EU ensino a desenhar. No começo isso me incomodava, mas algumas perguntas são tão grotescas e mal escritas, do tipo “aê meu, kero desenhar pra caralho, comofaz?” que de incômodo a coisa virou um tipo masoquista de entretenimento. Se não sabem ler um post, como querem aprender a desenhar?

Da mesma forma que eu vivo repetindo, e o Ricardo Antunes também, que mesmo a Revista Ilustrar sendo gratuita e pra download, dezenas de pessoas perguntam onde comprar e quanto custa.

EU não ensino a desenhar, ainda não tenho cacife, créditos e gônadas suficientes pra isso. Mas Rad Sechrist ensina, e ensina muito bem.

Vi essa no blog Drawn. Sechrist é um puta ilustrador e além de fazer storyboards pras animações da Dreamworks, também foi responsável pela melhor história da última revista Flight, que tava bem fraquinha, a do samurai que busca a mulher raptada por um sujeito malvado (Kidnapped).
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Seu blog “Rad How To” tem gigas de informação, apenas e simplesmente de posts que ensinam a desenhar. Dicas de anatomia, perspectiva composição, dentro do contexto de comics e animação.
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Coisas que se aprende TREINANDO constantemente com uma orientação, não se aprende anatomia de segunda pra terça e dormindo entre esses dois dias, e com AUTOCRíTICA, pra não se achar o rei da cocada preta quando conseguir desenhar uma mulher com a bunda no lugar e achar que não precisa aprender mais nada.

Fazer o quê, meu amigo, escolheste uma profissão que exige estudar e praticar sempre. E aproveite agora que você está no começo de carreira e tem pouco trabalho, porque depois que começar a trabalhar de verdade, tempo pra estudar vai se tornar tão valioso como virgens pra sacrifício. Virgens bonitas.

O blog pessoal de Sechrist também seca os olhos.

Além dele, o leitor Kleverson me deu uma dica de outro blog fantástico, o On Animation. Dentro dele existem centenas de filmes, entrevistas, matérias, sketches, análises de ilustradores e animadores com carreira com peso de elefante, uma miríade (gostou do “miríade”?) de foderosos do traço do mundo da animação. Só na primeira página tem uma amostra grátis do Mort Drucker desenhando, (quem nunca leu uma sátira de filme no MAD feita por ele?), e os sketches de Glen Keane quando fez Tarzan.
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É outro blog deixa passando fome por dias quem gosta de animação.

Fast Girl # 110 – Neytiri

Sim, essa cena passou com o Gato de Botas em Shrek 3.
Neytiri
Tenho que tomar cuidado. Se eu disser que não gostei de Avatar, é capaz do porteiro do meu prédio receber ameaças de morte. Em língua Na’vi.